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27.1.11

Pensamento do Dia.


A propósito do discurso de Cavaco, um amigo, João Gonçalves Pereira, diz: Sócrates, não vais ter vida fácil! Eu digo: João, vamos ver se tens razão!

A sensibilidade das almas.


Discursos como o que Cavaco Silva fez na noite das eleições, estou a habituado a ouvi-los e muito, só os proferidos pelo Primeiro-Ministro nos últimos 6 anos, não têm conta. O que estranho, é a sensibilidade que têm as pessoas que aplaudem Sócrates, quando, como se costuma dizer, "se vira o bico ao prego".

Disparidades!


Como quem acompanha este blogue com alguma regularidade se apercebeu, não perdi muito a escrever e ou a falar sobre as presidenciais, sobre este ou aquele candidato. Durante toda a campanha quase me limitei a afirmar: há uma coisa em que concordo com Cavaco, é que Portugal não ganha nada com uma segunda volta.

Passado que foi este acto eleitoral, vejo que à total falta de argumentos, há quem tente fazer uma enorme encenação à volta do discurso de Cavaco Silva. Eu confesso, tal como afirmei ontem, que também não gostei, mas também entendo que não é o suficiente para fazer disso um caso politico e muito menos que com isso venham a conseguir beliscar minimamente a dimensão da vitória de Cavaco.

Menos entendo, que provavelmente os mesmos, se esqueçam de salientar uma intervenção vergonhosa do Ministro Santos Silva (habitual neste senhor) no decorrer da campanha eleitoral. "Precisamos de um Presidente que não se meta onde não é chamado" disse, imagine-se, o Ministro da Defesa.

23.1.11

Estou contente.


Tal como tinha escrito há uns dias, havia pelo menos uma coisa em que concordava com Cavaco, isso aconteceu e assim felizmente a "festa" acabou por aqui.

O que "todos" gostam de falar.


Há pouco coloquei um post "o que ninguém quer falar" e de facto é assim, ninguém quis falar, mas aos números que apresentei ainda se podem adicionar de certa forma os 14% de Fernando Nobre. Todos juntos significa um enorme voto de protesto para com a classe politica.

Mas curiosamente já começaram a falar num dos temas predilectos, as sondagens. Por isso questiono com que interesse, depois de mais uma vez terem falhado a toda a linha, a TVI coloca nesta edição, com resultados que certamente mais uma vez não reflectem a realidade, este tema no ecrã.

Este tema é tão mais preocupante, porque este instrumente serve para manipular a opinião e gerar a discussão. É sobre estes número que os comentadores falam e ainda agora vi o Professor Marcelo a comentar sondagens.

E agora, o que se segue?


Este resultado, para além de uma vitória esmagadora de Cavaco Silva, apresenta-nos uma derrota estrondosa de Manuel Alegre que tinha nada mais, nada menos, que o apoio oficial do PS e do BE.

Com isto estarão muitos a pensar na dissolução imediata, ou a curto prazo, da Assembleia da República, mas Sócrates não estará pelos ajustes, com toda a certeza vai antecipar-se e remodelar o Governo de forma a adiar esta decisão.

Esta remodelação trará também com grande probabilidade novidades para o executivo municipal de Odivelas, Susana Amador poderá apanhar boleia no comboio do governo e deixar a batata quente (Câmara tecnicamente falida) para outro. Se isto acontecer e porque a batata queimará, resta saber quem ficará com as mãos a arder.

Cavaco eleito - RTP dá-lhe 52%.

Abstenção - Novo Recorde à vista.

Depois dos 50,29% em 2001, parece estarmos na iminência de um novo recorde.

Os venvedores da Presidenciais.

1976 = Ramalho Eanes
1980 = Ramalho Eanes
1986 = Mário Soares
1990 = Mário Soares
1996 = Jorge Sampaio
2001 = Jorge Sampaio
2006 = Cavaco Silva
2011 = ????????????

História da Abstenção em Presidenciais:

1976 = 24,53%
1980 = 15,61%
1986 = 24,62% (1ª Volta)
1986 = 22,01% (2ª Volta)
1991 = 37.84%
1996 = 33.71% (1ª Volta)
2001 = 50,29%
2006 = 38,46%
2011 = ?????


Fonte: C.N.E.

Brancos e Nulos não contam para apurar a maioria.


Está em questão haver ou não uma segunda volta, isso passa por haver ou não algum candidato que consiga ter mais de 50% dos votos à primeira volta, para essas contas brancos e nulos, como é óbvio, não contam.


Fecharam as urnas! ... Aguardemos.

Hoje é dia de ... VOTAR.

Depois disso, quando fecharem a mesas aqui estarei para comentar.

21.1.11

Acabei de ler ...

... a perspectiva de José Manuel Fernandes.

Há uma coisa em que concordo com Cavaco.


Acaba hoje a camapanha eleitoral para as Presidenciais e ainda há algumas incertezas. Se Cavaco ganha à primeira, se Nobre fica à frente da Alegre e qual o valor da abstenção, são algumas delas.

Embora não saiba a quantidade, sei também que ainda há muitos indecisos, pelo menos junto de pessoas que conheço essa é uma realidade a ter em consideração.

No meio de toda esta camapanha, a qual confesso que não acompanhei com muita atenção, há uma coisa em que concordo interamente com Cavaco, perante o cenário que nos é apresentado, Portugal não ganha nada com uma segunda volta.

11.1.11

Presidenciais - Porquê Cavaco?

Vejo e ouço muitas pessoas falarem e criticarem Cavaco Silva por isto e por aquilo, mesmo pessoas do quadrante politico que sustentou a sua eleição há cinco anos. É normal que assim seja, até porque foi ele que exerceu essa função nos últimos anos. A verdade é que as outras candidaturas pouco ou nada têm trazido de novo aos portugueses e o texto escrito por Rui Ribeiro e publicado hoje no odivelas.com é representativo da razão porque muitos portugueses vão votar Cavaco. Digo eu!

Presidenciais - Cavaco "arrumou" a questão.


Tenho acompanhado esta campanha das presidenciais só pela imprensa escrita e pela net. Até ao momento não assisti a nenhum debate (parece que não haverá mais nenhum) e só hoje, por acaso, vi a entrevista de Judite Sousa a Cavaco Silva.

Ainda não sei qual foi o share/audiência, mas se dúvidas existissem, com esta entrevista, salvo alguma surpresa que possa haver com abstenção, penso que a questão ficou definitivamente resolvida.

Cavaco esteve igual a si próprio, com apenas uma derrapagem pouco perceptível, mostrou serenidade quanto baste, distanciamento partidário e estar num patamar muito acima de qualquer um dos outros candidatos.

9.1.11

Pensamento do Dia.


A duas semanas das eleições não posso deixar de lamentar que o debate continue centrado na questão do BPN e do BPP. Entendo que se fale destes casos, mas Portugal merece e necessita de mais.