7.9.13

(DES) FIDELIDADE – Parte I

Cada vez mais perplexo. Os políticos vestidos com peles de cordeiro são cada vez em maior número, em Odivelas. Tapam as lâminas e preparam-se para fazer umas incisões, precisamente a quem lhes dedicou trabalho profícuo, muito para lá das obrigações confiadas.
Tudo em nome da quietude e da boa imagem que se precisa, em vésperas de Eleições Autárquicas... Nem que isso signifique descartar a fidelidade de quem os acompanha a troco de nada. Nem que se institua pela coação psicológica.
 

 

6.9.13

HOSPITAL BEATRIZ ÂNGELO: DA REALIDADE À MENTIRA DE UMA REVISTA


Propagandear o conforto até pode transformar-se numa mensagem credível.
no Hospital de Loures, os factos não são como pintam o conteúdo da revista publicada por aquela unidade hospitalar.
No Hospital de Dia Cirúrgico, integrado naque estabelecimento, cada paciente dispõe efectivamente, á entrada, de uma ideia de conforto: Uma espécie de boxe composta por cama e um mini roupeiro, também ele móvel. Sobre a cama, uma bata, protecções para os pés e umas calcinhas. O utente prepara-se para a cirurgia e deixa a sua roupa e objectos pessoais no tal roupeiro, para que depois, caso possa regressar a casa ao final do dia, possa reencontrar-se com os seus pertences.
Pois é: Mas isso nem sempre sucede. Basta que o número de cirurgias ultrapasse a capacidade do ambulatório que logo temos sacos de plástico preto com as roupas e pertences dos pacientes, tudo amontoado.
No Hospital de Loures nem tudo o que luz é ouro. Muito pelo contrário.
Dos sorrisos que encontramos aos balcões de atendimento, facilmente encontramos incompetência e desleixo.
Como se já não bastasse na política, também este hospital público com gestão privada se dedica a encher o olho aos utentes, através de uma revista que custa garantidamente milhares de euros que acabam por ser pagos pelos contribuintes, tudo em nome da boa informação, tantas vezes manipulada.
 

1.9.13

FORA-DE-HORAS

 
ODIVELAS: UMA OBRA QUE SE PUBLICITA E NUNCA SE FEZ E ANUNCIA O VALOR E PRAZO DE CONSTRUÇÃO.

MAL E PARCAMENTE É EXPRESSÃO QUE ASSENTA BEM, NÃO APENAS A ESTE MANDATO AUTÁRQUICO, EM ODIVELAS, LIDERADO PELOS SOCIALISTAS, MAS TAMBÉM AO ANTERIOR, GOVERNADO PELOS MESMOS DE SEMPRE, SOCIALISTAS E SOCIAIS-DEMOCRATAS.
 
Escondido, à sombra de uma árvore. Temos uma Câmara Municipal que nem se lembram do que prometem. Agora, deixem ficar o painel.

Apregoa-se uma construção a executar em 17 semanas e com um custo global de 574.497 euros. Portanto, proclama-se uma obra que custaria mais de meio milhão de euros e com certezas absolutas

No painel inscreve-se o Proqual (programa integrado de qualificação das áreas suburbanas da Área Metropolitana de Lisboa), PORLVT (o Programa Operacional Regional para Lisboa e Vale do Tejo que tinha verbas do quadro comunitário de apoio, para o ciclo que mediava o ano de 2000 a 2006), o mesmo que dizer que a obra seria comparticipada pela União Europeia com fundos de apoio ao desenvolvimento

Esta é a imagem da ribeira, no troço entre a rua Alexandre Braga e a Avenida D. Dinis 

E assim ainda se apresenta a paisagem de quem para na Rua Alexandre Braga

Estes caniços nascem no leito da ribeira, mesmo junto à ponte da Avenida D. Dinis.

 

Na Avenida D. Dinis, descobri um painel publicitário antigo - certamente colocado durante o primeiro mandato da presidente Susana Amador, 2005/2009 - que anuncia a requalificação da zona do Bairro Olaio, envolvente à Ribeira de Odivelas, num troço que começa na rua Dr. Alexandre Braga. Uma obra de envergadura que nunca se fez, para mal de quem ali vive e faz vida naquela zona da cidade de Odivelas.
O cartaz tem um título que nos habituámos a ouvir com frequência, tanto aos vereadores socialistas como aos sociais-democratas: «Sonhar. Planear. Realizar.».
Com certeza que sonharam. Todos fazemos isso. Uns mais que outros e, por isso, não vem mal ao mundo. E a Sra. Presidente da Câmara imaginou um belíssimo projeto, a avaliar pelas quatro imagens que se encontram publicadas no painel.
O Executivo camarário planeou? Talvez, porque se afixa prazo e valor da obra: Apregoa-se uma construção a executar em 17 semanas e com um custo global de 574.497 euros. Portanto, proclama-se uma obra que custaria mais de meio milhão de euros e com certezas absolutas.
E para que ninguém duvidasse de tal, no reclamo afixado pela Câmara Municipal, há mais de 4 anos, inscreve-se o Proqual (programa integrado de qualificação das áreas suburbanas da Área Metropolitana de Lisboa), PORLVT (o Programa Operacional Regional para Lisboa e Vale do Tejo que tinha verbas do quadro comunitário de apoio, para o ciclo que mediava o ano de 2000 a 2006), o mesmo que dizer que a obra seria comparticipada pela União Europeia com fundos de apoio ao desenvolvimento.
Ora, isto confunde qualquer cidadão. Se esta verba esteve inscrita para uma construção desta importância, é legítimo questionar: O que sucedeu ao dinheiro que se previa gastar nesta reabilitação?
Deve salientar-se que a modernização da baixa da cidade de Odivelas era e continua a ser de vital importância para a sobrevivência do comércio e serviços daquela área da cidade, onde encontramos ainda o maior número de economias familiares que ainda empregam milhares de pessoas, bem como contribuem para o PIB do Concelho de Odivelas.
Quanto à justeza em falarmos de mais ou menos competência dos sucessivos Executivos camarários (do jovem concelho ainda com treze anos), todos liderados por socialistas com o apoio incondicional do grupo de dirigentes do PSD, apenas realço que este painel está colocado junto à Avenida D. Dinis, muito perto do Centro Comercial Oceano, há mais de 4 anos. E que a sua dimensão é de aproximadamente 4 x 1,5 metros. Nestas circunstâncias, diz o povo tantas vezes: «É preciso não ter vergonha!»
 

Um mealheiro original

ESTE FOI O MEALHEIRO DOS VOLUNTÁRIOS DE ODIVELAS. IMAGINATIVO! MAS TAMBÉM COM UMA FORTE MENSAGEM.
ONTEM, FOI UM DIA DE SOLIDARIEDADE PARA COM OS SOLDADOS DA PAZ, PARA QUEM LUTA DE MODO DESIGUAL, TODOS OS ANOS, EM TODOS OS MESES MAIS QUENTES, CONTRA AS CHAMAS QUE SE ABATEM NAS NOSSAS FLORESTAS. PARA COM OS QUE ACEITAM ARRISCAR A SORTE PELOS OUTROS.
OBRIGADO A TODOS!

30.8.13

Josefa.



Depois de um dia alucinante só agora abrandei um pouco o ritmo. Hoje ainda mal tinha ligado o computador (nem os emails vi) e a única notícia que tinha ouvido, porque me disseram, é que tinha morrido mais uma bombeira.
Fui ver agora a notícia e fiquei a saber que essa bombeira tinha apenas 21 anos, chamava-se Josefa e para além de ser Bombeira Voluntária, estava a fazer o curso de Engenharia Biomédica e trabalhava em part-time num supermercado.
Os indicadores permitem-me afirmar que partiu uma jovem cheia de valor e altamente generosa. Uma rapariga que nos permite pensar que nesta juventude/geração, há grandeza e princípios.
Talvez esta tenha sido a mensagem mais forte que Josefa nos deixou e também por isso esta notícia seja ainda mais chocante e incompreensível.
Lamentado profundamente a morte desta jovem, mas dou os parabéns a esta Rapariga pelo exemplo que foi.


28.8.13

O MAR DAS NOSSAS SOMBRAS


A PROPÓSITO DA REVISTA «CLUSTER DO MAR»
No facebook pedem-se «likes» ou «gostos» para um conjunto de páginas, algumas de inegável interesse a valer pela aparência.
Hoje pediram-me para gostar da revista «Cluster do Mar»... O Mar como novo Desígnio Nacional.
Ora, como nasci ao lado dele, e vivi, tantos dias e meses, sobre ele, por via da generosa e honrada profissão de meu Pai. Como hoje compreendo a maledicência que a luta dele – do meu Pai, o António Carlos Barreto - provocou por diversas vezes no seio dos mais variados poderes.
Como agora apreendo quanto a sua saúde ficou debilitada para sempre como resultado de um duelo desigual ao pugnar pela causa da defesa do mar e do transporte marítimo moderno, tantas vezes defendido pelos mais prestigiados colegas estrangeiros. Como vivo, o mal que o Mar lhe acabou por fazer. Como sei que o seu nome ficou apenas registado nos compêndios mais prestigiados escritos em inglês, apeteceu-me escrever o ‘post’ que se segue e publicá-lo com o meu ‘like’.
Naturalmente que o Mar não se confina apenas a uma «estrada» imensa para o transporte de mercadorias.

O MAR... TÃO DISTANTE!
Não conheço a publicação. Mas o Mar nunca devia ter deixado de ser o Desígnio Nacional. Mas deixou. Infelizmente. Por diversas razões que davam para escrever um livro, de muitas centenas de páginas.
Portugal vendeu ou perdeu as suas maiores companhias marítimas. Entre elas (por venda) a sua empresa mais rendível, a SOPONATA, Sociedade Portuguesa de Navios Tanques. Melhor dizendo, a sua companhia de petroleiros, num momento em que a frota incluía navios novos e aguardava pela substituição da maioria da restante frota. A SOPONATA, hoje propriedade da segunda maior transportadora de petróleo do planeta - obviamente Norte-americana e, naturalmente com um judeu de origem grega como maior acionista - era uma empresa portuguesa participada e de ponta. O então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva, entendeu que o Mar não era um propósito de desenvolvimento nacional capaz de contracenar com os milhões dos fundos comunitários que nos foram prometidos. O governo de então, abriu o caminho do êxodo às formiguinhas trabalhadoras e optou por proclamar as cigarras preguiçosas e gastadoras.
Basta perceber um pouco de construção naval: um petroleiro é um navio com a maior tecnologia de ponta em diversos sectores e é o veículo de transporte mais caro do Mundo. Tenho quase, quase 56 anos, e posso gabar-me de ter viajado em muitos dos petroleiros com bandeira dessa companhia, quase pelos cinco continentes.
A saúde de meu Pai foi cruxificada com a venda da companhia aos norte-americanos. Meu irmão aceitou continuar, acedeu ao convite, e é, desde há década e meia, comandante na empresa (mais correctamente e pomposamente Capitão da Marinha de Comércio). À americana e pelas actuais regras da marinha de comércio altamente especializada, ele é o gestor de unidade maior. Comanda sempre entre os 2 e os 2,5 milhões de barris de petróleo que – imagine-se – de um dia para o outro, dentro dos tanques, sossegadinhos, podem passar a valer mais ou menos 1 dólar x 2,5 milhões... Algo que impressiona e contenta a competitividade de qualquer gestor que se preze. Algo que, seguramente, contribui para a liquidação de despesas no curto-prazo e consubstancia perspectivas de execução orçamental a médio e longo prazo. Não será por acaso que o maior armazenista de petróleo também é o maior retalhista. É curiosamente o maior produtor por posse de poços. É surpreendentemente o detentor da moeda – o dólar - que é a única que serve de troca de 87,9% do comércio mundial de matérias-primas, metais e pedras preciosas.
Ora quero com isto dizer que voltar a ter o Mar como desígnio nacional, é uma boa esperança... Precisamos, no entanto, da lucidez em perceber que isso nos custará biliões de euros, precisamente o dinheiro que jamais teremos nas próximas décadas.
De entender que esse fulgor se esvaiu por opção política, dos governantes, de quase todos os partidos políticos, dos sindicatos, dos empresários que representavam o capital português (exceptua-se Manuel Bulhosa), da maioria dos militares da armada portuguesa e da minoria dos trabalhadores e agentes da marinha de comércio.
Fico curioso por ler o conteúdo desta publicação. Mas continuo expectante sobre a responsabilização de quem, a troco de uns fundos comunitários e de um enorme jogo de interesses paralelos à economia nacional, permitiu a extinção da marinha comercial nacional e a consequente estagnação das infraestruturas portuárias, com a devida excepção do Porto de Sines que, ainda assim e no imediato, só poderá gerar biliões por via do comércio internacional do carvão e do petróleo e respectivos derivados.
Recorde-se que para a operação de mercadorias gerais em carga fechada, falta construir uma linha férrea com características de transporte transcontinental, basilar para a própria actividade geral portuária, podendo então competir com os portos do Sul da Europa, particularmente os espanhóis que ficam quase todos já no Mediterrâneo, mais distantes da plataforma global europeia marítimo-terrestre configurada na cidade holandesa de Roterdão.

(Este texto encontra-se escrito em português e não em sintonia com o novo acordo ortográfico que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2015).

25.8.13

À PORTA DO INFERNO REZEI A DEUS AO LADO DE UM BOMBEIRO

Fez hoje, 25 anos. Eu estive lá! Ligaram-me ainda ao final da madrugada.
A redacção do «Primeiro de Janeiro» era no início da Rua do Carmo junto à Rua 1º de Dezembro, precisamente à entrada do Chiado.
Estive à porta do Inferno!
Vivi horas em que senti a pequenez que somos.
Cada minuto, mais parecia uma eternidade.
O fogo parecia multiplicar-se. Não dava descanso. Os bombeiros inventavam e reinventavam posições de combate. As chamas pareciam saídas do inferno. Faziam verdadeiros “desenhos” em volta dos prédios e que trepavam dezenas de metros, para tapar o céu.
Ainda o fogo estava distante da dimensão total – estava a nascer o Sol – quando um bombeiro com mais de 20 anos de carreira, aproximadamente 45 anos de idade, me suplicou, em plena rua 1º de Dezembro: «ajoelhe-se aqui comigo; percamos dois minutos, para orarmos a Deus».
Com titulava o Diário de Notícias acontecia «Um vulcão de labaredas...».
Uma impotência confrangedora, muito mais sentida que o medo ou do que o bafo de calor inacreditável que senti no corpo e quase me deixava sem respirar.
Cheguei a temer por dezenas de vidas.
Os bombeiros não conseguiam entrar com os veículos na Rua do Carmo, à data reservada exclusivamente à circulação de peões - ornamentada com canteiros em betão de proporções maiores -, aliás uma obra da Câmara Municipal de Lisboa, bonita à vista, mas polémica por isso mesmo. Por diminuir a acessibilidade dos meios de socorro em caso de sinistro.
Foi um dos dias em que no exercício da minha profissão de então – a de jornalista – me caíram as lágrimas. Sem vergonha.
Jamais esquecerei.
 






 

24.8.13

Odivelas: A manhã deste Sábado.



Hoje foi mais uma manhã passada em contacto directo com a população de Odivelas. Foi fantástico, para além de vermos confirmado o valor da nossa proposta, conheci imensas pessoas e reencontrei “velhos” amigos (até o meu primeiro barbeiro).

A cada dia que passa e quanto maior é o número de pessoas com que falo, maior é a convicção que estamos no rumo certo. Todos acham que Odivelas Merece Mais e todos entendem a nossa proposta.

Estou certo que a mudança pode acontecer, está na mão de cada um de nós!


Odivelas Merece Mais
!

23.8.13

O Incendiário

Todos os anos por esta altura, lamentavelmente, somos inundados por fotografias/imagens na comunicação social, onde espelham a desgraça que os fogos desencadeiam de norte a sul do nosso país.
Sem querer abordar as várias formas de se evitar esta situação, uma delas passa, pela conjugação de esforços, cooperação entre as várias entidades.
Ao contrário do que diz o Ministro da Administração Interna, continuamos a ser um país, onde, cada qual defende a sua “quinta”, e onde, de facto as entidades com responsabilidades, nada fazem.
Há pelo menos 10 a 15 anos que a Dra. Cristina Soeiro (PJ) tem desenvolvido um estudo sobre o perfil psicológico do incendiário. Por uma questão de ética profissional, não devo julgar a qualidade desse trabalho, até porque não o conheço.
Uma coisa é certa, hoje estamos com mais elementos para que, num curto espaço de tempo possamos prender os incendiários. Tal como tem acontecido.
O problema está no decorrer do incêndio, e aí, toda a comunicação social tem responsabilidades.
 Aquilo a que denominam por responsabilidade e dever de informar, neste caso, pauta-se por, no mínimo, de pouca inteligência na forma como dão as notícias, e por outro, um incentivo aos impulsos de alguns que estão encapsulados. Se quiserem, funciona como uma espécie de carburante.
Quer seja em jornais ou Tv, as imagens, na sua tonalidade emocional, potenciam-se, isto é, tanto têm de belo como de assustador e, ao mesmo tempo, sinónimo de desgraça. Mas é aqui que, em minha opinião, está a quota-parte de responsabilidade da comunicação social.
No dever de informar, sem esconder a realidade, podem efectuar transmissões em directo sem focar o verdadeiro cenário de operações, sem mostrar as labaredas a engolir floresta, em especial de noite, onde, em termos cénicos, resultam em fotografias fantásticas.
À comunicação social, apenas importa fazer a reportagem mais espectacular.
Agora vamos reflectir um pouco. Para o incendiário, de entre muitas coisas, das quais resultam na sua débil e pouco organizada estrutura mental, a comunicação social dá-lhe, por assim dizer, a “cereja em cima do bolo”.
Para o incendiário (não o Homem normal) aqueles momentos são de uma beleza impossível de descrever, podemos até dizer que são momentos verdadeiramente sublimes. Nada melhor para disfrutar de tais momentos do que, e se não pode estar no local, ficar em casa a assistir, quase em directo, às fantásticas imagens que passam em todos os canais, num claro concurso para a melhor imagem.
Se me permitem, as imagens transmitidas colocam o incendiário no seu mundo, um mundo do maravilhoso, governado pelo princípio de prazer, na produção ilusória, onde ele, efectuas as suas identificações heróicas, num claro processo de compensação narcísica insuflando o seu Ego frágil e pouco estruturado na plena condição de “desejar ser…”.
Para terminar, façam uma verdadeira conjugação de esforços, entidades privadas e Governamentais, elaborem estratégias, falem com quem sabe do assunto, não pensem apenas no espectáculo da reportagem, de forma a que, seja impossível chegar o brilho (importância) a quem tanto o anseia, ao incendiário.
E já agora se me permitem, está na altura daquela figura circense, a quem um dia lhe chamaram de palhaço, condecorar todos os BOMBEIROS deste país e deixarem as palavras de cortesia às famílias enlutadas.    
Helder Pereira Salvado

Odivelas: Terra de Gente Trabalhadora Merece Mais.




 
Recordo como se fosse hoje os tempos já um pouco longínquos em que estava no Liceu, hoje Secundária. Nessa altura estudava em Lisboa, as aulas começavam por volta das 8.00h, e por essa razão tinha que ir no autocarro (36) às 7.00h.

As pessoas que a essa hora já estavam à espera do autocarro para ir trabalhar eram muitas, algumas vezes a fila dava para encher 3 autocarros. Ao final do dia, na hora do regresso, era a mesma coisa, por vezes pior, pois caso não viéssemos do Rossio (terminal do 36), só entrávamos dentro de um autocarro com grande dificuldade (estavam sempre cheios).

Se é verdade que isto acontecia com quem trabalhava em Lisboa, também é verdade que quem trabalhava em Odivelas também não tinha melhor vida, por isso e pelo que conheço das gentes de Odivelas é com convicção que muitas vezes digo que Odivelas é um a Terra de Gente Trabalhadora e é também por essa razão que acredito que Odivelas tem Futuro.

Infelizmente, os níveis de desemprego em Odivelas subiram, nos últimos 3 anos, de forma brutal, cerca de 60%. Este número é inaceitável e por essa razão o “Plano de Emergência” e o Projecto “Ganhar o Futuro” que elaborámos na Coligação Odivelas Merece Mais são a solução que Odivelas precisa.