6.8.12

Conciliação no Casal da Mira com o Padre Leo


A capela do bairro social do Casal da Mira encheu para receber o padre italiano Leonne Orlando que proferiu uma missa diferente do que é habitual, muito dirigida à espiritualidade e aos mais jovens que encetaram um trabalho comunitário de vulto, particularmente junto dos mais novos. O padre Leo como é conhecido passou por cima dos acontecimentos de sábado e apelou à concórdia, à tolerância, à união das famílias e da comunidade na resolução dos problemas e na reabilitação de todos os faltosos. Aliás, este foi um recado a toda a comunidade do Casal da Mira, tanto mais que à homilia assistiam outros moradores que não residem no bairro social.
Afinal de contas, como na maioria das maiores metrópoles, no bairro social do Casal da Mira, moram centenas de pessoas que vivem dos rendimentos do trabalho, gente simples, mas honesta que também sabe acolher quem vêm de fora e os vizinhos mais abastados que vivem paredes meias com aquele bairro social.
Se é certo que existem cidadãos problemáticos, infractores, não será menos verdade que se transita no bairro à vontade, tanto mais que falamos de uma urbanização recente, perfilada ao longo de arruamentos paralelos e largos, e fácil de circunscrever, ao contrário do que fazem crer os responsáveis pela PSP. Não se consegue descortinar como é possível afirmar que o bairro seja difícil de patrulhar. Provavelmente, as dificuldades residem na capacidade do diálogo e na percepção de que no bairro existem cidadãos com conduta irrepreensível.
Seria muito mais vantajoso à autoridade policial antecipar uma aproximação à comunidade no sentido da prevenção, antecipando o diálogo, ao invés de optar por enviar ao local um verdadeiro exército, para uma intervenção que acabou por “parir um rato”, a apreensão de uma arma e de meia dúzia de doses de haxixe.
Percebeu-se que a operação deste fim-de-semana, teve um caracter de propaganda da própria PSP: importa mostrar aos cidadãos que já se voltou a viver num estado de graça e que estamos cada vez mais seguros. No entanto, o nosso País continua a ser preferido pelo narcotráfico, a ter centenas de milhar de armas ilegais, ao furto de viaturas para exportação ou desmantelamento e venda de peças, a servir de base aos maiores prevaricadores internacionais, sendo que, só raras vezes, se assistam a operações de vulto destinadas a estes alvos.

Inaceitável confundir um templo de culto com um estabelecimento comercial

“Não vislumbro que o regulamento geral do ruído se aplique a um templo de culto, a avaliar pelo âmbito do documento que, quanto muito refere estabelecimentos”, disse Paulo Aido na última reunião do Executivo camarário a propósito da decisão em encerrar preventivamente a Assembleia de Deus Pentecostal do Maculusso em Portugal.
O Vereador Independente afirmou: “Impõe-se acautelar os direitos consagrados constitucionalmente e na Lei da Liberdade Religiosa que no seu artigo 1º determina que a liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável e garantida a todos conforme a Constituição e ainda explicita que ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, perseguido, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever por causa das suas convicções ou prática religiosa”.
Para o autarca, nesta matéria “estamos perante doutrina a mais e lei a menos. Sabe-se que o regulamento geral do ruído não se aplica a um templo de culto e a questão prende-se claramente com a liberdade religiosa”.
Paulo Aido salientou ainda que “por este caminho fechamos todos os templos das confissões religiosas não católicas e islâmicas que existem em Odivelas, porque a sua esmagadora maioria encontram-se instalados em edifícios que não são apropriados ao culto religioso e, por isso, apelo ao bom senso e à tolerância que nos deve guiar sempre”.

Reunião extraordinária inexplicável
“Não posso deixar de manifestar a minha surpresa pelo agendamento desta reunião, quando, há uma semana, na passada quarta-feira, dia 25 de Julho, o Executivo deliberou desmarcar a reunião programada para o próximo dia 8 de Agosto de 2012, a décima-sexta Reunião Ordinária deste Executivo camarário”, disse Paulo Aido num ponto de ordem à mesa que fez antes de se iniciarem os trabalhos desta reunião extraordinária.
Para o autarca: “este facto, pela proximidade das duas datas, tem um efeito directo, a não realização de PAOD, o período sobretudo utilizado pelas oposições para requerer, recomendar e informar e ainda propor moções e ou votos de pesar ou de congratulação”.
E adiantou: “Se é verdade que tal pode ter acontecido por descuido, não será menos verdade que também poderá ter sucedido por vontade assumida. Certo é que desmarcar uma reunião ordinária do Executivo, para antecipar uma outra extraordinária, a de hoje, a quatro dias de distância, revela-se um mecanismo eficaz de cassação das acções das oposições. Assim, devo salientar que não vislumbro a razão desta decisão em virtude da proximidade das duas datas, e a única certeza é que, hoje, obrigamos os serviços a trabalho extraordinário”.
Paulo recordou: “Afinal, repete-se cenário idêntico em igual período do ano passado, onde se realizaram apenas duas reuniões ordinárias, uma no dia 04 de Agosto e outra em 13 de Setembro de 2011. Mas acabaram por se efectuar três outras reuniões extraordinárias, a primeira, a 27 de Julho, a segunda no dia 9 de Agosto e a terceira no dia 08 de Setembro”.

1.8.12

TEMOS UM GESTOR COM CARGO EM 73 ADMINISTRAÇÕES

A CMVM, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, apresenta hoje o Relatório Anual do Governo das Sociedades cotadas, relativo a 2010. O documento identifica um administrador que acumula funções de gestão em 73 empresas e outros 16 que pertencem aos órgãos de gestão de 30 empresas.
Este relatório indica o número de administradores que ocupavam cargos em mais do que uma empresa portuguesa cotada em 2010. No documento pode ler-se: "os membros executivos dos órgãos de administração das sociedade cotadas a exercer funções a tempo inteiro acumulavam, em média, lugares de administração em 11,9 sociedades de dentro e de fora do grupo da sociedade cotada onde exerciam funções".

Não é prudente manter actual taxa de IVA na restauração

O poder político deve ouvir os agentes da vida económica e social, sobretudo numa perspectiva de entender a realiddade do quotidiano, as dificuldades sentidas no terreno por quem anima a economia do País. Ninguém ousa responsabilizar o poder por tudo o que sucede de mau ou de bom no País, porque ninguém julga que os nossos governantes têm o dom da sabedoria em todos os sectores da vida nacional. Importa ainda a capacidade de fazer entender aos nossos parceiros internacionais a realidade do País.
Ontem, a Confederação Portuguesa dos Micro, Pequenos e Médios Empresários (CPPME) alertou para os perigos em manter o IVA na restauração a 23%. Segundo José Brinquete, secretário-geral daquela confederação a manutenção da actual taxa de IVA no sector da restauração "pode ser um passo para o abismo de milhares e milhares de pequenos e médios empresários".
O pequeno comércio é um dos sub-sectores da economia nacional responsável pela maior fatia do emprego em Portugal, mesmo considerando a taxa elevada de empresas de carácter familiar que empregam entre duas e cinco pessoas.
José Brinquete fez estas afirmações, ontem, numa conferência de imprensa em Évora.http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2697360

27.7.12

Sempre o Sapato de Salto-Alto!

T.D.N.

Anda sempre por aí!

 Há dias, momentos, alturas em que é mais difícil de o encontrar, mas ele anda sempre por aí!





Pensamento do dia (3).



A propósito de uma mensagem que recebi hoje.

A concorrência entre duas empresas que actuam no mesmo sector pode dar resultados diferente, depende da forma como é encarada e da forma como se constroem relações.

A melhor forma, é ambas começarem por entender que o universo comum tem que ser aumentado e que é mais rentável ambas lutarem por isso. Lutarem e guerrearem-se por um mercado que já de si é pequeno, é na maior parte das vezes um suicídio colectivo.


Exemplo:
Numa cidade onde só 5% das pessoas lavam a cabeça todos os dias, faz mais sentido duas empresas andarem a guerrear-se por ganharem um, ou dois clientes, desses 5%, ou fará mais sentido ambas lutarem para que mais pessoas lavem a cabeça todos os dias?

Pensamento do dia (2).



A vida é de facto efémera, cada ano, cada dia, cada hora, cada minuto tem que ser entendido como uma dádiva, por isso mesmo, mais que viver, é preciso sabe-lo fazer. Aproveitar ao máximo cada momento e dele tirar sempre o melhor, tem que ser prioritário. Se agirmos assim estaremos sempre mais próximos da felicidade e quantas mais vezes agirmos desta forma, maiores períodos de felicidade teremos.

Já agora, se tristeza é contagiante, a felicidade também é.

Pensamento do dia (1).



Há na vida obstáculos enormes, barreiras que parecem inultrapassáveis, mas para tudo há sempre uma forma de conseguir vencer. A Fé é uma grande “arma”.

26.7.12

Estado Social, será o único culpado de todas as crises?

André Macedo escreve, na sua coluna do DN Opinião, um artigo muito pertinente sob o titulo “O Estado Social”. O autor coloca o dedo na ferida: Nenhum governo dos países abraços com problemas financeiros graves, ainda mostrou as contas do que se gasta com o Estado Social, com as políticas de apoio social e com a saúde pública. Mas ainda assim, esta é a despesa pública responsável por todas as crises. Aquelas onde é preciso cortarem já, para salvar as economias e por os países a crescer. Todos parecem unânimes: Não se conseguem captar receitas capazes de pagar o Estado Social. Mas será mesmo assim?
Em Portugal, seria vital os contribuintes saberem claramente onde são aplicados os dinheiros resgatados pela ‘Troika’. Em quantas fatias cortaram o bolo e em que pratos são servidas. As notícias dão conta de que a banca privada precisa de auxílio quase permanente. Essa ajuda cifra-se em números astronómicos, sempre na casa dos centenas de milhões. Diz-se que as instituições pagarão com juros e se não cumprirem os prazos fixados, as importâncias transformam-se em acções que passam para o poder do credor, o Estado.
Ora, muito bem: Neste domínio temos dois cenários:
I. Algumas das instituições bancárias auxiliadas são detentoras de dívida pública portuguesa e receberão um juro altíssimo, alguns pontos percentuais acima do que terão de pagar pelos empréstimos que o Estado lhes fez. Com alguma engenharia financeira e com a possibilidade - ainda que remota, de comprar dinheiro no mercado internacional a juro muito baixo – a banca sairá a ganhar;
II. Só o BPN, vendido ao BIC, custará aos contribuintes mais de 4,9 mil milhões de euros, a verba final do prejuízo assumido pelo Estado. E nem sequer valerá a pena procurar saber as contas do BPP, Banco Privado Português, cuja problemática parece ter caído em esquecimento.
Se transformarmos estes valores em derrapagens das contas públicas, e lhes juntarmos uma enormidade de disparates feitos em investimentos supérfluos, estaremos certamente perante um número muito maior que as eventuais dificuldades imediatas da Segurança Social que, se bem me recordo, chegou a adquirir dívida pública portuguesa no início do ano passado, por decisão do anterior governo.
Antes de abordarmos a temática dos custos do Estado Social, importaria discernir sobre as opções de alguns países europeus em apostar muito mais no factor financeiro que no factor trabalho, consolidado na indústria e na agricultura de grande ou média expressão, especializada e tecnológica exportável, o maior dinamizador de qualquer economia.
Seria do maior interesse que todos pudéssemos conhecer a realidade entre as dívidas públicas e privadas dos países europeus da zona euro. Certamente, teríamos uma surpresa!

Deixo-vos com o artigo de André Macedo:
«Isto por mim está visto, disse o Luiz Pacheco ao jornal A Capital uns tempos antes de morrer. Foi manchete, lembro-me bem, a fotografia do escritor maldito ilustrava a primeira página, os óculos fundo de garrafa, olhos pequenos perdidos e vivaços, ar esquálido, ar de quem zomba, já sem dentes (acho que estava sem dentadura). Se o Pacheco estivesse por cá, talvez repetisse o mesmo. Isto por mim está visto. Leio os cronistas, ouço os comentadores e eles repetem-se - repetimo-nos todos, a diferença é pequena, só detalhes, mas o artigo que andamos a escrever, andamos a escrever todos há demasiado tempo. Há para aí um ano, pelo menos.
Tempos extraordinários, estes. Passa um mês e comentamos a execução orçamental como quem comenta um jogo de futebol em que já estamos a perder 3-0 ao intervalo e não vamos recuperar. Mas quem quer saber? Está perdido. Resta apenas saber se vamos perder a face - e isso depende pouco de nós. Depende da boa vontade da troika. Depende da má figura dos outros, de mais calamidades, depende da sr.ª Merkel e do que lhe acontecer. Passos é figurante, embora com direito a umas falas. Até os espanhóis nos servem de desculpa e alegram com as suas misérias escondidas, mas que vão sendo conhecidas pouco a pouco.
Não dá para tourear mais a realidade. Os credores estão impacientes. Em certa medida, os espanhóis são um pouco gregos, não é? Um político que cheirava coca como um papa-formigas com o dinheiro dos munícipes. Era o motorista que ia comprar camiões da coisa para os dois. O escritório ficava num bar. Era lá que recebia os conterrâneos. Fumava cigarros em fila indiana, bebia Gin Tonic como se estivesse em África e distribuía notas como se não houvesse amanhã. Depois há o genro do Rei. O genro do Rei andou desportivamente, olimpicamente, a desviar milhões. Coisa muito elegante. Chique. Um príncipe, este duque. Realmente uma merda.
E todos os disparates que as autonomias andaram a fazer? Lembro-me de ir a Valência numa Cimeira Ibérica. Que coisa pindérica a zona de exposições. Um bolo de noiva - na altura, tudo era uma expo, ficou só uma exposição de milhões desbaratados. Valência está falida, há mais cinco regiões de mão estendida. Claro, a culpa é da saúde pública, a culpa é dos subsídios de desemprego que protegem e estimulam os calões, a culpa é dos subsídios de doença. Desta crise só há uma luta que ainda vale a pena travar: a história que vão contar dela. A narrativa que vai sobrar e ajudará a moldar o futuro. O Estado social está no banco dos réus. Aliás, já está quase condenado à morte. Julgado sem julgamento. Não se fazem contas, esquecem-se os BPN (o Bankia, em Espanha), as autoestradas, as vias rápidas, as contratações políticas, as empresas públicas. Tudo é Estado social. Será? O tanas é que é.»

20.7.12

Conceição Mendes expõe em Odivelas

A exposição "O Lugar da Pintura", da Pintora Conceição Mendes, mestre em Artes Plásticas pela EUAC, será inaugurada no próximo dia 4 de Agosto, no Espaço Invent'Arte, em Odivelas.

19.7.12

LEI DAS FACTURAS CONTRA A EVASÃO FISCAL

Hoje, o DN economia publicou as cinco perguntas e respostas sobre a nova medida contra a evasão fiscal que vai permitir às famílias abater no seu IRS até 250 euros do IVA pago na compra de produtos e/ou serviços. Tire as suas dúvidas.

1. O consumidor tem sempre vantagem em ter factura?
Na esmagadora maioria dos casos, quer o cliente peça ou não a fatura, o IVA está incluído no preço final que paga. E nestes casos passa a haver uma vantagem adicional em guardá-la. Mas subsiste uma franja de atividades em que este “encargo” com o IVA continua a conseguir ser, muitas vezes. Contornado. Exemplo: as pequenas obras em casa (em que pode haver a tentação de não pedir fatura para não acrescentar 23% ao orçamento), em reparações “particulares” de carros, entre outros. Uma obra que custe 10 mil euros passa a 12.300 euros com fatura - e o contribuinte só vai reaver 115 euros através da dedução em IRS. Nestes casos, o incentivo é fraco: quem foge ao fisco poupa mais se evitar o IVA logo à cabeça.

2. Quantas facturas são precisas de ter para atingir os 250 euros?
Muitas. Nos serviços e produtos sujeitos à taxa de IVA de 23% (que são a maioria), será preciso juntar faturas no valor total de 26.637 euros para conseguir abater ao IRS os 250 euros previstos. De uma forma mais simples: por cada 100 euros de gastos, pode deduzie 94 cêntimos do IVA no IRS. Mas o fisco vai ajudar os contribuintes a fazer as contas porque como passa a ter acesso aos elementos das faturas mensalmente, calcula automaticamente o valor dedutível das faturas emitidas para cada pessoa.

3. Além deste tecto máximo de 250 euros, há outros limites?
Não. Inicialmente ainda esteve sobre a mesa a hipótese de limitar o benefício a um máximo de 10 euros por fatura, mas essa opção foi deixada cair.

4. A partir de que ano se pode abater o IVA no IRS?
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais referiu que a medida entrou em vigor a 1 de janeiro de 2013, pelo que esta dedução do IVA irá ter efeitos práticos em 2014, quando os contribuintes entregarem a sua declaração de rendimentos referente ao ano anterior. Nesse primeiro ano de aplicação, a medida apenas visará um conjunto de setores, concretamente os de manutenção e reparação de automóveis, alojamento, restauração, cabeleireiros e similares. No ano seguinte deverá alargar-se a todos os setores de atividade que passam a estar obrigados a emitir faturas sempre que haja uma prestação de serviço ou transação de bens.

5. A partir de que valor é obrigatória a emissão de facturas?
A fatura é geralmente obrigatória para vendas acima de 10 euros, na prestação de serviços (cabeleireiros, restaurantes, hotéis, etc.). Abaixo deste valor, pode, em algumas situações, ser substituída por um talão de venda - tendo este de obrigatoriamente de possuir um número sequencial e de indicar o número fiscal da empresa emissora, os bens vendidos e o valor pago. No comércio - supermercado, papelaria, etc. -, a fatura só é necessária se exigida pelo consumidor. Em 2013 será sempre de emissão obrigatória quer o cliente a peça ou não e independentemente do valor em causa.

6. O que me acontece se não pedir a fatura? Tenho de guardá-las todas?
A obrigação de pedir ou de emitir fatura já existe na lei e o valor das multas foi até reforçado no Orçamento do Estado para 2012, mas a generalidade dos consumidores normalmente não as pede quando não tem nisso alguma vantagem fiscal. Para ultrapassar esta inércia, a medida aprovada pelo Conselho de Ministros coloca do lado do prestador de serviço e/ou do comerciante o ónus de entregar sempre ao cliente este comprovativo. A multa para quem não o fizer oscila entre 150 e 3750 euros por ato. O cliente tem obrigação de guardar a fatura caso pretenda usá-la para fins fiscais. Ou seja, quem quiser abater ao seu IRS parte do IVA pago vai ter de guardar os comprovativos desse pagamento da mesma forma que hoje tem de guardar os recibos das consultas médicas, ou da mensalidade do colégio.

7.Que dados têm de constar nas faturas?
Para usufruir deste benefício fiscal, deve pedir a fatura, indicar o seu número de contribuinte e guarda-la durante quatro anos. Como a partir do próximo ano as empresas têm até ao dia 8 de cada mês de enviar ás Finanças, por via eletrónica, a informação relativa a todas as faturas emitidas, o consumidor pode ir à pagina eletrónica (usando a sua password) e verificar se a fatura que pediu foi comunicada. Se não a encontrar pode inserir os elementos (valor pago, empresas emitente, etc...)

8. Porque é que esta dedução não funcionou com Manuela Ferreira Leite?
Em 2003, a então ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, criou um esquema destinado a incentivar os consumidores a pedirem sempre faturas das suas compras. Para esse efeito permitiu que os contribuintes abatessem ao seu IRS 25% do IVA pago, até ao limite de 50 euros. Na altura, os fiscalistas foram unânimes em ditar o fracasso da medida tendo em conta o reduzido valor do incentivo fiscal. Tinham razão e a medida pouco durou.



13.7.12

Odivelas: O Estado do Município (4) – Dividas Municipais.

Queixou-se, aliás vem sendo um hábito desde o momento que o Governo deixou de ser Socialista, que as transferências de verbas, do poder central têm estado atrasadas e que isso é um grande problema.

Sinceramente, até porque sei o que isso custa, acredito que sim. Mas pergunta-se: será que alguém que está habituada a pagar aos seus fornecedores a mais de 6, 12, 18 e até 24 meses, tem autoridade para falar?

É casa para dizer: "com as dores dos outros posso eu bem."

Odivelas: O Estado do Município (3) – Dividas Municipais.

De facto a contabilidade pode ser muito criativa e podemos falar só dos números que mais nos convém.

Falou a Srª Presidente num esforço enorme em reduzir a divida, que tinha herdado uma imensidão e que a tinha reduzido. De facto nos documentos que nos são facultados com a situação financeira da Câmara isso aparenta ser uma verdade, mas esqueceu-se de dizer que por via da PPP que constitui, Odivelas-Viva, e cujo o montante não vem descrito nesses documentos, a Câmara está endivida em mais 63 ME.

Somando os dois números a divida da Câmara neste momento ascende a 115 ME, quer dizer que quase a duplicou.

Odivelas: O Estado do Município (2) – Desemprego.

Segundo a Dr.ª Susana Amador o desemprego em Odivelas subiu 50% no último ano, sendo que a responsabilidade é deste governo e que a actual gestão municipal não tem responsabilidade alguma.


Lembro que:

1 - em 2009, em 2010 e 2011 solicitámos (CDS/PP) medidas para fazer face a um problema que nós próprios identificámos e que visavam precisamente fortalecer o tecido económico do concelho, tais como incentivos fiscais em sede de IMI e de Derrama e que as mesmas foram ignoradas e chumbadas pelo PS e PSD na Assembleia Municipal.

2 – solicitámos, uma vez que não existia, que fosse feita a caracterização do tecido económico do concelho, onde no mínimo fosse possível conhecer a tipologia de empresas, números de funcionários, sector de actividade e volumes de facturação. Ontem voltei a questionar por esta caracterização e pasme-se, ainda não há resposta.

3 – em 2010 apresentámos um conjunto de 100 propostas, as quais tinham como objectivo de dinamizar e revitalizar o Comércio Local e propusemos apenas que fosse criado um grupo de trabalho para as avaliar. PS e PSD ignoraram e chumbaram essa proposta.

Odivelas: O Estado do Município (1).

Aqui está a minha intervenção de ontem na Assembleia Municipal.

Odivelas: O Estado do Município.

Ontem em Odivelas foi o dia de debater, na Assembleia Municipal, o Estado do Município, no qual ficou claro para mim o total desnorte que paira no actual executivo.

Pior, tal como Sócrates falou durante meses a fio, com os resultados que se conhecem, dos factores externos, também em Odivelas, a Presidente Susana Amador e o PS continuam a "bater na mesma tecla". De facto não falam de outra coisa, o que tendo em conta o estado das finanças do município, faz prever o pior.

Para que fique claro, não é que entenda que os facores externos não têm importância e influência, claro que têm, a questão é que enquanto andamos a encontrar desculpas deste tipo, não estamos a focar-nos a agir em tudo o que depende de nós e essa deve ser a principal preocupação de um executivo. Entendo que mais que nunca, Odivelas tem que ter uma estratégia, tem que ser inclusiva e tem que ter capacidade de antecipação, coisa que este executivo nunca conseguiu, nem vai conseguir.


Livro Solidário

O Gui é um menino como tantos outros, com muitos sonhos. Um deles é poder andar de bicicleta. (http://forcagui.wordpress.com/). Para que isso venha a ser possível precisa de fazer 3 horas de fisioterapia por dia (algo que é extremamente dispendioso).
Vamos ajudar?
Na sexta feira, dia 20, a partir das 18:30, o Centro Comercial de Odivelas cedeu-me um espaço para apresentar o livro "Das Minhas Águas Furtadas" e toda a verba angariada será para o Gui avançar com a fisioterapia.
Conto convosco!!!

11.7.12

Solidariedade 2.0

Vou tentar mais uma vez. Quem sabe hoje o meu post não passa despercebido.

O filho de uma amigo meu tem paralisia cerebral. Já foi operado duas veze em Cuba, mas tem de fazer fisioterapia 3 horas por dia para consolidar os efeitos da operação.


No entanto, a mãe do menino ficou desempregada.


Eu lembrei-me que tenho em casa um caixote de livros, de um livro que eu escrevi. Chama-se “Das Minhas Águas Furtadas” e estou a vender os exemplares que lá tenho por 10 euros cada. Todo o dinheiro vai para os tratamentos do Gui.

Podem ver mais sobre este menino no site que o pai dele fez: http://forcagui.wordpress.com/



Se quiserem colaborar podem encomendar através de mensagens aqui no blog.



Obrigada :)

Hoje estou de acordo.

Muitas vezes e em muitas situações descordo do Rodrigo, mas neste caso estou de acordo.

Miss Odivelas 1012.

Hoje, a convite do Eduardo Sousa, fiz parte do juri que tinha a enorme dificuldade de escolher a mais bonita da freguesia de Odivelas. Confesso que não foi fácil a escolha.