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30.10.10

Marmelada Branca

A marmelada branca "democratizou-se". É de todos, não tem dono. No ano de 2003, uma associação cultural começou a vender a 20 cêntimos a receita original, nas festas da cidade. O produto das vendas reverteu em favor do Círio dos saloios a N.ª S.ª do Cabo Espichel. Vendeu-se também na feira de artesanato, no pavilhão Polivalente. Está na Odivelas.com. Está neste Blog. O livro das receitas da última freira de Odivelas, foi publicado pela Verbo, exactamente com este nome. Portanto, é do conhecimento geral. Deixou de ser segredo, na posse de uma minoria.
Devo referir que o PCP de Odivelas sempre a teve à venda na festa do "Avante", tendo sido, por isso, um divulgador deste produto.
Há pormenores que devem ser cumpridos e chamo à atenção para eles:
1. - Cada marmelo que se descasca mete-se de imediato em água fria, para não escurecer pela oxidação;
2. - O açúcar é sempre o dobro da massa de marmelo;
3. - O açúcar tem de estar em ponto alto e tirar-se do lume para se lhe misturar a massa dos marmelos,
4. - Volta ao lume e não se deixa ferver. Logo que se levantem bolhas, tira-se do fogo,
5. - Bate-se até arrefecer, porque o calor escurece-a.

Força para um bom resultado; boa sorte, e não deixem de experimentar!
Ofereçam marmelada às visitas e aos amigos de fora. É a melhor publicidade.

Quem me ajuda?

Hoje tirei o dia para fazer a Marmelada, os Marmelos já estão cozidos, o açúcar está a ficar no ponto. Mais um pouco é só misturar a polpa com o açúcar e, ....... pronto!

Embora dê um pouco de trabalho, depende da quantidade isto é uma coisa que até se faz bem, mas este ano estou com um problema que nunca tinha tido.
Eu que sempre pensei que fazia a simples Marmelada de Odivelas, este ano não sei qual o nome que hei-de dar. Ela é de Odivelas, a receita é a do Mosteiro e por isso vai sair branca.

Como faço?

Aceito sugestões, sendo que vou optar por aquela cujo o binómio preço/utilidade seja o mais vantajoso.


25.10.10

Marmelada branca

Porque um comentador faz esse pedido, aqui fica a receita, incluindo o título, tal como a deixou escrita a última freira do mosteiro de Odivelas.

MARMELADA BRANCA

"Vão-se esbrugando os marmelos e deitando-os em água fria. Põe-se a ferver em lume forte, estando bem cozidos se passam por peneira. Para 1 medida de massa 2 medidas de assucar em ponto alto de sorte que deitando uma pinga n´ agoa coalhe: tira-se o taxo do lume e se lhe deita a massa muito bem desfeita com a colher; torna ao lume até levantar impôlas tirasse p.ª fora e se bate até esfriar, para se pôr em pratos a secar."

A receita está manuscrita com esta ortografia, que eu quis conservar, embora hoje não se escrevam assim alguns termos.
Só haverá um termo que teremos de explicar: "esbrugando" quer dizer "descascando".

Se seguirem todas as normas deixadas nesta receita, obterão marmelada com uma cor mais clara que a marmelada vulgar. Não deixem passar despercebidos pequenos pormenores, porque neles está o sucesso.
A pontuação também nem sempre lá está. Calcula-se.

Se alguém dominar a técnica de colocar aqui o texto manuscrito, eu disponibilizo-o para esse efeito e poderão confirmar.

24.10.10

Marmelada sem estratégia

Com maior ou menor rigor relativamente à receita original, já temos mais produtores de marmelada na cidade de Odivelas.
À Faruque juntam-se as pastelarias El Rei D.Dinis e Viriato.
A receita, essa encontra-se publicada no livro das receitas da Madre Paula... Mas aqui a questão prende-se com a tentação da industrialização de um produto que tem de ser necessariamente tradicional, groumet como se diz modernamente.
Não poderá haver lugar à varinha mágica para passar a polpa do marmelo a massa.
Não basta o paladar.
Nestes produtos a textura é essencial - é mesmo o que faz a diferença o que lhe dá a realidade dos tempos idos.
Mas estas marmeladas de 2010 encontram outra curiosidade. Vivem na encruzilhada de não estarem agarradas à Marmelada Branca de Odivelas da associação de Comerciantes de Loures e Odivelas apadrinhada pela Câmara Municipal de Odivelas ou terem o estatuto de Marmelada do Convento de S. Dinis de Odivelas da Confraria da Marmelada de Odivelas.
Estamos perante uma enorme confusão que se pode eternizar para mal de todos, para que continuemos a ter confeitarias industriais a fazê-la e colocar-lhe a chancela "Marmelada Tipo Odivelas"...
Será isso que se pretende?
A este rrespeito e a um texto deste blogue assinado por Miguel Xara Brasil li um interessante e oportuno comentário de Paulo Bernardo e Sousa, um dos muitos confrades e amante da marmelada que passo a transcrever:

«Importante será entender que a Marmelada de Odivelas, não é nem do fulano A, nem da entidade B. Revelaremos tanto maior inteligência quando entendermos que neste mundo global, em que a qualidade é medida pela mais-valia que uma diferença pode realçar, a Marmelada de Odivelas pode e necessariamente terá de ser um dos elementos charneira / produtos-motor de uma economia sustentada por bens culturais.
Como esta (a Marmelada), outros produtos se poderão seguir: a doçaria conventual, a cultura castreja e os achados do período proto-histórico e pré-histórico. Enfim...
Que à mesa da Marmelada de Odivelas, muito desenvolvimento económico e social estará na génese de muitos repastos.
Pena tenho que havendo um tão estreito conjunto de mais-valias neste concelho, não sejam estas potenciadas com uma visão e planeamento estratégico.
Receio que as querelas mais ou menos pessoais, que as tentações de "quinta" e que as ocas vaidades se possam de novo sobrepor a esta hipótese de desenvolvimento que os nossos egrégios avós nos legaram. Seremos nós merecedores desses egrégios avós e do ADN que nos transmitiram? Pensemos nisso...»

23.10.10

Marmelada de Odivelas


Depois de em Fevereiro de 2006, há quase 5 anos ter escrito este texto e um ano depois de ter sido eleito, embora lamente o tempo que se perdeu, é com satisfação que começo a ouvir tanta gente a falar da Marmelada de Odivelas. Até no intervalo de uma das últimas Assembleias Municipais, houve uma Vereadora que teve a amabilidade de oferecer Marmelada a todos os presentes.

Mas maior satisfação é que para além da Faruque e da Pastelaria Viriato, como já aqui assinalei, também a Pastelaria D.Dinis já a tem.

Espero que a politica ou as politiquices não estraguem o caminho que agora finalmente parece ter sido iniciado, é que ele ainda é muito longo.

2.8.10

Marmelada de Odivelas


Continuo a achar que, a Marmelada de Odivelas é uma coisa séria, que deve ser tratada com rigor e acima de tudo com isenção!


Sgundo julgo saber, trata-se de registar condignamente o que já de si vem sendo pratica comum ao longo de muitos anos a esta parte, com a comercialização dita Marmelada!
O que se pretende, é fazer de Odivelas a terra da Marmelada como se fez de Belém terra dos pasteís! É um status mais que merecido, e que seguramente vai fazer com que a Marmelada de Odivelas se torne por isso ponto de referência obrigatória no futuro roteiro turístico do Concelho! E isto sem inventar pólvora nenhuma!

Nesta segunda-feira vai-se falar e provavelmente decidir sobre isso na Terra de Oportunidades!
Vamos pois dar Oportunidade à Marmelada de Odivelas!

E só uma coisa, como me transmitiu há dias um Odivelense também preocupado com esta questão, a côr da Marmelada de Odivelas, não a identifica! Por isso se quiserem até podem confeccioná-la de todas as cores do arco-íris!

4.6.10

Câmara ignora a Confraria da Marmelada de Odivelas.


Nota Informativa.
(Gabinete do Vereador Paulo Aido)


A propósito da intenção da intenção da Câmara em tentar celebrar um protocolo de colaboração para a qualificação e registo da «Marmelada branca de Odivelas» com a Associação Empresarial de Comércio e Serviços dos Concelhos de Loures e Odivelas, o Vereador Paulo Aido emitiu uma declaração de voto, justificando o seu sentido contra este documento, em virtude da Câmara querer ignorar a existência da Confraria da Marmelada de Odivelas.

Passamos a transcrever a declaração de voto:
«A Confraria da Marmelada de Odivelas – Associação foi registada em 23/11/2009 no Cartório Notarial de Odivelas, fazendo parte desse registo os seus Estatutos, sendo o seu NIPC 509223710. A constituição desta Associação foi confirmada no sítio do Ministério da Justiça no dia 10-12-2009, estando também disponível para consulta pública a escritura e os Estatutos da mesma.

No artigo 3º dos seus Estatutos pode ler-se “A Confraria da Marmelada de Odivelas – Associação tem como objectivo a promoção, divulgação e valorização da marmelada de Odivelas e bem assim do património histórico, cultural e gastronómico associado do Concelho”.

Em 12-05-2010, no 1º Encontro de Produtores de Marmelada Branca de Odivelas, evento da responsabilidade da Câmara Municipal de Odivelas, a Confraria da Marmelada de Odivelas fez-se representar pela Dr.ª Ana Monteiro, Presidente da Direcção, a qual anunciou a existência desta Associação ao Senhor Vice-Presidente da edilidade, Dr. Mário Máximo.

Foi pedido ao senhor Vice-Presidente que transmitisse os cumprimentos à senhora Presidente da CMO e que a informasse da existência da Confraria.

No dia 21-05-2010 foi feito telefonicamente, pela Presidente da Direcção, um pedido de audiência com a senhora Presidente da CMO. Foi dito, pela secretária, que no dia 24-05-2010 provavelmente não seria possível devido à agenda preenchida da mesma, mas que a contactariam para que fosse ajustada uma data. Até agora esse contacto não se operou.

Atendendo ao referido, importa ainda salientar o seguinte:

É com alguma estranheza que se constata o facto da Câmara Municipal não contactar com a Confraria, no sentido de se unirem esforços na defesa de um bem que deveria ser de interesse comum;

É com alguma estranheza que se constata que a Câmara está a desenvolver estes esforços com outras entidades ignorando por completo a existência da Confraria;

É com regozijo que se constata que a Confraria está a dar os passos aconselhados pela QUALIFICA, para a defesa de um produto que se considera “património gastronómico” do nosso Concelho, de uma forma segura e ponderada;

É com expectativa e esperança que se aguarda que a Câmara Municipal reconsidere e receba a Confraria, entendendo de uma vez por todas que a segunda é um aliado de peso e não um inimigo a eliminar.

Pela inoportunidade do apresentado face à existência da Confraria e ao facto de o Município em vez de agir de forma agregadora e construtiva se ir colocar em situação de concorrente que só servirá para gastar recursos municipais inconsequentemente, parece ser de reprovar o pretendido».

22.3.10

A Marmelada de Odivelas.


Um texto escrito por Maria Máxima e publicado na Odivelas.tv. conta-nos mais sobre a tão famosa Marmelada de Odivelas.

Entre outras coisas diz-nos a historiadora que D.Dinis nunca chegou a prová-la.

28.12.09

Marmelada de Odivelas, mais uma história.

Janela do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo em Odivelas,
por onde se diz que as freiras vendiam a Marmelada.



Já por algumas vezes aqui no blogue tenho feito referência à Marmelada de Odivelas e ao valor que esta marca tem, mas estava longe de imaginar que também a minha família estivesse umbilicalmente ligada a este produto de excelência.

Este valor advém, não só da qualidade do produto, sem dúvida excelente, mas também da sua espiritualidade, a qual foi ganhando ao longo dos séculos, com as histórias e lendas que se desenvolveram e criaram em seu redor.

No Natal que agora passou, por uma amiga de família que tem actualmente 98 anos, soube de mais uma história que se passou um pouco ante de 1900 e que culminou com dois casamentos, um deles, dos meus bisavós.

Na época tanto o meu bisavô José, como o seu irmão Guilherme tinham cerca de 20 anos e embora jovens, eram órfãos de pai. Viviam em Odivelas na companhia da mãe e de uma outra senhora que era professora de bordados numa escola de Lisboa.

No mês de Outubro, como era tradição (ainda é), coziam-se se cá em casa várias panelas de marmelos e faziam-se para além da geleia, várias taças de marmelada. Num desses anos, os dois irmãos deixaram que a senhora que aqui vivia levasse de oferta, para a escola onde dava aulas, um cesto de verga com vários pedaços de marmelada em forma de coração.

O sucesso desta oferta foi tal que a directora da escola ordenou de imediato a algumas das suas alunas que fossem a Odivelas para agradecer a gentil oferta.

Entre essas alunas constavam duas irmãs a Delfina e a Carlota que, por ventura, já encantadas com os saborosos corações que tinham recebido deixaram-se conquistar pelos jovens odivelenses.

A Carlota veio a casar-se com o Guilherme e a Delfina, minha bisavó casou-se com o José.

11.2.06

MARMELADA DE ODIVELAS (IN:Coisas da Pontinha - 11/2/2006)


Ao recolher informação para escrever este texto encontrei várias elementos sobre este tema, uns com algum fundo de verdade, outros que possivelmente não passam de lendas; certo é que a qualidade do produto, a história e as histórias ou lendas contribuíram para que a Marmelada de Odivelas seja uma marca de elevadíssimo valor e uma referencia em todo o país.

O romance de D. João V com a Madre Paula, segundo alguns, contribuiu não só para a divulgação da marmelada, como também foi responsável para que seja feita a associação deste produto ao acto do prazer.

Segundo reza a história ou a lenda Paula Teresa da Silva e Almeida que mais tarde ficou conhecida simplesmente por Madre Paula, entrou para o Mosteiro de S. Dinis no inicio do sec. XVIII.

Paula era uma rapariga bonita, elegante e vistosa quando ali chegou com apenas 16 anos de idade. Não obstante, já ser naquela altura amante do Conde do Vimieiro, fez despertar enormes paixões, sendo que a mais conhecida, como é óbvio, foi a do Rei da época, D. João V.

O monarca que ficou com o cognome de Magnânimo não perdeu tempo, de imediato entendeu-se com o Conde do Vimieiro e fez de Paula a sua amante preferida.

Não obstante a grande diferença de idades (30 anos mais velho) e porque que quem corre por gosto não se cansa, D. João V passou a visitar a sua eleita quase todas as noites. Para estes encontros e porque o monarca era guloso, Madre Paula fazia-se acompanhar sempre de uns quadrados de pudim que ela própria confeccionava com grande mestria. Assim, estes serões, de desvaneio real, eram passados por ambos, também, a mordiscar estes saborosos pudins de Madre Paula.

Estes pudins eram, nada mais, do que aquela que é hoje, a famosa Marmelada de Odivelas.

Há inclusive quem admita que D. João V com a curiosidade de saber como era feita a Marmelada, chegou, resguardado no Mosteiro de olhares indiscreto, a ajudar Madre Paula a confeccioná-los.

Consta também que no Sec.XIX se realizavam no Mosteiro de S. Dinis concursos de poesia (Outeiras) onde ocorriam poetas vindos de fora. Quando algum desses poetas conseguia arrancar uma salva de palmas da exigente plateia, as freiras entravam na sala a distribuir quadrados de marmelada, como sinal de reconhecimento.

No final do sec. XIX, as freiras por dificuldades financeiras começaram a comercializar a marmelada e esta pela sua qualidade de imediato se tornou num sucesso comercial. Foram muitas as pessoas que a partir dessa altura passaram a ir ao Mosteiro de S. Dinis propositadamente para a comprar.

Passado uns tempos, segundo li, a Marmelada começou também a ser servida e vendida numa velha casa de Odivelas, a qual população começou a frequentar aos fins-de-semana, com intuito de confraternizar, enquanto comia um quadrado de marmelada acompanhado por um chá, ou, por um cálice de vinho do Porto.

Suponho que para além destas histórias muitas outras haverão, por ventura mais antigas, mas este texto não pretende ser um documento hitórico, pretende sim chamar a atenção para o enorme valor que esta marca tem, fruto não só da qualidade do produto, como também da “alma” que já tem, o que faz com que seja a mais conhecida e apreciada em todo o país.
A nós odivelenses cabe-nos valoriza-la, divulgá-la e rentabilizá-la, pois se a Bairrada tem o leitão, se a Guia tem o frango, a Beira a chanfana, Belém os pasteis, Aveiro os ovos moles e o Porto o vinho, etc, etc., nós temos a Marmelada.