14.10.11

Prédio em risco de colapso em Odivelas




Em Odivelas, os autarcas sem pelouro são porventura quem mais anda na rua. Fazem-no porque o prometeram na campanha eleitoral. Na última reunião de Executivo de Câmara, o Vereador Paulo Aido suscitou informação precisa sobre o prédio da Rua Padre João Pinto, na cidade de Odivelas, onde o Serviço Municipal de Protecção Civil já estabeleceu um pequeno perímetro de segurança, porque podemos estar perante um edifício em risco de colapso.
“Estou alarmado com as declarações do Sr. Vereador Paulo César Teixeira, ao Nova Odivelas, publicadas na edição online do passado dia 7 do corrente mês de Outubro, e passo a citar: ‘a situação já é muito antiga e foi uma sapata do edifício que cedeu levando a que o prédio rachasse a meio… Que a Câmara não tem capacidade nem é da sua competência a resolução deste problema. O prédio é de propriedade particular em regime de propriedade horizontal e portanto terão de ser os moradores a resolver a situação …’”, disse o autarca que precisou: “Se o edifício ruir, a Câmara Municipal de Odivelas não fica isenta de responsabilidades conforme se extrai da Lei das Autarquias Locais e do Regime Jurídico das Edificações Urbanas. O imóvel pode desabar e isso poderá significar uma tragédia para as pessoas que lá habitam e para os que vivem nos edifícios pegados”.
Para o autarca “se os Serviços da Câmara já avaliaram o que terá sucedido ao edifício, porque segundo o Sr. Vereador Paulo César, cedeu uma sapata, então que se proceda em conformidade com a Lei, se notifique a Administração do Condomínio para a execução das reparações com prazo fixado e, em caso de incumprimento, se proponham obras coercivas. E se não houver alternativa, a Câmara Municipal pode deliberar a demolição parcial ou total conforme decorre do art.º 89 do RJEU, Regime Jurídico das Edificações Urbanas, e da alínea c) do nº 5 do art.º 64 da Lei das Autarquias Locais , como alias já o fez no passado recente na Serra da Luz, e também propôs deliberação semelhante em 11 de Março de 2008, para um edifício na Rua Augusto Gil, de acordo com o despacho nº 27 da Presidência, de 2008”.
Paulo Aido recomendou: “O Município deve promover, junto do LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, uma avaliação das condições do edifício no sentido de conhecer a gravidade dos danos, o risco e a sua eventual demolição que a ser executada terá de ser realizada, certamente, com precauções que protejam os dois edificados juntos”. O Vereador independente sugeriu ainda a posse administrativa do imóvel, como já fez anteriormente, garantindo no final o exercício do direito de reversão sobre o investimento realizado, recorrendo à legislação (art.º 108 do RJEU) que determina que as despesas realizadas com as obras coercivas são imputáveis ao infractor, neste caso ao condomínio.

Coragem manda emagrecer 1520 organismos públicos

Pedro Passos Coelho, tal como muitos militantes do Partido Social-democrata, sabe perfeitamente onde se corta na despesa pública: Nos 1520 organismos totalmente públicos - onde se faz muito pouco - que são administrados por 4560 gestores com salários altos, despesas de representação, porque são pessoas muito importantes, automóveis topos de gama e motorista à disposição. Isto mesmo anunciou o social-democrata Marques Mendes, a 16 de Outubro do ano passado, nos ecrãs da TVI que adiantou outros dados como a existência de 343 empresas municipais mais que as próprias autarquias que são 308.

Os números de um Estado insustentável que se podem ouvir abrindo o link em baixo.
http://youtu.be/MjeTKaxRvig

Fui invadido!



De repente, com a força, a velocidade e a espontaneidade de um tsunami fui invadido por um turbilhão de ideias, de pensamentos e projectos.

Peguei na primeira caneta e papel que encontrei, enumerei-as de imediato, comecei a segmentá-las e a desenhá-las mentalmente.

De repente avistei uma tempestade, tinha acabado de me lembrar do estado em que o País se encontra e não só, fiz um compasso de espera, olhei para ela, fiz um sorriso, cumprimentei-a e pensei - é mesmo assim que gosto, dá mais pica.

De imediato apareceu o primeiro raio de luz, de seguida outro e mais outro, o horizonte iluminou-se, soltei-me e fiquei com uma enorme sensação de potência e de liberdade.

Estou pronto, com a força de um tsunami, para enfrentar mais uma série de desafios.

Portugal insolvente

Portugal vive um momento que não será esquecido tão depressa. O País seguramente encontra-se insolvível a avaliar pela intervenção do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, num pré-anuncio daquilo que é o eixo de orientação do OGE, Orçamento Geral do Estado, para o próximo ano e algumas medidas que vão prosseguir para 2013. Algumas das decisões são demasiado violentas. Podemos estar a matar o doente com a cura. Mas esta é a consequência directa de andarmos adormecidos durante anos, a assobiar para o lado, sem questionar a gestão do aparelho do Estado, porventura danosa em demasiadas circunstâncias.
Pedro Passos Coelho afirmou não esperar encontrar a situação financeira em que o País se encontra nem esperar que tivesse de anunciar medidas tão duras. Mas como disse José Gomes Ferreira, comentador da SIC, falta então pedir responsabilidades aos culpados da actual conjuntura, a ex-ministros, ex-secretários de Estado, muitos deles ainda sentados na Assembleia da República. Gomes Ferreira tem certamente presente o exemplo recente dado pelos islandeses que julgam todos os responsáveis da ruptura financeira do país e que, muitos deles, já viram confiscados todos os seus bens como medida preventiva para pagarem eventuais indemnizações. Só esta atitude valeu a cedência do FMI na negociação da fixação da taxa de juro a pagar por um empréstimo de quase 30 mil milhões de dólares.
Se trabalhar mais meia hora por dia sem receber pode não ser problemático para a maioria, até porque muitos já o fazem, independentemente da legalidade da medida, já perder os subsídios de férias e de Natal, acima dos mil euros é pedir muito porque falamos efectivamente da classe média que ainda é o suporte da economia nacional, que sustenta a grande distribuição e o pequeno e médio comércio, que anima o mercado bolsista, que faz correr parte significativa do negócio da banca, suportando-lhe os activos, que garante a sobrevivência da indústria que não exporta, do sector empresarial do Estado.
De qualquer modo, o discurso do líder do governo deixou de fora as linhas orientadoras para o sector empresarial do estado, particularmente as mais deficitárias como a TAP, Estradas de Portugal, Comboios de Portugal, REFER que juntas acumulam prejuízos de mais de 20 mil milhões de euros... Montante que poderá ser o ‘buraco’ das Estradas de Portugal em 2016, conforme anunciou Álvaro Santos Pereira, ministro da economia. Aliás, um panorama confrangedor que inesperadamente merece muito menor atenção que os 7 ou 8 mil milhões de euros do deficit do arquipélago da Madeira, tema que já valeu – imagine-se - comentários dos presidentes da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, e do banco BPI, Fernando Ulrich. Longe de fazer a defesa de Alberto João Jardim, certo é que a realidade nos mostra que as quatro empresas atrás mencionadas podem atingir um passivo superior a 40 mil milhões de euros dentro de dois anos. Insustentável!
Porventura chegou também o momento de julgar os gestores que lideraram ou lideram estas empresas na última década e meia. Também de ajuizar todos os responsáveis pela administração pública que desbarataram e continuam a desbaratar os dinheiros públicos com adjudicações, aquisição de bens fúteis, contratações e festejos desadequados ao momento de crise, num verdadeiro registo eleitoralista.
O momento é de pedir satisfações também ao Presidente da República que nunca foi firme na exigência das reais contas públicas, antes se ficou por sucessivos recados, muitos deles apenas nas entrelinhas dos discursos de ocasião, deixando que o País se afundasse.
Precisamos compreender que há sectores vitais da economia que continuam concentrados em verdadeiros monopólios que a banca portuguesa necessita de ajuda financeira ao contrário do que dizem os seus dirigentes, que temos o maior banco comercial quase falido, com acções a valer cêntimos do euro porque a supervisão do Banco de Portugal, então liderado por Vítor Constâncio, nunca lhe ligaram nenhuma tal qual fizeram com as contas da Nação. O País precisa que se pare de contratar para as empresas e administração públicas cumprindo as directrizes do governo. Os portugueses necessitam de um governo capaz de afrontar interesses instalados já perfeitamente adaptados ao momento de crise e que não investem cá dentro as receitas que conseguem.
Os portugueses, mais ricos, remediados e pobres, que gostam de trabalhar que conhecem direitos e deveres, vão ter de reinventar o equilíbrio com uma dose elevadíssima de criatividade, onde o repovoamento do País, a restauração da agricultura e da indústria de qualidade, mesmo que destinada a ‘nichos’ de mercado ou ao comércio internacional mais exigentes são uma prioridade absoluta... Sob pena de invertermos caminho até à década de 70’ do século passado. Seria um desastre que valeria décadas a recuperar e comprometeria decididamente muitas das gerações futuras. E a partir de hoje todos os portugueses, mais ricos, remediados e pobres, podem ficar irremediavelmente mais pobres, sem futuro, apenas com uma réstia de esperança.
José Maria Pignatelli

Infelizmente tinha razão.

Durante muitos anos limitei-me a seguir a vida política, tal e qual a maior parte dos cidadãos, à distância, pela televisão e jornais, e sofrendo na pele os efeitos dos inúmeros disparates dos nossos queridos dirigentes. Como muitos, limitava-me a comentar e a criticar esta ou aquela medida, era claramente um actor passivo, calava e pagava.

Em 2005, no dia seguinte à vitória de Sócrates nas legislativas desse ano, prevendo tudo o que viria a acontecer (já caminhávamos para lá), seja no ponto de vista social, moral e económico, resolvi abdicar da minha atitude passiva e passar a ter uma participação activa na vida política. Combater toda a teia que estava e ainda está montada e contribuir para derrotar Sócrates o quanto antes, com objectivo de não cairmos no caos, era a minha prioridade.

Foi assim que no dia 21 de Fevereiro de 2005 me dirigi ao Caldas e me filiei no CDS-PP. Desde essa data, com períodos onde participei mais e outros em que participei menos, tenho lutado precisamente por isso, ora tentando fazer ver às pessoas (incluindo adversários políticos) que há outras formas de governar, ora criticando de forma incisiva tudo o que me parece ser obscuro e actos de má gestão.

Há uns meses, embora tarde de mais, Sócrates foi finalmente derrotado. Hoje, todos os buracos criados, maioritariamente por ele, mas também pelos seus antecessores, estão a ser colocados a descoberto. Não sei qual a real dimensão, penso que ninguém ainda a conhece (a teia é de facto grande e complexa), mas infelizmente, ao ouvir as medidas que aí vêm  não pude deixar de confirmar que tinha razão. Sócrates não podia ter estado um dia sequer à frente do governo de Portugal.

Pergunta-se se são as medidas hoje anunciadas, altamente penalizadoras, que vão "safar" o País. Sinceramente penso que poderão ajudar, o peso da despesa do estado e da dívida são de facto monstruosas e têm forçosamente que ser reduzidas, mas se nada de muito significativo for feito na área da justiça, de forma a moralizar e a responsabilizar, será impossível "safar" este País.

13.10.11

Staccato Ensemble em Odivelas

• No sábado, na Tertúlia D. Diniz e Santa Isabel
O octeto Staccato Ensemble abrirá a ‘Tertúlia D. Diniz e Santa Isabel’, o segundo evento do programa das celebrações dos 750 do nascimento de D. Dinis, proposto pelo Grupo Pensar Odivelas, que ocorrerá já no sábado
.
Trata-se do mais recente grupo de canto formado por jovens com curriculum considerável oriundos de outros conjuntos de renome que estudam música e canto, na Escola do Conservatório Nacional de Música de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa.
Numa época em que tanto se fala de empreendedores, este grupo de jovens habituados a grandes apresentações e a pisar os principais palcos nacionais, decidiram-se por um encontro de experiências, cantando à cappella, vários géneros como gospel, polifonia americana, música portuguesa e música brasileira.
Staccato Ensemble apresentou-se oficialmente num concerto na Igreja da Cartuxa, em Caxias, que assinalou o Dia Mundial da Música.
O grupo é composto pelos:
Tenores, David Gomes, de 24 anos, que é simultaneamente maestro e director artístico, e João Francisco, de 19 anos;
Sopranos, Cátia santos, de 14 anos, e Ana Rita Lima, de 20 anos;
Baixos, João Caldas, de 16 anos, e Miguel Erlich, de 15 anos;
Contraltos, Maria Meireles, de 22 anos, e Sofia Trindade, de 20 anos.
A ‘Tertúlia D. Diniz e Santa Isabel’ começará às 14 horas e 30 minutos, na Avenida Amália Rodrigues, nº 17 A, uma das principais artérias da zona nova da cidade de Odivelas, mesmo junto ao stand da marca de automóveis Citroen.
http://youtu.be/a9qmaVxGMgA

Hernâni Carvalho: "A Srª Presidente quebrou um compromisso"

Hernâni Carvalho


A propósita da recente nomeação de mais um Director Municipal, Hernâni Carvalho disse em Reunião de Câmara“Quando foram nomeados dois Directores Municipais, em Janeiro deste ano, foi afirmado pela Sra. Presidente, conforme consta das actas, que não haveria lugar a nomeação como a que se acaba de preconizar. Fica agora claro que o compromisso foi quebrado. Mais, esta decisão contraria o Documento Verde da Administração Local, recentemente apresentado pelo governo, que aponta para uma redução dos quadros dirigentes das autarquias e que para Odivelas prescreve uma redução em 50% destes cargos. V. Exa. acrescenta-os”.

Ao terminar a sua intervenção a este respeito, tal como eu tenho feito muitas vezes, Hermnâni Carvalho recomendou, que, "ao contrário do actual modelo de gestão, se decida por uma gestão activa, sem esperar pelo amanhã, passivamente."

Imagem fantástica!

Dois retratos de Columbano

1900 - Hedwiges Eugénia da Motta e Silva - M.N.A.C.

1904 - Manuel Emygdio da Silva - M.N.A.C.

Feriados: Vamos ver!

Há anos que se ouvimos falar na redução do número de pontes e de feriados, até agora foi só conversa. O assunto está a voltar à ordem do dia e eu estou curioso.

Quanto aos feriados há algumas questões a considerar:

1º) Os feriados são para comemorar algum acontecimento histórico, seja ele um motivo politico, social ou religioso. Porém muitos deles não têm qualquer significado para a maioria das pessoas, muitas nem sabem o motivo de alguns feriados e por essa razão tornaram-se para muitos unicamente num dia extra de férias.

2º) Não é por ser dia de feriado que as pessoas deixam de assinalar ou comemorar determinadas datas e o contrário também é verdade, veja-se que não se vê ninguém ou quase ninguém a comemorar o 10 de Junho e pelo contrário vê-se muita gente, mesmo sem ser feriado todos os dias 13 de Maio e de Outubro em Fátima, como hoje por exemplo.

3º) Por outro lado diz-se que os feriados fazem parar a economia, etc., etc., e apresentam-se alguns números, mas chamo a atenção que são estes feriados que ajudam por outro lado a dinamizar a economia relacionado com o lazer e de algumas zonas que beneficiam com eles. Não me parece que com a questão do feriados se possa utilizar uma calculadora de ânimo leve.

4º) Quanto a acabar com as pontes, juntando os feriados aos fins-de-semana há duas questões a salientar: Primeiro talvez se perca ainda mais o significado da data e penso que isso não é positivo, segundo sob o ponto de vista económico, aí sim acho que faz todo o sentido. A quebra da produção com um feriado seguido de um aponte ou vice-versa é brutal, é que com a ponte anda-se a meio ou a menos de meio gás.

Uma sugestão: Eliminar um desses feriados a que quase ninguém dá importância e substitui-lo pelo dia de anos.

Estes são os meus consideramdos sobre o assunto, vamos ver o que dá.



  

11.10.11

Outubro - Mês de D. Dinis - Próximas iniciativas














Mais Informações:

e tão bem acompanhado que eu estava!

Falta de coragem

Austeridade é a palavra que se assume como das mais importantes da actualidade. Entra todos os dias pelas nossas casas sobretudo através dos noticiários televisivos. É uma palavra mais ouvida entre os portugueses, mas parece globalizar-se nos países membros da União Europeia. Um desastre para as economias porque faz estremecer permanentemente os mercados financeiros.
Por cá, suscita demasiadas notícias drásticas. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira protagonizou anúncios muito pouco desejados para os portugueses do interior. As SCUTS, as tais auto-estradas originadas nas IP (Itinerários principais) vão ter portagens e já daqui a uma dúzia de dias. Fica-nos a ideia que nunca deviam ter passado à característica de auto estradas porque agora as alternativas para quem não pode pagar são quase nenhumas, ou melhor são troços de estradas que têm dezenas de anos, centenas de curvas, perigosas, passam pelo meio de todas as zonas urbanizadas, vilas e aldeias e que só encontram algumas melhorias no pavimento.
O princípio é antigo e discutível: o utilizador deve pagar por isso... Mesmo que seja um dos portugueses que pagam os impostos que haja para pagar.
Não é certo que um excelente professor universitário tenha de ser necessariamente um bom ministro e vice-versa. Álvaro Santos Pereira parece o mais desajustado entre todos os ministros, o menos hábil na abordagem dos grandes temas e, para já, o menos corajoso. Na actual conjuntura só lhe resta chamar a si os grandes dossiers do seu ministério e não deixar que isso passe pelas estruturas intermédias onde é quase certo acontecer uma perca de tempo.
Urge avaliar todos os projectos privados ou públicos que aguardam por fundos comunitários já disponibilizados: são alguns biliões de euros que podem ser injectados quase de imediato na nossa economia. Não há tempo a perder. Esta concretização é bem mais importante que aguardar pelas receitas de portagens e evitará multas a pagar à própria União Europeia por falta de execução dos fundos atribuídos. Aliás, Assunção Cristas, a ministra da Agricultura do Mar e do Ambiente deu prioridade máxima ao assunto: está a distribuir os fundos aos projectos já aprovados sem hesitações.
Mas Álvaro Santos Pereira ainda anunciou alguns disparates: como poderá autorizar o estacionamento de veículos a GPL (gás propano) em estacionamentos subterrâneos, contrariando o disposto na legislação internacional. Certamente haverá aqui alguma confusão entre os veículos a gás propano (GPL) e a gás natural (VGN). Vejamos: o gás natural é mais leve que o ar e portanto num estacionamento fechado ele dissipa-se; ao contrário do gás propano ou butano que são mais pesados que o ar, podendo os resíduos concentrarem-se ao nível do solo o que se apresenta perigoso em virtude dos elevados mecanismos de ignição que encontramos numa estrutura do género.
Os portugueses também se encontram na expectativa relativamente à suposta instalação de uma rede de postos de abastecimento de combustível de baixo preço.
Ora valia na circunstância que o ministro Álvaro Santos Pereira tivesse a coragem de colocar em prática um verdadeiro programa energético nacional, porventura pegando do trabalho deixado pelo Eng.º Rui Moura na década de 90’, enfrentando ‘lobbies’ do sector, particularmente ao nível da energia eléctrica, onde os subsídios às alternativas como a eólica e a foto voltaica são escandalosos, tal qual determinou a própria ‘troika’ e que se encontram no memorando de entendimento que foi assinado. As empresas não podem continuar a suportar a factura energética para conseguirem ser competitivas. Recorde-se que a Auto Europa chegou a alvitrar pagar a instalação de uma linha de condução eléctrica a partir de Espanha para receber electricidade da Iberdrola, disposição que lhe foi negada pelo governo de José Sócrates. Neste capitulo, a concorrência faria toda a diferença.

Contra ventos e marés, ....

Subir de quarta para segunda força politica, aumentando de 7.659 votos para 25.974 e de 2 deputados para 9, é um feito absolutamente excepcional.

José Manuel Rodrigues e toda a sua equipa estão de parabéns, contra ventos e marés, lutando sempre contra todas as adversidades (na Madeira parece que são muitas), conseguiram não só um resultado histórico, como demonstrar a muitas pessoas que vale a pena acreditar e trabalhar com honestidade, seriedade e competência.

10.10.11

750 anos de D. Dinis - As Comemorações continuam!



A primeira intervenção estará a cargo da Dr.ª Maria Máxima Vaz.

Salto duplo do CDS na Madeira de Jardim

Alberto João Jardim ganhou, mais uma vez, as eleições na Região Autónoma da Madeira e com maioria absoluta parlamentar. Não conseguiu ganhar com maioria absoluta do número de eleitores. Foi a sua vitória menos expressiva. Perdeu mais de 10% dos eleitores relativamente ao sufrágio anterior, talvez mesmo mais de 14% se entendermos à abstenção e ao número de eleitores entre os dois actos. O Partido Social-democrata ficou-se pelos 48,56% dos votos. O ‘buraco’ nas contas da região e, acima de tudo, o facto da omissão das verbas gastas sem estarem orçamentadas, castigaram Alberto João Jardim. Também foi condenado pelo seu discurso demasiado extremado e arrogante perante a Nação.
De qualquer modo, a fortíssima campanha contra o presidente da Madeira, mesmo censurado pelo actual governo da Nação, e as ameaças de sentar Alberto João no banco dos réus não chegaram para lhe retirar uma maioria parlamentar. Terá 25 deputados.
Ontem, na Madeira, só o CDS se pode regozijar: Cresceu mais de 12% contra todas as sondagens e passou de 4º para 2º partido mais votado. Os Democratas-cristãos passam a liderar a oposição na Região Autónoma, com 9 deputados. Nas últimas eleições, em 2007, apenas conseguiram 2 assentos na Assembleia Legislativa da Região: Obtiveram um crescimento de 350%. Muito mais do que apontavam as pesquisas, mais uma vez penalizadoras para os Populares.
Os socialistas tiveram uma pesada derrota: foram reduzidos a 6 deputados (11,5% dos votos) o que demonstra bem o sentimento que os portugueses continuam a ter pela governação de José Sócrates, dos maiores responsáveis pela actual situação que o País se encontra. Fica perceptível que António José Seguro não consegue desresponsabilizar a recente governação socialista que durou seis anos que consumiu mais de 87 mil milhões de euros e deixou o sector empresarial a pagar empréstimos acima dos 300 mil milhões.
Pior ainda, reduzido a nada, ficou o Bloco de Esquerda: perdeu o seu único deputado. Preocupante para aquele partido que já tinha sofrido importante desaire nas Legislativas de 5 de Junho último.
Em sinal contrário, o Partido Trabalhista Português, do controverso José Manuel Coelho, obteve 3 assentos, tornando-se a quarta força política no arquipélago.
Sem resultado ainda se encontram as queixas à Comissão Nacional de Eleições, por causa do transporte de eleitores às urnas por viaturas de vários organismos públicos ao que parece prática habitual em actos eleitorais e particularmente na Freguesia da Calheta.

José Maria Pignatelli

Sócrates - Quem sabe nunca esquece.

Depois do curso domingueiro finalizado por fax e de tantas outras peripécias, agora em Paris o nosso bem conhecido José Sócrates continua a fazer das suas.

9.10.11

Dom Dinis - Um novo espaço de conhecimento.


Este é um blogue feito com o objectivo de aprofundar o conhecimento sobre a vida, o reinado e o homem que foi Dom Dinis.

Este é mais um projecto que o Pensar Odivelas iniciou hoje.

Clique aqui e visite!


"No Dia em Que o Rei Fez Anos."

Dom Dinis merece, Odivelas e Portugal bem precisam!

Eu e Madalena Varela.
O Rei Dom Dinis, uma das mais importantes personagens da História de Portugal, faria ou faz hoje 750 anos. A importância do seu reinado tem vindo a ser cada vez mais evidenciada e salientada, ainda na passada sexta-feira, na Conferência que o Pensar Odivelas promoveu,  "D. Dinis (O Lavrador) - O Seu Reinado e o Seu Legado" isso ficou bem patente nas intervenções de D. Duarte Pio, do Professor Rosado Fernandes, da Dr.ª Maria Máxima Vaz, do Dr. Carlos Coelho e do Secretário de Estado da Agricultura, Diogo Albuquerque. 

Hoje, antes da Missa de Acção de Graças em Sua memória, a qual se realizou no Mosteiro de Odivelas, depositei com a Madalena Varela uma Coroa de Flores no seu túmulo, momento que teve para mim um significado muito especial. Entendo que D. Dinis, pelo que nos deixou bem a merece e que Odivelas e Portugal, por várias razões,  algumas diferentes e outras comuns, bem precisam que seja evocada a sua memória.

Foi por isso também que o Grupo Pensar Odivelas resolveu oferecer um "presente" a D. Dinis, Diniztia de Odivelas, um blogue que se destinará exclusivamente à divulgação do conhecimento existente deste Rei e do seu reinado.

7.10.11

O Rei D. Dinis - Coluna de Opinião

“O REI D. DINIS possuía em Odivelas a Quinta de Vale de Flores, na qual havia um paço Real, tendo-se mantido de pé partes dele, até 1922/23.

Em cumprimento de uma promessa feita, quando foi atacado por um urso numa caçada no distrito de Beja, mandou construir nessa quinta, o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, para acolher freiras da Ordem de Cister.

Deu-lhe o nome do seu protector S. Dinis, primeiro Bispo de Paris, cuja festa se celebra no dia do aniversário do Rei. Acrescentou-lhe o nome de S. Bernardo em homenagem ao reformador a quem se deve a Ordem de Cister.

Dotou o mosteiro de grandes rendimentos e muitas propriedades, além de avultadas quantias em dinheiro, acrescentando-lhe 4 mil libras no testamento.

Aqui vinha e permanecia, com frequência, a Corte. No dia do seu aniversário – 9 de Outubro – havia um bodo aos pobres, oferecendo o Rei 2 bois para esse fim. As freiras conservaram esta tradição durante séculos. Quando mais tarde os comensais diminuíram, a comida confeccionada no mosteiro para o bodo, era enviada para as prisões de Lisboa.

Por determinação no seu testamento, aqui ficou sepultado, em túmulo colocado no centro da igreja.”

Esta é a forma como a Dr.ª Maria Máxima Vaz nos resume a ligação à nossa Terra do mais ilustre Odivelense que há memória e uma das mais importantes, se não a mais importante figura da História de Portugal.

Vem isto a propósito da comemoração, no próximo Domingo, dos 750 anos do nascimento do Rei D. Dinis e de por vezes, quando olhamos ao nosso redor, podermos ser levados a pensar que Odivelas é uma terra de geração espontânea, onde mergulhada num autêntico caos urbanístico emerge uma imensidão de betão.

Quando no exterior se fala de Odivelas, esta terra é imediatamente associada ao betão e quando se fala do passado é referenciada como uma zona saloia, de quintas, de águas e lavadeiras e quando em vez, fala-se das Meninas de Odivelas. Infelizmente, muito raramente é associado ao nome do mais ilustre Odivelense que há memória, o qual simultaneamente é uma das, ou mesmo a mais importante figura da História de Portugal, o Rei D. Dinis.

O espaço que disponho não dá para descrever, nem de forma resumida, a imensidão da sua obra e a enorme visão estratégica que possuía. Mas importa perceber que o facto de D. Dinis estar tão ligado a Odivelas e o seu Túmulo estar aqui, representa um enorme valor, é o nosso TESOURO.

Nesse sentido estão a ser organizadas uma série de iniciativas abertas a todos, as quais pretendem evidenciar a importância do seu reinado e o facto do seu Túmulo se encontrar em Odivelas. Destaco a conferência que se vai realizar esta noite (7/10 – às 21h.), no ISCE, onde Assunção Cristas, Dom Duarte Pio, Rosado Fernandes, Maria Máxima Vaz e Carlos Coelho vão falar D’El Rei D. Dinis, do reinado e do seu legado.

Acredito que todos temos muito a aprender com D. Dinis e se os nossos políticos se inspirarem no seu reinado poderemos com maior facilidade acalentar a esperança de um futuro melhor.

É a Steve Jobs que se deve a arte de bem comunicar

Os publicitários devem-lhe uma homenagem. Depois da arte criada à mão, das artes finais pintadas e fotografadas para se fazerem as películas, das horas intermináveis para se fazer uma campanha, foi a Apple que revolucionou o mundo dos nossos sonhos. Os Macintosh, ou simplesmente Mac, eram e são os mais caros, mas dão-nos mão livre para criar um mundo inimaginável e inesgotável de ideias que nos ocorrem.
Jobs percebeu a importância do fantástico mundo da publicidade como veículo de comunicação, da cinematografia e da arte contemporânea. Ajudou todos aqueles que como eu começaram na profissão em 1981 e andaram mais de uma década a inventar com lápis, canetas de filtro, pincéis, barras de carvão e de pastel e a gastarem resmas de papel, de cartolinas e acetatos para fazerem as maquetas das campanhas que os clientes ‘brifavam’.

Steve Jobs, o verdadeiro pai da Apple, morreu, aos 56 anos, vítima de cancro. Foi o grande show man da Apple e revolucionou a informática que marcou os jovens, com o iPod capaz de levar a discografia mais completa na algibeira de um par de calças...

Mas, acima de tudo, revolucionou a indústria da publicidade que viu nascer na marca de Steve Jobs a maior arma de sempre dos criativos e da produção gráfica tanto estática como animada, os célebres Macintosh ou ‘Mac’, também eles inseparáveis companheiros dos jornalistas. Foram e continuam a ser o recurso inseparável da publicidade, o mais importante braço do marketing e que se encontra no ‘topo 10’ do sector ao nível mundial.

Perdeu-se o homem, mas as suas criações e visão do mundo vão, certamente, perdurar nas próximas décadas, oxalá despertem novos talentos naquela empresa que continua a lançar pedras sobre o charco e a permitir as delícias de quem trabalha na arte de comunicar.

José Maria Pignatelli

6.10.11

O grande momento é já a seguir

Daqui a menos de 24 horas inicia-se em Odivelas, o programa comemorativo dos 750 anos do nascimento do Rei D. Diniz. Um programa da responsabilidade do grupo 'Pensar Odivelas' que é ambicioso e será conseguido por cidadãos de várias profissões, de diversas simpatias políticas e credos, mas todos amigos de Odivelas, a terra de D. Diniz, um dos mais brilhantes estadistas portugueses de sempre e cujos princípios são de uma enorme actualidade.
Mas, mais logo, às 21h00, no anfiteatro do ISCE, Instituto Superior de Ciências Educativas, vamos poder assistir a uma conferência com a ministra Assunção Cristas, a professora Maria Máxima Vaz, D. Duarte Pio (Duque de Bragança), professor Rosado Fernandes e Carlos Coelho.
O evento merece a atenção de vários órgãos de comunicação locais, regionais e nacionais. Ontem, foi a vez da Revista Festa na sua publicação diária online, o mais importante meio regional a Norte do Distrito de Lisboa e a Sul do Distrito de Leiria.
http://www.revistafesta.com/index.php/noticias/regiao/item/512-odivelas-dia-7-o-grande-momento-das-comemorações-dos-750-anos-de-d-diniz