16.12.12

"O Segredo da Irmã Lúcia" é apresentado hoje no Carmelo de Coimbra

Será seguramente uma experiência única ouvir falar de um livro que conta memórias da Vidente de Fátima, no local onde a Irmã Lúcia escolheu para viver, no Carmelo de Coimbra.

Esta tarde, pelas 16 horas, acontecerá mais uma apresentação do livro «O Segredo da Irmã Lúcia», de Paulo Aido, num local muito especial: No Memorial da Irmã Lúcia, no Carmelo de Coimbra.
Desta vez, a apresentação estará a cargo de D. João Lavrador, Bispo auxiliar do Porto e antigo capelão do Carmelo de Coimbra.

 Memorial da irmã lúcia depois do Instituto de Odivelas
A exposição do Bispo auxiliar do Porto segue-se à apresentação que ocorreu ao final da tarde de quinta-feira, no Instituto de Odivelas e que ficou assinalada pela forma sui generis: O coronel José Serra descreveu o autor, a professora Margarida Sá D’Antas fez o enquadramento histórico da obra, enquanto o Dr. António Borges, capelão daquela instituição, fê-lo do ponto de vista teológico fazendo-se acompanhar pela projecção de um ‘power point’.
No Instituto de Odivelas aconteceu uma espécie de uma aula sobre um período da história do cristianismo em Portugal que encerra a história de Fátima que, em menos de noventa anos, passou de uma aldeia a um dos palcos do mundo do catolicismo. Foram 40 minutos muito especiais.

13.12.12

Odivelas:Promessas do PS ficaram por cumprir.

Aqui (clique para ver) fica a minha intervenção referente ao Orçamento proposto pelo Executivo Municipal (PS/PSD) para o ano de 2013, o último deste mandato.  Acrescento que pelas razões que evoquei o CDS abesteve-se.

Este orçamento municipal para 2013, é o reflexo das políticas que não foram executadas nas áreas económicas, as quais teriam evitado este desastre, e a confirmação final que as grandes promessas feitas pelo PS na última campanha eleitoral não foram cumpridas.
 

12.12.12

AMANHÃ, 18 HORAS: «O SEGREDO DA IRMÃ LÚCIA» APRESENTADO NO INSTITUTO DE ODIVELAS

A Professora Margarida D'Antas e o Capelão António Borges apresentam, amanhã, o mais recente livro de Paulo Aido, jornalista, investigador e autor de várias obras conhecidas.
Apaixonado pelo tema, Paulo Aido fala da última vidente de Fátima e descreve-a como “uma mulher humilde, divertida, serena, que passou toda a sua vida a cumprir a missão que escutou do Céu, em Fátima, ainda criança”.
Com este livro, o autor nascido em Odivelas, procura a forma certa para que todos possam privar com Irmã Lúcia e com o mistério de Fátima.
O livro é o resultado de uma investigação jornalística, mas também uma espécie de manual de onde se podem retirar muitas orações.
Esta apresentação também se afigura importante porque se realiza no Instituto de Odivelas, um ícone da cidade e do concelho, uma casa de estudo que, agora se vê na iminência de ser extinta por decisão do actual ministro da Defesa, Aguiar-Branco.
Amanhã, quinta-feira, pelas 18 horas estão todos convidados.
Não faltem!
 

10.12.12

Um Almoço por Um Sorriso - Momento Mágico (2)


Um Almoço por Um Sorriso - Momento Mágico (1)


Um Almoço por Um Sorriso


Que fique claro.

Quando me convidam para estar presente e/ou participar em algo, estão a convidar-me a mim, ao pai de duas crianças, ao marido, ao filho de um pai e de uma mãe, ao Presidente da CPC do CDS/PP de Odivelas, ao Deputado Municipal de Odivelas, ao membro da Distrital e Conselheiro Nacional do CDS/PP, ao Director-Geral da empresa para a qual trabalho há cerca de 11 anos, ao português, ao odivelense, ao sportinguista, ao católico, etc., etc.. Em nenhum acto deixo de ser o que sou e em nenhum acto deixarei de tentar comportar-me de acordo com as responsabilidades que tenho como cidadão e como pessoa.

Ocultar este pensamento seria para mim um acto de uma hipocrisia, por isso, quem quiser aceitar esta premissa, aceita, quem não quiser, paciência.

«Um Almoço por Um Sorriso» fez-se sdem apoios dos partidos e das autarquias... Só o Instituto de Odivelas e alguns amigos estiveram connosco

É inadmissível alguém aproveitar-se de uma acção idealizada por mim e pelo Paulo Aido que foi acarinhada por quem quis viabilizar o evento, independentemente das suas convicções políticas e religiosas.
Mas também é inaceitável alguém duvidar da minha palavra, depois de ser confrontada, pessoalmente, com a razão de ser de «Um Almoço por Um Sorriso», de ter recebido convites impressos que não continham qualquer menção política ou associação a uma instituição pública que não fosse o Instituto de Odivelas.
«Um Almoço por Um Sorriso» não teve qualquer contribuição de nenhum partido político, associação de qualquer espécie ou instituição pública, a não ser do Instituto de Odivelas que, ainda assim, contou com o voluntariado de alguns dos seus funcionários e alunas que foram inexcedíveis.
Portanto, não é tolerável que se faça nenhum aproveitamento político desta iniciativa, bem como se venha manifestar arrependimento sem sequer procurar conhecer a verdade.
Mas eu percebo: as invejas mantêm-se na ordem do dia dos portugueses, sobretudo entre os que almejam poder.
No entanto, convém esclarecer que, pelo menos, eu não gravito em torno da administração local para garantir apoios ou cedências de espaços, ainda que possa concordar com elas, pelo interesse público e trabalho meritório que as instituições fazem.
Mas é pena que se esqueçam de quem inviabilizou o Movimento Odivelas no Coração a concorrer às últimas eleições autárquicas, dos egocentristas que têm medo da concorrência e não sabem viver sem poder.
De facto, na política não vale tudo, mas em Odivelas parece que sim.
Eu não me movimento nesses campos de batalha. Prefiro outros.
E no sábado, ficou demonstrado que não é preciso chamar a intervenção da administração pública e local, para promover sorrisos e fazê-lo bem feito, com dedicação e num curto espaço de tempo.
Não será nenhum político ou ex-político que ganhará notoriedade com o meu esforço, sobretudo quando não quero.
Nenhuma das autarquias do nosso concelho já conseguiu fazer melhor, partindo do zero, sem um cêntimo na algibeira, apenas fé. Aliás, nem com dinheiro o conseguem fazer!
Não admito que coloquem em causa o bom nome de todos os doadores e voluntários que se dispuseram a colaborar neste acontecimento que só demonstra que é possível fazer sorrir pessoas, sem campanhas nas televisão e em jornais, revistas, boletins ou sites dos Ministérios, das Câmaras Municipais, das Juntas de Freguesia. Eu não preciso de ser conhecida em Odivelas porque o sou há muito, sobretudo no bairro onde nasci. Tenham vergonha do que escrevem.
 

9.12.12

O Meu Natal - Nova Odivelas



25 - O MEU NATAL

É notório que nos últimos anos, devido a uma série de factores, entre os quais a oferta e a capacidade financeira, tendo sido ela real ou virtual, fomos criando uma sociedade muito materialista e consumista, que é mais egocêntrica e egoísta, e por isso mesmo mais desumana.

No meio de tudo isso fomos perdendo a noção de solidariedade, de partilha, de dádiva e também de algo que considero de capital importância, a humildade e o espiritualismo.

Inclusive o Natal, não obstante ter passado a ser vivido por muitos como uma época de encontros familiares e de troca de presentes (muitas vezes de um exagero extremo), perdeu muito do seu significado original, a qual é centrada precisamente no amor pelo próximo, na paz, na partilha e na esperança.

Importa por isso perceber que para além da angústia com que muitos de nós nos deparamos, por força das circunstâncias, esta é uma das razões pela qual este ano muitos de nós estamos ainda mais inquietos. De facto é desolador, sobretudo para aqueles que têm filhos e/ou netos pequenos, olhar para o fundo da Árvore de Natal, a qual há uns anos estava mais ou menos composta, e ver que este ano vai estar careca ou quase careca.

Por certo que para muitos, eu não sou excepção, neste aspecto, esta época vai ser mais triste e desoladora, por isso mesmo, mais que nunca, há que recentrar o Natal na sua mensagem original, vive-lo de uma forma mais intensa e espiritual.

É com este espírito, tentando encontrar em cada um de nós a melhor forma de partilhar a mensagem de Natal, que vou viver este período e estou certo que com pequenos gestos, com pequenos exemplos que dê aos meus filhos e/ou ou com experiencias que partilhe com eles, que vou chegar ao final desta quadra e vou sentir que lhes dei um grande presente.

Experimente fazer o mesmo!
 




Afinal é possível fazer uma festa e trocar muitos sorrisos. "Um Almoço por Um Sorriso" aconteceu em Odivelas

Francisco Mendes, também ele presidente de uma associação, mostra o convite
Francisco mendes ao lado do coronel José Serra
Dueto das soprano Elisa Serralho e Cátia Santos
Rui Bandeira abriu o espectáculo
Afinal, é possível organizar um almoço em troca de sorrisos. É imaginável ser solidário e confraternizar com quase trezentas pessoas sem que alguém se sinta colocado no escaparate da caridadezinha. É fácil fazer sem recurso ao anúncio, à publicidade, à fotografia de ocasião.
Ontem, muitas pessoas especiais ajudaram à realização de um sonho: Quase esgotar a capacidade da maior sala de refeições do concelho, onde todos os dias da semana se servem mais de 300 almoços e outros tantos jantares, á maneira antiga, sobre mesas com toalha, loiça, talheres e copos de vidro, tal qual como nas nossas casas. Aconteceu no Instituto de Odivelas. E só foi possível pelo voluntariado das cozinheiras e alunas.
Fizemos os convites e distribuímos pelas instituições de apoio aos mais desfavorecidos, espalhadas pelo concelho, juntamos alguns que se encontram melhores na vida e quatro artistas de peso. Mexeram-se estes ingredientes com a varinha mágica e, como resultado alcançámos um recorde de sorrisos.
A nossa festa encerrou com Rui Bandeira, que se estreou a cantar em Odivelas, a sua terra, e com as sopranos Cátia Santos e Elisa Serralha, num espectáculo de elevada qualidade apresentado por Francisco Mendes, que sobressaiu pela sonoridade que só a Igreja do Mosteiro de S. Bernardo e S. Dinis permite.
Realço também a presença de algumas antigas alunas como Ilda Vieira, com 101 anos, e a convicção do coronel José Serra, Director do Instituto de Odivelas, em abrir a escola à comunidade odivelense, em partilhar os seus sucessos e momentos mais difíceis.
Foi possível organizar «Um Almoço por Um Sorriso» porque encontrámos estas condições e um conjunto de pessoas incríveis, de doadores que nem sequer estiveram presentes. Alguns fizeram representar-se por amigos: a solidariedade não se publicita, encorajasse. Mas eu não posso deixar de agradecer aos incansáveis:
Paulo Pires, criador dos restaurantes Paullus;
Albano Marques e Rui Marques;
Jorge Pires, do Grupo Arnaldo Dias e Forno da Cidade;
Paulo Lopes, gestor das pastelarias Espiga Dourada e El Rei D. Dinis;
Engº José Calapez, da Teocal:
Pedro Vicente, da Victoria Seguros;
João Coelho, da Farmácia Joleni.
Enorme também a colaboração da Paula Lopes, da Alferes Sara Paulino, Filomena Lourenço, do Coronel José Serra, do António Carlos Folgado, do Miguel Xara Brasil, Fernando Contumélias e, claro dos mentores Paulo Aido e José Maria Pignatelli.
Mas os parabéns são para todos os que, ontem, tiveram a capacidade de confraternizar, de trocar sorrisos e empolgarem-se com o espectáculo musical.
Afinal, é mesmo possível fazer bem e bem feito, tão-só pela comunhão de um conjunto de cidadãos. Oxalá que outros os saibam fazer de Norte a Sul do País sem recurso a estratagemas de onde possam sair favorecidos seja politicamente seja financeiramente.

8.12.12

Odivelas - Um almoço por um sorriso.


Imagem do concerto de Cátia Santos na Igreja do Mosteiro de Odivelas

Tive o prazer de participar num extraordinário Almoço de Natal que decorreu hoje no Mosteiro de Odivelas, iniciativa promovida por um conjunto de cidadãos e que teve o inestimável apoio do Instituto de Odivelas.

Esta iniciativa, na qual estiveram presentes mais de 200 idosos do concelho de Odivelas, foi abrilhantada com uma excelente actuação de Cátia Santos, uma cantora de apenas 15 anos.

Para tornar possível esta iniciativa foi necessário o envolvimento de inúmeras pessoas, desde as fantásticas cozinheiras do Instituto de Odivelas, às voluntárias que serviram à mesa (alunas do Instituto de Odivelas), a comerciantes locais, a outros voluntários que deram apoio logístico, mas não posso deixar de salientar e dar os parabéns a três pessoas, à Talé e José Maria Pignatelli, e ao Coronel José Serra (Director do Instituto de Odivelas), sem eles tudo isto não teria sido possível.

Este é um gesto simples!

O Club e do Universitário, uma comunidade de estudantes que ajudei a criar e com a qual colaboro, lançou para este Natal uma campanha de solidariedade – Cachecol Solidário.

É uma ideia que merece ser acarinhada, não só pelo objectivo de apoiar todos aqueles a quem um cachecol faz muita falta, como também para que estes jovens se sintam encorajados e incentivados a participar em acções de solidariedade.

Assim sendo, porque não custa muito, o cachecol tanto pode ser novo como já utilizado, o meu sentido é de vos propor que enviem um por correio.

Boas Festas!

7.12.12

Subscrevo.

No PSD de Odivelas: Anuncia-se a candidata horas antes da assembleia de militantes

Segundo a agência noticiosa Lusa, ontem a concelhia do PSD de Odivelas anunciou que vai apoiar a candidatura da social-democrata Sandra Pereira à presidência daquela autarquia nas eleições autárquicas de 2013. A notícia foi conhecida horas antes da assembleia de militantes da concelhia de Odivelas do PSD que estava marcada, precisamente para que os partidários sociais-democratas fossem ouvidos sobre as eventuais candidaturas a propor.
Ora percebe-se o bom estratagema conseguido para condicionar a própria reunião magna dos militantes de Odivelas, independentemente das questões estatutárias que se possam colocar e que são exclusivamente do foro interno daquela concelhia do PSD.
Seja como for, estamos perante uma espécie de nomenclatura autocrata: um grupo restrito decide por um maior conjunto de cidadãos que, supostamente, seriam quem deveria deliberar, em total liberdade, neste caso sobre uma candidatura à presidência da Câmara de Odivelas.
Parafraseando Paulo Morais, ex-vice Presidente da Câmara Municipal do Porto, os partidos políticos de há uns anos a esta parte servem exclusivamente os interesses de determinados militantes e não a causa pública e os cidadãos. E ainda há quem apregoe a democracia e seja frequentemente contra, por exemplo, a forma como se elegem e gerem as lideranças dos partidos comunistas ou da esquerda marxista.
Oscar Wilde tinha toda a razão quando escreveu: «Nós somos o nosso próprio diabo e fazemos deste mundo o nosso inferno».
A notícia da Lusa dava ainda conta:
A presidente da Concelhia do PSD de Odivelas, Sandra Pereira, 38 anos, é atualmente vereadora, com o pelouro da Saúde no executivo local, que é liderado pela socialista Susana Amador.
Sandra Pereira, "é, neste momento, a pessoa com melhores condições para ser a candidata porque é da terra e conhece bem o terreno. É uma candidata que reúne o consenso e a unanimidade da concelhia", justificou à agência Lusa o vice-presidente da mesa da Comissão Concelhia do PSD de Odivelas, Ricardo Tomás.
O responsável admitiu que Sandra Pereira "não tem o mediatismo" que outros candidatos no passado tinham como Hernâni Carvalho , mas que isso será superado pela sua "capacidade e conhecimento do concelho de Odivelas".
"Não temos dúvidas de que vão ser umas eleições muito disputadas", perspectivou..

6.12.12

3.12.12

Violência ou Agressividade Doméstica




De acordo com Jean-Claude Guillaume, a violência faz múltiplos aparecimentos e infiltra-se nas relações humanas. A sua evidência está em todo lado, o excesso, a profusão e a ruptura por todas as partes sociais e familiares e sob variadas formas. 

Todavia, não podemos falar dos conceitos violência, ou agressividade, de forma estanque, exactamente pela ambiguidade dos mesmos. Ainda que existam dicotomias, e ainda que possa ser um paradoxo, os mesmos estão em simultâneo tão perto e tão distantes. Revelam-se por pequenos marcadores. Assemelham-se a uma teia (malha), existem pontos onde se interligam e daí a ambiguidade, e depois, existem buracos, espaços aparentemente vazios que permitem o aparecimento, o brilho dessas dicotomias que os distinguem.

A brutalidade natural primitiva, que Freud frequentemente utilizou, tinha por base a explicação da existência de uma violência fundamental, que era assente na ideia de defesa da vida, Eu ou Ele, e por isso, algumas vezes confundido com a ideia de instinto. No seguimento deste raciocínio, classificamos o instinto como um mecanismo biológico. Começa aqui, a amálgama de definições para a violência, propostas por outros psicanalistas.

De acordo com Bergeret, os psicanalistas detêm, do ponto de vista teórico, os elementos necessários que lhes permitem distinguir o simples instinto violento de sobrevivência, anteriormente referido, e por isso de autoconservação, da agressividade, sendo esta dotada de características mais coloridas, mais subtis, de tal forma que é confundida com a violência, mas distanciam-se, uma vez que na agressividade a violência é secundariamente erotizada.
               
Todos nós podemos ser muito mais violentos do que agressivos, na medida em que na defesa das nossas ideias, num ou noutro aspecto, não temos qualquer problema em atacar o outro quando este procura destruir os nossos feitos. De forma simples, podemos compreender que não pretendemos prejudicar o outro, mas sim defender o que é nosso, sem retirar prazer na nossa defesa, e sem querer mal ao outro.

Como referiu Freud os humanos, tal qual como os animais, deparam-se frequentemente com a necessidade de prejudicar o outro logo que este é percebido como uma ameaça. Todavia, ainda que esta violência possa conduzir à destruição do outro, e enquanto ficamos num registo de legitima defesa, não existe intenção de prazer no acto em si, nem de prejudicar o outro, na medida em que o outro nem tem representação no espaço relacional do sujeito. 
               
Assim, para Freud, o termo violência corresponde à ideia de vida, de vital, de natural para todos os serves vivos. A violência aparece como ligada à mesma noção de vida. No entanto, a violência tem por vezes uma má reputação, por causa do facto de defender a sua vida, Freud mostra que o humano, assim como os animais, consideram necessário atingir o outro quando este é percebido como ameaçador, persecutório. Ainda que a violência possa levar aos actos destrutivos, apenas nos resta registar uma legitima defesa do sujeito, na violência não existe qualquer intenção nem de prazer de matar o outro, cuja identidade pouco importa de imediato.

Por isso mesmo, Bergeret distinguiu agressividade de violência. Como sabemos, e sem pretender ser repetitivo, é extremamente delicado estabelecermos um diagnóstico diferencial demonstrativo entre violência e agressividade por aquilo que nos chega da expressão de natureza comportamental, no entanto, o comportamento, a segunda forma de representação do conflito das instâncias mentais, abre o caminho aos factos reais, alguns deles dramáticos. 

Assim, a agressividade visa um objecto significativo na constelação relacional do sujeito, é ambivalente, e por conseguinte conflituosa. Por sua vez, na violência, as características desse objecto são secundárias. O sujeito ataca apenas porque a sua existência e a do o outro são incompatíveis, mas sem ódio, e sem amor. Tipicamente, esta confrontação violenta ocorre entre dois narcisismos. Todavia, se tivermos em conta o aspecto quantitativo da violência, não podemos esquecer, nem excluir o facto de que a repetição de uma atitude, uma simples acção defensiva, por conseguinte violenta, quando se prolonga no tempo corre o sério risco de se tornar aprazível, pervertendo a evolução lógica da violência primitiva.

O marcador crucial para tal distinção consiste na intensidade emocional na ordem do qualitativo, na tonalidade emocional, na presença de uma erotização do sentido dessa acção.

Assim, e de forma a clarificar o conceito, a violência está intimamente relacionada com a má qualidade das relações interpessoais, nas quais, o sujeito procura sob determinadas formas coagir o outro, intimidá-lo, directa ou indirectamente, de forma a atingir os seus intentos. Na violência não existe relação interpessoal; todavia, sob o ponto de vista psicodinâmico, a mesma pode esconder aspectos muito importantes para que a mesma seja exercida.
 
Por outro lado, sempre se concebeu o ódio como uma atitude afectiva contrária ao amor, enquanto que a violência fundamental, inata ao ser humano, não envolve qualquer posição particular de ódio nem qualquer parcela de amor, se existe entramos no campo da agressividade. Estas duas componentes afectivas dizem sempre respeito a um objecto claramente identificado e ao qual são atribuídas, com maior ou menor objectividade, características de natureza relacional de modo a justificar essas reacções de ódio ou de amor vivenciadas pelo sujeito.
 
Assim, na agressividade o sujeito retira algum grau de satisfação dos sentimentos de ódio que direcciona contra o outro. Na violência, pelo contrário, não proporciona ao sujeito qualquer vantagem deste tipo, já que para ele se trata apenas de uma reacção de defesa desencadeada, reactiva, sem satisfação nem culpabilidade.


Helder Pereira Salvado

Odivelas: Mais um erro de Susana Amador.

A Câmara Municipal de Odivelas tem facturas por liquidar a fornecedores há mais de 3, 4, 6, de 12 e até de 18 meses. Se à semelhança de outros 83 municípios, a CM de Odivelas tivesse aderido ao PAEL (Plano de apoio à economia local) poderia ter regularizado toda esta situação e com isso ter dado um importante “balão de oxigénio” à economia local, não tendo aderido hipotecou essa possibilidade.

Evidenciei esta minha convicção no último debate em que estive presente na Odivelas TV e como podem ver, clicado aqui, há mais pessoas com a mesma convicção.

1.12.12

1º de Dezembro precisa-se!



1º de Dezembro de 1640



Hoje é 1 de Dezembro, data em que se assinala a restauração da independência, a qual foi reconquistada em 1640, após 60 anos “atados” aos nossos vizinhos espanhóis e perdida em 2009 após uma governação desastrosa do PS e de José Sócrates.

Nunca como hoje fez tanto sentido recordar esta data e perceber que estamos a necessitar urgentemente de voltar a restaurar a nossa independência.

Força Portugal!

O primeiro-ministro «tem uma relação incerta com a verdade e intermitente com a realidade»

Esta semana, fica-me na memória pela quantidade de inverdades e discursos demagógicos que ouvi. Conforme a crise se agudiza, ouvem-se mais histórias sem conteúdos que nos encaminhem para a restauração da dignidade nacional.
Os discursos variam consoante a doutrina de cada um.
Simplesmente, lamentável.
Em extremo, ouvimos o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acabar por confessar a Judite de Sousa, diante das câmaras da TVI, que Paulo Portas era a terceira figura do governo.
Todos sabem que Vítor Gaspar é o número dois.
Já se percebeu que o tempo afasta os dois partidos.
O debate do Orçamento Geral do Estado aclarou as divergências que se adivinhavam desde o início do mandato, mas sobretudo desde o passado mês de Setembro aquando do episódio da TSU, a famigerada Taxa Social Única que se propôs aumentar aos trabalhadores por conta de outrem e baixar às empresas. Então, Paulo Portas encontrava-se no Brasil.
Pedro Passos Coelho sucede a José Sócrates.
Parafraseando uma afirmação que o meu amigo Paulo Aido utilizou para definir o ex-primeiro ministro socialista, eu diria que o líder social-democrata «tem uma relação incerta com a verdade e intermitente com a realidade».