7.2.12
6.2.12
Banca perdeu mais de 1,1 mil milhões
Millennium BCP lidera as percas
A semana terminou com a notícia menos esperada e pouco animadora para a economia portuguesa, sobretudo para as empresas que necessitam de crédito para conseguir aumentar a produção e obter novos canais de exportação. A banca portuguesa perdeu mais de mil e cem milhões de euros, precisamente 1,1 mil milhões, no exercício do ano passado.
O líder das percas foi o BCP com um recorde de 786 milhões de euros. Segue-se o BPI com 206 milhões de euros, e o Banco Espírito Santo com pouco mais de 160 milhões.
Mas o mais preocupante é que mais de 65% das percas do BCP – qualquer coisa como 584 milhões de euros – se ficam a dever à compra de títulos de divida pública grega, realizada no primeiro trimestre de 2011.
Aliás, uma operação que se diz ter acontecido por influência do então primeiro-ministro José Sócrates, e que poderá ter sido determinante na saída já anunciada de Santos Ferreira, actual presidente da instituição. Naturalmente que a administração do banco sabia das enormes dificuldades em que se encontrava a Grécia e que se preparava para entrar em período de incumprimento, um cenário do domínio público ainda em Março do ano passado.
De qualquer modo devemos recordar que no início do ano, muitos especialistas garantiam que banca portuguesa se encontrava sólida e resistia à crise sem grandes percas. Era mesmo um bom exemplo ao nível europeu e o seu prestígio inabalável.
É claro que agora perante os números, o discurso altera ligeiramente: contrapõem-se as percas com o aumento de capitais próprios. Cada um de nós fará a sua avaliação.
A semana terminou com a notícia menos esperada e pouco animadora para a economia portuguesa, sobretudo para as empresas que necessitam de crédito para conseguir aumentar a produção e obter novos canais de exportação. A banca portuguesa perdeu mais de mil e cem milhões de euros, precisamente 1,1 mil milhões, no exercício do ano passado.
O líder das percas foi o BCP com um recorde de 786 milhões de euros. Segue-se o BPI com 206 milhões de euros, e o Banco Espírito Santo com pouco mais de 160 milhões.
Mas o mais preocupante é que mais de 65% das percas do BCP – qualquer coisa como 584 milhões de euros – se ficam a dever à compra de títulos de divida pública grega, realizada no primeiro trimestre de 2011.
Aliás, uma operação que se diz ter acontecido por influência do então primeiro-ministro José Sócrates, e que poderá ter sido determinante na saída já anunciada de Santos Ferreira, actual presidente da instituição. Naturalmente que a administração do banco sabia das enormes dificuldades em que se encontrava a Grécia e que se preparava para entrar em período de incumprimento, um cenário do domínio público ainda em Março do ano passado.
De qualquer modo devemos recordar que no início do ano, muitos especialistas garantiam que banca portuguesa se encontrava sólida e resistia à crise sem grandes percas. Era mesmo um bom exemplo ao nível europeu e o seu prestígio inabalável.
É claro que agora perante os números, o discurso altera ligeiramente: contrapõem-se as percas com o aumento de capitais próprios. Cada um de nós fará a sua avaliação.
Cultura portuguesa - Sem dúvida um activo.
| Castelo de Osaka |
Esta manhã vi no facebook um texto do Paulo Aido, o qual foi colocado em Macau, que dava conta da sua satisfação pelo facto da Missa a que foi, nesse ex-território português, ter sido celebrada em Português. Agora, no ABC do PPM, vi um post do Rui Faria Saraiva que diz ter visitado um dos mais importantes castelos japoneses, o Castelo de Osaca, dentro do qual há várias exposições e onde a única referência que lá havia a um país que não o Japão, era a Portugal.
5.2.12
Carnaval - A minha proposta.
Na minha opinião os feriados são para assinalar e/ou comemorar determinados acontecimentos, quer sejam eles históricos ou religiosos e não um devem ser vistos como um dia de férias extra.
Já por diversas vezes afirmei que sou da opinião que seria preferível cortar alguns feriados e substitui-los por exemplo pela data do aniversário, isto porque há feriados que ninguém ou quase ninguém comemora e o dia dos anos, salvo algumas excepções, todos gostam de comemorar. Até vou mais longe, também não vejo inconveniente que quem tenha filhos menores, tenha direito a tolerância de ponto nas datas em que eles fazem anos.
Resumindo, entendo que os feriados podem e devem existir, mas têm que ter um significado e não se devem resumir a um dia de férias extra.
Falando do Carnaval, embora hoje em dia não seja uma festividade que me diga muito, a verdade é que é uma data que muitos, sobretudo as crianças, gostam de assinalar e festejar. Embora seja apenas tolerância de ponto, a verdade é que é percepcionada por todos com um feriado, a qual ainda por cima, porque é sempre a uma terça-feira, origina que muitos "façam ponte".
Assim penso que a melhor solução seria passar o Carnaval para uma segunda-feira e fazer desse dia um feriado nacional. Esta seria a alteração mais equilibrada, continuavamos a festejar o Carnaval, não se tirava nenhum dia de feriado/férias a ninguém e o País ganhava um dia de produção, aquele em que quase todos fazem ponte.
Já por diversas vezes afirmei que sou da opinião que seria preferível cortar alguns feriados e substitui-los por exemplo pela data do aniversário, isto porque há feriados que ninguém ou quase ninguém comemora e o dia dos anos, salvo algumas excepções, todos gostam de comemorar. Até vou mais longe, também não vejo inconveniente que quem tenha filhos menores, tenha direito a tolerância de ponto nas datas em que eles fazem anos.
Resumindo, entendo que os feriados podem e devem existir, mas têm que ter um significado e não se devem resumir a um dia de férias extra.
Falando do Carnaval, embora hoje em dia não seja uma festividade que me diga muito, a verdade é que é uma data que muitos, sobretudo as crianças, gostam de assinalar e festejar. Embora seja apenas tolerância de ponto, a verdade é que é percepcionada por todos com um feriado, a qual ainda por cima, porque é sempre a uma terça-feira, origina que muitos "façam ponte".
Assim penso que a melhor solução seria passar o Carnaval para uma segunda-feira e fazer desse dia um feriado nacional. Esta seria a alteração mais equilibrada, continuavamos a festejar o Carnaval, não se tirava nenhum dia de feriado/férias a ninguém e o País ganhava um dia de produção, aquele em que quase todos fazem ponte.
Carnaval antecipado?
A propósito de toda a polémica que se levantou por causa do Carnaval, pareceu-me ouvir Francisco Louçã utilizar a este respeito a palavra "consagrado". Deve ter sido uma brincadeira antecipada.
Neste caso sou vegetariano.
Compreendo que alguns não saibam, talvez ainda não se tivessem instalado nesta terra, mas embora ainda hajam alguns, há uns anos atrás era comum encontrar em todo o concelho de Odivelas campos repletos de azedas. Parece que agora, sobretudo desde Junho passado, há medida que o tempo vai passando as "azedas" estão de regresso a esta Terra.
Nota:
Embora azeda como o nome indica, era comum ver pessoas, sobretudo crianças a trincá-las, eu era uma delas.
4.2.12
O meu lado
Estarei sempre do lado daqueles que promovem a qualidade de vida dos odivelenses, dos que a prestigiam, dos que defendem o seu património e divulgam a sua história e lhe acrescentem conhecimento e cultura, sem olhar à sua opção partidária, às suas crenças religiosas ou à sua condição social. O meu conselheiro é a minha consciência e o poder não me diz nada, seja ele económico, social ou político.
Advinha.
Qual é a coisa, qual é ela, começou por ser conhecida na Póvoa, depois em Odivelas, mais tarde em Lisboa, há um mês em Portugal, a semana passada na Europa e agora em Macau?
Grande entrevista de Paulo Aido na Teledifusão de Macau.
Paulo Aido foi um dos escritores convidados para estar presente no Festival Internacional de Macau, por coincidência uma terra onde viveu durante vários anos. Na sua estadia por esta ex-província portuguesa foi convidado a dar uma entrevista no local onde trabalhou, na Teledifusão de Macau.
Sentado em frente ao microfone que utilizou durante anos e no qual, segundo ele, para por várias vezes dar os bons dias aos ouvintes, falou apaixonadamente do seu último livro.
Como as conversas são como as cerejas, a curiosidade dos sues ex-colegas levou-os a questionar sobre a sua actividade enquanto Vereador da Câmara Municipal de Odivelas.Nesta parte da conversa falou da sua actividade neste cargo, a forma como o encara e de alguns casos a que se dedicou.
Clique aqui e oiça a entrevista na integra, vale a pena!
3.2.12
13 - Os bailes são lindos, mas …
Embrulhados nas dificuldades do dia-a-dia, em termos de pensar no que fazer para evitar a nós próprios e aos “nossos” mais privações, invadidos por tanta informação e contra informação, bombardeados por uma onda alarmista que justificada ou injustificadamente se instalou, somos tentados a andar preocupados, desanimados… e bloqueados o que se afigura mais perigoso.
A grande verdade é que ao longo do últimos anos, provavelmente com mais responsabilidade de uns do que de outros, todos juntos construímos esta sociedade e escavámos o buraco em que nos encontramos. Não interessa perder tempo a descobrir os culpados. A verdade é que todos juntos usufruímos e todos contribuímos para a actual situação em que o País se encontra, nem que tenha sido por via de uma atitude passiva e ou por renúncia.
Vejamos, no gesto tão simples e tão conhecido de apontar o dedo a alguém, culpando-o terceiros, deixando sempre três dedos apontados para nós, os que mantêm a mão fechada para dar saliência ao dedo indicador. Isso é representativo.
Não pensem com isto que estou a desculpabilizar quem prevaricou e, por proveito próprio ou corporativo, prejudicou a comunidade. Longe disso, penso a esse respeito que devem ser todos exemplarmente punidos.
O que pretendo transmitir neste texto é que de nada nos vale andar a por aí “chorar”, a lastimarmo-nos, a perder tempo a culpabilizar tudo e todos. Será mais simples se investirmos e empreendermos na construção de uma vida pessoal, familiar e social melhor. Acredito que se formos criativos, empenhados, determinados e se tivermos devoção naquilo que é importante e essencial, não haverá barreiras suficientemente altas, nem nada que nos impeça de concretizar os nossos objectivos.
Os portugueses têm alguns defeitos, mas também muitas virtudes.
Existem, bons exemplos ao longo da história de Portugal, tanto ao nível individual como colectivo. Vários foram as figuras que atingiram elevado relevo (Reis, Guerreiros, Navegadores, Escritores, Artistas, Desportistas, Empresários, Cientistas…) e vários foram as batalhas e os momentos em que nos superámos. Basta pensar que, com apenas um milhão de pessoas, estabelecemos comunidades em quase todo o mundo e isso faz com que haja cerca de duzentos milhões de pessoas a falar português.
Não foi só no antigamente que fomos grandes e bons, que tivemos talento e personalidades relevantes. Continuamos a tê-las e em vários domínios.
Não pensemos que todos os que hoje sobressaem nasceram ou cresceram num “berço de ouro”, não é verdade. Mourinho, Cristiano Ronaldo, Belmiro de Azevedo, Isabel-Jonet, Horta Osório, Godinho Lopes, Siza Vieira, Paula Rego, Joana Vasconcelos, António Rosa Damásio, Boaventura de Sousa Santos são apenas alguns exemplos de personalidades que só chegaram longe e são bem-sucedidas porque investiram e empreenderam tempo naquilo de que gostam e no que acreditaram.
Enfim, se todos formos capazes de dar o nosso melhor, se empreendermos e investirmos, se tivermos espírito de sacrifício e devoção, conseguiremos individual e colectivamente voltarmos a superáramo-nos.
Como diria uma Senhora que já há muito partiu e que assinava os seus textos com o pseudónimo Maria Ninguém - "Na verdade os bailes são lindos: encantam, estonteiam, deslumbram. Mas a vida tem muitas outras coisas boas e, se a olharmos com boa vontade, encontramos nela tanto que nos prenda e nos encante que ficamos sem pena de lá não ir."
Amizade
"A verdadeira amizade implica também um esforço cordial para compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não cheguemos a partilhá-las nem a aceitá-las".
2.2.12
Parabéns merecidos!
A obra de S. Vicente de Paulo está de parabéns, completou hoje mais um ano de existência. A sua missão continua a ser de extraordinária importância junto dos mais desfavorecidos, tanto em Odivelas, como em muitos outros pontos.
Europa em agonia
Tripulação hesitante deixa o barco adornar lentamente
Os políticos europeus encontram-se distantes de uma sintonia comum, muito desejável na actualidade: importa decisões para medidas enérgicas no sentido de inverter a crise de um sistema financeiro que não se controla e constrange, cada vez mais, o crescimento económico de muitos países, principalmente os da União Europeia que se encontram dentro da Zona Euro, ou seja os dezassete alinhados na moeda única, o euro.
Naturalmente que uns se encontram em situação mais delicada que outros e precisam de medidas mais drásticas. França e Alemanha reinam neste cenário das hesitações. As decisões da Comunidade Europeia levam demasiado tempo a serem praticadas: existe uma burocracia evidente, mas também ela fomentada pelos próprios decisores que são líderes frágeis e que determinam o que não querem que seja prática. Uma mistura quase explosiva que conduz à humilhação dos mais pobres, de quem aceitou receber subsídios para não produzir, há mais de 20 anos, de quem nunca foi aconselhado de princípios de boa gestão das finanças públicas, porventura de quem foi estimulado a gastar, de quem nunca foi fiscalizado no tempo das ‘vacas gordas’.
Agora, em tempo de crise, meio generalizada, perante uma liderança germânica apoiada por um presidente franco-hungaro, saem fora os mais sólidos, o Reino Unido, os Países Baixos e os nórdicos. Juntam-se a República Checa e a Polónia.
Ninguém se importa com o depressão grega, nem mesmo que isso signifique uma vergonha para a filosofia da Europa das Nações reunidas numa comunidade de princípios estratégicos, económicos e sociais. A Europa da União adornou num mar revolto, que a colheu de través.
“Inferno ‘made in Germany’” é o título de um artigo de opinião de André Macedo publicado no Diário de Notícias que merece leitura atenta:
«O economista Daniel Gros revelou há dias um número relevante: apesar da violenta austeridade imposta à Grécia nos últimos dois anos e da recessão profunda em que o país se encontra - 16 trimestres consecutivos a perder riqueza e ainda a seguir para bingo -, os gregos só têm dinheiro para sustentar 80% do seu nível de vida. O resto, os 20% que seriam precisos para manter o país a funcionar, tem de ser financiado através de empréstimos no exterior, já que não há poupança nem recursos internos para compensar o desequilíbrio, mas hoje esse capital já não existe. Fugiu.
Ou seja, a seguir a este novo pacote que está a ser negociado a custo com a troika, se nada de extraordinário mudar na Zona Euro, a Grécia terá de continuar indefinidamente ligada à máquina e a viver às pinguinhas. Os gregos acabam, portanto, de entrar no quinto ano de recessão, mas já perceberam que têm pela frente mais um interminável período de empobrecimento profundo, enxovalho político e cultural - made in Germany - e um doloroso drama social que envergonhará a Europa durante muitos anos.
Com o desemprego a atingir 47,2% dos jovens - um em cada dois! - e 19% entre do resto das pessoas, é simples perceber a dimensão humana da catástrofe a que os portugueses e os outros europeus assistem sem grandes inquietações, exceto o terrível pavor de que a maré também acabe por engoli-los. Desde o início da crise da dívida soberana, a atitude tem, aliás, sido sempre a mesma em Portugal, na Irlanda, em Espanha e agora também em Itália: os gregos são um povo amigo, mas para manter patrioticamente à distância, como se fazia com os leprosos.
Compreende-se a necessidade de Passos Coelho, Mariano Rajoy e outros tantos fugirem a sete pés da comparação grega para continuarem fiéis ao diktat alemão e, assim, permanecerem ligados a um ténue fio de esperança. No entanto, chegados a este ponto dramático na vida de um povo, é obrigatório ser um pouco mais corajoso. O ciclo de miséria grega e a sua rota interminável têm-se agravado pelos inúmeros falhanços orçamentais e políticos internos, é inegável, mas também pelo obscurantismo financeiro alemão que se perpetua graças à fragilidade (cobardia) dos outros países.
A troika falhou na Grécia. Fez mal as contas. Não emprestou dinheiro suficiente. Fê-lo por um período ridiculamente curto (três anos, como exige o FMI). Calculou mal o efeito recessivo e a espiral negativa. E definiu objectivos financeiros e económicos surreais. A Grécia já não é um país, é um laboratório onde jaz um Estado (quase) falhado. Kaputt, dirá um dia a sr.ª Merkel enquanto nós, com sorte, seguiremos a nossa vidinha.»
Naturalmente que uns se encontram em situação mais delicada que outros e precisam de medidas mais drásticas. França e Alemanha reinam neste cenário das hesitações. As decisões da Comunidade Europeia levam demasiado tempo a serem praticadas: existe uma burocracia evidente, mas também ela fomentada pelos próprios decisores que são líderes frágeis e que determinam o que não querem que seja prática. Uma mistura quase explosiva que conduz à humilhação dos mais pobres, de quem aceitou receber subsídios para não produzir, há mais de 20 anos, de quem nunca foi aconselhado de princípios de boa gestão das finanças públicas, porventura de quem foi estimulado a gastar, de quem nunca foi fiscalizado no tempo das ‘vacas gordas’.
Agora, em tempo de crise, meio generalizada, perante uma liderança germânica apoiada por um presidente franco-hungaro, saem fora os mais sólidos, o Reino Unido, os Países Baixos e os nórdicos. Juntam-se a República Checa e a Polónia.
Ninguém se importa com o depressão grega, nem mesmo que isso signifique uma vergonha para a filosofia da Europa das Nações reunidas numa comunidade de princípios estratégicos, económicos e sociais. A Europa da União adornou num mar revolto, que a colheu de través.
“Inferno ‘made in Germany’” é o título de um artigo de opinião de André Macedo publicado no Diário de Notícias que merece leitura atenta:
«O economista Daniel Gros revelou há dias um número relevante: apesar da violenta austeridade imposta à Grécia nos últimos dois anos e da recessão profunda em que o país se encontra - 16 trimestres consecutivos a perder riqueza e ainda a seguir para bingo -, os gregos só têm dinheiro para sustentar 80% do seu nível de vida. O resto, os 20% que seriam precisos para manter o país a funcionar, tem de ser financiado através de empréstimos no exterior, já que não há poupança nem recursos internos para compensar o desequilíbrio, mas hoje esse capital já não existe. Fugiu.
Ou seja, a seguir a este novo pacote que está a ser negociado a custo com a troika, se nada de extraordinário mudar na Zona Euro, a Grécia terá de continuar indefinidamente ligada à máquina e a viver às pinguinhas. Os gregos acabam, portanto, de entrar no quinto ano de recessão, mas já perceberam que têm pela frente mais um interminável período de empobrecimento profundo, enxovalho político e cultural - made in Germany - e um doloroso drama social que envergonhará a Europa durante muitos anos.
Com o desemprego a atingir 47,2% dos jovens - um em cada dois! - e 19% entre do resto das pessoas, é simples perceber a dimensão humana da catástrofe a que os portugueses e os outros europeus assistem sem grandes inquietações, exceto o terrível pavor de que a maré também acabe por engoli-los. Desde o início da crise da dívida soberana, a atitude tem, aliás, sido sempre a mesma em Portugal, na Irlanda, em Espanha e agora também em Itália: os gregos são um povo amigo, mas para manter patrioticamente à distância, como se fazia com os leprosos.
Compreende-se a necessidade de Passos Coelho, Mariano Rajoy e outros tantos fugirem a sete pés da comparação grega para continuarem fiéis ao diktat alemão e, assim, permanecerem ligados a um ténue fio de esperança. No entanto, chegados a este ponto dramático na vida de um povo, é obrigatório ser um pouco mais corajoso. O ciclo de miséria grega e a sua rota interminável têm-se agravado pelos inúmeros falhanços orçamentais e políticos internos, é inegável, mas também pelo obscurantismo financeiro alemão que se perpetua graças à fragilidade (cobardia) dos outros países.
A troika falhou na Grécia. Fez mal as contas. Não emprestou dinheiro suficiente. Fê-lo por um período ridiculamente curto (três anos, como exige o FMI). Calculou mal o efeito recessivo e a espiral negativa. E definiu objectivos financeiros e económicos surreais. A Grécia já não é um país, é um laboratório onde jaz um Estado (quase) falhado. Kaputt, dirá um dia a sr.ª Merkel enquanto nós, com sorte, seguiremos a nossa vidinha.»
Indignados e Indignados.
Há uns dias fiquei indignado com as afirmações proferidas por Cavaco Silva, fiquei sim senhor! Eu e muitos mais, mas tal como Nuno Gouveia no 31 da Armada, também questiono acerca das declarações proferidas por Maria José Morgado: "será que os membros do clube dos indignados profissionais não ficaram um bocadinho incomodados com as declarações da especialista em investigações falhadas?"
Ele, há dias!
Logo pela manhã, ao sair de casa, deparei-me com um acto de cobardia, algo que não é do meu agrado. Ao almoço, ao ver um papel circulante, reparei que também há por aí um grande artista, o qual ao longo dos tempos se vai mantendo equilibrado em cima de um frágil e estreito arame.
1.2.12
O sr. Jesus foi desagradável
Não é admissível que um funcionário do Benfica, ao serviço do clube, num espaço público, assuma atitudes de desrespeito para com terceiros. Menos aceitável é que o protagonista seja o treinador da equipa de futebol profissional e o faça em plena conferência de Imprensa. Jorge Jesus esteve mal e foi de uma arrogância extrema diante dos jornalistas, no final do jogo em Vila da Feira:
- Primeiro, ao não reconhecer os erros da arbitragem e a anulação de um golo completamente regular, legal, ao Feirense;
- Segundo, desmentir categoricamente que o Benfica estava a horas de contratar Yannic Djaló, afirmando que a comunicação social contratava para o Benfica jogadores novos quase todos os dias.
Ficamos sem perceber como vai agora 'descalçar a bota' perante os jornalistas que ofendeu. Como é que em menos de 24 horas, Djaló que não servia ao Benfica passou a fazer parte dos planos da equipa. Afinal de contas, também no futebol o momento é sobretudo político e de muito 'jogo de cintura'.
O Sr. Jorge de Jesus esquece que representa o Sport Lisboa e Benfica que é uma instituição de prestígio, respeitável e de dimensão internacional. Esquece que não é mais benfiquista que os outros e que deve consideração aos associados e simpatizantes do clube que colaboram activamente no pagamento da sua milionária remuneração mensal. Escapa-lhe o facto de que muitos benfiquistas não são necessariamente facciosos ao ponto de não verem os erros dos árbitros que prejudicam os adversários. Também não percebe que existem centenas de milhar de benfiquistas que não toleram pessoas mal-educadas a falar em nome da instituição, tanto mais que possuem a ‘chancela’ de utilidade pública.
Jorge Jesus tem sorte em não viver à época de presidentes como Dr. Borges Coutinho, Ferreira Queimado, Adolfo de Brito ou o Dr. António Catarino Duarte porque seria despedido à chegada a Lisboa... O treinador do Benfica bem que podia regressar à escola primária, aprender português e tomar umas chávenas de chá.
- Primeiro, ao não reconhecer os erros da arbitragem e a anulação de um golo completamente regular, legal, ao Feirense;
- Segundo, desmentir categoricamente que o Benfica estava a horas de contratar Yannic Djaló, afirmando que a comunicação social contratava para o Benfica jogadores novos quase todos os dias.
Ficamos sem perceber como vai agora 'descalçar a bota' perante os jornalistas que ofendeu. Como é que em menos de 24 horas, Djaló que não servia ao Benfica passou a fazer parte dos planos da equipa. Afinal de contas, também no futebol o momento é sobretudo político e de muito 'jogo de cintura'.
O Sr. Jorge de Jesus esquece que representa o Sport Lisboa e Benfica que é uma instituição de prestígio, respeitável e de dimensão internacional. Esquece que não é mais benfiquista que os outros e que deve consideração aos associados e simpatizantes do clube que colaboram activamente no pagamento da sua milionária remuneração mensal. Escapa-lhe o facto de que muitos benfiquistas não são necessariamente facciosos ao ponto de não verem os erros dos árbitros que prejudicam os adversários. Também não percebe que existem centenas de milhar de benfiquistas que não toleram pessoas mal-educadas a falar em nome da instituição, tanto mais que possuem a ‘chancela’ de utilidade pública.
Jorge Jesus tem sorte em não viver à época de presidentes como Dr. Borges Coutinho, Ferreira Queimado, Adolfo de Brito ou o Dr. António Catarino Duarte porque seria despedido à chegada a Lisboa... O treinador do Benfica bem que podia regressar à escola primária, aprender português e tomar umas chávenas de chá.
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