2.11.11
20.10.11
17.10.11
4.9.11
Há com cada pedra!
28.8.11
Jardim Botânico - Uma pérola no coração de Lisboa.
Pese o facto de certos espaços estarem com um aspecto abandonado/desleixado e de necessitar urgentemente de obras de manutenção, este é um espaço, cujo o fundador foi o Conde de Ficalho, merece sem dúvida ser visitado. É mesmo uma pérola no coração de Lisboa.
Campo Maior - Grande Festa!
29.3.11
Portugal Campeão do Mundo em Arquitectura.
O génio e o talento de Eduardo Souto Moura foi distinguido com o prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura, considerado o Prémio Nobel da área. Esta é a segunda vez que um arquitecto português vence este galardão. Depois de Siza Vieira em 1992, Souto Moura torna-se assim o segundo português a vencer este prestigiado prémio. 22.3.11
ARTUR AGOSTINHO: GRANDE HOMEM - ENORME SPORTINGUISTA
22.11.10
Igreja Matriz de Odivelas - Um tesouro do Concelho.

Localiza-se perto do Mosteiro de S. Dinis, no núcleo antigo da cidade de Odivelas.
Ao cimo da dupla escadaria seiscentista, de acesso à entrada do templo, encontra-se um cruzeiro datado de 1626.
No interior deste templo rico e majestoso, a nave é ornamentada com azulejos setecentistas onde figuram cenas bíblicas. Os sete altares, são em talha dourada. A capela mor, toda revestida de mármore, de diferentes cores, tanto nas paredes como no tecto, é característica do séc. XVIII.Decorado com painéis de azulejo do séc. XVIII, alusivos ao baptismo, o baptistério integra uma pia constituída por uma taça, possivelmente do séc. XVI, e duas pias de água de água benta, de estilo rocaille, em mármore vermelho. Na sacristia, encontra-se um lavabo de mármore do período renascentista — 1573, com uma nau esculpida.
Localização: Rua Alberto Monteiro, Odivelas.
Horário: Das 8h30 às 19h30 - Tel.: 21 931 06 48.
Eucaristias:
De 2ª a 6ª Feira - 9h00 e 18h30
Sábados - 15h30, 17h00 e 18h30
Domingos - 8h30, 9h30 e 10h30(na Igreja do Mosteiro de S. Dinis 11h30 e 18h30).
31.10.10
Imagens do Outono na Beira.
19.10.10
A Lisboa que eu amo (12)
CONCLUSÃO.

Quando no Sábado, por acaso ao acordar, resolvi, sem que nada estivesse programado, ir dar um passeio pela minha Lisboa, estava longe de imaginar que iria estar um dia inteiro a fazê-lo, mas mais longe estava, de pensar que iria escrever a quantidade de posts que escrevi. Mesmo depois de ter descarregado as fotografias do telemóvel, nem sequer tinha levado uma máquina fotográfica, nunca imaginei fazer doze posts com o título – A Lisboa eu amo.
A verdade é que à medida que fui andando, talvez influenciado pela beleza da cidade, a qual estava banhada por um sol resplandecente e uma temperatura amena, assim como pelo ambiente descontraído de todos os outros que por ali andavam, fui-me envolvendo na pele de um turista.
Não de um turista que visita pela primeira vez uma cidade, ou que já a tinha visitado há dois ou três anos, mas de alguém que desde muito pequeno, na companhia dos meus avós e da minha mãe o fazia com esta intensidade.
Não é que nunca mais lá tenha ido, não é isso, até costumo ir muitas vezes aquela zona da cidade, só que vou com um espírito diferente, vou a um ou outro local de cada vez, quase sempre com o tempo contado e isso não me permite ter a sensação que tive desta vez.
De facto tinha a sensação que Lisboa nos últimos dez a quinze anos se tem vindo a modernizar de uma forma civilizada, sem que com isso se tenha descaracterizado tal com estava a acontecer e aconteceu noutros bairros ou avenidas, nos vinte anos que lhes antecederam. Já por diversas vezes tinha comentado isso entre amigos e agora realmente constatei isso mesmo.

Por ventura muito para isto, muito terá contribuído uma desgraça, o incêndio de 1988 no Chiado. Esta tragédia à qual assisti e ainda hoje me lembro, forçou à revitalização de toda aquela zona e está a contagiar aos poucos as zonas circundantes. Mas esta não é a única razão, desta vez não visitei Alfama/Alfandega, nem a zona do Castelo de S. Jorge, nem o Bairro Alto, nem a zona Ribeirinha e sei que muitas delas também estão com um grande dinamismo.
Por curiosidade, depois de ter escrito os onze posts anteriores fiz uma pesquisa rápida e constatei:
1º) A Associação dos Consumidores Europeus, entidade independente com sede em Bruxelas, na Bélgica, elegeu Lisboa, entre dez cidades da Europa indicadas, o melhor destino turístico do continente Europeu em 2010.
2º) Que no Ranking do I.C.C.A. de 2009, que mede o nº de congressos por cidade (Nível Mundial), Lisboa ficou em oitavo lugar (98 congressos).À frente ficaram só: Viena (160), (135), Paris (131), Berlim (129), Singapura (119), Copenhaga (103) e Estocolmo (102). O Turismo de Negócios (Meeting Industry) é o segundo produto turístico mais importante para Lisboa, cabendo-lhe, este ano, um montante de 1,076.5 milhões de euros.
3º) Cerca de 60% dos turistas que foram entrevistados, num inquérito sobre o grau de satisfação afirmaram que o seu regresso seria provável ou muito provável. Diminui em relação a 2007 e 2008.
(Fonte: Observatório do Turismo de Lisboa)
3º) Grau de satisfação, o estudo não o indica, mas penso que será numa escala de 0 a 10, embora satisfatório, 7,22 - 7,27 (depende do sexo) tem vindo, tal como no ponto anterior, a decair. Em 2007 era 7,65 - 7.63 e no ano de 2008, era de 7,56 – 7,49.
(Fonte: Observatório do Turismo de Lisboa)
3º) 99% recomendam uma visita a Lisboa.
(Fonte: Observatório do Turismo de Lisboa)
4º) 95% consideram que a realidade foi igual, superior ou muito superior às expectativas.
(Fonte: Observatório do Turismo de Lisboa)
5º) A receita do turismo em Portugal, no mês de Julho, face ao mesmo mês do ano passado, subiu 12%, tendo sido de 932,8 milhões de euros. Sendo que a verba despendida por portugueses em deslocações ao estrangeiro foi de 258,1 Milhões de Euros.
(Fonte: Observatório do Turismo de Lisboa)
Enfim, felizmente, o esforço feito por muitas pessoas e várias entidades está a dar grades resultados. Tudo isto não é fruto do acaso, é fruto de investimentos diversos feitos por todas as partes envolvidas, tanto ao nível do urbanismo, como da modernização dos espaços comerciais, como das agendas culturais e de dinamização comercial.
A Lisboa que eu amo, está linda e recomenda-se.
A Lisboa que eu amo (11)
Lisboa uma capital cosmopolita.

A Lisboa que eu amo (10).
Mais umas lojas tradicionais e a última novidade e Lisboa.
Confeitaria Nacional
(180 anos)

Café Nicola.
(SEC.XVII)
SANTINI
(2010)
Attilio Santini abriu a sua loja por volta de 1950 no Tamariz, tornado-se o Santini, como é conhecido, na mais prestigiada casa de gelados do país. Na altura era frequentada por algumas das mais mediáticas figuras europeias, entre elas a família real espanhola e italiana. Mais tarde transferiu-se para Cascais, as galerias do Cinema S. José e posteriormente para a Av. Valbom onde ainda há uma loja com o seu nome.
Este ano, o Santini renovou a sua imagem e abriu a sua primeira loja em Lisboa,mais concretamente no Chiado. Desde a sua inauguração, em Julho deste ano as filas para comer um Santini à noite e de dia têm sido enormes, no fim-de-semana estava assim.
A Lisboa que eu amo (9).
A Igreja de S. Domingos.
Depois de ter bebido as minhas duas ginjas fui visitar, também já não o fazia há muito, outra das preciosidades da capital, a Igreja de S. Domingos.É mais uma das igrejas que por fora passa quase desapercebida, mas que por dentro é lindíssima e imponente.
Foi construída no século XIII em Lisboa, tendo a sua primeira pedra sido lançada em 1241. É barroca, de planta em cruz latina, tem uma fachada muito simples e o interior, mesmo depois do terramoto e do fogo, evidencia ainda grande beleza e ecletismo. É uma igreja de uma só nave, majestosa. A sacristia e a portaria ainda mostram um pouco de sabor maneirista, denotando as várias campanhas de obras de que foi alvo na sua história. O mesmo estilo pode ser visto nos túmulos e lambris de azulejos de ponta de diamante na sacristia. Esta igreja tem ainda uma cripta abobadada e dotada de lambris de azulejos, onde está o túmulo de D. João de Castro, capelão de D. João.
A Lisboa que eu amo (8)
Comércio Local na Baixa (2)

Na esquina do Pinóquio, onde também ainda está o velhinho quiosque da ABEP, hesitei. A dúvida passava por ir para o Rossio e visitar a remodelada estação com o mesmo nome, ou se ir pela Rua do Coliseu. Lembrei-me da ginjinha e a dúvida dissipou-se de imediato.
Pus-me mais uma vez a caminho com um objectivo bem definido. Passei por todos aquelas cervejarias e restaurantes da Rua da Portas de Santo Antão, na Casa do Alentejo, no Coliseu, na porta do famoso Gamberinus (croquetes e pregos recomendam-se) e finalmente cheguei à zona da Ginja.
Primeiro foi um copo no Eduardino depois outro no José Manuel Cima, Lda (Espinheira), onde ao lado ainda está como se pode ver na foto a Chapelaria Azevedo Rua, fundada em 1886.

A Lisboa que eu amo (7)
O Comércio Tradicional na Baixa (1).
Por fim, chegado aos Restauradores e já perto do local de partida, o Martim Moniz, onde tinha o carro estacionado lembrei-me de ir visitar algumas das lojas tradicionais do comércio lisboeta.
Uma estava vazia, noutros tempos foi uma famosa geladaria, a Veneziana; outra tinha sido transformada (O Pinóquio), era uma loja de brinquedos à qual muitos da minha geração quando eram crianças iam tirar uma foto com o Pai Natal, agora é uma cervejaria e pelo nome, vá lá saber-se porquê, pensei lá ver o primeiro Ministro a almoçar (lembrei-me outra vez do orçamento); as outras, mais ou menos renovadas, continuavam com um enorme movimento.
(Geladaria)
PINÓQUIO
(Cervejaria)
18.10.10
A Lisboa que eu amo (6)
Continuação.
Elevador da Glória e Exposição de Grafites.

Depois de almoçar de almoçar um belíssimo cachorro (com tudo a que tinha direito) e com uma vista deslumbrante à minha frente, tinha chegado a hora de fazer a segunda parte do roteiro.
Se de manhã tinha subido pelo Elevador de Santa Justa, julguei que não seria pior ideia, agora descer pelo tradicional Elevador da Glória, uma vez que há muitos que não fazia e que o mesmo está situado junto do Jardim de São Pedro de Alcântara.
Porque faltava um pouco para partir e porque sentia a barriga cheia, resolvi descer até aos Restauradores pelos meus próprios pés pelo percurso do Elevador.
Em boa hora o fiz, uma vez que ali se encontra uma exposição de Arte Urbana, mais propriamente de grafites.Eu que detesto graffitis em locais proibidos, como fachadas de edifícios e no próprio Elevador, sou mesmo da opinião que os autores dessas selvajarias deveriam ser severamente castigados, sou um admirador destas pinturas (tenho duas no interior de minha casa) desde que em locais próprios e feitos deforma ordenada.
Enquanto estava a ver estas peças com a dimensão de 8 x 3 metros, passaram os elevadores (um para baixo e outro para cima) e foi interessante de ver como uma obra de arte tradicional e uma moderna ficavam tão bem enquadradas, uma ao lado da outra.

Nota:
Por coincidência descobri algo que não sabia, o Engenheiro responsável por este Elevador (Glória), foi o mesmo que fez o de Santa Justa, Raul Mesnier du Ponsard.
Ao chegar a casa fui consultar as obra que ele tinha feito e fiquei a saber que este Engenheiro português tinha construído uma série de elevadores e funiculares por todo o país e no estrangeiro.
A Lisboa que eu amo (5)
Vista do Miradouro S. Pedro de Alcântara.
Nesse largo, localiza-se o quartel do Carmo, onde se refugiou o Professor Marcelo Caetano no 25 de Abril (foi dali extraditado para o Brasil). Também dá acesso ao Museu Arqueológico do Convento e no centro tem um lindíssimo chafariz datado de 1771, o qual é abastecido pelo Aqueduto da Águas Livres. No outro lado do convento, encontramos o antigo Palácio Valadares, edifício que teve já várias utilizações. Este palácio ergue-se no local onde foi fundada a primeira universidade portuguesa, no tempo de D. Dinis, antes de ser transferida para Coimbra.
A cerca de dez minutos a pé, passando à porta da Trindade e pelo Largo da Mesericórdia, onde se recomenda sempre uma visita à Igreja de S. Roque (uma das mais bonitas de Lisboa, entre para ver), chegamos ao renovado Jardim de S. Pedro de Alcântra já com a barriga a dar horas.
Aqui a vista é mais uma vez deslumbrante, tendo por isso um miradouro. Os os seus dois quiosques (um exemplo para Odivelas), um em cada patamar, extraórdinariamente bem enquadrados nos cuidados jardins (outro exeplo para Odivelas), convidam-nos a parar para descansar e almoçar.


Enquanto almoço e descanso penso: estou a sentir-me um turista em Lisboa.
17.10.10
A Lisboa que eu amo (4)
Continuação.
Deslumbrado pela vista, pensado que Lisboa é das mais bonitas e encantadoras capitais europeias (já conheço algumas), continuei a caminhada.
Logo à saída do Elevador de Santa Justa, entra-se na ponte que dá acesso ao Largo do Carmo e aí por momentos pensei em Odivelas, é que deparei-me com as ruínas do Convento do Carmo, monumento que faz lembrar pela sua fachada o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, no qual se encontra o Túmulo do Rei D. Dinis.
Lindíssima mais esta relíquia que fundada por D. Nuno Álvares Pereira em 1389, a qual do alto desta colina parece que olha por toda a cidade.
Obras de outros tempos!

Convento do Carmo
Vestígios do Terramoto de 1755




















