2.1.13

Afinal, o que muda em 2013?

Há quem defenda que a recuperação da ‘crise’ europeia passa fundamentalmente pelo alicerçar do federalismo. A ideia é copiar os Estados Unidos da América. Ora, os norte-americanos são uma única Nação composta de vários Estados. Conseguiram juntar culturas, raças e religiões múltiplas para um objetivo comum, enquanto a Europa jamais o conseguirá fazer, tanto mais que nunca será uma só Nação. Na Europa subsistem as diferenças culturais, religiosas e até de raça, onde cada país tem as suas ideias próprias. É, portanto, impensável e está fora de questão uma Europa federal, a uma única velocidade, independentemente de todos os membros integrarem ou não a Zona Euro.
Importante é não esquecer que Portugal faz parte da União Europeia e aderiu à zona euro, e, neste contexto encontra-se o confronto de interesses, o político e o económico de Estados Membros, do FMI, que proporcionaram uma “troika” mal estruturada e desconhecedora da realidade portuguesa. O resgate é unicamente um negócio financeiro: Portugal precisa de dinheiro e paga-o a juros altíssimos.
Desde meados dos anos 90, a nossa política económica, pressionada pelas condições da moeda única, deu prioridade ao mercado interno, em que o nosso investimento se direcionou para os bens não transacionáveis, concretamente, os sectores onde se produzem coisas protegidas da concorrência internacional: imobiliário, distribuição, serviços, produtos financeiros, esquecendo-se por completo da produção de bens transacionáveis; a agricultura, a pesca e a indústria transformadora.
Nada nos garante que o resgate resolva a nossa crise
Gradualmente, a estrutura produtiva foi-se deteriorando. Aliás, hoje vimos que o nosso processo de desindustrialização foi/é o mais rápido da zona euro (Grécia e a seguir Espanha, ainda que em muito menor escala). Há portanto, um problema estrutural, económico, orientado para sectores protegidos da concorrência externa, devido a uma política errada. Também eles debilitados na parte da agricultura e produção alimentar, industria transformadora dessa matéria-prima agrícola, e até mesmo questões da proteção ambiental.  
Em minha opinião, e porque entrámos num novo ano, que será o primeiro, dos mais difíceis dos últimos tempos, é de vital importância percebermos que o empréstimo concedido pela “troika” (feito á pressa) não nos dá a garantia de Portugal estabilizar a crise. E porquê?
Tenho de concordar com o professor João Ferreira do Amaral quando, em Setembro último, referiu que se Portugal usasse o empréstimo da “troika” para regressar ao escudo, ainda estaríamos “a tempo de negociar uma saída com apoio comunitário, pois só assim teríamos capacidade de crescer dentro das regras da zona euro. A desvalorização da moeda faz, justamente, dar incentivos. Se se tiver moeda a desvalorizar em relação às outras, estamos é, a dar um subsídio às atividades produtoras de bens transacionáveis para competirem com as importações”.
Como isto não aconteceu, entrámos num momento crítico em que uma economia muito endividada, cria um problema: a falência das empresas e consequentemente a insolvência de famílias.
Entrámos em 2013 e não houve um único político a quem demos a oportunidade de pôr em prática, o que, nem sempre acontece na teoria, que 2012 foi um ano difícil, mas que entrávamos no bom caminho.
Brevemente, ouviremos frases repetidas: que termos novos ajustes orçamentais, maior resseção da economia, desemprego crescer, de novos sacrifícios e, muito provavelmente, novo resgate. As desigualdades entre portugueses aumentam brutalmente, claudicando a classe média que é o verdadeiro motor da economia de qualquer país.
O Presidente da República mostra-se cuidadoso no exterior, porém esquece-se que os portugueses precisam de ouvir a verdade acerca das intervenções sobre o que cá se passa internamente. Na prática, Cavaco Silva mantem-se distante das angústias dos portugueses. Opta pela suposta estabilidade política, temendo a alternância no poder, sobretudo de uma viragem à esquerda, deixando o Partido Socialista dependente ou do Bloco de Esquerda ou do Partido Comunista. Na conjuntura atual, estaremos perante derrotas anunciadas dos sociais-democratas e democratas cristãos.
Gostava de ter utilizado palavras encorajadoras para o ano novo que agora entra, mas eu não vivo de utopias e, muito menos de disfarces políticos.

31.12.12

Vamos fazer do 2013 um ano inesquecível

Neste dia, os maiores votos de todos são: Paz, Saúde e Amor...
É bom, mas repetitivo. É o mesmo todos os anos.
Não nos traz nada de novo. Já não nos deixa sonhar!
Afinal de contas, acabo por arriscar mais na mensagem que um amigo me acaba d enviar.
Basta de farsas e discursos de “meias de lã”.
O que Vos desejo de todo o coração é:
Que tenham relações sexuais incríveis;
Que saibam oferecer flores e chocolates às Vossas amadas e ou amados;
Que trabalhem metade do tempo e recebam mais, o dobro se possível;
Que façam muitas festas com os Amigos;
Que Vos saia o Euromilhões:
Que inaugurem uma casa nova;
Que comprem um novo carro;
Que tenham grandes alegrias;
Que eu veja tudo isso;
E façam o favor de ser felizes. Tenham um 2013 extraordinário, que passe depressa e não fiquem restos das angústias que se adivinham.

O meu último post do ano.

Como certamente todos os que visitam este blogue têm conhecimento, dedico desde há uns anos parte importante do meu tempo à participação cívica, sobretudo em Odivelas. Para além de postar algumas coisas nos blogues e Facebook, de lançar algumas reflexões em textos e fóruns, de representar o CDS em Odivelas e Odivelas no CDS, de ser um dos eleitos na Assembleia Municipal, há duas coisas que me dão especial prazer: Projectar e Executar.

Talvez por essa razão, de todos os projectos em que estou envolvido, há um pelo qual tenho um carinho especial, o Pensar Odivelas. Hoje fiz um curto balanço da actividade que este grupo tem desenvolvido (clique aqui para ver) e é reconfortante constactar que com poucos recursos e sem ter muito tempo disponível, consegui colaborar no sentido de se alcançar algo de importante e positivo para a minha Terra.

O ano de 2013 vai ser duro, vai ser particularmente difícil e vai ser também um ano de opções, que Deus nos ajude e ilumine nessa caminhada!

Não nos esqueçamos!

O ano de 2012 está a acabar, foi horrível, tremendo e por certo não vai deixar saudades. Esquece-lo, é algo que jamais devemos fazer.

29.12.12

A figura de final do ano.

Batista da Silva tornou-se sem dúvida alguma na figura nacional deste final de ano. Na imagem podemos vê-lo na universidadedo P.S..



28.12.12

Freguesia de Odivelas: Executivo divorciado da comunidade


José Maria Pignatelli, Eleito independente, fez uma declaração que se considera um balanço do Executivo da Junta de Freguesia de Odivelas. Fê-lo pela importância que a autarquia tem no contexto nacional, a segunda mais importante. O autarca dividiu o seu depoimento em seis áreas distintas: actividades de carácter social, económico, a mais-valia das maiores empresas, a dinamização do comércio tradicional, a protecção da identidade das instituições locais, bem como o nome ‘Odivelas’, a missão da autarquia que foi mal cumprida e, ainda o facto da Freguesia de Odivelas não se ter imiscuído no futuro do ordenamento do território do concelho. José Maria Pignatelli concluiu que “lamenta pelas evidentes fraquezas do Executivo da Junta de Freguesia de Odivelas concluídos que se encontram 3/4 do mandato autárquico”.
De seguida transcreve-se a declaração proferida pelo Independente:
«Odivelas é a cidade que dá nome ao Concelho. Também é a maior Freguesia.
É ainda considerada a segunda Freguesia mais importante do País.  
Os odivelenses confiaram nos representantes que elegeram. Acreditaram no Presidente da sua Freguesia que é, ou deveria ser o verdadeiro Rosto da Cidade, um Governador de proximidade, para os defender e prestigiar na comunidade regional onde se inserem que é, claramente na Área Metropolitana de Lisboa.
Concluídos 3/4 do Mandato, decididamente, o Presidente da Freguesia de Odivelas não conseguiu exercer esse poder de proximidade. Não alcançou a arte e o engenho de perceber a verdadeira dimensão da autarquia, maior que muitos concelhos do País, onde é difícil sermos reconhecidos pessoalmente. Não percebeu que a cidade é ainda um dormitório do centro de trabalho que é Lisboa. Não compreendeu que a proximidade num espaço tão alargado se faz através das escolas, associações de pais e recreativas, dos clubes, das comunidades religiosas e de bairro.

Odivelas tem de ser exemplo nas actividades de carácter social:
        I.            Porque a sua população se encontra cada vez mais envelhecida e, muitas das famílias são monoparentais, com dificuldades de mobilidade, menores recursos financeiras e com saúde debilitada em alguns casos;
      II.            Porque aumenta o número de crianças com dificuldades básicas, em particular com carências alimentares.

Odivelas tem de ser modelo nas actividades económicas de forma a contrariar:
        I.            O crescente encerramento de estabelecimentos comerciais, sobretudo na zona baixa, a mais antiga da cidade, que representam mais desemprego e maiores dificuldades para as famílias que faziam do comércio o seu modo de vida e sustento;
      II.            A consequente desertificação de toda uma área essencial para a cidade e que a faz afirmar-se ao longo das últimas décadas;
    III.            Odivelas não pode deixar de ter o nome associado a estabelecimentos (mesmo que possamos questionar a sua superior e vital importância para o desenvolvimento da cidade) como o caso do “Odivelas Shopping Center” (mais conhecido por ‘Odivelas Parque’) que mudou de designação muito recentemente, para “Strada  Shopping & Fashion Outlet”.
    IV.            Odivelas enquanto cidade e concelho, tem fronteiras definidas e não deve ser confundida com Lisboa. Não é expectável que tenhamos a publicidade outdoor a referenciar “Strada, o Primeiro Outlet de Lisboa…” ou ainda “Lisboa já tem um Outlet…”, deixando a marca ‘Odivelas’ como uma mera indicação para a saída da via rodoviária conhecida como Cintura Interna Regional de Lisboa (leia-se, CRIL);
      V.            Odivelas tem de dignificar o seu património e o facto de ser a terra onde o Rei D. Dinis, um dos mais nobres da história portuguesa, escolheu para ser sepultado.

Odivelas tem de explorar a mais-valia das suas maiores empresas, divulgar os seus contributos a nível nacional e internacional e dinamizar o comércio tradicional de reconhecida qualidade, como:
        I.            A empresa canadiana Velan que produziu todas as válvulas de porte para o acelerador de partículas, essa peça única da engenharia e da ciência mundial que procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo;
      II.            A Codan Portugal, uma empresa já com mais de meio século na nossa cidade que é líder de mercado internacional no fabrico de componentes hospitalares;
  1. Alguns dos melhores pasteleiros da Área Metropolitana de Lisboa;
  2. Dos melhores estabelecimentos de restauração e confeitaria;
  3. Porventura, o melhor construtor de guitarras portuguesas;
  4. Uns dos alfaiates de maior qualidade que resistem à passagem do tempo;
  5. E ainda um dos melhores recuperadores de plásticos automóveis.
Odivelas tem de proteger instituições de ensino emblemáticas:
        I.            O Instituto de Odivelas Infante D. Afonso, uma das melhores escolas do País, que o actual Ministro da Defesa pretende transferir para Lisboa por meras razões economicistas que não passam de fundamentos virtuais, tanto mais que quase metade das suas alunas são de Odivelas, os funcionários não podem ser despedidos, o estabelecimento gera receitas próprias e, aparentemente, o edificado não tem destino. Trata-se de uma instituição que acaba por fazer viver a zona histórica da cidade e nos enche de orgulho, o que me motivou trazer, aqui, na última Assembleia de Freguesia, uma proposta que foi colhida com unanimidade;
      II.            As ‘Casas das Granjas’ um notável estabelecimento vocacionado para o ensino especial e integração dos portadores de paralisia cerebral;
    III.            As nossas escolas públicas;
    IV.            O novo colégio João de Deus que abrirá porta proximamente;
      V.            A Sociedade Musical Odivelense.
E ainda, apesar de se encontrarem fora da nossa Freguesia, recordar a importância:
        I.            Da Escola Agrícola da Paiã;
  1. Do Centro de Formação do Sector Alimentar, considerada uma das melhores escolas de restauração e pastelaria do País e União Europeia;
  2. Do mais famoso laboratório de engenharia alimentar do País;
  3. Do Instituto Superior de Ciências Educativas.
A Freguesia de Odivelas tem também de ser mais exigente com o seu espaço público:
        I.            Obrigar-se a fazer mais e melhor das suas próprias competências.
      II.            A ter espaços verdes consolidados e mais cuidados, passeios sem ervas, sobretudo perigoso nesta altura do ano, e com a calçada mais regularizada. Proceder à limpeza urbana num pressuposto de planeamento mensal;
    III.            Promover junto da Câmara Municipal o cumprimento das suas obrigações. Acima de tudo, considerar a maior atenção a tudo o que se reflita na saúde pública que nem sempre os serviços municipais conseguem conferir, como a falta de grelhas de ferro nos sumidores, colocação indevida da sinalização de trânsito vertical e horizontal (passadeiras que desembocam em muros, são um  exemplo), pilaretes demasiado à face dos passeios e a dificultar acessibilidade aos veículos de socorro, colocação de contentores do lixo em lugares de estacionamento ou mesmo no asfalto e dentro de rotundas (encontram-se muitos exemplos destes nas Colinas do Cruzeiro, o ex-libris urbanístico da nossa cidade);
    IV.            Também pressionar o Município a conseguir uma interacção com os SMAS de Loures que, através de fiscalização rigorosa, garanta maior acuidade na recolha dos resíduos sólidos que chega a ser indecorosa, na baixa da cidade de Odivelas;
      V.            Contrariar a qualquer custo - qui çá através de campanha de sensibilização junto das escolas e da autoridade policial - a onda de grafites nunca dantes vista, que se espalham pelas paredes dos edifícios públicos e privados de toda a cidade, conferindo um aspecto usual nos piores guetos dos países subdesenvolvidos.

Por último, lamento que Odivelas não se tenha imiscuído no futuro do ordenamento do território das freguesias do Concelho. Deixou essa tarefa à Assembleia da República e à Administração Central.
Há mais de seis meses, aqui, nesta Assembleia de Freguesia, apelei a que todos os Órgãos Autárquicos do Concelho se empenhassem no debate da Reforma da Administração Local, aliás um tema tantas vezes anunciado pelos dois maiores partidos portugueses, PS e PSD, como de vital importância para o futuro do País.
Não aconteceu nada!
Os autarcas de Odivelas optaram apenas por se manifestarem contra a Lei.
Muito bem: Deixaram a decisão ao critério da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território que já indicou uma redução de 7 para 4 freguesias, suportando-se numa Lei claudicante.
Agora, seguramente, vamos encontrar maiores dificuldades em reorganizar o nosso concelho, principalmente na política de proximidade num território cada vez mais envelhecido e, consequentemente carenciado de serviços de apoio fundamentais.
Falhámos todos!
Falhámos um compromisso que permitisse analisar racionalmente a legislação que se evocou e invoca neste domínio que, independentemente das leituras possíveis, abria nitidamente uma oportunidade para que o Concelho de Odivelas pudesse ver diminuídas de 7 para 5 freguesias, em vez das 4 que, agora, se anteveem.
Trata-se de um paradigma antigo:
A luta político-partidária sobrepôs-se aos interesses dos cidadãos.
O ordenamento do Concelho de Odivelas fica ferido de razão
O autarca Independente concluiu: «E por tudo o que acabo de mencionar, pelas evidentes fraquezas deste Executivo da Junta de Freguesia de Odivelas, deixo o meu profundo lamento!»

Custos com Tony Carreira e Avenças motivam requerimentos
José Maria Pignatelli levantou algumas questões pertinentes.
Primeiro, relativamente á prorrogação das Festas da Cidade em mais um dia para que pudesse acontecer o concerto de Tony Carreira, em Julho passado. Perguntou pelos:
Encargos financeiros que a Junta de Freguesia de Odivelas teve de liquidar ao Concessionário das Festas da Cidade, pela prorrogação do evento por mais um dia (16 de Julho), para que pudesse encerrar com o concerto de Tony Carreira?
Importância que a Autarquia liquidou pelo ‘caché’ de Tony Carreira?
Valor total auferido pela receita de bilheteira do concerto de Tony Carreira?
Montante que efectivamente a Junta de Freguesia de Odivelas recebeu como resultado das actividades das Festas da Cidade, no dia 16 de Julho?
Depois, o autarca pediu uma relação de todos os contractos de Prestação de Serviços em regime de Avença e Consultoria Técnica em vigor durante os anos de 2012 e 2013, bem como os valores pagos e ainda por pagar.
 

 

Porquê a cedência de terreno à Igreja?

Hoje na Assembleia Municipal de Odivelas foi votado um ponto no qual era proposto a cedência, por parte da Câmara, de mais uma parcela com cerca de 1870 m2, à Igreja.  Com esta cedência, a qual acresce a outra que já havia sido efectuada, a Igreja passa a dispôr de 3.100 m2 para a construção de uma nova Igreja e de um novo Centro de Dia.

Até aqui, dada a importância que a Igreja tem na sociedade Odivelenses e a obra social que faz no Concelho, tudo pareceria normal, mas colocam-se duas questões:
 
1ª - Sendo que o projecto inicial já contemplava ambas as funções (Igreja e Centro de Dia), porque razão, sem que constasse qualquer  alteração ao projecto inicialmente previsto, é que a Igreja solicitou mais terreno?
 
2ª - Sabendo nós que a Igreja de Odivelas inaugurou em 2008 um Centro de Dia, o qual até hoje e já lá vão 5 anos ainda não está a ser utilizado, porque razão se há-de ceder mais terreno à Igreja?

Porque estas questões não tiveram qualquer resposta e porque entendo que a Câmara não pode ceder terrenos de forma tão leviana, vi-me obrigado a votar contra esta proposta. Por estranho que pareça, ou talvez não, fui o único.

 

Vulnerabilidade!


Toda a história relacionada com Baptista da Silva é demasiado patética para ser verdade,  mas a verdade é coloca a nu algumas fragilidades. Quero com isto dizer que não estamos livres do aparecimento de um qualquer actor de circo, com uma boa “lenga-lenga”, que nos conduza para um caminho muito complicado.

27.12.12

Dois mitos americanos que fazem história há mais de 50 anos

Do Shelby Mustang à Harley Davidson Rocker 1600


No interior sobressaem alguns detalhes... Mas a alavanca da caixa de velocidades é notável, bastante retro
 
Este Shelby é uma versão especial do Ford Mustang que mantem as mesmas linhas que o notabilizaram desde os finais da década de 60, do século passado


O enorme motor V8 é acompanhado pelo não menos espetacular filtro de ar

 
Experimentar dois mitos da indústria de veículos automóveis norte-americana é momento único. Neste caso nem sequer falamos de velocidade ou um simples ensaio de condução radical. Nada disso! Antes ‘saborear’ o espírito da de uma condução imbuída de um culto só visto nos apaixonados pela Harley Davidson e pelos Shelby Mustang, uma marca muito especial associada à Ford.
O nosso prazer foi conseguido no selim de uma 1600 Rocker C que já custou mais de 50 mil euros e ao volante de Shelby Mustang GT 500, na versão comercializada à entrada de 2011. O Ford tem matrícula espanhola, mas em Portugal custará entre os 160 e 200 mil euros.
Os Shelby equipam um motor Ford de 8 cilindros em V DOHC. O exemplar que conduzimos tem 5,4 litros e possui 547 cavalos.
De recordar que este modelo data de 1967 e mantém um “velho novo design”. É reconhecido como um Mustang. O seu design baseia-se nos antigos GT 500 originais, produzidos até 1970 e por herança dos Mustang Shelby dos ‘anos 60’ do seculo passado: Mantêm as aberturas no capô, que retiram o calor do compartimento do motor e o spoiler traseiro, uma referência aos primeiros Shelby.
A versão que conduzimos é sobrealimentada e possui a maioria dos componentes do actual Ford GT que se exibe no presente ‘Mundial de GT’. A caixa é de 6 marchas, com intervalo muito curto e uniforme, tal qual sucede nas versões de competição.
Testámos o Shelby num traçado sinuoso com bom piso, apenas com a adversidade de se encontrar ligeiramente húmido. Este coupé aparentemente mais clássico que os seus concorrentes, os Porsche, Ferrari, McLaren, Lamborghinni, BMW série 6, é uma máquina infernal capaz de ombrear com a concorrência europeia em todas as circunstâncias, particularmente nas travagens e recuperações. As recuperações são quase mágicas a fazer lembrar-nos de um carro de rali: parado arrancou para os 100 km/h em pouco mais de 4 segundos, sem que tivéssemos a necessidade de dar tudo por tudo. A saída das curvas, mesmo as mais apertadas não nos deu dores de cabeça: O Shelby Mustang encerra um comportamento em curva simplesmente fantástico, muito semelhante aos concorrentes com carroçaria mais baixa. O seu centro de gravidade é muito bom e percebe-se que foi cuidado pelo construtor. De qualquer modo, o fascínio também se encontra quando o fazemos deslocar suavemente, para ter o prazer de ouvir o ressoar do seu motor, seguramente um dos melhores V8 que se constroem no planeta. O Shelby GT 500 está longe de ser um desportivo vulgar uma qualquer imitação como a sua imagem pode até fazer crer. Ele é um animal de estrada e de pista, também capaz de um comportamento extraordinário em piso de terra bem batida: É fácil fazê-lo deslizar, de lhe colocar a traseira quase a ultrapassar a dianteira, sem perder o controlo. É quase como brincar com uma ‘quad’, mesmo mais confortável e seguro, basta trabalhar bem com a direcção, muito precisa, tal como o acelerador e o travão... E nem o jogo físico que o condutor precisa neste caso, nos retira o fascínio do Shelby Mustang GT500, um dos desportivos mais antigos em produção. Percorrer as estradas da orla marítima da Serra de Sintra ou a antiga classificativa da ‘Lagoa Azul’ pode fazer-se entre os 70 e os 160 km/h. Em dois troços tocámos os 200 com uma facilidade impressionante.

Voar baixinho para olhar a natureza
e ouvir o vibrar de um motor único
Passar para a Harley Davidson 1600 Rocker faz-nos descer à terra. Jogar seguro. Optar por menores velocidades e perceber o conceito desta moto americana: Voar baixinho para olhar a natureza e ouvir o vibrar de um motor único.
Destina-se ao passeio, ao culto do gosto pela natureza, à prática de uma cultura de marca que tem de tudo, do vestuário aos acessórios mais inacreditáveis e actualizados sem que o seu design questione os modelos Harley. A ‘Rocker 1600 C’ para além de um filtro de ar á vista à cor da moto, inclui um termómetro digital do óleo do motor. Mas este motociclo é muito fácil de conduzir: baixo centro de gravidade, não excessivamente longa e fácil de se deslocar em qualquer circunstância, porventura melhor na estrada.
Velocidade máxima aconselhável é bem distinta da possível de conseguir no Shelby Mustang: entre os 120 e os 150 é o ideal.
Harley Davidson é uma marca indelével da cultura industrial norte-americana. É uma distintivo que teve enorme sucesso em plena grande depressão nos Estados Unidos. Foi lançada em 1903, por William Harley e Arthur Davidson, e logo com motores de grande cilindrada com a arquitectura semelhante à actual, os dois cilindros em V. Com 750 e 1000 cm3 a partir de 1914. Depois, com 1200, 1400, 1600 e mais recentemente também com 1800 cm3. Todos estes equipam os modelos mais recentes. Mais ou menos extravagantes, personalizadas à medida de cada um, entre os 15 e os 100 mil euros, Harley Davidson são um mito, uma amante dos maiores apaixonados pelas motos em qualquer parte do planeta, capaz de juntar milhares.
... E os Shelby Mustang talvez sejam as Harley de quatro rodas!

José Maria Pignatelli

A memória é curta...

Ano de 1993: com a economia portuguesa a ruir, Braga de Macedo, então ministro das Finanças, foi à Assembleia da República gritar ‘a plenos pulmões’ que o País era um “oásis”. Este sketch parlamentar resistiu à passagem do tempo. Quem não resistiu foi Braga de Macedo: após um breve compasso de espera, Cavaco calçou-lhe uns patins.
Vítor Silva Pinto não tem memória curta e continua o seu texto com um conjunto de interrogações que têm sempre a mesma resposta: «Quem era o homem que, em 1992, fez as previsões para Braga de Macedo? Um tal Vítor Louçã Rabaça Gaspar, que chefiava o Gabinete de Estudos do Ministério das Finanças. Onde falhou ele nas previsões? Falhou em tudo — na evolução da economia e na arrecadação das receitas fiscais.
Veja-se:
 Gaspar previu um crescimento do PIB de 2% em 1993, mas a economia acabou por recuar 0,7%, ou seja, o pretenso “oásis” que Braga de Macedo anunciava acabou numa recessão;
 O Orçamento do Estado para 1993 previa um encaixe à volta de 3.340 milhões de contos (16.660 milhões de euros) com as receitas correntes, mas houve necessidade de fazer um orçamento rectificativo que já estimava menos 364,7 milhões de contos (1,8 milhões de euros), porque a receita fiscal teve um desempenho bem pior do que “se” estava à espera.
Vinte anos depois, o tal Vítor Louçã Rabaça Gaspar, que levou Braga de Macedo a estatelar-se contra a parede, em 1993, não vos lembra ninguém


Mas vale a pena ler o artigo:

26.12.12

É verdade!

'Público Privadas' com contratos secretos


Afinal, sempre existem documentos que foram escondidos do Tribunal de Contas, relativamente às Parcerias Público-Privadas.
O caso, agora denunciado pela TVI, remete para obras que arrancaram sem visto do Tribunal de Contas sob a desculpa principal da crise mundial.
Mais complexo é o facto daquele Tribunal denunciar que foi enganado e deu o visto a 6 contratos de construção de estradas que prejudicam o Estado, em 705 milhões de euros.
Mais uma vez, perante as notícias, fica-se com a impressão que se perdeu o controlo no panorama das adjudicações e pagamentos das grandes obras públicas.
O futuro indica-nos maior rigor e seriedade, sobretudo quando ao cidadão comum, se apresentam outras razões para a crise, como a de manter o "Estado Social"...
Ao verificar o que se refere nesta peça da TVI, percebemos que, de uma assentada, os contribuintes portugueses vão ter de suportar mais 855 milhões de euros, precisamente o prejuízo que vão dar a construção de 7 estradas, por contratos com PPP's, as já famosas Parcerias Público-Privadas.
Resta-nos saber o que mais vão pensar os nossos parceiros europeus ao serem confrontados com estas notícias, onde as próprias instituições soberanas são ignoradas.
E agora basta um clique sobre o 'link' em baixo para ver a reportagem da TVI por inteiro.

23.12.12

BOAS FESTAS!

Presépio - Imagem do Santuário de Fátima

Mudam-se os tempos ...

Há uns anos, cerca de 40, penso que em Lisboa havia apenas duas pessoas a caracterizar a figura do Pai Natal, ambos estavam na Baixa, mais concretamente na Praça dos Restauradores, um deles estava junto ao actual restaurante O Pinóquio (na época uma loja de brinquedos) e outro, do lado oposto, junto à gelataria Veneziana.

Na época eram uma grande atracção e por tradição todos os anos lá passava, tirava a fotografia da praxe e via as iluminações natalícias.Talvez por isso tenha mantido até hoje o hábito de nesta altura do ano fazer o meu passeio à baixa lisboeta, mas muitas coisas mudaram.

Aqui deixo duas notas: A primeira para o facto de ter trocado a minha rabanada, por um gelado no Santini (algo que só havia no Verão e em Cascais), a outra, mais estranha, para o facto de não ter visto nenhum Pai Natal e atracção ser um pequeno porco que por lá passeava.




Porco do Vietname no Chiado


Enigmático!

Homem-Estátua na Rua do Ouro.

22.12.12

E a Comunidade Europeia, que exemplo nos dá?

Por diversas razões não sou defensor de um a Europa Política e sempre fui completamente contrário à existência de uma Moeda única. Mesmo com todas estas reservas sei bem que a nossa saída do Euro, ou da Comunidade Europeia, é neste momento, por razões óbvias, algo completamente indesejável e no futuro também o será.

Esta é a realidade e é com ela que temos que viver., importa por isso levantar algumas questões, desde logo:

1 - Quanto custa a cada País e a cada cidadão o funcionamento da Comunidade Europeia;

2 - Será que ao exigir tanto controle nas despesas dos estados membros, como por exemplo faz a Portugal, esta instituição nos transmite, a respeito de contenção, algum exemplo positivo?

O "Zero" na Assembleia da República





21.12.12

Tratando de assunto sérios.

 MISS UNIVERSO 2012.
Olívia Culpo - Made USA/Venezuela

Sinais dos tempos!

Mulher para o marido: Achas que posso ir à agência de viagens ver se há lá algum um local onde possamos ir?

Marido para a mulher: À agência? Sim, claro!   Por certo, vão dizer-te 1001 destinos onde podes ir. Onde tu não podes fazer essa pergunta é cá em casa, vais ver que ficas muito decepcionada.



Jozésito - Chora agora Jozésito, chora ...

Odivelas – Delegação de Competências.




Nota: Há imagens que valem mais que 1000 palavras e esta retrata bem o que se passou no executivo municipal de Odivelas , mais concretamente junto dos Vereadores Socialistas e Sociais Democratas, recentemente.

Ganda Cena!

P.S. – Porque não te callas?


Assunção Cristas conseguiu pelo segundo ano consecutivo, após árduas negociações, que ao contrário do que era proposto pela Comissão Europeia, a quotas de pescas para Portugal subissem 2.5%, tendo a quota do bacalhau amentado 20%, a da pescada 15% e a do carapau 31%.


Perante este cenário, quando era suposto que um Partido com a responsabilidade que devia ter o PS e depois de ter estado no poder durante grande parte dos 10/20 anos referidos por Pedro Duarte Sá, no mínimo, estivesse calado, não posso deixar de registar a posição e as declarações deste Partido, a cargo de Miguel Freitas: "A senhora ministra faz uma declaração lastimável, sem memória e rigor do ponto de vista político e científico".



Nota: Declaração de Assunção Cristas - "foi uma boa negociação, dura, intensa, mas com um bom resultado".

Sobre a TAP

Sobre a TAP (1).

A esquerda dizia que era contra a venda da TAP, o Governo embora tendo uma proposta na mão, mas porque entendeu que não tinha as necessárias garantias, mesmo praticamente contradizendo o que já tinha anunciado, entendeu por bem não a vender. Esta certamente, perante os dados que enunciei não foi a decisão mais fácil, mas foi com toda a certeza a mais apropriada.

Curioso é ver agora a esquerda a criticar.


Sobre a TAP (2).

Curioso é também aquele “jovem” de bigode que aparece na televisão, na fila da frente dos trabalhadores, primeiro afirma que a TAP é um símbolo nacional e que é estrategicamente muito importante, mas logo de seguida, diz que o que o problema é o receio dos despedimentos que possam vir a ocorrer.

Aliás, nunca o vi na fila da frente de outros assuntos que são de interesse nacional, por isso sou levado a concluir que o que o faz correr é mesmo o receio do despedimento.