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3.6.11

Votar por convicção


Não precisamos de ser militantes de nada.


As eleições estão aí. São das mais importantes da democracia. Assistimos a muita discussão, mais ou menos produtiva. Talvez se tenha dado novamente demasiado tempo aos militantes e muito menos aos apoiantes sem filiação que são indiscutivelmente a maioria dos apoiantes de qualquer um.


Continuo a ser independente dos partidos... mas tenho fortes convicções sobretudo no capítulo técnico e prático.


Entendo que não estamos em período de nos confinarmos aos temas meramente ideológicos, naturalmente mantendo a coerência e não nos afastando de princípios básicos.


Naturalmente por isso, por ter estado perto de alguns líderes do CDS, principalmente os que detestam grande visibilidade.


Por perceber que se fartam de trabalhar - que são técnicos de excelência e estudiosos da universalidade das políticas de desenvolvimento globais e das suas contradições, sobretudo no capitulo energético, financeiro, social e comercial.


Acabo por me render.


Também pesa nesta escolha o facto de não se encontrarem agarrados a parceiros de grande poder de influência e exigência. Antes na procura da defesa da causa pública.


Espero que os portugueses de bom senso votem útil, por convicção e não pela eventual utilidade do voto.


E já agora – como afirma muitas vezes o escritor e autarca Paulo Aido – devemos utilizar o nosso metro quadrado de influência, em casa, entre amigos, no bairro, no restaurante... pelo menos façamos com que todos vão votar! Seria bom para a democracia e para o regime que se encontram quase em causa.


Talé

22.5.11

Decadência







Marcha-se contra a fome e estragam-se 10 toneladas de tomate
No dia em que se marchou contra a fome no Porto e em Lisboa, em Braga estragaram-se dez mil quilos de tomate, numa luta importada de Espanha, conhecida como “La Tomatina”.


No Porto, cerca de 1500 pessoas marcharam para colaborar na luta universal contra a fome e contribuíram com 7.500 euros, enquanto em Braga umas centenas deitaram ao lixo mais de 12.500 euros de tomate que, certamente, fariam a diferença no cabaz alimentar de milhares de portugueses que se encontram com enormes dificuldades económicas.


Ora, ontem, mostrámos que somos capazes do melhor e do pior em matéria de importação de ideias.


Mas o que mais impressiona é a estupidez a que estamos votados em copiar eventos que são tradições culturais muito particulares e que só atraem público na origem – “La Tomatina” é uma tradição de Buñol, uma vila perto de Valência, que acontece na última quarta-feira de Agosto e integra as festas em honra de São Luís Beltrão e, têm divulgação nos cartazes turísticos espanhóis.


Assim, não é crível que este esforço dos bracarenses atraia quem quer que seja além fronteiras, e que dinamize o comércio local... Antes, deixou o centro histórico da cidade de Braga a precisar de uma valente limpeza, apesar das protecções que se colocaram.


Também incompreensível é a cobertura dada pela comunicação social a esta “guerra de tomates”, que não deixa de ser humilhante para os milhares de portugueses que passam fome e para um País mergulhado numa crise sócio económica sem precedentes.

18.4.11

Só nós ficamos em recessão

Portugal vai ser o único país da União Europeia a manter-se em recessão no próximo ano. Isto sucede também se comparado com a maioria dos países ocidentais.

Os dados que demonstram isso são do FMI – Fundo Monetário Internacional.

Assim, cai por terra a teoria de que a nossa crise se deve ao impacto das dificuldades internacionais na nossa economia, tantas vezes observada pelo primeiro-ministro José Sócrates e, o ministro das finanças, Teixeira dos Santos.

Podem ver a lista dos países europeus na Tabela 2.2 da pág. 67, no link em baixo. Os países de outros continentes encontram-se no mesmo documento.



Talé

16.4.11

Atenção aos candidatos

Oxalá que não se corra, mais uma vez, para a bipolarização da vida política portuguesa. Correm as notícias que o FMI - Fundo Monetário Internacional - deseja um pacto entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, para que se encontre estabilidade governativa. Então e os outros partidos, o CDS, PCP, Bloco de Esquerda, MRPP, PPM, Partido da Terra, etc., são forçosamente obrigados a aceitar esta espécie de intromissão sobre as nossas convicções.

Era a última a sair do saco: sermos obrigados a enormes sacrifícios por culpa de uma governação desnorteada e, agora, a termos de nos silenciar ou escolher quem não queremos...

Aliás, começo já por mostrar o meu desapontamento com as escolhas do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, como por exemplo a do cabeça de lista pela Guarda, o politólogo Manuel Meirinho, também ele, até há poucos anos atrás, administrador dos interesses de empresários nascidos na sua terra (o Soito ou no concelho do Sabugal) em mais do que uma empresa.

Recordo, perfeitamente, a sua apetência para a engenharia financeira, com o intuito de sobre facturar para empresas terceiras e, consequentemente reduzir os montantes de impostos a pagar e empobrecer terceiros. Lembro-me como instruía um accionista de uma empresa onde também eu era sócia, de forma a mantê-la deficitária no propósito de desviar a sua clientela, particularmente um importante grupo do sector automóvel.

Manuel Meirinho ganhou algum protagonismo no programa televisivo “Prós & Contras”, mas agora, com esta nomeação, reaviva-me a memória de momentos difíceis que me fizeram abandonar prematuramente um barco que ajudei a nascer.

Também me volta a refrescar o pensamento para a necessidade de nos mantermos atentos e saber avaliar a credibilidade das escolhas que fazem, para nos representar na Assembleia da República. Não basta ser professor da Universidade Técnica de Lisboa, fazer lobbies na RTP, escrever num blogue e passar uma esponja num passado empresarial pouco clarividente.

Os eleitores portugueses têm de procurar conhecer os seus representantes, que terão nas mãos parte muito importante do futuro dos nossos filhos e dos nossos netos, tão grande é crise financeira anunciada.

Os votantes têm de ter a coragem de eleger os que mais merecem, mesmo que isso signifique votar nos partidos ou grupos políticos mais pequenos, para abrir espaço ao debate permanente e à criatividade, à consulta de todos os agentes da sociedade, para que o poder não descanse nem sustente factos consumados.

Vivemos o pior momento do pós-25 de Abril e, de uma ou duas: Ou vamos todos votar e optar pelos melhores com critérios objectivos sem voto útil e, de fora têm de ficar todos os Manuel Meirinho; Ou então façamos greve ao voto.


Talé

7.3.11

Terra de oportunidades, não obrigado

Odivelas, terra de oportunidades” já era...
Esta comunicação perdurou muito tempo em painéis publicitários e foi mesmo um dos emblemas que suportou o ideário dos autarcas socialistas, na pré-campanha para as últimas eleições de Outubro de 2009.
Mas os ventos mudam e convínhamos que o slogan era excessivo, estava gasto e desadequado à realidade. No País são muito poucas ou quase nenhumas as terras de oportunidades e não estamos em campanha eleitoral.
Agora optou-se por “Odivelas, bom para viver”. Estamos inegavelmente perante uma comunicação mais conservadora, mais adaptada aos tempos que vivemos e principalmente a uma Odivelas que não consegue deixar de ser um grande dormitório.

Talé

2.1.11

Procurar a luz ao fundo do túnel

Sabemos que o Novo Ano ainda bebé não vai ser fácil e, embora não exclua ninguém, dirijo a minha mensagem particularmente aos adolescentes, idosos e mais desprotegidos (...) porque uns têm menos esperança e outros perderam-na!

Mas se o nosso coração continua a bater vamos ajudá-los.

Não vamos deixar que a nossa tendência sobre o que é mau seja ainda pior.

No final do túnel existe sempre uma luz.

A nossa luz, da perseverança, do entusiasmo, da coragem e da criatividade muitas vezes esquecida. Só com ela – a nossa luz – conseguiremos atravessar alguns obstáculos.

O comprimento do túnel depende de cada um de nós, da nossa capacidade de combater as contrariedades.

Vamos insistir encontrar essa luz.

Eu também sigo esse caminho e, com toda a certeza, que aprendi algo quando a alcançar.

Que todos tenham um 2011 luminoso.

Talé

4.12.10

"Garrett no Coração" na Malaposta


Garrett no Coração” é uma comédia a não perder da autoria de Fernando Gomes, em cena na Malaposta em Odivelas até 30 de Janeiro próximo.
Mais ou menos oitenta minutos divertidos, de uma espécie de musical de convento das Madalenas Calçadas que é uma verdadeira sátira a parte da vida de um escritor mas também a um conjunto de freiras com o “bichinho do teatro”.
Trata-se de um tributo a Almeida Garrett inspirado em algumas das suas obras mais marcantes como “Folhas Caídas”, “Viagens na minha terra” e “Frei Luís de Sousa”, conduzido pela Madre Ribalta, na actriz Isabel Ribas. Ao elenco juntam-se Paula Fonseca, Sara Campina, Carlos Macedo, Jorge Estreia, José Nobre, Luís Pacheco, Rui Raposo e ainda o próprio Fernando Gomes.
Interessante é ainda o preceito em que apostam para angariar fundos para manter este projecto:
Propõe dez rifas para outros tantos presentes.
Eu fui uma das felizes contempladas e com uma obra literária interessante – “O Terramoto de 1755 Testemunhos Britânicos” da autoria The British Historical Society of Portugal & Lisóptima com prefácio de Maria Leonor Machado de Sousa numa edição de 1990.

Talé

29.11.10

Dia 1 , Pedro Santana Lopes apresenta "A Confidente de Sá carneiro"


Recordar também é viver. Falar de Sá Carneiro que na minha opinião se ausentou dos vivos prematuramente é lembrar um grande Estadista.
Bem-haja a Paulo Aido excelente escritor que demonstra sensibilidade e lealdade para com os seus leitores.
Será com certeza mais um livro para ler de uma só vez.
E a apresentação é já no dia 1 de Dezembro, na próxima quarta-feira, às 19h00, na livraria Bertrand do Picoas Plaza, junto ao Edificio Imaviz e estará a cargo de Pedro Santana Lopes. A não perder!

Talé

27.11.10

Malefícios da Marmelada

Andam cada vez mais odivelenses em conflito.
A Marmelada de Odivelas tornou-se num tema para combates entre pessoas que nunca tiveram grande importância na minha terra. Sim, “minha” pois sou das poucas que nasci em Odivelas e por cá vivo.
A Marmelada de Odivelas é sem dúvida um produto que pode ser uma das atracções do concelho, juntar-se a vários acontecimentos e até dar-lhes importância.
Durante anos, foram poucos os que falaram disto. Mas num só ano já temos duas Confrarias e uma associação de comerciantes de Loures e Odivelas que registou uma marca.
E as pessoas que se envolveram nisto revelam enorme falta de cultura. Nem tão pouco cumprem regras das suas organizações.
A presidente de uma das associações (confraria) teve o distinto arrojo de oferecer um presente em nome do presidente da Junta de Freguesia de Odivelas no programa da RTP 1 - Praça da Alegria - quando esta autarquia não aceitou ser associada e confrade desta mesma Confraria. Também não se conhecem as despesas que se fazem e quem as paga ou terá de pagar.
Portanto, não compreendo o comentário ameaçador escrito no facebook pelo tesoureiro Carlos Monteiro, marido da presidente da mesma instituição, onde afirma arranjar dentistas que arrancam gratuitamente uma dentadura inteira a dois distintos cidadãos que não identifica.
Percebo claramente que tenha de proteger o “tacho”.
Como diz um amigo meu:
Vamos lá a ver se os fretes que por aí se fazem, a coberto da imagem e do nome de entidade que não têm essa razão de existir, mais não servem do que garantir o funcionamento de algum consultório médico dentista”-

Talé

23.11.10

Marmelada de Odivelas renasce

A Marmelada de Odivelas teve um final de dia feliz.
Uma operação de marketing muito positiva e mostrou que algumas pessoas pensaram o momento. Cuidaram da apresentação da Loja da Marmelada e suportaram-na no design das embalagens propostas, na forma e na cor que mistura a simplicidade com um toque de modernidade gráfica. São iguais para todos os produtores, apenas mudam numa das faces com a inscrição do logótipo do produtor.
Depois há quem vá manter a venda em tigela.
A apresentação também teve o condão de juntar sete produtores, cinco industriais hoteleiros e dois particulares – Pastelarias Espigas de Odivelas, El Rei D. Dinis, Forno da Cidade, Faruque, Viriato e depois o individual Bruno Figueiredo e Carolina Pinho.
A única dúvida é como se vai qualificar a marmelada porque no essencial elas são várias, muito semelhantes no paladar é uma verdade, mas com texturas diferentes.
Durante a semana podemos adquiri-las no Centro Comercial Odivelas Parque.

Talé


14.11.10

Dá que pensar

Em Odivelas há duas semanas atrás foi participado à PSP um furto de um automóvel.

Perante o desânimo do proprietário, este foi encontrado pelo próprio num local que fica entre a esquadra da PSP e o local do furto.

Estou preocupada com o meu intelecto porque embora em uma ou outra noite veja passar um carro da polícia em certos locais do concelho o veículo foi precisamente encontrado pelo seu dono.

Sou levada a acreditar que de uma duas:

· Ou temos muito poucos polícias a trabalhar noite e dia;

· Ou temos os agentes a passar apenas nos locais mais movimentados.

Mais grave é ainda apercebermo-nos que a polícia até desconfiou do próprio proprietário... esquecendo-se de tentar investigar as imagens do Odivelas Parque de onde desapareceu a viatura em menos de 15 minutos. É que as câmaras mostram o carro a entrar naquele estacionamento, mas estranhamente não mostram a sua saída.

Isto dá que pensar.

Talé