14.9.12

Amanhã, aí vou eu!


Entre a Espada e a Parede




Há uns que escolhem a parede, há outros, tentando passar a ideia de serem muito corajosos, dizem escolher sempre a espada.

Há outros ainda que, depende das situações…

E há outros que ficam no meio, nem escolhem uma, nem outra e esta talvez seja a pior opção, e dá quase sempre grande asneirada.

Eu sou daquelas que humildemente digo: Só perante cada impasse é que sei, mas difícil mesmo é ver-me nessa situação! Por uma simples razão, evito-as como as desculpas…
Mesmo que venha a fazer as opções erradas, prefiro pensar que estou sempre a apreender!



In Nova Odivelas - Ponto de Ordem 2 ( a questão da TSU)

A questão da Taxa Social Única.

Recordo-me que uma redução significativa da TSU (Taxas de Social Única), a contribuição das empresas para a Segurança Social, era uma das prioridades da troika aquando da assinatura do memorando, relativo ao plano de assistência financeira e que na base desta medida está a ideia que uma decisão deste género iria promover a criação de novos postos de trabalho.

Desde o primeiro momento entendi que uma medida deste género seria o maior disparate:

1º) Poucas ou nenhuma empresa, nas actuais circunstâncias, irá criar um único posto de trabalho que seja por causa da redução da TSU, a qual para a grande maioria que são PME’s, tem um significado pouco expressivo;

2º) Sabendo do desequilíbrio financeiro das contas públicas e da Segurança Social e o que por via disso estamos a atravessar, entendo como uma enorme irresponsabilidade estarmos a privar a Segurança Social de uma receita que era e é mais ou menos certa.

3º) Uma quebra de receitas por via dessa medida iria obrigar o governo a ter que encontrar uma receita alternativa, a qual teria que adicionar a outras e já não são poucas e que são necessárias para cumprir as metas com que Portugal se comprometeu.

É no seguimento deste raciocínio que entendo que a medida anunciada pelo Primeiro-Ministro é desastrosa, pois a redução da TSU às empresas obrigou-o a ir buscar essa receita às pessoas e às famílias (da forma como anunciou), as quias já estão depauperadas, e vai provocar uma contracção ainda maior do consumo, o que trará às empresas maiores prejuízos do que aqueles que possam ter por via da redução da TSU. Contudo esta medida ainda terá custos indiretos associados:

- aumenta a dificuldade do crescimento do PIB;
- vai reduzir a receita noutros impostos, como no IVA, no IRS e no IRC;
- provalemente vai contribuir para o aumento do número de desempregados.

Com tantas medidas que podem ser tomadas para incentivar o crescimento económico e consequentemente potencializar a criação de empregos, não percebo porque enveredou o Primeiro-Ministro por este caminho e não apresentou propostas alternativas à troika.

Perante esta medida, que já é a terceira que foi anunciada num curto espaço de tempo, que é claramente contra aquilo que o CDS defende, como foi caso da concessão da RTP e da tributação a que se pretende sujeitar as famílias numerosas e famílias com pessoas portadoras de deficiência a cargo, levanta-se a questão de como vai o partido reagir.

Sinceramente não sei, até porque Paulo Portas, Presidente do Partido, perante a gravidade da questão quis, quanto a mim bem, ouvir os órgãos nacionais, o que ainda não sucedeu. Contudo, posso adiantar que uma das ideias que muitos consideram e defendem é saída do CDS do Governo, a mesma que eu emocionalmente ou “a quente” seria levado a considerar. Mas há outra questão que deve ser considerada: será que após um ano, no qual certamente se poderia ter feito mais e melhor (pode-se sempre), no qual se podem ter cometido erros e cometeram certamente erros, mas que à custa de tanto sacrifício e dor dos portugueses se conseguiu afastar de certa forma o cenário de bancarrota, devolver credibilidade nos mercados financeiros e ter finalmente, ao fim de 70 anos, uma balança comercial positiva, fará sentido abrir uma crise politica que possa inclusivamente conduzir o País a eleições e colocar todo este esforço em causa?

Esta é com toda a certeza, em traços gerais, a reflexão que se impõe.


Uma curiosidade!

Porque será que estes cartoons nunca se referem ao poder local?

13.9.12

Gostei!

C.M. de Odivelas: Comunicado incompreensivel.


Das duas, uma:     ou Vereador Hugo Martins mantém a presunção da inocência até prova em contrário e permanece com as competências que lhe foram delegados; ou se considera que não tem condições políticas e têm de lhe ser retirados todos os pelouros. Esta, entre outras que pode ver, clicado aqui, é a razão principal, pela qual a Concelhia do CDS em Odivelas, considerta inaceitaveis as consequências politicas que a Câmara e Susasna Amador  anunciaram em comunicado relacionado com o acidente que envolveu Hugo Martins.
 

11.9.12

Será que também é bloqueado?

Nine Eleven - Uma das questões que perduram.

Nine Eleven - 11 anos passados e ...

Há 11 anos aconteceram os atentados do onze de Setembro, os quais para além de dantescos e abomináveis, tiveram consequências enormes não só para os americanos, como para o resto do Mundo.

Desde aí nunca mais se viveu da mesma forma e por essa razão (não só, mas também) gostaria de ver dadas respostas a muitas questões que ainda se colocam acerca desses acontecimentos, é que assim talvez fosse possível compreendermos melhor todo este ambiente.

   

Pentágono

World Trade Center

Voo 93

10.9.12

Odivelas: Câmara não corrige Relatório do Direito de Oposição

Na última reunião do Executivo camarário, Hernâni Carvalho levou à votação uma Moção que impunha rectificação do Relatório de Avaliação do Grau de Observância do Estatuto do Direito de Oposição de 2011, apresentado em Abril último, cheio de erros e incorrecções, cujas correcções tinham sido recomendadas pelo próprio autarca no passado dia 30 de Maio, em reunião do Executivo.
Agora o autarca sublinhou que “o mesmo sucedeu com igual documento produzido no ano anterior e que, agora em face das enormes imprecisões, é vital repor a verdade”.
De seguida Hernâni Carvalho proferiu uma extensa declaração política sobre os equívocos e as mentiras do Executivo em torno dos vereadores independentes que valerá ler.
Os equívocos, as mentiras e as preocupações
causadas pela verdadeira oposição
Hernâni Carvalho proferiu uma declaração política que se passa a transcrever:
“Recentemente, a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, através do ofício S/2012/18976, fez saber que o «acesso a documentos e processos municipais que se revelem necessários ao exercício das funções dos Senhores Vereadores sem delegação de competências lhe deverá ser solicitado, para que ao abrigo do disposto nas alíneas s) e x), do n.º 1, do art.º 68.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (não diz, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, sendo que sem esta referência nada faria sentido), possa despachar sobre o pedido».
Refere ainda que por aquele motivo, sem o Despacho presidencial, «nenhum funcionário está habilitado a facultar o acesso a qualquer documento ou processo».
Termina afirmando que «pelo exposto o motivo invocado para justificar a falta à 16.ª Reunião Ordinária da CMO carece do necessário enquadramento legal».
Como nota prévia, começo por verificar o constante nas tais alíneas s) e x), do n.º 1, do art.º 68.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro: «Artigo 68.º - Competências do presidente da câmara».
1 — Compete ao presidente da câmara municipal:
Responder, no prazo de 10 dias, aos pedidos de informação apresentados pelos vereadores;
Promover o cumprimento do Estatuto do Direito da Oposição e a publicação do respectivo relatório de avaliação;
Apesar de o legislador garantir 48 horas para avaliar as propostas presentes a reunião de Câmara e para ponderar as decisões a tomar, pretende a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, com esta iniciativa, dispor de um prazo de 10 dias para resposta, i.e., quer 10 dias para autorizar o acesso aos processos relacionados com as deliberações a tomar dentro de 48 horas. Isto faz sentido? A quem?
Atenta leitura permite verificar que o disposto na alínea s), refere que compete ao Presidente da Câmara Municipal responder, no prazo de 10 dias, aos pedidos de informação apresentados pelos vereadores. Os pedidos de informação têm enquadramento nos requerimentos que os eleitos apresentam. Logo, em nada podem relacionar-se com o acesso a toda a informação necessária para as deliberações a tomar. O legislador não deu prazo por um lado e depois retirou por outro. Ao invés, a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, em leitura no mínimo desviante tal pretendeu, ao misturar normas jurídicas para servir utilitárias leituras.
Contudo, quanto a pedidos de informação e respostas em 10 dias, a praxis tem-se revelado bastante preocupante e ainda mais se a aplicarmos ao acesso a toda a informação necessária para tomar uma decisão em sede de reunião da Câmara.
Recordo a resposta que aguardo há mais de 900 dias (há 910 dias, i.e., há mais de 2,5 anos) relativamente ao primeiro pedido de informação que formulei. Sendo que houve pedidos de informação que demoraram 100, 200, 300, 400 e até 500 dias a ser respondidos. Uma praxis destas inspira confiança? A quem?
Apesar da aparente firmeza nesta decisão, é de salientar que correntemente através da SAOM, os funcionários adstritos ao GVHCPA têm acedido a toda a informação que ora se pretende controlar. Aliás, esta boa forma de trabalhar da SAOM encontra eco no Senhor Director Municipal de Gestão e Administração Geral, que recentemente autorizou o acesso a processos da Divisão de Gestão Patrimonial, apesar de depois ter sido desautorizado pelo Sr. Vereador Mário Máximo, que se apressou a satisfazer a pretensão de quem identifica a condição de trabalhador com os seus credos políticos. E agora vem a Senhora Presidente da Câmara Municipal ratificar uma decisão que há muito é conhecida nos corredores desta edilidade: não se deverá disponibilizar informação aos Senhores Vereadores Independentes!
Será que este novo formato procedimental tem dimensão universal e portanto todas as solicitações obedecerão a este novo formato, sejam as dos Vereadores Independentes, sejam as dos Vereadores da CDU? Ou é selectivo?
Quanto ao cumprimento do Estatuto do Direito da Oposição imposto pelo legislador:
1 - Realço a práctica de resposta fora do tempo ou nunca dada; 
2 - Quanto ao Relatório de Observação do Estatuto do Direito da Oposição, os erros foram tantos, que já deram lugar a reiterados pedidos de correcção. Pelo que estamos falados!
É com pena minha, que após tantas referências ao disposto na lei, tenha sido esquecida a única norma aqui aplicável, i.e., o disposto na alínea q), do n.º 1, do art.º 68.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro: «Artigo 68.º - Competências do presidente da câmara»
1 — Compete ao presidente da câmara municipal:
Abrir e encerrar as reuniões, dirigir os trabalhos e assegurar o cumprimento das leis e a regularidade das deliberações.
Esta norma ganha particular importância quando concatenada com o disposto no Código do Procedimento Administrativo:
a)  art.º 10.º (Princípio da desburocratização e da eficiência), que refere a «Administração Pública deve ser estruturada de modo a aproximar os serviços das populações e de forma não burocratizada, a fim de assegurar a celeridade, a economia e a eficiência das suas decisões». O pretendido não corresponde nem garante o acesso rápido à informação, nem tão pouco que tal aconteça desburocraticamente. Antes pelo contrário, é um autêntico hino à ineficiência burocrática gerada pela vontade insaciável de controlo.
b)  n.º 1, do art.º 65.º (Princípio da administração aberta), que dita que todas «as pessoas têm o direito de acesso aos arquivos e registos administrativos, mesmo que não se encontre em curso qualquer procedimento que lhes diga directamente respeito, sem prejuízo do disposto na lei em matérias relativas à segurança interna e externa, à investigação criminal e à intimidade das pessoas». Pelos vistos, só os Vereadores têm de penar para acederem à informação que lhe confere capacidade de decisão.
Igualmente, cai por terra o princípio da paridade dos membros do órgão. Isto para não falar no cultivo da lealdade e da boa-fé no relacionamento entre pares, pois um eleito para aceder à documentação que o ajudará a instruir uma decisão, tem de pedir autorização a outro eleito e consequentemente sujeitar-se a despacho deferindo ou indeferindo tal pretensão. Recentemente foi manifesta a vontade de indeferimento.
Quanto à admissibilidade da justificação de ausências às reuniões do executivo e ao aludido enquadramento jurídico que parece carecer, importa não esquecer que sendo a Câmara um órgão político, as justificações de faltas não têm propriamente um enquadramento e definições jurídicas, pelo que  todas as justificações poderão ser politicas.
Verifica-se que quanto aos motivos atendíveis para justificar faltas, nem o legislador se arriscou a pronunciar, contudo a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, pretende encontrar enquadramentos legais para as justificações apresentadas.
Tendo presente o constante apelo à Lei e sua aplicação, que subscrevo na íntegra, é aceitável que ao invés da Sr.ª Presidente gastar tempo e recursos a tentar valorar e validar as justificações das faltas dadas pelos seus pares, pelos seus iguais, deveria ter feito o que nunca fez, submeter a justificação à Câmara para que se cumpra a lei, como dita a alínea c), do n.º 1, do art.º 64.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro: «Artigo 64.º - Competências»
Compete à câmara municipal no âmbito da organização e funcionamento dos seus serviços e no da gestão corrente, Proceder à marcação e justificação das faltas dos seus membros.
Sou obrigado a concluir que o constante no ofício n.º S/2012/18976, procurou:
§  Determinar regras sem enquadramento jurídico, ainda assim alegando a sua existência;
§  Justificar comportamentos anacrónicos e ilegais visando inibir o acesso à informação que instrui decisões, sem suporte legal apesar de mais uma vez se pretender fazer crer que tal é feita sob a batuta da lei.

Seguramente mais pobres em 2013


A falta de criatividade e a impreparação é evidente em alguns políticos europeus. Assiste-se a uma assunção na liderança da zona Euro da União Europeia por parte da Alemanha, perante o desinteresse dos restantes países membros que se encontram fora da moeda única, com particular destaque para o Reino Unido, a Dinamarca, a Suécia e, em certa medida, a própria Polónia. As decisões já nem sequer são ideológicas: assumem-se as piores facetas, tanto do neoliberalismo como da própria doutrina socializante do Estado. Os ministérios das finanças transformaram-se em ministérios dos orçamentos. Os mais pobres vacilam perante os mais fortes e assumem que os empréstimos que têm de pagar são meritórias ajudas financeiras externas. Há em tudo isto, um certo medievalismo.
Vejamos as contradições dos números: Das medidas agora anunciadas pelo primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, percebe-se que se conseguirá um aumento das receitas em aproximadamente 1,4 mil milhões de euros. Ou seja, consegue mais 2,8 mil milhões pelo aumento da Taxa Social Única aos trabalhadores do sector privado, a que deverá juntar mais 900 milhões de mais deduções nos vencimentos dos funcionários públicos. Do total de 3,7 mil milhões de euros terá de se retirar 2,3 mil milhões da devolução da TSU às empresas.
Seguramente poucos acreditam que, em 2013, se atinjam as metas estabelecidas para o deficit e que a economia portuguesa entre no mercado financeiro internacional. A continuada contracção do consumo manterá a tendência de involução da economia portuguesa e a consequente diminuição das receitas fiscais.
Por outro lado, não se vislumbra diminuição imediata na despesa pública, particularmente com os pagamentos das rendas às empresas público-privadas, onde se encontram as concessões das autoestradas e das SCUT, entre outros equipamentos. Aliás, a este propósito, o Primeiro-Ministro não foi claro na sua comunicação ao País da passada sexta-feira.
Poupar entre 4.700 euros e 7,2 milhões
Mas afinal o que ganham as empresas com a redução da Taxa Social Única em 5,7% efectivos?
Algumas, muito. Outras muito pouco.
Vejamos:
        I.            Uma empresa no sector do comércio com 10 trabalhadores e uma média salarial de 600 euros pagará menos 342 euros de TSU todos os meses, o que significa uma poupança anual de 4.788 euros. Certamente, que este montante não chega sequer para alimentar a esperança desta empresa criar mais um posto de trabalho. Limita-se a aproveitar o montante para tentar regularizar problemas de tesouraria;
      II.            Já uma empresa com 12.000 trabalhadores – exemplo semelhante ao da EDP – com uma média de salários a rondar os 750 euros mensais, deixará de pagar à Segurança Social 7,27 milhões de euros no próximo ano de 2013.
Os beneficiados são claramente as empresas mais sólidas: do sector energético, banca, seguros, telecomunicações e novas tecnologias. Por isso, importaria saber se o governo negociou algum plano de emprego e se, eventualmente, o enquadrou com alguma estratégia de desenvolvimento destas empresas, a curto ou médio prazo. Também fica a certeza de que se continua a beneficiar os que detêm os monopólios, que estabelecem como bem entendem os preços d mercado, precisamente em sinal contrário ao que se prometeu na campanha eleitoral.
São os próprios representantes das associações patronais que aventam que as medidas agora anunciadas tornarão o país ainda mais pobre, tanto mais que a redução da TSU às empresas só faria sentido se estivéssemos perante um momento de recuperação económica sustentada e assertiva, ou caso se tivesse promovido uma tabela de escalões na defesa dos interesses das empresas em maior dificuldade.
Também advertem para os foguetes que se atiram pelo facto de, pela primeira vez em décadas, a balança comercial de transacções se encontrar equilibrada. Ora sejamos inteligentes e honestos: Esta harmonia fica a dever-se essencialmente à quebra das exportações no segundo semestre do ano e à diminuição da produção, generalizada do sector industrial. É que a aquisição de matérias-primas das nossas empresas nos mercados internacionais baixou mais de 35%. E estas são muito mais relevantes que as importações estritamente de bens de consumo. Não valerá fingir que não temos de importar quase 70% das matérias-primas para a nossa indústria. Porventura, fazia-nos bem perder uma tarde a consultar o sítio da internet do INE, Instituto Nacional de Estatística, e tentar avaliar a verdadeira situação económica e social do País, a partir dos números reais, daqueles que não têm como ser contestados.
Portugal precisa de ser governado com lucidez colectiva. A actual administração não se pode valer do bom desempenho de três ou quatro ministros. Talvez esteja na hora dos sociais-democratas ficarem sozinhos no poder e decidirem-se por uma estratégia, suportada ou não numa corrente ideológica, que, todos sabemos, será muito ao ritmo das decisões da liderança da zona euro da Comunidade Europeia, comandada pelos alemães.

Eles andam aí!

Recebi a nóticia e a imagem da pescaria feita há uns dias, por um amigo, em águas portuguesas. Será que era destes exemplares que o Prof. Freitas do Amaral falava na semana passada?

Se assim fôr, já há menos um!


 

9.9.12

Uma reflexão:


Tenho lido e ouvido em muitos locais que o CDS/PP deveria sair do Governo, que este Governo assim e este Governo assado. Claro que não concordo com tudo o que foi e tem sido feito, também acredito que em algumas questões se pudesse e deveria ter feito muito mais.
Mas também revejo neste governo alguns feitos, do qual se destaca a restituição de uma certa credibilidade nos mercados internacionais, o que para um País que há apenas um ano estava à beira da bancarrota, não é de pouca importância.
Isto só foi possível porque houve estabilidade governamental, a qual, caso o CDS sai do Governo deixará de existir. Aliás, se o CDS sair do Governo neste momento, como muitos defendem (provavelmente a quente) e com isso criar uma crise política grave, todo este trabalho e caminho, assim como todo o esforço e sacrifício será perdido e deitado para o lixo.
Na minha opinião esta é uma reflexão que todos temos que fazer, não só em relação áquilo que podem ser os interesses do Partido, como também e sobretudo do País.

PS e PSD contra relatório da Autoridade Municipal de Saúde

O Executivo camarário votou contra uma Moção do Vereador Independente Hernâni Carvalho que propunha a diminuição das anomalias graves reveladas pela Autoridade de Saúde Pública no Jardim de Infância Álvaro de Campos e colocava a hipótese de construção de um novo equipamento. O autarca sugeriu que se deliberasse neste sentido até à aprovação das Grandes Opções do Plano e Plano de Actividades para 2013 e que “as soluções a apresentar devem resultar de trabalho multidisciplinar entre os serviços de educação da Câmara e os das Obras Municipais, bem como indicar cronograma de actuação, orçamentos, dotações a disponibilizar como eventuais fontes de financiamento”.
O autarca afirmou: “O Relatório de Avaliação Anual das Condições de Segurança, Higiene e Saúde do Jardim de Infância Álvaro de Campos, produzido pela Autoridade de Saúde do Concelho de Odivelas, identificou um conjunto de irregularidades de elevada gravidade”.

8.9.12

Redução daTSU - Um Acrescento


Atenção, com o post de há momentos, não quero que se interprete que não acho a carga fiscal para as empresas excessivas e um absurdo e que as mesmas não devem ser reduzidas. O que entendo, pelas razões que elenquei, que este não é o momento de reduzir a TSU.

Redução da TSU - Medida Desastrosa.


Recordo-me que uma redução significativa da TSU (Taxas de Segurança Social Única), a contribuição das empresas para a Segurança Social, era uma das prioridades da troika aquando da assinatura do memorando, relativo ao plano de assistência financeira e que na base desta medida está a ideia que uma decisão deste género iria promover a criação de novos postos de trabalho.

Desde o primeiro momento entendi que uma medida deste género seria o maior disparate, porque:
1)    Poucas ou nenhuma empresa, nas actuais circunstâncias, irá criar um único posto de trabalho que seja por causa da redução da TSU, a qual para a grande maioria que são PME’s, tem um significado pouco expressivo;

2)    Sabendo do desequilíbrio financeiro das contas públicas e da Segurança Social e o que por causa disso estamos a atravessar, entendo como uma enorme irresponsabilidade estarmos a privar a Segurança Social de uma receita que era mais ou menos certa.

3)    Uma quebra de receitas por via dessa medida iria obrigar o governo a ter que encontrar uma receita alternativa, a qual teria que adicionar a outras e já não são poucas e que são necessárias para cumprir as metas com que Portugal se comprometeu.

É no seguimento deste raciocínio que entendo que a medida anunciada ontem por Pedro Passos Coelho é desastrosa, pois a redução da TSU às empresas obrigou-o a ir buscar essa receita às pessoas e às famílias (da forma como o anunciou), as quias já estão depauperadas, e uma contracção ainda maior do consumo, o que trará às empresas maiores prejuízos do que aqueles que possam ter por via da redução da TSU. Mas esta medida ainda terá custos indiretos associados:
- aumenta a dificuldade do crescimento do PIB;
- vai reduzir a receita noutros impostos, como no IVA, no IRS e no IRC;
- provalemente vai contribuir para o aumento do número de desempregados.

Sinceramente, com tantas medidas que podem ser tomadas para incentivar o crescimento económico e consequentemente potencializar a criação de empregos, não percebo porque enveredaram por este caminho e não apresentaram propostas alternativas à troika.

Odivelas: No programa de apoio à criação do próprio emprego gastaram-se mais de 13 mil euros por posto de trabalho

Depois de ler a entrevista da Presidente da Câmara de Odivelas, no jornal “A Tribuna”, fiquei preocupado porque feita as contas entre o número de projectos aprovados desde 2006 (226), postos de trabalho criados (394) e o investimento anunciado (5,25 milhões de euros), usufruímos de uma média de 37 projectos por cada ano, de 1,74 postos de trabalho por cada projecto e do extraordinário investimento de 13.325 euros por posto de trabalho”, disse Paulo Aido a propósito dos dados revelados do programa de apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego.
Em seguida, o autarca independente levantou três questões:
  • Qual foi o valor global que a Câmara Municipal investiu no Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, desde Novembro de 2009?
  • Desde então, quantos e quais os projectos que foram aprovados neste âmbito e qual foi o montante investido em cada um deles?
  • Quantos postos de trabalho foram criados por esses projectos?

6.9.12

Uma questão:

Não será que Freitas do Amaral, antes de dar sugestões ou de fazer propostas, as quais algumas até poderão ter sentido, e sobretudo, antes de criticar o actual governo, se deveria retratar por ter dado um contributo para a credibilização de José Sócrates, ao aceitar ter sido seu Ministro, com todas as consequências que isso teve para o País e assim assumir a sua responsabilidade no caos que mergulhámos?

Hoje destaco: Prof. Adriano Moreira.


Adriano Moreira - nascido a 6/9/1922


Só ao alcance de grandes artistas!

Osiporova & Hallberg

4.9.12

"Once in a Blue Moon" 2


É uma expressão que os ingleses utilizam para figurar algo que seja raro, associando esta expressão ao fenómeno no qual, a cada 2/3 anos, há um mês com duas luas-chias. A última vez que assistimos a este fenómeno foi na noite de 31/8 para 1/9 deste ano e a antes desta, tinha sido em Dezembro de 2009.

A grande verdade é que se os ingleses utilizam este facto para assinalar uma raridade, o mesmo fenómeno também pode servir para simbolizar algo que acontece com mais frequência do que seria desejável, eu por cá começo a pensar assim.