Mais uma vez se confirma o velho ditado, depois de há momentos ter colocado aqui duas boas notícias, agora coloco mais esta, o porto se Sines registou o melhor semestre de sempre. Esta notícia ainda se torna mais relevante porque o grande contributo foi dado pelas exportações, mais 49% que em igual período do ano passado.
10.7.12
Boas Notícias!
Valem o que valem, mas prefiro as boas às más (sei que estas vendem mais) e porque estou farto das más e dos anseios que isso provoca, aqui ficam as boas:
- Pelo segundo mês consecutivo, indicadores avançados da OCDE foram significativamente revistos e até mudaram de sinal. Voltam agora a sinalizar a probabilidade de a recessão sair de Portugal no fim do ano. Há um mês, o cenário era bem mais sombrio.
Solidariedade
O filho de uma amigo meu tem paralisia cerebral. Já foi
operado duas veze em Cuba, mas tem de fazer fisioterapia 3 horas por dia para
consolidar os efeitos da operação.
No entanto, a mãe do menino ficou desempregada.
Eu lembrei-me que tenho em casa um caixote de livros, de um
livro que eu escrevi. Chama-se “Das Minhas Águas Furtadas” e estou a vender os exemplares que lá tenho por 10
euros cada. Todo o dinheiro vai para os tratamentos do Gui.
Podem ver mais sobre este menino no site que o pai dele fez:
http://forcagui.wordpress.com/
Se quiserem colaborar podem encomendar através de mensagens aqui no blog.
Obrigada :)
9.7.12
Confundir polícias: um erro tremendo
No projecto de Lei Orgânica da Polícia de Segurança Pública, existem conceitos que são quase ofensivos à identidade da Polícia Judiciária. Como deverá ser percepcionado por todos, a tutela da PSP é do Ministério da Administração Interna, enquanto o Ministério da Justiça tutela a Polícia Judiciária.
O adjectivo integral poderá significar que estamos perante uma reforma policial muito pouco esclarecedora, mas muito à imagem de uma PSP e um Ministério da Administração Interna que têm mostrado liderança e estratégia nos últimos 12 anos, ao contrário do Ministério da Justiça e da Polícia Judiciária mergulhados num enorme imobilismo, aliás admitido no meio.
Devemos recordar que a Polícia de Segurança Pública foi particularmente amparada pelo governo de José Sócrates que viu sempre com bons olhos impor uma PSP tendencialmente única capaz de consumir as outras polícias numa óptica de as agregar por esgotamento da própria actividade.
Os socialistas pretendem claramente uma polícia nacional liderada pela PSP e isso só acabou por não suceder devido ao prestígio que se reconhece à Polícia Judiciária cá dentro e lá fora. Atribuir à Polícia de Segurança Pública as competências em evitar e reprimir a criminalidade organizada e o terrorismo é como que ofender o Código Processo Penal. É inaceitável a promoção em auxiliar a administração da justiça que o Partido socialista retirou à vigente lei orgânica da Polícia Judiciária.
É da maior importância que o actual governo repense esta questão pertinente que será decisiva na segurança nacional, numa actividade policial de investigação de alto nível que ultrapassa as fronteiras do País e interage com outras congéneres bem como organizações como a Europol ou a Interpol.
8.7.12
Reforma Autárquica: Amadora propõe a redução de 5 Juntas
A paredes meias com Odivelas, a Amadora, também gerida por um socialista, parece que teve uma outra visão sobre este assunto (mais próxima da minha). Preferem ser os próprios a redefinir as novas áreas de admnistração das Juntas, como diz Joaquim Raposo, "a vantagem é que é melhor fazermos nós do que os outros. Nós é que conhecemos o território e o número de equipamentos. Isto permite-nos organizar o território à nossa maneira."
É caso para dizer, tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
7.7.12
Dois mais dois, igual a quatro.
De certa forma este texto, "Odivelas à beira de um tsunami económico", o qual é baseado na quebra da receita proveniente da Derrama em Odivelas, cerca de 60%, e porque certamente não é caso isolado no País, reforça o post que escrevi sobre a decisão do Tribunal Constitucional.
Odivelas: À beira de um tsunami económico?
Já antes disso, mas para falar só dos tempos mais recentes, desde o início do meu mandato na Assembleia Municipal, em Outubro de 2009, que tenho vindo a alertar para a necessidade de Odivelas ter um cuidado especial, ou uma atenção redobrada com as questões económicas. Não só chamei a atenção, como apresentei vários projectos e propostas no sentido de impulsionar e dinamizar a actividade económica em Odivelas.
Toda esta preocupação não é fruto do acaso, nem tão pouco, penso eu, é descabida. Por um lado entendo que o tecido económico do concelho é muito frágil e segundo, porque isso é o maior apoio social que nos dias de hoje podemos dar às populações, não há nada mais precioso e importante que salvar guardar postos de trabalho e se possível potenciar o aparecimento de novos.
Todas as propostas que fiz nesse sentido e todos os projectos que apresentei ao longo destes anos na Assembleia Municipal foram chumbadas e as chamadas de atenção ignoradas. Foi pena, perdeu-se tempo precioso e muito do que está a acontecer podia ser evitado.
Vem isto a propósito da quebra brutal, cerca de 60%, que se verifica neste momento na receita proveniente da Derrama, que a confirmar-se indica que poderá estár para chegar a Odivelas algo idêntico a um tsunami económico e social. Esta quebra é indicadora da redução brusca dos resultados das empresas, o que poderá indiciar que poderão estar prestes a encerrar um número assustador de pequenas e médias empresas (estabelecimentos comerciais incluídos), com o consequente e descontrolado aumento do desemprego.
Espero bem não se venha a confirmar uma quebra desta dimensão, mas importa mais que nunca traçar politicas e delinear estratégias.
Espero bem não se venha a confirmar uma quebra desta dimensão, mas importa mais que nunca traçar politicas e delinear estratégias.
Carlos Pamplonona de Oliveira - Declaração de Voto.
A decisão do Tribunal Constitucional não foi tomada por unanimidade, houve 3 Juízes que votaram contra, aqui pode encontrar a Declaração de Voto do Juiz Carlos Pamplona de Oliveira. Igualmente pertinente é este post de André Couto no Delito de Opinião.
6.7.12
Odivelas: Susana, o “Zé” é que paga.
Como se costuma dizer, a questão da redução do número de Juntas de Freguesias está na “ordem do dia” e por essa razão hoje vou abordar este assunto.
Para tal, começo por esclarecer que a questão é a redução do número de Juntas de Freguesias enquanto órgão administrativo e não, a extinção de ou redução do número de Freguesias, como muitos pretendem fazer passar, o que é manifestamente diferente. As freguesias irão manter naturalmente a sua identidade própria.
Acrescento que em termos genéricos sou favorável à redução das mesmas, assim como à redução do número de Câmaras, o que por agora está adiado. Em minha opinião, não faz sentido que um País com a dimensão de Portugal tenha mais de 300 Câmaras (muitas com menos de 10.000 habitantes) e de 4.000 Juntas de Freguesias. Menos sentido faz, que com as enormes alterações culturais, económicas e sociais que se têm registado ao longo dos últimos anos (mais de 100) e com as facilidades de comunicação que hoje em dia estão ao nosso dispor, não haja uma redefinição de todo o mapa autárquico de Portugal.
Centrando esta questão em Odivelas, onde segundo consta vão passar das actuais 7 Juntas de Freguesia, para 4 (Pontinha-Famões, Ramada-Caneças, Póvoa-Olival e Odivelas), devo começar por confessar que não estou certo de qual o número mais adequado ao nosso concelho e qual o mapa que faria mais sentido. Nesse sentido, antes de começar a ser levantada esta questão, sugeri em Assembleia Municipal que fosse formado um grupo, composto por técnicos e por representantes de todos os partidos, para estudar de forma séria e construtiva este assunto.
De início o P.S. declinou liminarmente esta sugestão e foi pena. Poderíamos ter feito, tal como Lisboa, uma proposta de acordo com os verdadeiros interesses do Concelho e com isso antecipar-nos ao governo.
Posteriormente, já com a questão a ser tratada pelo Governos, o P.S. alterou ligeiramente o discurso. À reacção e em “cima do joelho”, como é habitual, passou a afirmar que aceitaria fazer esse estudo na condição de não ser considerada, de forma alguma, a hipótese de redução do número de Juntas de Freguesia, o que era uma clara intenção de condicionar o resultado.
Chegaram tarde ao “comboio”, atrasados como sempre e ainda queriam viciar o trajecto. Mas, com esta posição dos socialistas, também ficou claro algo que já se suspeitava: o PS queria acima de tudo manter o número de freguesias, não por ser o melhor para o Concelho, mas por ter a ideia que isso lhe garante um maior número de eleitos.
Susana Amador tenta agora responsabilizar o governo, mas na verdade, porque não soube antecipar-se, nem tão pouco encontrar argumentação válida, foi e é a grande responsável por não se ter feito uma reorganização do mapa autárquico de forma equilibrada e benéfica para a população e para o Concelho e Odivelas.
Pior que esta ser uma enorme derrota para Susana Amador (passo bem com ela), é que para além de ficarmos com um mapa autárquico ainda mais desajustado à realidade do Concelho, perdemos uma óptima oportunidade para o melhorar. O grande prejudicado vai ser mais uma vez o “Zé Povinho”.
Nota: Texto publicado no Nova Odivelas nº 437.
"Mentalidade Pública"
César das Neves, no seu artigo "Mentalidade Pública", toca num ponto que tem sido pouco falado, mas no qual eu muitas vezes tenho pensado e falado. Realmente este é um problema gravíssimo com que também nos confrontamos, não só a nível pessoal, como também a nível empresarial.
Este é um texto que interessa ler.
Este é um texto que interessa ler.
Corte de subsídios para o sector privado?
Fala-se hoje que para contornar a questão da constitucionalidade do corte nos subsídios da função pública, Passos Coelho e o governo poderá estar a ponderar cortar também aos privados. A questão pode ser pertinente, eu até percebo que os funcionários públicos possam estar a sentir-se discriminados, mas a minha questão é simples.
Quantos
pessoas no sector privado viram este ano e nos últimos a sua remuneração mensal
e/ou anual diminuída, quantos vão ser os que este ano não vão receber os seus subsídios
(férias e/ou natal) mesmo sem decreto governamental, quantos têm neste momento
o salário em atraso, quantos têm o seu posto de trabalho em perigo?
Tudo
isto, mesmo sem decreto, está a acontecer em milhares de PME’s. Não porque as
empresas o queiram ou tenham vontade, não porque os trabalhadores gostem, mas
porque empresas e trabalhadores estão juntos a tentar salvar o que têm e o que hoje
ainda lhes garante a subsistência. O sector privado está a caminhar num arame
muito estreito e se o Governo vier a tomar esta medida, isso significará uma
tempestade muito forte para toda essa gente e muitos dos que estão a caminhar
nesse arame, empresários e trabalhadores, acabarão por tombar.
5.7.12
4.7.12
CDS: DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS HÁ 38 ANOS
E porque estamos em Julho, importa recordar a efeméride:
DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS.
Abrindo-se a todos os democratas do centro-esquerda e centro-direita que se sintam solidários nas tarefas que serão necessárias levar a cabo para a construção de tal sociedade (um tipo de sociedade) inspirado nos melhores valores democráticos e humanistas da Europa Ocidental e, capaz de corresponder aos verdadeiros anseios de todos e cada um dos portugueses.
E, ASSIM, É CRIADO O PARTIDO DO CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL, CDS, em 19 de Julho de 1974, em Lisboa.
Uma questão.
O líder socialista esteve ontem na Póvoa, dizem os jornais que nessa freguesia visitou uma escola, pergunto eu: terá sido a Barbosa du Bocage?
3.7.12
Fazer a vida acontecer
À luz da psicoligia
Existe um elemento motivador da psicoterapia, mas sobretudo da vida que deve estar sempre presente no nosso pensamento, nomeadamente, o facto de o futuro não estar traçado dependendo em grande parte das decisões responsáveis e irresponsáveis que são tomadas.
Tome-se como exemplo o amor como algo que é vivo e no qual existem momentos de crise. Crise, também, quer dizer mudança, desenvolvimento.
Fala-se da crise dos sete anos no casamento. Porém, esse momento não tem de ser obrigatoriamente negativo e pesaroso. Pode acontecer uma de duas coisas: haver um período de discussão de ideias, pontos de vista e caminhar-se em direcção a um vínculo mais intenso, uma etapa superior mais evoluída; ou pode, o momento de reflexão resultar no romper da relação.
Contudo, independentemente do resultado, de ficarmos ou não magoados com os eventos, é uma mais valia olharmos para nós. Por vezes, esquecemos ou não olhamos o suficiente, como se de uma cegueira mental se trata-se, e não percebemos que nós fomos cúmplices na construção que ali aconteceu.
Aquilo que acontece numa relação é sempre produto dos dois, portanto se houve uma coisa muito má, nós também facilitámos no que à nossa parte dizia respeito. O importante é ficarmos disponíveis para reflectir onde é que foi o nosso contributo.
O feitio dos outros, nós não conseguimos mudar, porque não está nas nossas mãos. O que está nas nossas mãos mudar é o nosso feitio e olhar aquilo que não correu bem, analisar, reflectir, ou até mesmo pedir uma opinião a um amigo para nos dizer o que pensa verdadeiramente sobre um ou outro tópico, ouvindo coisas que não gostamos de ouvir. São aspectos fundamentais para construirmos uma consciência que nos permita ficar mais lúcidos, ao ponto de a nossa vida estar tão nas nossas mãos que sem perdermos a capacidade de sentir emoções e sentimentos temos um controlo que permite levar o barco a bom porto.
Mauro Paulino
2.7.12
Espanha Campeã!
Uma vez que não fomos à final gostava que tivesse sido Itália a sagrar-se campeã da Europa (questões de simpatia), mas foi a Espanha. Não me importei muito, mesmo nada, até porque a forma indicutivel como venceu a final evidenciou o bom trabalho da selecção portuguesa.
Bienal da Lusofonia.
Será que Paulo Aido, caso se venha a realizar mais alguma Bienal da Lusofonia em Odivelas , será convidado?
1.7.12
Odivelas: Paulo Aido em primeiro lugar.
“A Primeira Derrota de Salazar”, que foi o primeiro romance escrito por Paulo Aido, Jornalista, Vereador na Câmara Municipal de Odivelas, foi considerado o melhor romance histórico de 2011 na votação promovida pela BoblioHistória.
Este
resultado premeia o fantástico trabalho de Paulo Aido, mas, não menos
importante, é o facto de dar um contributo importante para a promoção do bom
nome Odivelas.
O
Paulo está de parabéns e os Odivelenses devem estar orgulhosos por terem um
Vereador como o Paulo Aido.
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