29.4.06

Liberdade

Este sábado que procede o 25 de Abril, não queria deixar passar sem abordar um tema, liberdade.

Utilizar a palavra liberdade, pensarmos e sentirmos que a temos, e que somos livres, dá-nos uma sensação de bem-estar, de conforto e até de auto estima, sem dúvida; mas o conceito de liberdade, se o aprofundarmos um pouco é muito mais complexo do que o que parece à primeira vista. É mais complexo porque não vivemos sós, vivemos em comunidade/sociedade, vivemos uns com outros e torna-se mais complexo, na minha opinião, quanto maiores forem as diferenças, sejam elas económicas, culturais, sociais ou religiosa.

Não faz sentido pensar, ou darmos a entender que a liberdade é total, porque não é, nem nunca vai ser.
A fronteira onde acaba a minha liberdade e começa a tua é muito difícil de traçar e a partir daí nascem as dificuldades.

Eu sei que se fazem leis precisamente para marcar as fronteiras das liberdades individuais e colectivas, mas não só essas leis nunca chegam, como muitas vezes se tornam injustas porque são cegas (a lei é cega) e sobretudo põe tudo em causa quando a justiça não funciona, funciona mal, ou de forma demorada.

As dificuldades em gerirmos a nossa própria liberdade está fácil de ver, basta ligarmos a televisão, ver o que se passa à nossa volta e o mundo em que vivemos.

Em minha opinião, por ventura utópica, para vivermos com a maior liberdade possível, não digo no mundo, mas pelo menos em Portugal é essencial uma forte aposta na formação, na educação, na justiça e sobretudo nos valores morais, não é possível haver liberdade sem amor e sem respeito.

Ao pensar neste tema não quis deixar de colocar aqui algumas reflexões e/ou citações sobre este mesmo tema, liberdade, feita por outros autores.


Vasco Pinto Magalhães disse:
"De onde vem o mal? É uma pergunta que a todos angustia. Não pode ter sido Deus a criá-lo, seria um absurdo para um Deus bom: Também não faz sentido um Deus mau. E a realidade em si mesmo é boa! Então? Só pode vir do mau uso que fazemos da nossa liberdade. E o uso viciado da liberdade pode introduzir uma tal desordem nas nossas vidas, que só muito dificilmente poderemos parar esse processo."

Montesquieu disse:
"A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis consentem" Jules Renard disse:"A liberdade tem limites que a justiça lhes impõe"
Victor Hugo disse:"
Tudo quanto aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade"Jean-Paul Sartre:"Ser-se livre não é fazermos aquilo que queremos, mas querer-se aquilo que se pode"
Miguel Cervantes, em Dom Quixote:"
A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida"
Albert Camus:
"Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro"

21.4.06

Portugal com o défice externo mais elevado do mundo desenvolvido.

Portugal está em risco de se converter no país com o maior endividamento externo do mundo desenvolvido. De acordo com as novas previsões do Fundo Monetário Internacional, o défice da balança de transacções correntes deverá atingir em 2007 o equivalente a 9,4% do PIB português, o que traduz o fardo mais pesado no conjunto dos 29 países que o Fundo classifica de «economias avançadas».

Noticia: Jornal de Negócio on-line

Jantar de angariação de fundos

Centro Comunitário Paroquial de Odivelas.
«O projecto relativo ao Centro Comunitário e Centro de Actividades dos Escuteiros de Odivelas vai conhecer, finalmente, uma última fase: a de construção do empreendimento, uma obra que de jeito solidário, persegue objectivos de apoio à comunidade - dos seus idosos, dos seus jovens e, também, dos seus desprotegidos e excluídos.

O projecto tem conhecido o incentivo e a ajuda de entidades oficiais, de empresas e de cidadãos mas, é um facto, os meios reunidos até ao momento são ainda insuficientes e justificam a concretização de múltiplas iniciativas para a recolha de fundos.

O jantar - a realizar a 28 de Abril de 2006 no Salão da Feira do Silvado - é justamente para este efeito: reunir meios financeiros e, também associando outras vontades e outros esforços, ganhar mais energia e mais coragem para levar a bom termo este trabalho.

Contamos já com a presença e o apoio do Patriarcado de Lisboa, do Governo Civil de Lisboa, da Câmara Municipal de Odivelas e da Junta de freguesia de Odivelas.

A vossa presença é também um incentivo de que muito precisamos.

Venha ter connosco. Participe.»

Para mais informações ou inscrições no jantar ligue para o telefone 219 310 648, o contacte o Centro paroquial, na Rua Alberto Monteiro, 2675 - 273 Odivelas.

20.4.06

Famões, que futuro?


Quando se fala da Freguesia de Famões temos que ter em conta um aspecto muito importante, enquanto pertenceu ao Concelho de Loures andou esquecida, agora que faz parte integrante do novo Concelho de Odivelas, que foi desanexado da freguesia de Odivelas, que foi promovida a Vila e a Freguesia, ganhou uma nova relevância e importância.

Destes factos, os quais são indesmentíveis, surgem aspectos negativos e positivo, mas também algumas ameaças e oportunidades.

Os aspectos positivos estão relacionados com a “baixa” densidade populacional e com o pequeno número de edifícios construídos em altura, o que permite ainda, com “alguma” facilidade, ordenar o território e criar condições para que em Famões se possa vir a viver com uma boa qualidade de vida.

Os aspectos negativos provém do facto desta freguesia ter andado esquecida, estão relacionados com a falta e insuficiência dos mais variados equipamentos, nos vários sectores: saúde, transportes, educação, segurança, desporto, lazer e outros serviços como seja o caso dos C.T.T.

Tendo em contas estes factos estamos perante uma situação que não sendo boa, longe disso, não é má de todo e não é má de todo em minha opinião porque temos a aqui a grande oportunidade de fazermos de Famões o que acharmos melhor.

Mas atenção, Muita atenção!

Se é verdade que temos esta oportunidade, também temos ameaças, ameaças grandes e perigosas.

O PDM (Plano Director Municipal) está, ou vai entrar em discussão. Embora não fique neste documento tudo fechado, fica neste documento tudo delineado, tudo balizado e muita coisa predefinida.

Já ouvi dizer e li que querem, nomeadamente que o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Famões quer, que se permita que em Famões haja mais área disponível para construção e que se permita construir imóveis com maior dimensão (volumetria e altura). Só por si, mais construção, mais volumetria e altura nos imóveis não tem mal nenhum, o que pode ter mal è as coisas não serem feitas com ponderação, com cabeça, tronco e membros. É isso que temo, ainda para mais com os exemplos que temos neste concelho, com as gravíssimas dificuldades financeiras com que a Câmara Municipal se depara e com a força e influencia que aqui têm os construtores civis.

Meus amigos; se queremos ter uma freguesia melhor e onde se possa viver com uma melhor qualidade de vida não podemos menosprezar esta ameaça, ela é forte e real. Se não actuarmos, se não agirmos, se não intervirmos e se não estivermos vigilantes, perde-se a oportunidade e avança a ameaça que é o fortíssimo império do betão. Nós temos responsabilidade e somos parte interessada, se nada fizermos do que é que nos poderemos vir a queixar, com que moral?

Qual a saída?

A saída pode passar por criar um grupo de trabalho competente, capaz de elaborar em parceria com a Junta de Freguesia e com a Câmara Municipal um bom projecto para a Freguesia de Famões. Um grupo de trabalho, independente do actual poder autárquico, para que melhor se possa defender os interesses da população.

Eu sei, quem me conhece sabe que não gosto de ser demagogo, que escrever ou falar é fácil e que fazer é mais difícil. Sei das enormes dificuldades financeira porque passa Portugal e a Câmara de Odivelas em particular, sei que sem ovos não se fazem omeletas, sei que sem galinhas não há os ovos, por isso o que penso, é que para já temos que criar as condições para ter as galinhas, para depois podermos vir ter ovos e mais tarde fazer as omeletas.

Com ponderação, boa vontade, mas sobretudo com muita competência e determinação é possível tornar esta ameaça em oportunidade, depende de nós todos.

19.4.06

Preâmbulo da Constituição da República Portuguesa - Não faz sentido alterar?

Preâmbulo

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:
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Não pergunto se fez sentido na altura. Pergunto se actualmente faz sentido este preâmbulo na constituição portuguesa, pergunto se a população portuguesa actualmente se revê nele e pergunto ainda, uma vez que este preâmbulo é simbolicamente importante para o poder politico, legislativo e constitucional, se não começa a estar na hora de ser alterado.

Não será, que embora respeitando a já longa e rica História de Portugal, temos que ter sinais fortes, no mais importante documento da nação, da legítima vontade dos portugueses em modernizar e desenvolver o país?

18.4.06

Constituição – 30 Anos Depois (Debate)


Realiza-se hoje (18/4) às 21.30, no Auditório dos Paços do Concelho (C.M.O.), à porta aberta, o debate com o título “Constituição – 30 Anos Depois”, organizado pela J.P. de Odivelas, o qual vai contar com a presença do Professor Marcelo Rebelo de Sousa e do Dr. José Ribeiro e Castro.

8.4.06

PÁSCOA (In-Diário de Odivelas 8/5/2006)

Comemora-se neste período a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, para nós católicos a época mais importante do ano, por essa razão vou alterar hoje o tipo de tema que têm caracterizado esta coluna.

Estando nós portugueses, não só nós, a viver um período complicado da nossa história, no qual a cada dia que passa vivemos com maiores dificuldades e em que todos os dias há mais pessoas a viver com essas dificuldades, não é de admirar que muitos sintam que nada muda, que nada faz sentido, que andem descrentes e pior que isso, que a muitos apeteça desistir, pois perante esta realidade podemos ter tendência para nos sentirmos impotentes perante a dimensão dos problemas.

Este sentimento é agravado com: as notícias de miséria extrema, de calamidades e de guerras com que somos permanentemente presenteados pelas televisões, jornais e rádios; bem como pelos sinais de enorme injustiça e de falta de amor que nos são transmitidos diariamente.

Pois bem! É precisamente a palavra ESPERANÇA, que nos é transmitida neste período da Páscoa, através da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Esperança em quê?................Esperança na salvação.

Porque esta é a grande mensagem da Páscoa e porque esperança é aquilo que todos nós precisamos de sentir e transmitir, não há melhor altura para falar dela, mas para ter esperança é preciso Crer, Acreditar e ter Fé.

Aproveito para desejar a todos uma Boa Páscoa e para transcrever umas citações, de alguns notáveis pensadores, assim como um provérbio chinês, os quais nos convidam a uma reflexão.


“Jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições da tua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.”
(Provérbio chinês)


“Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.”
(Isaac Newton)

“A mediocridade, possivelmente, consiste em se estar diante da grandeza e não se reparar nisso.”
(G. K. Chesterton)

“Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é pensar que tudo é um milagre.”

(Albert Einstein)

“Cada criança, ao nascer, traz-nos a mensagem de que Deus ainda não perdeu a esperança nos homem.”

(Tagore)

“Deus trata terrivelmente os seus amigos. Mas na verdade não lhes faz nisso nenhum agravo, porque assim procedeu com o seu Filho.”
(Santa Teresa de Ávila)

5.4.06

A Liberdade Europeia dos Nossos Tempos.

“Catalunha não é Espanha”

Por causa de uma faixa com estes escritos o Barcelona pode ter que jogar as meias-finais da liga dos campeões, caso elimine o Benfica, à porta fechada, imagine-se.

IN O Jogo On-line (4/4/2005):

“A UEFA instaurou um processo disciplinar ao Barcelona, pela exibição de faixas de índole nacionalista “Catalunha não é Espanha”, exibidas durante o jogo da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, frente ao Chelsea. Diz a UEFA, baseando-se nos regulamentos: “Este tipo de actos são manifestamente alheios ao desporto e constituem um incumprimento dos princípios de conduta estabelecidos pelo regulamento disciplinar”. A decisão da Comissão Disciplinar da UEFA está agendada para o próximo dia 12, mas o Barcelona já recorreu... A verdade porém é que, para além da multa quase certa, os catalães podem ter que vir a jogar à porta fechada, caso passem à próxima ronda da Liga dos Campeões.”

2.4.06

Obrigado João Paulo II

Obrigado por tudo aquilo que fizeste por mim e por todos, obrigado por tudo o que fizeste pela humanidade.

A imagem de paz, amor e fé que transmitias em todas as ocasiões, em todas as aparições e em todos os actos, essa Tua imagem sou incapaz de a descrever, mas essa Tua imagem jamais a esquecerei.

Mais fantástico, é que a essa imagem conseguias aliar sempre uma mensagem profunda de fé, de esperança e de determinação.

E a energia, essa imensa energia que Tu possuías e irradiavas, essa energia que Tu tinhas e que davas, essa energia que Te fazias movimentar e que contagiava milhões.

As tuas causas, a forma como defendias, intransigentemente e sustentadamente o valor à vida, a defesa dos mais desfavorecidos, dos direitos humanos e o homem no centro de tudo.

Obrigado.

1.4.06

Provérbio chinês

Jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições da tua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.

Citação de Isaac Newton

“Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.”

30.3.06

RTP - Domingo, 2 Abril, 21:45


NO CORAÇÃO DE JOÃO PAULO II.
Sinopse GeralA resposta que o mundo deu à morte de João Paulo II foi uma impressionante manifestação de reconhecimento por este Papa e pelo amor que ele deu à Humanidade.
Nestes 26 anos de pontificado, milhões de pessoas de todas as idades, não apenas católicos ou cristãos, mas gente de outras religiões e até não crentes, reconheceram naquele homem uma força humana incomparável.
Qual era a raiz da atractividade de Karol Wojtyla, deste homem que fazia canoagem, gostava de subir às montanhas e escrever poemas e que, depois de eleito Papa, manteve uma proximidade humana, que ultrapassava o formalismo do cargo para abraçar os mais simples e humildes?
De onde brotava a força de João Paulo II, ao ponto de nunca desistir perante a doença, nem esconder a sua fragilidade?
A RTP foi à Polónia e ao Vaticano recolher testemunhos dos seus amigos e directos colaboradores que revelam como era conviver com ele e como o viram pouco tempo antes de morrer. Nomes de referência da elite cultural de Cracóvia, como o historiador Jacek Wozniakovski e o poeta Marek Swarnicki, revelam-nos alguns aspectos pessoais de Karol Wojtyla. Guiados pelo seu porta-voz, Navarro-Valls, e pelo seu fotógrafo oficial, Arturo Mari, ficamos a saber como foram as últimas horas da agonia e morte de João Paulo II.
Com imagens inéditas e depoimentos únicos, este documentário aprofunda também a misteriosa experiência de Fátima no pontificado de João Paulo II, desde o atentado de 13 de Maio de 1981 até à revelação da terceira parte do Segredo, no ano 2000. Entrevistado em Cracóvia, o seu fiel secretátio particular, hoje cardeal Stanislaw Dziwisz, confirma a sua convicção de que Nossa Senhora de Fátima salvou a vida do Papa.
“NO CORAÇÃO DE JOÃO PAULO II” cabem estes e outros aspectos, testemunhados também pelos cardeais Tarcisio Bertone (arcebispo de Génova e responsável pela divulgação da terceira parte do Segredo de Fátima), D. José Policarpo (patriarca de Lisboa), D. José Saraiva Martins (prefeito da Congregação para a causa dos Santos) e D. Alexandre do Nascimento (arcebispo emérito de Luanda e ex-presidente da Caritas Internacional).
Um documentário da autoria de Aura Miguel, com realização de Camilo Azevedo.

24.3.06

Palavras para quê ?

Os Acimentados de Odivelas.

É cimento por todo o lado, sem critério e sem ordenação, em Odivelas temos o caos urbanístico.

Temos este caos porque enquanto Odivelas pertenceu ao concelho de Loures toda a construção foi permitida, desde de bairros de barracas, até aos enormes e inúmeros bairros ilegais, e, porque desde que Odivelas é concelho ainda não foi aprovado um Plano Director Municipal (P.D.M.) próprio, por isso foram-se permitindo fazer novas construções sem que houvesse um critério previamente definido. Para juntar a tudo isto temos ainda os enormes interesses económicos inerentes ao sector da construção civil.

O P.D.M. pode ser, como todos sabem, um documento de extraordinária importância para um concelho. Neste documento ficam definidas as áreas para construção de habitação com as respectivas dimensões e volumetrias, as áreas empresariais e industriais, as áreas de lazer e de espaços verdes, as principais vias de comunicação, etc., etc. Como vêem o P.D.M. tanto pode ajudar a um desenvolvimento harmonioso de um concelho ou de uma cidade, como pode provocar um caos e/ou uma completa descaracterização urbanística, caso não seja feito com cabeça, tronco e membros.

Como todos sabem na última campanha eleitoral para as autárquicas este foi um dos temas mais discutidos, aliás dadas as circunstancias não era difícil que assim fosse, agora parece que vai voltar a ser tema de conversa e por essa razão dedico o meu espaço desta semana a este tema, o qual considero da maior relevância.

Considero-o da maior relevância e importância porque de facto em Odivelas estamos perante um caos urbanístico, e escrevo nesta altura porque embora considere que a definição do P.D.M. deve ser uma prioridade, sou da opinião que antes de elaborá-lo, deve-se ter bem definido qual o desenvolvimento estratégico que se pretende para o concelho, caso contrário poder-se-á fazer uma enorme “borrada”.

Não interessa estar a definir locais para espaços verdes, espaços para empresas, para habitação, para lazer, para desporto, etc., etc., sem se saber o que é que queremos que seja o concelho; ou seja, o concelho não pode ser definido em função do P.D.M., o P.D.M. é que tem que ser feito em função dos objectivos que se vierem a definir e de um plano estratégico previamente elaborado.

Se pretendermos ter um concelho vocacionado para o lazer o P.D.M. é um, se pretendermos ter um concelho virado para o comércio é outro, se for para a educação é outro, se for para afixar grandes empresas também tem que ser diferente, se for para ser um dormitório ainda é outro, etc. etc.

Como é que se pode fazer um P.D.M. sem saber o que queremos, ao sabor dos interesses da construção civil, que hoje pretende construir aqui, amanhã ali, depois noutro local, até ter tudo acimentado e estarmos todos verdadeiramente acimentados.

A minha proposta é a seguinte:
1º- que se pare com construção;
2º- que se defina o que é queremos que Odivelas seja no futuro;
3º- que se defina o P.D.M.,
4º- que se retome a construção;
5º- que se faça respeitar o P.D.M.


Odivelas não pode andar ao sabor dos ventos e de interesses externos, tem que ter vontade própria, objectivos próprios, um rumo próprio.

Há coragem para isto?

22.3.06

HOJE HÁ JOGO


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8.3.06

Um Beijinho às Mulheres!

Porque hoje se celebra o Dia da Mulher, aproveito o facto para lançar aqui uma reflexão sobre o seu papel na sociedade actual, pois também é para isto que servem estas datas.

Para mim, penso que para todos é claro que Mulher e Homem são diferentes desde que nascem até que morrem e são diferentes porque a Natureza, para mim Deus, assim o quis. Na minha opinião esta diferença, faz toda a diferença.

Não quero com isto dizer que ser Mulher é melhor ou pior que ser Homem, que a Mulher deve ter mais ou menos direitos que o Homem, nada disso, o que quero dizer é que são diferentes, que cada um tem o seu papel, que se complementam um ao outro e por isso mesmo têm diferentes necessidades. Não ver, não perceber e não respeitar esta grande diferença, pode ser a base para se cometerem enormes injustiças.

Vejamos, dar a mim o que eu preciso, é a mesma coisa que dar a si o que eu preciso?
Não, não é. Por exemplo eu preciso de um par de sapatos porque só tenho um e está velho, você tem 2 ou 3 pares de sapatos mas não tem nenhum par de calaças, vem o Estado ou a Segurança Social e sem olhar ás necessidades individuais dá um par de sapatos a cada; isto pode ser igualdade, mas não é justiça, porque num caso destes, na minha opinião, o correcto é dar um par de sapatos a mim e um par de calças a si.

Já viu o que era andarem a dar a Homens e a Mulheres o mesmo modelo de cuecas, em nome da igualdade? Eu devia ficar jeitoso com umas cuecas de mulher!
Qual a justiça desta igualdade?

Sei que este exemplos são caricatos, mas coloquei-os aqui de propósito para se perceber bem da importância que se deve dar às diferenças e às diferentes necessidades, sempre que se trata de dar para criar igualdades.

Para haver igualdade tem que haver justiça e para haver justiça tem que se ter em conta as diferenças.

A reflexão que queria deixar aqui neste dia da Mulher é a seguinte:

Ao longo destes últimos anos tem-se assistido, indiscutivelmente e bem, até menos do que era desejável, a uma intervenção cada vez mais visível e a mais níveis da Mulher na sociedade, no entanto, importa perceber a que custo para ela e quais as necessidades que esse novo papel lhes está a criar. Se conseguirmos perceber estas necessidades, atendendo sem complexos às diferenças naturais existente entre ambos os sexos, e criarmos mecanismos adequados para apoiar esta nova realidade, não estaremos a dar um grande contributo para que esta evolução seja feita de forma sustentada com menos sofrimento.

Aproveito ainda para mandar um beijinho a todas as mulheres, pois adoro-as, amo-as e não concebo este Mundo, nem tão pouco a minha vida sem Mulheres.

VIVA AS MULHERES!

6.3.06

"Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo"

Hoje falaram-me de um Livro que se chama "Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo", disseram-me que é um livro que fala de um poderoso clube secreto que tem como objectivo dominar politica e economicamente o mundo. Como já tinha ouvido falar deste assunto tive a curiosidade de o ir comprar, corri Lisboa inteira, fui a umas 7 livrarias e não o consegui. Intrigado cheguei a casa e fui procurar na Internet informação acerca deste livro e deparei com o texto que abaixo transcrevo, a qual não deixa de ser curioso, pois dizem ser assinada por Daniel Estulin o autor do livro.


"Bom dia a todos.
Chamo-me Daniel Estulin.
Sou o autor de "Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo". Devido a algumas informações muito perturbadoras que temos recebido dos nossos amigos em Portugal, estou a escrever a todos os bloggers portugueses a pedir ajuda.
Recebi informações de alguém que trabalha para a Temas & Debates em Portugal que os editores receberam FORTES PRESSÕES de membros do governo PARA NÃO VENDEREM O LIVRO acerca do Clube Bilderberg. Aparentemente este apanhou mesmo o governo de surpresa e assustou-o. Têm medo que este se torne num fenómeno mundial. De facto, está a tornar-se num fenómeno mundial, uma vez que foi editado em 28 países e em 21 línguas.
Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão. O governo e o meu editor em Portugal, Temas & Debates, estão a tentar sufocar este livro porque têm medo que este possa criar uma base que se transforme num movimento populista em Portugal, como já aconteceu na Venezuela, na Colômbia e no México, nos quais a primeira edição esgotou em menos de 4 horas e causou manifestações em frente das embaixadas dos EUA, algo que, como é óbvio e devido ao bloqueio da comunicação social, você não viu nem ouviu na televisão nem na imprensa nacionais.
Se não enfrentarmos estas pessoas da Tema & Debates e do governo elas irão vencer esta luta e nós, o povo, ficaremos UM POUCO MENOS LIVRES E UM POUCO MAIS PODRES INTERIORMENTE. Peço a todos aqueles que queiram ajudar que:
1. Apelem a todos os bloggers que por aí andam a telefonarem para a Temas & Debates e perguntarem o que se passa e a EXIGIREM que vendam este livro. Já contactei todas as pessoas que conheço pessoalmente e estas estão a organizar uma campanha de telefonemas e de envio de cartas PARA TELEFONAREM OU ESCREVEREM À TEMAS E DEBATES E EXIGIREM UMA EXPLICAÇÃO.
2. Estão dispostos a telefonar aos vossos contactos na imprensa, aos vossos amigos e aos amigos dos vossos amigos e verem se estão dispostos a publicar esta história e em ajudarem? O que o editor e o governo mais temem é O ESCRUTÍNIO PÚBLICO E A ATENÇÃO INDESEJADA.
Quantas mais pessoas telefonarem e assediarem o editor, e o governo, menos possibilidades terão eles de levar essa tarefa a cabo. Se não fizermos algo seremos tão só MENOS LIVRES NO FUTURO. É ESSE O OBJECTIVO DA BILDERBERG. MAS NÃO É ISSO O QUE EU QUERO PARA OS MEUS FILHOS.
Com base nas nossas fontes no Porto e em Lisboa, descobri que a muitas pessoas têm ido à FNAC à procura do livro mas que, de acordo com a FNAC, "o editor, por qualquer razão, não está disposto a vendê-lo."
Posso dizer-lhes, por experiência própria em Espanha, que esta pressão funciona. Inicialmente a primeira edição foi de 4.000 exemplares que se esgotou num dia. A Planeta (a editora espanhola - nota do tradutor) estava a ser MUITO vagarosa no reabastecimento das livrarias. Organizamos uma campanha massiva na comunicação social na qual isto quase se transformou num ponto crucial para a liberdade de expressão. E funcionou. A Planeta cedeu, o livro avançou e actualmente foram vendidas mais de 65.000 cópias. Também podem divulgar este número na vossa página.
Além disso, estou a organizar uma série de seminários em Portugal para falar sobre os Bilderbergers e os Planos da Ordem Mundial. Esta atenção indesejada irá irritá-los profundamente. Os Bilderbergers são como vampiros. O que odeiam mais que tudo na terra é que a luz da verdade brilhe sobre eles.
Adicionalmente, se isto resultar em Portugal, irá enviar uma dura mensagem a outros países que desejem ceder à pressão dos membros do governo ou a quem quer que seja.
Agradeço-lhe adiantadamente e estou disponível para o que possam desejar da minha pessoa.
Daniel Estulin "

4.3.06

Escola Agrícola – Mais Cimento ???



Desde pequeno que guardo na minha memória as passagens, tanto para baixo como para cima, na estrada que liga o Porto da Paiã à Pontinha. Ali sempre me habituei a ver aquela que é uma das referências de Odivelas, a Escola Agrícola da Paiã ou D. Dinis.

Para ser franco só há poucos meses lá entrei pela primeira vez, fiquei favoravelmente surpreendido com as infra-estruturas, com toda a actividade que lá se desenvolve e com o potencial que ali existe, mas nessa mesma visita também tive oportunidade de ouvir duas ideias que me preocuparam: a primeira foi o facto de para ali estar projectado um pavilhão desportivo; a segunda de haver cursos com muito pouca procura.

A primeira assustou-me, não por ser um equipamento desportivo, mas sim porque senti de imediato a ameaça do betão a invadir todos aqueles terrenos e quando se trata de betão neste concelho, todos sabemos o que isso representa. De imediato chamei a atenção para este facto, mas pareceram não se preocupar, disseram-me prontamente: as terras do local escolhido para o pavilhão não são boas para a agricultura.

Eu sei que o desporto faz bem e que todos têm o direito a pratica-lo, sou o primeiro a defender isso, mas o que aqui se trata não é de desporto, é de betão, é de aproveitamento, é, de sob a bandeira do desporto, aproveitarem para começar a construir. Há poucos dias ouvi falar de uma central de betonagem, ou qualquer coisa desse género para aqueles terrenos, dizem que é por dois anos, vamos a ver; também já lá há uma central eléctrica e uma CRIL; não chega? Parem se fazem o favor.

Sei que o betão e a construção dão dinheiro, muito dinheiro, mas nem só de dinheiro vivem os homens e as populações, precisão de muito mais, precisam de qualidade de vida, mas para isso é indispensável uma boa gestão do ambiente e a existência de espaços verdes.

Quanto a mim aquela infra-estrutura, a qual se deve preocupar em primeiro lugar com aquilo para que está vocacionada, o ensino da agricultura, podia talvez ir mais além, abrir-se à população de forma pedagógica e ensinar às crianças o que é uma quinta, como funciona e a sua importância. Assim talvez conseguissem arrecadar mais uns euros, os quais pelos vistos necessitam e despertar simultaneamente nas crianças o interesse pelas profissões relacionadas com campo, com os espaços verdes e com a agricultura.

Vejamos, na Escola Agrícola há vocação, espaço, recursos físicos e técnicos para implantar um projecto deste tipo, sem ser necessário utilizar betão, preservando o espaço verde e não fugindo da sua missão. Ali existem campos cultivados com vários tipos de produtos, adega, queijaria, laboratórios, animais (cavalos, vacas, galinhas, gansos, ovelhas, pombos, etc., etc.), tractores, carroças, espaço e material para fazer um museu da agricultura, salas para conferências e ateliers temáticos, etc., etc.


Já se aperceberam desta riqueza e do potencial que tem este espaço?

Imaginem as crianças a passar um dia na quinta, com os pais ou com a escola, tendo a possibilidade de ver como se cultiva e de cultivar, como se ordenha e de ordenhar, como se faz queijo e vinho, de dar uma volta de tractor e/ou de carroça, ou mesmo num carro de bois. Toda esta infra-estrutura, um pouco adaptada sem que fosse descaracterizada, podia funcionar como Quinta Pedagógica e conseguiria atrair milhares e milhares de visitantes a Odivelas.

Se ali quiserem fazer algo mais que uma escola agrícola, aqui está uma pista, uma ideia, não pensem só no betão e no dinheiro fácil, esta Quinta Pedagógica que até se poderia chamar D. Dinis, poderia funcionar aqui no concelho, tal e qual como funciona o Jardim Zoológico e Aquário Vasco da Gama em Lisboa.

Mais, esta quinta pedagógica enquadra-se perfeitamente na identidade de Odivelas, terra de D. Dinis (O Agricultor/O Lavrador) e terra da zona saloia, a qual há relativamente pouco tempo contribuía, de forma expressiva, para alimentar a população de Lisboa.

Resposta ao Sr. Carlos Pinto - Sobre a Feira do Silvado

Sr. Carlos Pinto,

Li o seu escrito com a maior atenção e quero antes de mais informá-lo que quanto aos artigo por mim assinados assumo todas as responsabilidades e embora estejam publicadas numa coluna que pertence ao CDS-PP, os mesmos não têm que ir à concelhia para ser aprovados, nem tão pouco precisam do aval de ninguém.

Reafirmo e estou plenamente convicto que a verdade é o alicerce da autoridade, portanto quando quiser debater comigo este assunto, ou quando me apanhar em falso poderá sempre chamar-me à atenção que eu até agradeço. Digo-lhe mais, às vezes por estarmos enganados até podemos faltar à verdade e isso não considero grave, a verdade não é absoluta; o que considero grave é que faltar à verdade propositada e conscientemente.

Quanto ao comunicado sobre a Feira do Silvado, devo-lhe dizer que não reivindicamos minimamente a paternidade do processo, o seu a seu dono, o que denunciamos é que houveram senhores que durante a campanha eleitoral, em Outubro, prometeram que a feira ia mudar em Novembro e tal não aconteceu. Não aconteceu, porque não podia acontecer, tanto mais que não mudou e Vexas tinham o perfeito conhecimento dessa situação. O que nós reivindicamos, é que pressionamos de várias formas este executivo no sentido de cumprirem os prazos que prometeram e isso fizemos, infelizmente sem êxito, porque não conseguimos que Vexas o cumprissem, mas avivámos a memória e não deixamos que este assunto caísse no esquecimento e se arrastasse por mais tempo.

Mais, se vir com atenção, no comunicado a que se refere até afirmamos que em nossa opinião o local não só tem melhores condições, como sobretudo tem a enorme vantagem de estar perto das populações. O único reparo que fazemos à obra, para além do atraso, deve-se ao facto de o recinto estar localizado em zona de cheias e este facto pode ser perigoso, porque se por acaso se recordar, ou tiver conhecimento do que ali se passou, naquele mesmo local, nas na década de 60 e de 80 com as cheias, certamente saberá do que é que estamos a falar.

25.2.06

POLOS EMPRESARIAIS EM ODIVELAS? (in:Coisasa da Pontinha 25-02-2006)

Odivelas está situado ao lado de Lisboa (a sede do nosso concelho é a mais próxima do centro de Lisboa), no seu raio de acção há as algumas das zonas de Lisboa com maior densidade populacional (Lumiar, Telheiras, Carnide e Benfica) e mais 3 grandes concelhos (Amadora, Loures, Sintra). A acrescentar a este facto constata-se que existem boas vias de comunicação (C.R.I.L., C.R.E.L., A8), transportes públicos de boa qualidade, temos acesso a 2 linhas de Metro (Pontinha e Odivelas) e que estamos a 5/10 minutos da A1, do Aeroporto e da Gare do Oriente.

Assim, Odivelas em vez de se acomodar á situação de dormitório e de se render à força económica de Lisboa, poderá ter um projecto capaz de tirar um maior proveito desta situação/localização.

Um projecto bem delineado, com uma estratégia bem definida e objectivos claros, será capaz de trazer para Odivelas um conjunto muito grande de empresas e de postos de trabalhos, com as mais valias inerentes.

A adicionar a tudo isto existe actualmente um movimento de deslocalização das grandes empresas, do Centro de Lisboa para os concelhos limítrofes, e por isso, tal como por exemplo Oeiras fez e continua a fazer, Odivelas também o poderá fazer.

Todas estas mais valias conjunturais são relevantes, mas não chegam. Falta decisão, falta estratégia, falta vontade e/ou visão, para que isto possa acontecer, é também necessário criar outras condições, tais como:

- Determinar os locais onde estes empreendimentos deverão ser feitos,
- Garantir uma preocupação com a qualidade ambiental,
- Dar incentivos ás empresas,
- Transmitir confiança aos empresários.

Um projecto como este poderá com toda a certeza criar um grande número de postos de trabalho (directos e indirectos), poderá também contribuir para dinamizar o comércio local, bem como outras pequenas empresas aqui instaladas, mas poderia ter ainda outra grande mais valia, caso fosse bem pensado e delineado; poderia financiar ou ajudar a financiar o fim de todos os Bairros de Génese Ilegal entre o Senhor Roubado e a Serra da Luz.

23.2.06

OBRIGADO AVÓ, ATÉ SEMPRE.

Já se viu uma árvore sem raízes (?), uma ponte sem apoios (?); uma casa sem alicerces (?).

Não, é impossível.

Agora que a minha avó partiu resta-me agradecer em meu nome, em nome dos seus filhos e dos outros netos a ajuda a influencia que teve em todos nós, para sermos aquilo que somos hoje.

A minha avó Maria Cristina era tudo menos uma pessoa indiferente, onde estava, onde ia, onde passava, todos reparavam nela e quase ninguém a esquecia; a sua cultura, a sua inteligência, a sua energia e a sua personalidade eram marcantes e todos nós, sobretudo os que com ela mais convivemos, muito aprendemos.

Hoje neste dia, em que sinto mais saudade do que tristeza, quero aqui recordar a última lição que me deu:

Há poucos dias, numa sala de cuidados intensivos, com os seus 90 anos, grande dificuldade em respirar e em falar, a minha avó que como sabem perdeu 2 filhos confidenciou-me:

1º - Para uma mãe os filhos nunca morrem;

2º - O Segredo de Uma Mãe é Ter Sempre os Filhos no Coração.
Parecem simples, mas estas duas frases ditas pela minha avó no alto dos seus 90 anos, fruto de uma profunda reflexão, são certamente as mesmas, que fazem com que o Imaculado Coração Maria esteja triste e que Maria esteja sempre a acudir-nos e a proteger-nos.
Para além dos seus ensinamentos muitas vezes nos ajudou, esteve sempre connosco.

Obrigado Maria Cristina

21.2.06

Incêndios.


Aqui está outro dos grandes problemas com o qual Portugal se tem vindo a confrontar, com especial evidencia nos últimos tempos. Segundo as estatísticas nos últimos 25 anos ardeu cerca de 1/3 do território nacional, sendo que nos últimos 4 temos assistido a um aumento significativo deste fenómeno, pois só no ano passado arderam em Portugal 325.000 Hectares (equivalente a 325.000 campos de futebol), o dobro da área ardida em Espanha.

Na origem deste problema estão vários factores, a deslocação das populações do campo para as cidades, a falta de limpeza das matas, a falta de ordenamento da floresta, a falta de civismo, a falta de meios para combater os incêndios etc., etc., e por ventura interesses económicos.

Embora eu desconheça a quantidade de incêndios e a dimensão da área ardida, as consequências materiais e humanas dos incêndios provocados por razões económicas, ou, “postos” premeditadamente de forma criminosa, considero inaceitável que não hajam penas mais severas para os seus responsáveis. Este fenómeno é bárbaro e constitui uma enorme violência, considero-o, sem sombra de duvida, um acto grosseiro de terrorismo.

Ao exprimir-me assim estou a pensar na quantidade de pessoas, muitas delas idosas que ficam com as suas vidas desfeitas, que perdem as casas, o gado, as hortas, todos os seus bens, os seus empregos e a sua forma de subsistência, já para não falar das vidas que por vezes também se perdem, do património nacional que vai à vida e das consequências ambientais que daí advém.

Para mim é claro, não podemos continuar a permitir que isto aconteça, o nosso país não pode continuar a arder de forma impune e seria importante que as pessoas que praticam estes crimes fossem severamente punidos.
Nos últimos tempos, por exemplo, temos assistido a um agravamento bastante acentuado das penalizações dadas aos automobilistas/condutores, com isso tem-se conseguido que cada vez haja mais gente use o cinto de segurança e que cada vez menos pessoas falem ao telemóvel enquanto conduzem; por isso, sou da opinião que se por exemplo fosse aplicada pena máxima, 25 anos de prisão, a quem é reincidente na colocação de incêndios e a quem os manda colocar, não só se estaríamos a castigar toda a cambada de incendiários que presumo que andem por aí, como também se estaria a dar um sinal importante, da convicção que tem que haver, para conseguirmos inverter esta situação.

Senhores ministros, senhores deputados, pensem nisto, actuem e alterem a lei de forma a punir convenientemente estes criminosos, os quais eu considero terroristas, inclusivamente, caso seja necessário convoquem um referendo.

18.2.06

A verdade é o alicerce da autoridade.

Fala-se hoje e cada vez se vai falar mais em falta de autoridade, que o estado, os governantes, os políticos, os professores, a policia, etc., etc., não a têm, e isso representa um grande perigo para todos nós. A falta de Autoridade, pode dar lugar à anarquia, pode colocar em causa a liberdade e a democracia, valores que tanto nos orgulhamos de ter.

Autoridade não significa mandar só porque se tem poder, autoridade pode-se ter com o poder, pode-se ter com a força, mas só se tem verdadeiramente se for conquistada pelo respeito, e esse, só se consegue através da verdade e dos bons exemplos.
A falta de credibilidade em quem exerce a autoridade, dá origem à arrogância. Quando hoje dizemos que não há autoridade, não quer isto dizer que ela não seja conseguida pelo poder ou pela força, quer dizer que ela não é respeitada, porque não vemos a verdade e os bons exemplos virem de cima.

Só para dar um exemplo, os partidos que ganharam as duas últimas eleições legislativas mentiram, ao dizer que não aumentavam os impostos, assim, quando chegaram ao governo e os subiram, de imediato perderam toda autoridade perante os eleitores.

14.2.06

Dia de S. Valentim.

A beatificação de São Valentim surge num clima de guerra. No séc. III da Era Cristã, o Imperador Cláudio II, com o objectivo de constituir um exército grande e forte, proibiu a celebração de casamentos aos jovens em idade militar, pois acreditava que os casados não se predispunham a abandonar as respectivas mulheres e família para partirem para a guerra.

Contudo, Valentim, um padre que viveu em Roma, continuou a celebrar casamentos de jovens, dado julgar tal medida injusta. Quando Cláudio tomou conhecimento de tal atitude, ordenou a prisão, tortura e decapitação deste padre a 14 de Fevereiro.
Fonte: Obssevatório do Algarve

11.2.06

MARMELADA DE ODIVELAS (IN:Coisas da Pontinha - 11/2/2006)


Ao recolher informação para escrever este texto encontrei várias elementos sobre este tema, uns com algum fundo de verdade, outros que possivelmente não passam de lendas; certo é que a qualidade do produto, a história e as histórias ou lendas contribuíram para que a Marmelada de Odivelas seja uma marca de elevadíssimo valor e uma referencia em todo o país.

O romance de D. João V com a Madre Paula, segundo alguns, contribuiu não só para a divulgação da marmelada, como também foi responsável para que seja feita a associação deste produto ao acto do prazer.

Segundo reza a história ou a lenda Paula Teresa da Silva e Almeida que mais tarde ficou conhecida simplesmente por Madre Paula, entrou para o Mosteiro de S. Dinis no inicio do sec. XVIII.

Paula era uma rapariga bonita, elegante e vistosa quando ali chegou com apenas 16 anos de idade. Não obstante, já ser naquela altura amante do Conde do Vimieiro, fez despertar enormes paixões, sendo que a mais conhecida, como é óbvio, foi a do Rei da época, D. João V.

O monarca que ficou com o cognome de Magnânimo não perdeu tempo, de imediato entendeu-se com o Conde do Vimieiro e fez de Paula a sua amante preferida.

Não obstante a grande diferença de idades (30 anos mais velho) e porque que quem corre por gosto não se cansa, D. João V passou a visitar a sua eleita quase todas as noites. Para estes encontros e porque o monarca era guloso, Madre Paula fazia-se acompanhar sempre de uns quadrados de pudim que ela própria confeccionava com grande mestria. Assim, estes serões, de desvaneio real, eram passados por ambos, também, a mordiscar estes saborosos pudins de Madre Paula.

Estes pudins eram, nada mais, do que aquela que é hoje, a famosa Marmelada de Odivelas.

Há inclusive quem admita que D. João V com a curiosidade de saber como era feita a Marmelada, chegou, resguardado no Mosteiro de olhares indiscreto, a ajudar Madre Paula a confeccioná-los.

Consta também que no Sec.XIX se realizavam no Mosteiro de S. Dinis concursos de poesia (Outeiras) onde ocorriam poetas vindos de fora. Quando algum desses poetas conseguia arrancar uma salva de palmas da exigente plateia, as freiras entravam na sala a distribuir quadrados de marmelada, como sinal de reconhecimento.

No final do sec. XIX, as freiras por dificuldades financeiras começaram a comercializar a marmelada e esta pela sua qualidade de imediato se tornou num sucesso comercial. Foram muitas as pessoas que a partir dessa altura passaram a ir ao Mosteiro de S. Dinis propositadamente para a comprar.

Passado uns tempos, segundo li, a Marmelada começou também a ser servida e vendida numa velha casa de Odivelas, a qual população começou a frequentar aos fins-de-semana, com intuito de confraternizar, enquanto comia um quadrado de marmelada acompanhado por um chá, ou, por um cálice de vinho do Porto.

Suponho que para além destas histórias muitas outras haverão, por ventura mais antigas, mas este texto não pretende ser um documento hitórico, pretende sim chamar a atenção para o enorme valor que esta marca tem, fruto não só da qualidade do produto, como também da “alma” que já tem, o que faz com que seja a mais conhecida e apreciada em todo o país.
A nós odivelenses cabe-nos valoriza-la, divulgá-la e rentabilizá-la, pois se a Bairrada tem o leitão, se a Guia tem o frango, a Beira a chanfana, Belém os pasteis, Aveiro os ovos moles e o Porto o vinho, etc, etc., nós temos a Marmelada.