21.7.13

Na USF da Ramada há o melhor de dois mundos. Competência e rigor versus total inaptidão

Maria João, Susana e Isabel, são três nomes que registo na minha agenda dedicada aos melhores. Três profissionais distintas. A sua competência e rigor saem da capacidade de ouvir, pensar e reflectir. Juntam-lhe dose elevada de empenho e até de gentileza. Sete sessões são o quanto baste para que possamos fazer uma avaliação justa. E sobram, para ouvir os utentes oferecerem as melhores referências, descansar o íntimo uns dos outros em consciência e com a convicção que não há melhor. Alguns até rezam para não irem parar ao hospital Beatriz Ângelo. Valha-nos isso, sobretudo para quem tem de pagar 4,40 euros em transportes para aceder a cuidados de saúde que não tem na sua cidade. 
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Sabemos que os cortes nos salários dos funcionários públicos, por via do aumento do IRS e de outras supressões, criam desconforto entre todos. Porventura, algum “stress” aos que não se imaginam a trabalhar sem saber o que lhes vai suceder a curto prazo, independentemente de serem ou não competentes naquilo que fazem.
Também há quem não tenha alterado os desempenhos apesar de todas as contrariedades. Que se mantenham empenhados, competentes e gentis na sua função pública, principalmente quando ela proporciona conforto aos utentes em estabelecimentos de saúde. Pior é quando alguns desses funcionários ganham pouco mais de 150 euros mensais por força de estarem submetidos aos acordos com a Segurança Social, precisamente quase 90 euros, acrescidos de subsídio de refeição e passe social. Esses que são quem mais direito têm para reclamar encontram-se entre os melhores.
Naturalmente que todos compreendem a injustiça de quem aufere cerca de 2000 euros mensais brutos, descontarem mais de 831 euros a partir deste mês. É tremendo para quem tem obrigações mais extensas com casa e despesas variadas com filhos.
Agora, com todas as razões que lhes possamos aceder, esta problemática transversal, jamais será razão de alteração de humor, rigor, educação e porventura competência. Era só o que faltava ter médicos de família a berrar com os utentes, porque se encontram mal dispostos. Ainda mais desconcertante é ouvir uma destas médicas, funcionárias públicas, mandar um doente comprar o medicamento sem receita porque é barato, impondo ao utente uma classificação do que é barato ou caro.
Precisamente: Isto aconteceu na USF da Ramada, na passada sexta-feira, dia 19.
Primeiro, com a médica Ana Botelho que, ao ser interpelada se poderia passar uma receita de anti-inflamatório para que o paciente tomasse de imediato, sem dar qualquer cumprimento, ao estilo «barata tonta», liberta enorme carga de arrogância, volta as costas ao doente e afirma: «não passo porque estou a consultar grávidas. Dirija-se ao atendimento e deixe ficar. Para a semana, venha buscar».
Pior é que repetiu isto a gritar ao longo do corredor quando o doente lhe tentou explicar a urgência do pedido.
Como se isto não bastasse, uma outra clinica, que se encontrava à porta do seu gabinete, afirmou categoricamente: «Se precisa com tanta urgência, vá à farmácia que o anti-inflamatório é barato». Muito bem, levantam-se duas questões, ambas inacreditáveis:
1.      A que titulo, uma médica pode decidir o que é ou não barato para o utente. Quem autoriza esta funcionária pública a mandar na carteira dos outros?
2.      O anti-inflamatório – ou seja o Ibuprofeno, genérico ou não – apresenta-se em, pelo menos, três gramagens, habitualmente em dosagens de 200 mg, 400 mg ou 600 mg, sendo que as duas últimas apenas podem ser vendidas mediante apresentação de receita médica. Ora, esta médica proferiu um péssimo conselho e ilegal, porque o paciente em causa tem de tomar no mínimo os comprimidos revestidos por pelicula de 400 mg. Portanto, esta médica “meteu a foice em seara alheia” e mal, tanto mais que ninguém lhe encomendou qualquer sermão. É claro que este medicamento genérico pode custar 3,16 euros o que pode não ser nada de extraordinário, mas como poderá ser significativo para quem nada tem. 3,16 euros sempre dão para comprar 22 pães ou 5 litros de leite ou 4 quilos de arroz.
O mais curioso é que cerca de 15 minutos antes desta ocorrência, a médica Ana Botelho já tinha cometido uma outra indelicadeza que apenas se pode intitular como falta de consideração perante um utente e outros profissionais de saúde: Sem bater á porta e fazer qualquer pergunta, irrompeu pela sala de tratamentos quando duas enfermeiras tratavam um ferimento.
Estes acontecimentos são inaceitáveis. Se estas profissionais de saúde não se encontram capazes de desempenhar a sua profissão de caracter público e não sabem acolher, decididamente devem procurar outros exercícios em estabelecimentos privados, ou então fora do âmbito do atendimento público.
Não há actividade frutuosa que não nasça do saber escutar, pensar, e reflectir. As dificuldades que o País atravessa, obrigam mais do que nunca a que os cidadãos não contribuam para manter estes trabalhadores que não mostram capacidade funcional, antes se assumem como funcionalistas. Por isso, exige-se uma avaliação de competências isenta e sem politiquices à mistura que consiga separar o trigo do joio.
 

Operação relâmpago repete-se todos os dias na cozinha D'El Rei D. Dinis

Manuel Cerqueira comanda os guerreiros

Operação relâmpago: 1500 Bolos, mais uma dúzia de tabuleiros de miniaturas e outros tantos de salgados feitos com massa brioche, tudo feito em quatro horas e meia numa cozinha orientada por Manuel Cerqueira e os seus cúmplices António Farinha e João Caires. Esta é uma operação repetida todos os dias da semana, 365 dias por ano, na cozinha D’El Rei D. Diniz. Uma jornada para garantir que, às seis horas e meia da manhã, se possam preparar os pequenos-almoços dos primeiros clientes. Acaba-se a etapa dedicada à pastelaria fina. Depois, até ao meio dia, é tempo para dar aso à imaginação e cumprir as promessas feitas aos clientes: Decoram-se os bolos de montra, muitos deles a serem cravados de velas e dedicatórias. A maioria, verdadeiras obras de arte, de um bom gosto extremo e de encher o olho ao mais incauto.
Manuel Cerqueira é um pasteleiro que adora comer pastéis de nata, que introduziu a especialidade São Marcos no hábito de milhares portugueses, faz da cozinha a sua profissão há 36 anos e, apenas, dorme cinco horas por dia. O Manuel leva a vida como se trabalhasse de dia. Deita-se entre as 20 e as 21 horas, para despertar à uma da madrugada. Porventura, pelo sentido prático entre que é um trabalhador da noite por excelência e de quem tem família; mulher e duas filhas. Aos 51 anos, é seguramente um dos melhores da sua arte e é reconhecido por isso. São os clientes que o dizem.
Revista Festa - Como é que um pasteleiro, nos bastidores, sente o pulso dos clientes?
Manuel Cerqueira – “Numa casa destas, com tantos clientes de todas as idades e cada vez mais exigentes, acaba por ser mais fácil do que se imagina ter a percepção sobre o índice de satisfação. É que são os clientes que nos procuram. Isto é, que gostam de falar connosco, porque querem saber o que comem e as alternativas que podem ter, para fazer uma festa, por mais simples que seja. Se os consumidores são cada vez mais exigentes, não será menos verdade que hoje é mais fácil saber o que gostam e se apreciam o nosso trabalho”.
RF – Tem a noção que orienta uma cozinha que faz dos bolos mais admirados? Que tem clientes que vêm de longe para comer aqui um simples pastel de nata, croissant, duchese ou um são marcos?
Manuel Cerqueira, com uma montanha de fatias de flamengo na mão - a completar a montagem de uma fila de merendas - esboça um sorriso e não perde a sua humildade: “Tenho três certezas. Que jamais seriamos bons pasteleiros se fizéssemos disto, exclusivamente uma profissão. Que sou devoto à causa e tenho imenso carinho pelo que faço. E sou exigente na organização, na higiene, na qualidade das matérias-primas quase todas naturais, em contraciclo com a cada vez maior utilização dos pasteurizados, e na aprendizagem”.
RF – Hoje, existem escolas, duas ou três de referência internacional. Portanto, temos pasteleiros formados, aparentemente qualificados. Mas na maioria das vezes, verifica-se esse esforço no acabamento, mais que no conteúdo. Estamos perante uma nova era, uma espécie de pastelaria gourmet. E deixamos de perceber o que comemos verdadeiramente. Corre-se o risco de optar pelo que é bonito em detrimento do que é bom?
MC – “Podemos sempre juntar o melhor de dois mundos. Eu não tive escola. No meu tempo, simplesmente não existia formação no sector. Precisei de anos para aprender o que sei, os métodos de produzir em tempo útil, mantendo o formato tradicional. E no aspecto artístico continuo a fazê-lo. A criatividade quase não tem limites. Eu não me envergonho do que consigo fazer. Encontram-se à vista de todos, em bolosecoriscos. blogspot.pt. Dedico grande parte do meu tempo à aprendizagem de técnicas de confeitaria e confecção de bolos”.
RF – É mais fácil para quem chega agora à profissão?
MC – “Não creio que seja. A realidade do trabalho diário é diferente da escola. Quando se entra numa cozinha como esta corre-se o risco de dar alguns tropeções. É preciso ter um elevado sentido organizacional e o discernimento em comungar a confecção tradicional com o tempo disponível para o fazer. Como viu, temos de dar tudo por tudo num curto espaço de tempo. Estas primeiras cinco horas são passadas debaixo de uma enorme pressão de trabalho. Esta característica nem sempre está ao alcance de todos, por mais qualificados que sejam. Isto não tem semelhança com a cozinha de um restaurante gourmet que serve por encomenda e onde há receitas que começam a ser confeccionadas de véspera. No El Rei D. Diniz, é tudo feito no próprio dia. É a nossa marca. Em troca, os clientes dão-nos a sua preferência”.

Na cozinha D’El Rei D. Diniz, o trabalho manual é intensivo. À arte e engenho, juntam-se apenas a força de braços, as batedeiras, os tachos de cobre, as facas, tesouras, espátulas, as formas e os tabuleiros.
 

Às quatro horas da manhã, juntam-se à equipa duas assistentes que desatam a limpar tudo. Fazem-no repetidamente de 30 em 30 minutos, de cada vez que acaba uma fornada. Pelo meio, ordenam o final da linha de produção. É como se estivéssemos numa fábrica de automóveis. Os tabuleiros estacionam dentro da pastelaria. Minutos depois, Manuel Cerqueira passa em revista a parada de bolos. Ajeita os tabuleiros e recolhe um ou outro bolo com menor aparência, ligeiramente amachucado.
Na cozinha, lavam-se os tachos de cobre que não são precisos, com vinagre e sal para evitar o verdete e arruma-se tudo o que não será necessário à próxima etapa.
RF – Por vezes fica-se com a sensação que nada se passa. As pedras das mesas subitamente ficam limpas. Depois, atira-lhes porções de farinha e recomeça o frenesim. É sempre assim?
MC – “É! Acredite que não é por estar aqui. Eu obrigo-me a estes procedimentos. A higiene é sinónimo de segurança e de qualidade do produto final. Orgulho-me disso. É uma marca nossa que, certamente, aumenta a confiança dos clientes. É gratificante que as reclamações sejam reduzidas a zero”.
RF – Mas é complicado gerir a produção com estes procedimentos?
MC – “É uma questão de método e de criar rotinas certas. Servimo-nos de poucos utensílios. Aqui o trabalho manual é intensivo. É uma fábrica onde se valorizada a mão-de-obra. Sujamos as batedeiras, tachos de cobre, formas, tabuleiros, facas, tesouras e espátulas e alguns recipientes de plástico ou inox”. 

 
Apesar da cada vez maior industrialização das matérias-primas, na cozinha do Manuel Cerqueira quase não há espaço para os produtos pasteurizados, antes para os ovos inteiros, leite, natas, açucares, farinhas, frutos secos e aromas naturais.
 

No relógio, batem as seis horas da madrugada. Lá fora, já é dia. Na cozinha de Manuel Cerqueira é tempo para acabamentos dos bolos mais cobiçados: Os que se recheiam com chantili, uma referência D’El Rei D. Diniz. Tem uma espessura e açúcar quanto baste e um surpreendente travo a baunilha. Pois é, tudo é milimetricamente misturado e em tempo certo. Não há lugar a farinhas, amidos, margarinas ou manteigas nem a aromas artificiais. Este é o segredo de um “recheio” que serve também esses exímios semifrios conhecidos por São Marcos que celebrizaram Manuel Cerqueira e a pastelaria Presidente há mais de 30 anos.
Faziam filas enormes para entrar na Presidente”, recorda Manuel Cerqueira que precisa: “Vendiam-se centenas de São Marcos e a maioria dos clientes vinham de longe. Agora, banalizou-se o doce e, em alguns casos, até se adulterou. Quando se ganha fama, logo aparece quem não sabe copiar”.
RF – Mas qual é o segredo do São Marcos?
MC – “Este bolo semifrio, fantástico, nasce de uma ideia simples como quase tudo o que é bom. Uma pasta de pão-de-ló serve para fazer a base e o topo. Polvilha-se o topo de açúcar fino e queima-se com o ferro, tal como se faz em nossas casas. Depois, compõe-se o recheio á força da espátula e coloca-se o topo que leva uma pincelada de geleia para abrilhantar e os enfeites que se quiserem… É simples, não é?! Vamos experimentar”.
RF – Mas afinal onde nasceu a esta iguaria?
MC – “Há quem diga que foi na Vila de São Marcos, na Sicília, em Itália. A única coisa que sei é que foi um espanhol que viria a ser meu patrão que introduziu o bolo em Angola e depois o trouxe para Portugal, na década de 70 do seculo passado. E eu comecei a fazê-lo. Daí ter ficado ligado ao seu aparecimento em Portugal”.
 
“Em casa de ferreiro espeto de pau” é um ditado popular que se aplica a Manuel Cerqueira: “Em casa é a minha mulher que faz os bolos. Eu cozinho apenas. Aliás, também gostava de ter sido cozinheiro
 
Uma das diferenças do São Marcos está na paciência de queimar a pasta de pão de ló artesanalmente.
 
Acabamentos dos bolos com massa brioche, antes de entrarem no forno
 
José Maria Pignatelli em Revista Festa (edição dee Julho de 2013)
 

Odivelas: Todos convidados!


12.7.13

SPORTING NÃO CUMPRE COM A CÂMARA DE ODIVELAS

A CANDIDATA SANDRA PEREIRA (AINDA VEREADORA)
ESQUECE QUE APOIOU ESTES CONTRATOS

A empresa municipal «Municipália» fez um contrato de arrendamento para o pavilhão Multiusos com o Sporting, no tempo da anterior direção onde, por coincidência, estava o Sr. Ricardo Tomás, avençado da Câmara de Odivelas, militante do PSD e ex-deputado municipal. O aluguer determinava uma renda mensal de 10.000 euros que nem sequer paga os 145.000 que são precisos todos os meses para pagar o Multiusos e durante os próximos 22 anos.
Fizeram este contrato e também uma escritura de cedência dos terrenos do Odivelas Futebol Clube, por mais de 20 anos. Tudo num momento em que as notícias davam conta das muitas dificuldades financeiras do Sporting. Mas dava imenso jeito à governação do concelho partilhada pelo PS e PSD.
Mesmo assim - supõe-se que tenha sido o Sporting – demoliram o Estádio Arnaldo Dias no pretexto de se iniciar a construção do tão falado novo complexo desportivo de Odivelas, cujo projeto base foi elaborado nos serviços municipais, e aprovado em reunião da Câmara de Odivelas. Portanto, pelos socialistas e sociais-democratas.
Entretanto, a direção do Sporting mudou, em resultado de eleições. Confirmou-se que o clube estava bastante endividado. Nem sequer havia dinheiro para garantir pagamento de salários. Ora, previa-se que o Sporting não conseguisse pagar as rendas do pavilhão e muito menos gastar mais de 4 milhões de euros a fazer um complexo desportivo ao lado do Pavilhão Multiusos.
Agora, inadmissível é vermos a vereadora Sandra Pereira, do PSD, manifestar-se preocupada com esta situação quando votou sempre a favor de todas as decisões relativas ao Pavilhão Multiusos e ao complexo desportivo do Odivelas. Será por um lapso de memória ou porque é candidata à presidência da Câmara de Odivelas?
Naturalmente, isto não é uma questão político-partidária, mas antes um caso de competência pessoal. Decididamente, esta candidata não tem credibilidade.

 

7.7.13

I.O. é nosso.




Desde há muitos anos que me habituei, onde quer que vá no País, sempre que digo que sou de Odivelas, ou sempre que falo da nossa Terra, a assistir a uma associação imediata às “nossas meninas”, às Meninas de Odivelas.
Estou certo que não é só a mim que isto acontece, episódios semelhantes certamente que já aconteceram a todos vós. Só este facto chega para que todos entendam que a relação entre o Instituto de Odivelas, o “berço da Meninas”, e Odivelas é enorme, podendo mesmo afirmar-se que é uma relação umbilical.
Portanto, para além de toda a relevância que o Instituto de Odivelas tem há mais de 100 anos, tanto ao nível do ensino - onde é uma referência nacional, como formação de mulheres - como na área social, ao nível cultural e também na dinamização da zona antiga Odivelas, esta instituição faz parte da nossa identidade e é um símbolo maior da nossa Terra.
É certo que durante muito tempo esteve isolado em si próprio, mas a grande verdade é que desde a Petição para abertura ao público do Mosteiro e sobretudo desde Junho de 2011, altura em que o Coronel José Serra foi nomeado Director, devido ao extraordinário trabalho que tem feito (convém nunca esquecer), a população de Odivelas tem ganho consciência da importância e relevância do Instituto de Odivelas. Também devido ao extraordinário desempenho do Coronel José Serra, o Instituto de Odivelas tem conseguido de uma forma muito mais eficaz projectar e elevar o bom nome de Odivelas.

Estas são, em traços gerais, as minhas grandes motivações para ter empenhado tanto tempo, esforço e dedicação na luta contra a intenção do Ministro da Defesa em fechar o Instituto de Odivelas e entendo que esta é uma luta para a qual todos os Odivelenses estão convocados, porque perdendo o Instituto de Odivelas ficaremos com um concelho mais desvalorizado, mais triste e mais pobre.

Lutemos!


INCOMPETÊNCIA, IGNORÂNCIA E DESPESISMO NUMA VIAGEM ENTRE O CATUS E O BEATRIZ ÂNGELO POR CAUSA DE DOIS GOLPES NUM PÉ

 
A nossa saúde não tem cura. A incompetência é absoluta e a ela junta-se muita ignorância. Também por causa de dois golpes num pé, e entre uma visita ao Catus e ao Hospital Beatriz Ângelo, imprimem-se cinco folhas A4 e gasta-se um envelope. Isto excluindo as folhas das receitas.
 
Neste percurso um único dado positivo: Por via de consulta informática é possível saber se temos ou não a vacinação em dia.
Ora se é verdade que temos uma saúde melhor do que a maioria dos países subdesenvolvidos, não é menos verdade que se prestam cuidados demasiado caros para aquilo que são, quer em qualidade quer em competência global. Depois, quem manda nestes centros de atendimento não sabe nada de gestão e gasta o que quer porque alguém paga.
Mas o pior acontece no Hospital Beatriz Ângelo – uma PPP que custa milhões ao erário público -, onde no meio de imensos sorrisos acontecem os maiores disparates que apenas podemos rotular de incompetência de quem manda e ignorância de quem recebe na Urgência:
Ø  Primeiro, pede-se o cartão do utente ou o cartão do cidadão. Não se admite a existência de Bilhete de Identidade;
Ø  Segundo, é inacreditável que, quem recebe, nem sequer seja capaz de considerar o facto do cidadão se ter ali deslocado por uma clarividente urgência e, por isso não se fazer acompanhar dos documentos. No Beatriz Ângelo vive-se um paradigma: Esteja ou não em perigo de vida, não esqueça de trazer os documentos, de tirar a senha e cumprimentar o funcionário no guiché;
Ø  Terceiro, o funcionário ignora a especificidade da urgência e questiona-a uma segunda vez, fazendo de conta que não ouviu nada, tão-só porque não sabe o significado de sutura. É grave para os contribuintes que pagam esta saúde cara e de desperdício e ainda terem de aturar ignorantes que deviam ter formação dada por quem manda no hospital… Os tais responsáveis incompetentes que andam mais preocupados com o parqueamento de viaturas ao longo das vias do hospital do que com métodos internos de funcionamento. Aliás, no “Beatriz Ângelo” vive-se quase e só de contractos a prazo e de rotatividade dos funcionários que jamais se conseguirão adaptar a funções, que precisam bem mais do que a multiplicação de sorrisos.

NOS NOVOS CENTROS DE SAÚDE SUBSISTEM ERROS.
NA PÓVOA DE SANTO ADRIÃO, O AR CONDICIONADO NÃO FUNCIONA.
NA RAMADA, O GABINETE DO DENTISTA FOI MAL CONSTRUÍDO E NÃO FUNCIONA.

Em Portugal as obras públicas são demasiado dispendiosas: custam muito para aquilo em que resultam, sobretudo pela menor qualidade dos acabamentos. Também raramente terminam antes de se iniciar a utilização. E quase sempre têm defeitos, alguns perfeitamente inacreditáveis. As obras públicas decididamente não são fiscalizadas. Quem paga são os contribuintes. E ainda há quem afirme que tudo é caro em Portugal.
Na nova Unidade de Saúde Familiar da Ramada continua a ser impossível marcar consultas para dentista e higiene oral, por erros de construção. O gabinete do dentista, devidamente montado não funciona.
Mas é bom recordar que a obra custou 3,8 milhões de euros, montante que também não chegou para fazer os acabamentos exteriores e estabelecer parâmetros de segurança.
Extraordinário é que na nova Unidade de Saúde da Póvoa de Santo Adrião, também estreada no princípio do mês de Junho, o ar condicionado não funciona.

ESTRAGOS EM AUTOMÓVEL POR COLAPSO DE APARELHO DE GPS

Um GPS que se encontrava instalado junto ao pára-brisa, exposto ao Sol,  como que explodiu porque a bateria sobreaqueceu.
Para que se perceba os cuidados a ter, basta ver a página de manual do GPS Garmin NÜVI® 2450 (foto), onde se pode ler uma advertência para não deixar o equipamento dentro de carros principalmente sob sol.
A maioria dos equipamentos deste género usa baterias de íon de lítio (é pequeno, leve e armazena muita carga) que podem rebentar sob altas temperaturas.
Logo, não só GPS mas celulares, notebook, tablet, iPod, que usam baterias de íon de lítio, estão sujeitos a este tipo de acidente.

Página do manual do GPS Garmin


3.7.13

ODIVELAS: A VERDADE DOS NÚMEROS


Foi um debate na TVL e Odivelas TV
http://odivelas.com/2013/06/28/poder-local-contas-do-municipio-2012-o-debate-na-tvl/
A Prestação de Contas relativas ao exercício de 2012 revela enormes deficiências no respeita a rigor: A verdade é que estava previsto uma receita de quase 91,8 milhões de euros e na verdade só entraram nos cofres do Município cerca de 61,9 milhões, o que significa uma taxa de execução de 67,4%. Ou seja, a receita inicialmente esperada foi sobrevalorizada em 32,6%, 1/3 acima do que realmente foi recebido.
Do montante orçamentado, 69,3 milhões de euros deveriam ter sido receitas correntes, enquanto 22,5 milhões seriam receitas de capital e outras.
De acordo com o Orçamento de 2012, das despesas orçamentadas (os já mencionados 91,8 milhões de euros), 68,9 milhões deveriam ter sido despesas correntes (75,1%) e as de capital limitavam-se a 22,9 milhões (24,9%).
Mas aqui temos de agradecer a quem se lembrou da Lei dos Compromissos: É que assim apenas foram pagos 61,1 milhões de euros dos 77,4 milhões previstos.
Contudo, isto significa que quase 16,3 milhões de euros transitaram para o exercício de 2013. Portanto, o actual orçamento (de 2013, entenda-se) ficou desde logo comprometido em 16,3 milhões.
Mas a prestação de contas levanta essencialmente cinco preocupações maiores:

Ø  PPP ODIVELAS VIVA. A participada PPP Odivelas Viva apresentava, a 31 de Dezembro de 2012, capitais próprios negativos de 477,3 mil euros, portanto quase meio milhão de euros, a que teremos de juntar juros de mora de 160.000 euros. Portanto, deste facto se percebeu a deliberação seguinte na mesma reunião extraordinária do Executivo camarário (ocorrida em 22 de Abril deste ano): o reforço de 500.000 euros na «Participação em Activos de Sociedades e Quase Sociedades Não Financeiras Privadas».
A Publico Privada Odivelas Viva representa um encargo médio da ordem dos 166.000 euros mensais. Mas só para o Pavilhão Multiusos são precisos 145.000 euros, todos os meses, que resultam em 33,6 milhões de euros em final  de contrato.

Ø  MUNICIPÁLIA. No documento do revisor, a PKF, está ainda expresso particular preocupação com a viabilidade económica da Municipália. Os subsídios à exploração foram de quase 1 milhão de euros (972.000) a que acresce algo que não se encontra contabilizado numericamente que é o facto da Câmara ter dado àquela empresa municipal a exploração do Pavilhão Multiusos a custo zero, ou seja um subsídio por via da exploração do património. Importa ainda não esquecer que a Municipália teve um passivo de 296,4 mil euros. O passivo da empresa municipal cresceu de forma muito desfavorável - de 126.705 euros em 2010, para 249.036, em 2011, e agora em 2012, subiu outra vez em mais de 47.400 euros, para 296, 4 mil euros. Isto faz-nos concluir que os subsídios à exploração representaram no ano passado, 43,24% das receitas, considerando o resultado apresentado de 2,245 milhões de euros;

Ø  FUNÇÕES SOCIAIS. Entre as dotações que estão relacionadas no orçamento como sendo para as questões sociais - tituladas por funções sociais -  temos uma dotação de mais de dois milhões de euros para o ordenamento do território, de onze milhões para tratamento de águas residuais, de dois milhões para proteção de meio ambiente e conservação da natureza, quase seiscentos mil para a cultura, um milhão para o desporto, recreio e lazer. A questão é simples: Estes custos não suportam propriamente despesas com apoio social apesar de chamadas de funções sociais.

Ø  ACTIVIDADES ECONÓMICAS. Depois, poderíamos colocar uma 5ª questão que não se compagina directamente com a prestação de contas, mas influencia a receita municipal e que se prende com o desempenho da economia local. Como se sabe, aproximadamente 60% da actividade económica local de Odivelas é desempenhada por micro e pequenas empresas quase todas dentro do espaço da economia familiar e a maioria destas no sector do comércio e serviços.

Ora o que é que se fez?
Muito pouco. Quase tudo se evidenciou por um site «Odivelas às Compras» cujo investimento já foi de 47.930 euros e que contou com um incentivo da MODCOM de 26.770 euros. Tudo isto num site que nem sequer permite interagir ou fazer compras online e, apenas regista o comércio e serviços de 10 artérias da cidade de Odivelas… E nem todas! Chegou mesmo a ter fotografias de estabelecimentos comerciais fechados com grades de segurança corridas para baixo. Nem sequer se conhece o sucesso deste projecto. O que se conhece é o elevado número de estabelecimentos encerrados.
Mas o mais preocupante é que, no concelho de Odivelas, a taxa de desemprego aumentou em mais de 58% entre Dezembro de 2009 e Dezembro de 2012, enquanto a média nacional (Portugal Continental) cresceu em 30,4%.

Perguntam muitos municípes:
                                I.   O que é que a autarquia fez em matéria de apoio às Actividades Económicas? Lançou uma Agenda para o Desenvolvimento que se resume a um conjunto de visitas às empresas do Concelho e termina com um almoço final com discursos de pompa e circunstância como se vivêssemos no paraíso.
                              II.    E no aspecto social confundem-se as funções!

DESPESAS E RECEITAS DE CAPITAL. A diferença entre as despesas de capital relativamente às receitas de capital quadruplicou – 17,3 milhões contra quase 4,6 milhões. No exercício anterior, em 2011, foram o triplo e em 2010 foram o dobro. Significa isto, uma diminuição preocupante no retorno face ao investimento. Mesmo atendendo ao facto destes investimentos serem a bem da actividade pública e nem sempre poderem registar retorno desejável.

INACREDITÁVEL CAÇA AOS OVOS DAS TARTARUGAS

Conseguimos desfazer aquilo que de mais valioso
a natureza nos dá






Os humanos surpreendem mais pela negativa que pela positiva. Todos os dias somos confrontados com notícias que nos deixam perplexos e quase sempre pela falta de escrúpulos dos homens e das mulheres. Ora são mortes pelas mais variadas razões, conflitos civilizacionais, discórdias entre governantes, guerras, especulação contra interesses de comunidades inteiras e também atentados contra a natureza e o ambiente verdadeiramente inaceitáveis.
Agora, ou já há algumas décadas acontece uma prática cada vez maior: Os ovos de tartaruga são roubados aos milhares para vender. E muitos daqueles que não são colocados nos sacos, são destruídos pelo manuseamento humano.
Ao ritmo que as imagens documentam, dentro de anos, o espectáculo da desova e o nascimento, o completar do ciclo de vida deste réptil milenar, será ainda mais raro que presentemente.
Conseguimos desfazer aquilo que de mais valioso a natureza nos dá que nem os nossos antepassados, menos cultos, certamente faziam.
Só se pede que multipliquem esta notícia: O PLANETA E AS TARTARUGAS AGRADECEM.
 

1.7.13

ODIVELAS: MELGAS E MOSQUITOS QUE NOS DÁ O MATO DA RIBEIRADA


São sistematicamente badalados quaisquer espaços verdes que são feitos pela Câmara Municipal de Odivelas. Até se inauguram jardins com 150 metros quadrados, para comemorar o 25 Abril. Em Odivelas, há um excesso de áreas que não se encontram tratadas nem são limpas com a frequência que devem. Se nas Colinas do Cruzeiro, isto é motivo de queixas dos moradores, na segunda fase da Urbanização da Ribeirada bem que os munícipes se podem queixar: Faz 10 anos que este bairro está concluído. Faz 15 anos que existem prédios que confinam também com este espaço e pertencem ao conhecido bairro do Chapim. E aqui nem um pedaço de relva ou um canteiro com plantas. Apenas junto a uma das extremas da Ribeirada se fez um jardim com um parque infantil. Ocupa 1/4 da área total desta última fase da urbanização.

Na praça que inclui a Rua Francisco Ribeiro era previsto construir-se um jardim-de-infância. Só que o governo de José Sócrates decidiu jamais construir este género de equipamentos desassociados das escolas básicas. Então, como a área da rua Francisco Ribeiro era pequena para construir uma escola com estas duas valências, optou-se por não fazer nada.
Também tanto quanto se sabe, a Câmara ainda não chegou a qualquer entendimento com o loteador para dar um destino ao terreno. Assim, há dez anos que se tem mato junto aos edifícios. Quase sempre com mais de meio metro de altura, numa espécie de teia de aranha que permite acumular lixos de toda a ordem transportados pelo vento, ou não fosse a Ribeirada uma zona alta da cidade que antigamente era conhecida pelos seus moinhos.
Aos moradores desta zona, basta atravessar os corredores das suas casas para, do outro lado ao abrir das janelas, darem de caras com uma vastidão de terreno ainda em circunstâncias piores, com mato acima do metro ou mais de metro e meio. O tal terreno que a Câmara decidiu alienar, para mais construção, mas que ninguém quer comprar.
Era neste terreno que a Sra. Presidente da Câmara anunciou e mostrou projetos, na última campanha eleitoral, em 2009: A construção de um centro administrativo e uma nova esquadra de polícia que seria para a nova Divisão da PSP de Odivelas, uma promessa acertada com o então ministro da Administração Interna do Partido Socialista. Pois é, mas nada foi feito em quase dois anos, até às eleições de Junho de 2011, quando o governo do PS foi substituído pelo atual.
Passam 10 anos. Entramos no décima época balnear em que, por força dos dias de maior calor e vento, premeia os moradores da Ribeirada 2, com melgas e vários géneros de mosquitos. Apenas são bem-vindas as cobras que se veem, porque sempre substituem qualquer operação de desratização que só há memória de ter acontecido uma vez.
Nem o fato da Sra. Vereadora da Saúde morar no bairro significa quaisquer melhorias.

 
 
 
  
 
 
No loteamento este terreno estava destinado a um jardim-de-infância. Depois, por uma determinação do governo de Sócrates isso deixou de ser possível. Agora, a Câmara Municipal não encontra uma alternativa para ocupar o espaço e disso dar conta ao loteador para chegar a um entendimento. Assim, em mais um bairro com 10 anos, os municípes vivem num ambiente degradado e a responsbilidade «morre solteira»
 
Na Ribeirada, fase II, só nos lembramos de ver inaugurar o
chamado Jardim da Ribeirada que foi feito, desfeito e reconstruído que custou mais de centena e meia de milhares de euros a que acresceu trabalho de centenas de horas dos funcionários municipais a reparar o que a empresa que construiu o jardim não emendou
 
Pena é que os eleitos ignorem que os munícipes pagam cada vez mais impostos, IMI’s cada vez mais altos, taxas de passagem subterrânea das operadoras de telecomunicações – já não referenciando o esforço que fazem para pagar as prestações das suas casas - para não terem um espaço público decente e limpo e, sem a necessidade de grandes requisitos, uma coisa de baixo custo.
É que na fase II da Ribeirada só nos lembramos de ver inaugurar o chamado Jardim da Ribeirada que foi feito, desfeito e reconstruído que custou mais de centena e meia de milhares de euros a que acresceu trabalho de centenas de horas dos funcionários municipais a reparar o que a empresa que construiu o jardim não emendou. Também foi construído um triângulo com pouco mais de 100 metros quadrados no topo da rua Francisco Ribeiro.
De resto, é o que se pode ver nas imagens, tiradas esta semana. Mas iguais a tantas outras que a objetiva registou em 10 anos!
75% dos terrenos encontram-se num estado deplorável!