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13.6.11

Fernando Pessoa faz anos

Faz hoje 123 anos que nasceu Fernando Pessoa cuja obra, segundo Harold Bloom um dos maiores críticos literários de sempre, é um verdadeiro “legado da língua portuguesa ao mundo”. Foi indiscutivelmente um dos maiores poetas portugueses de sempre e da literatura Universal.


Pessoa nasceu em 1988 e morreu novo, aos 47 anos, a 30 de Novembro de 1935, vítima de cirrose hepática, mas deixou uma obra notável, três delas publicadas em língua inglesa.
Fernando Pessoa – que se auto-denominou como um “drama em gente” – desdobrou-se em personalidades múltiplas que ficaram conhecidas como heterónimos.
O poeta, que cresceu na cidade Sul-africana de Durban, foi também um activista político, empresário, tradutor, jornalista, editor, critico literário e publicitário.
O poeta utilizou diversas autorias em dezenas de obras, o seu próprio nome (ortónimo) e pseudónimos (heterónimos) que tinham personalidade própria como:
Álvaro de Campos, um engenheiro português de educação inglesa influenciado pelo futurismo;
Ricardo Reis, um médico que escrevia as suas obras com simetria e harmonia, defendia a monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina;
Alberto Caeiro, um cidadão com formação básica, apenas o ensino primário, que escrevia poesias de forma simples, directa e concreta. Fernando Pessoa assinou: “Do Livro do Desassossego”, “Ficções do interlúdio: para além do outro oceano”, “Na Floresta do Alheamento”, “O Banqueiro Anarquista”, “O Marinheiro”, “Por ele mesmo”.São conhecidas pelo menos 31 poesias de Pessoa. Aqui ficam os seus títulos: ”A barca”, “Aniversário”, “Autopsicografia”, “À Emissora Nacional”, “Amei-te e por te amar...”, “Antônio de Oliveira Salazar”, “Elegia na Sombra”, “Isto”, “Liberdade”, “Mar português”, “Mensagem”, “Natal”, “O Eu profundo e os outros Eus”, “O cancioneiro”, “O Menino da Sua Mãe”, “O pastor amoroso”, “Poema Pial”, “Poema em linha recta”, “Poemas Traduzidos”, “Poemas de Ricardo Reis”, “Poesias Inéditas”, “Poemas para Lili”, “Poemas de Álvaro de Campos”, “Presságio”, “Primeiro Fausto”, “Quadras ao gosto popular”, “Ser grande”, “Solenemente”, “Todas as cartas de amor...” e “Vendaval”.
Em crónicas sobre a história de Fernando Pessoa pode ler-se a sua última frase curiosamente escrita em inglês: “I know not what tomorrow will bring" (Não sei o que o amanhã trará).

José Maria Pignatelli

3.6.11

Morrer em Times Square

Morrer em Times Square, é o mais recente livro do jornalista Hernâni Carvalho e o 3.º título do Clube do Livro SIc.


O livro é uma espécie de documento que pretende mostrar uma visão autónoma e imparcial dos factos que estiveram na origem da morte de Carlos Castro, baseada em fontes policiais e na avaliação de psicólogos clínicos e forenses.


Um livro sobre a explosão de violência de alguém que se descobre numa situação oposta à imagem que tem da sua sexualidade”, foi a afirmação com que Quintino Aires abriu a apresentação do livro que decorreu na loja da Fnac do Centro Comercial Colombo.


Para Hernâni Carvalho este trabalho não pretende culpar nem Carlos Castro nem Renato Seabra ou desculpabilizar algum destes, tanto mais que ambos morreram – “Carlos Castro já não está entre os vivos e Renato jamais será o mesmo, aquele menino que tinha esperança, ambição em ser modelo”.


Para o autor, o jovem Renato terá de saber começar uma nova vida.

1.6.11

Militares sem justiça

Em Portugal os critérios da Justiça nem sempre são congruentes. Muito mais evidentes são as diferenças entre as práticas civis e militares. Há dias, um magistrado decretou prisão preventiva para dois jovens que espancaram uma jovem, numa cena filmada e publicada no facebook e transmitida em todos os canais de televisão.


Agora assistimos a imagens de uma cena em todo semelhante de vários militares a maltratarem um companheiro de caserna, com grande violência. Neste caso também de forma premeditada e mais humilhante já que o atacado se encontrava desnudado. E como de militares se tratam a pena foram cinco dias de reclusão no quartel. O mais curioso é que os condenados entenderam recorrer desta decisão.


Ora os portugueses de bom senso podem muito bem questionar-se sobre em que País vivem, porque existem pesos e medidas diferentes entre a justiça civil e militar. Afinal de contas, em que Estado de Direito vivemos? Porque alimentamos uma organização que diverge das demais?


Porque são os contribuintes obrigados a alimentar uma instituição militar improfícua, jamais capaz de responder em qualquer cenário de agressão externa, tanto mais que nem meios humanos e materiais existem.


Aliás, é bom não esquecer como fomos recambiados da Índia e mais recentemente da nossa Timor Leste pelo invasor Indonésio, deixando os timorenses à mercê das maiores atrocidades.


É demasiado grave que se oiçam militares de patente superior afirmar que se fez justiça com cinco dias de reclusão. É extraordinário como não se ouve uma única voz discordante, sobretudo quando estamos em vésperas de eleições e num momento em que o poder e as instituições do Estado precisam ser moralizadas para ganhar credibilidade junto dos cidadãos.


Percebe-se que os militares fazem o que querem e, por certo, vão manter um corporativismo extremo.


A violência e as praxes na caserna continuam e mantêm-se autorizadas.


José Maria Pignatelli


30.5.11

Fora-de-jogo

Prazos da ‘troika’ mais apertados


em documento que Sócrates escondeu


A campanha eleitoral está distante da realidade nacional e muito mais daquilo que nos aguardar já para os próximos meses. Já aqui escrevi sobre este tema. Devemos estar preocupados, muito mais com as últimas notícias que nos dão conta da existência de dois documentos relacionados com o acordo aceite com a ‘troika’ para a ajuda financeira externa: um primeiro, que foi a que todos os líderes políticos portugueses tiveram acesso e um segundo, que será apenas do conhecimento do actual primeiro-ministro, do seu governo e dos membros da ‘troika’ de negociadores, com especial destaque para os representantes da União Europeia.


No essencial, o segundo documenta encurta quase todos os prazos propostos no primeiro, particularmente no que respeita às avaliações e auditorias a fazer a quase todo o sector público e mesmo já relativos a algumas decisões como, por exemplo à fusão de autarquias e extinção de empresas municipais.


Alguns dos prazos propostos no documento final são quase impossíveis de cumprir, até porque condicionam a própria avaliação a realizar.


Para cumprir este segundo acordo será necessário um enorme esforço colectivo dos funcionários públicos das chefias da administração e dos eleitos a sair das eleições. Este diploma é efectivamente diferente do primeiro e não encerra apenas algumas rectificações técnicas.


Devemos questionar:


Porque foram aceites estas alterações e neste particular momento?


O que levou o primeiro-ministro a esconder este facto aos portugueses e aos outros candidatos?


Caso não se consiga cumprir o que nos sucederá?


Será oportuno considerar uma renegociação da dívida antes do próximo orçamento ou mesmo inclui-la no futuro documento?


Afinal de contas, o plano da ‘troika’ acordado com os nossos credores é exequível?


Creio que estas são algumas das perguntas que todos os dirigentes dos partidos que concorrem às eleições devem fazer ao ainda primeiro-ministro. José Sócrates terá de ser responsabilizado por comprometer eventualmente o futuro do País a maiores dificuldades que as previsíveis e por tempo quase indeterminado. Os políticos não devem temer perder votos por serem menos simpáticos com líder socialista. Antes fazê-lo rapidamente e não deixar quaisquer dúvidas sobre as contrariedades dos tempos mais próximos.


Os portugueses têm de perceber que o próximo governo não poderá ser simpático, mas poderá ser justo e cortar muitos males do próprio aparelho de Estado, antes de atrapalhar a já difícil vida da esmagadora maioria dos cidadãos que vivem do produto do seu trabalho.


Também precisamos de crer que o próximo executivo terá a capacidade de encorajar o tecido produtivo, disciplinar os agentes económicos, criar condições ao investimento nos sectores primário e secundário, reestruturar e dar independência à justiça, aumentar a nossa credibilidade nos mercados internacionais, ‘bater o pé’ às instituições internacionais e fazê-las perceber que nos encontramos no mesmo barco.


Oxalá, as oposições ao actual governo expliquem aos portugueses a realidade e o que será possível discutir com os credores, tanto aqueles que nos emprestam por via do acordo com a ‘troika’ como com os que adquiriram nossa divida pública.


Precisamos de uma alternativa corajosa, mesmo que essa não colha a maioria dos votos.


Os portugueses também terão de aprender pelos erros que cometem.

26.5.11

Passear os nossos cães na "Cãominhada"

“Cãominhada” é o título para um evento que é uma espécie de 2 em 1:
Por um lado, é juntar cidadãos que tenham cães numa caminhada de 5 quilómetros feita por algumas artérias da cidade de Odivelas de forma a realçar a importância dos animais no âmbito familiar;
Por outro, é uma espécie de protesto contra o abandono dos animais e que visa fomentar a responsabilização dos proprietários de animais para esta temática, bem como para cuidados de ordem cívica em ambiente urbano.
A “Cãominhada” tem arranque marcado para as 9 horas e 30 minutos do próximo sábado, no parque bio-saudável, na Alameda Porto Pinheiro, junto ao novo Pavilhão Multiusos de Odivelas.
O acontecimento - uma organização dos serviços veterinários da Câmara Municipal que são tutelados pela vereação do ambiente – será também uma oportunidade única de se trocarem experiências sobre a convivência com animais e características dos próprios cães.


Surpresas de uma campanha

Sócrates conduziu ao fim de 6 anos e arrancou com o travão de mão!
O momento difícil que o País atravessa e também no particular instante da campanha eleitoral surpreendem milhares de portugueses.


Na recente manifestação da “Geração à Rasca” empunhou-se um cartaz sugerindo que os políticos recebam os salários a troco de recibo verde porque assim poderiam ser despedidos quando nós quiséssemos.


Ora não deixa de ser uma sugestão interessante, tão-só porque se corria o risco de deixarmos de ter políticos, pelo menos os mais mal habituados.


Também curioso foi o apontamento de reportagem feito por Fátima Campos Ferreira, do canal de televisão do Estado, ao lado do ainda primeiro-ministro dentro de um Audi a caminho da terra Natal dele, do nosso chefe de governo. O País ficou a saber que José Sócrates não conduz há seis anos e pudemos confirmar isso mesmo: é que o líder do Partido Socialista arrancou com o “travão de mão” actuado e nem a campainha interior do carro o fez parar.


E imagine-se que José Sócrates até confidenciou que gosta de conduzir.


Pois claro, começou a treinar não vá o diabo tecê-las e o resultado eleitoral atirá-lo para fora do governo e passar a ter o enorme aborrecimento de se conduzir a si próprio… Mas já agora de preferência num carrinho sem grandes sofisticações porque percebemos perfeitamente quanto o nosso primeiro-ministro se dá mal com o “choque tecnológico”.


Não deixou de ser extraordinário momento televisivo porque todos vimos a limitação do nosso chefe e o estigma servilista que graça em alguns dos profissionais da RTP. Impõe-se a todo o custo arranjar o maior tempo de antena possível.

25.5.11

"Tributo a João Paulo II" no top da Sonae



“Tributo a João Paulo II” do autor Paulo Aido continua a ser um sucesso editorial. Encontra-se, agora, no 9º lugar no top nacional da Sonae, depois de ter estado no 7º lugar no top nacional não ficção da Livraria Bertrand.
O livro é uma homenagem ao Papa que marcou o Mundo inteiro e Portugal de uma forma muito particular pelo vínculo que estabeleceu connosco e com Fátima. Esta obra foi lançada dias antes da beatificação de João Paulo II, e depois do livro “O Peregrino de Fátima”, também de Paulo Aido, já na sexta edição.

23.5.11

Geração meio desenrascada






Talento atrás do balcão da Lina Lavoures

Na Geração à Rasca encontramos quem tenha talento e se procure desenrascar, mesmo que isso não signifique um retorno de sucesso imediato.



À beira da antiga estrada nacional nº 8, na Póvoa de Santo Adrião, numa correnteza de lojas, ‘dei de caras’ com Catarina Reis, uma jovem designer que se apaixonou por artes decorativas, particularmente pelos acessórios para casa e têxtil lar.


A jovem faz de tudo e as aplicações são fora do vulgar, particularmente as que inventa para as caixas e molduras que pinta: trata de aproveitar as cápsulas do café Nexpresso para construir flores ou simples pétalas. Original com toda a certeza.


Catarina faz os seus trabalhos atrás do balcão da Lina Lavoures. Vale a pena entrar nesta loja e ver as diversas soluções, principalmente têxtil que a jovem imagina.



Ilha ‘dourada’ no Olival


Mulemba X’ Angola é o nome original para um restaurante diferente: na decoração e na ementa. Sente-se a cultura e provam-se os sabores africanos.


Também se percebe que foi uma aposta de quem pretende desembaraçar-se da vida difícil, mas que compreende que ter um negócio no Olival Basto, às portas de Lisboa, poderá não ter sido a melhor opção. A fama não salva quem apostou no negócio que mal dá para as despesas e para pagar impostos e taxas irreais no actual contexto económico.



Mercado moribundo com preços de hipermercado


O mercado da Póvoa de Santo Adrião outrora dos mais concorridos sobretudo aos sábados, encontra-se meio moribundo:


§ Quase metade das bancas não têm dono;


§ Os vendedores que não desistem têm as bancadas meio vazias;


§ Praticam-se preços iguais aos das grandes superfícies e até mais baixos, em alguns casos como na charcutaria;


§ Os preços não se ajustam às dificuldades dos consumidores, particularmente dos mais velhos com reformas baixas e, também, à realidade recente de termos cada vez mais desempregados;


§ Os preços mais elevados de um cabaz de compras, são os do peixe – os chocos frescos ultrapassavam os 9,50 euros por quilo.


Claro que o mercado da Póvoa sofre a pressão das grandes distribuidoras, todas com espaços na freguesia e com uma oferta jamais comparável ao de um mercado tradicional. Nem há como reinventar este negócio senão introduzir-lhe factores de novidade que as grandes superfícies não tenham.


Então o que fazer para contrariar esta realidade? Como poderemos voltar a consolidar o negócio do pequeno e médio comerciante, na sua maioria reflectores de uma economia familiar que não pode colapsar sob pena de vermos aumentar o número de pessoas sem sustento e um desemprego irreversível?


Porventura, copiar alguns bons exemplos além fronteiras. Por exemplo, o que se tornou regra na cidade de Barcelona: não se autorizam grandes centros comerciais, muito menos os caracterizados como negócios imobiliários. Existe o El Corte Inglês que tem muitos anos, é da casa, é um género muito peculiar e não atormenta o comércio tradicional que é preservado com ‘unhas e dentes’.


Sabe-se que a cidade de Barcelona sobrevive de um turismo especial - do seu comércio de rua, da restauração, das diversões nocturnas, e da nova vaga do turismo cultural que assume importância quase extrema nas receitas.


Barcelona é marca para uma oferta diversificada que faz com que a cidade quase não tenha tempo para dormir. É por isso que Barcelona se tornou uma ‘Cidade do Mundo’ e demasiado importante no reino de Espanha, para que se possa arriscar por políticas de desenvolvimento que não oferecem qualquer sustentabilidade.


Em Portugal, acontece precisamente ao contrário. Somos apontados como o País com maior número de grandes superfícies comerciais por habitante e com maior concentração em determinados meios urbanos. Nunca vimos nenhum responsável pela economia nacional defender a necessidade do comércio de rua se requalificar, inovar e desenvolver... Nem tão pouco os ouvimos referirem-se à sua condição de grandes empregadores.


À rasca não está apenas uma geração nova de licenciados, sem cultura, sem conhecimentos práticos e sem futuro, mas também com uma visão redutora do próprio futuro, muito mais habituados a terem tudo ou quase tudo, independentemente da condição socioeconómica dos pais. À rasca encontram-se milhares de empresários, centenas de milhar de trabalhadores, milhões de chefes de família que têm obrigações, mas também o direito à indignação pelas más práticas dos representantes da democracia que nos servem de bandeja mas que não alimenta ninguém. Mais de meio Portugal encontra-se em agonia, tão-só porque voltou a viver numa autocracia, esta com um estilo menos formal mas nefasta que chegue para nos colocar à beira do precipício.

12.5.11

Andamos a discutir "pentelhos"

Eduardo Catroga interrogado sobre a questão de os economistas ligados aos principais partidos políticos não mostrarem capacidade para se sentarem à mesma mesa para discutir formas de resolução dos grandes problemas nacionais respondeu categoricamente: "Em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal andam a discutir, passo a expressão, pentelhos".


Eduardo Catroga proferiu esta afirmação na SIC Notícias. O ex-ministro das Finanças e representante do Partido Social Democrata junto do Triunvirato que construiu o plano de obrigações do Estado português como contrapartida da ajuda financeira externa, referiu ainda que políticos e jornalistas encontram-se desviados da discussão das questões fundamentais do país como, por exemplo, as estruturais de que o desenvolvimento económico depende fortemente e que se andam a discutir "pentelhos".


O social-democrata à semelhança do centrista Nuno Melo perdem a paciência, certamente por uma questão de lucidez – o País encontra-se efectivamente debilitado no ponto de vista estrutural, sobretudo pela ausência de políticas agrícolas e industriais. Impõe-se urgentemente revitalizar o sector primário e secundário e não é admissível que se percam mais de 700 milhões de euros comunitários por ausência de programas para o sector da agricultura. Por outro lado, é preciso criar empregos e sustentados.


Também recordar o que disse Paulo Portas relativamente aos reposicionamento dos escalões da taxa de IVA: "Esta é uma questão que merece o maior cuidado porque incide directamente sobre o bolsa do consumidor final, é um assunto técnico e é aos técnicos que compete avaliar em primeira instância".
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1850334

Negócio das alternativas

Nem tudo o que a Troika (o triunvirato internacional) decidiu colocar no caderno de encargos que o Estado português vai ter de cumprir poderá ser considerado mau. Por exemplo, os subsídios à instalação de eólicas vão ser renegociados ou mesmo extintos. E muito bem. É que esta fonte energética alternativa - nem sempre muito amiga do ambiente por causa das necessidades que lhe estão subjacentes – custa demasiado dinheiro aos contribuintes porque, por exemplo, por força da legislação, implica o pagamento aos produtores da energia que se dissipa na terra ou é transferida a terceiros. Mas esta questão subsiste porque Portugal não cumpre nenhum Plano Energético pensado que, ao contrário do que se julga, existe desde meados da década de 90’. Sobre este tema António Gaito escreveu um artigo muito interessante e que levanta o véu deste negócio muito alternativo:


Tiro o chapéu ao Eco tretas por este artigo: http://ecotretas.blogspot.com/2011/05/dados-estatisticos-sobre-eolicas-do.html. E acrescento dois documentos que qualquer pessoa, antes de defender a energia eólica, devia ler: High_Cost_and_Low_Value_of_Electricity_from_Wind e impacts_large_scale_windfarms. Porque as eólicas têm um lugar importante, mas, em pequena quantidade e sem os subsídios vergonhosos que recebem! Além de cada parque eólico de maior dimensão precisar de duas barragens de apoio que, normalmente, não entram nas contas nem na propaganda…


Como já escrevi, mudei de opinião sobre as eólicas. Já não me oponho totalmente, mas, parcialmente. No estado actual de desenvolvimento, é uma fonte de energia competitiva. O que normalmente não é mencionado são as externalidades – as consequências negativas -, nas quais nem vou incluir os subsídios que, bendita troika, vão ser renegociados ou eliminados.


Para já, os geradores eólicos só produzem quando há vento suficiente para os accionar, mas, não muito forte, senão partem-se todos… Isto é um problema para uma rede eléctrica que tem fontes de energia, muitas delas mais baratas, que podem começar a trabalhar quando são precisas, parar quando não fazem falta e debitar na rede a energia necessária. Devido à grande quantidade de eólicas que temos, com prioridade de introduzir electricidade na rede pública sobre os outros produtores, temos de a pagar mais cara e muita é transferida para Espanha ou dissipada na terra… Mas, é paga como «Custos de Interesse Económico Geral» na factura da electricidade!


Ou seja, se as eólicas forem numa quantidade pequena, para apoiar o resto da rede, a energia produzida é virtualmente gratuita! Como temos geradores a mais, temos de pagar – a lei obriga a isso – aos produtores pela electricidade que, não sendo precisa, é desperdiçada ou oferecida aos espanhóis…


Outro problema é a impraticabilidade de armazenar a energia em excesso. Não há baterias para isso… Portanto, nos maiores parques eólicos, encontrou-se uma solução para evitar que a electricidade seja dissipada na terra ou dada ao estrangeiro – porque a nós não a dão! Chama-se bombagem.


Para não maçar o leitor, vou trocar o rigor científico pela clareza para explicar o que é a bombagem hidráulica. Antes de mais, temos de saber que, cada vez que se dá uma transferência de energia, há perdas. Por isso é que os motores dos carros não podem transformar toda a energia da gasolina em tracção – só menos de 30% é aproveitada para mover o carro, o resto é transformado em barulho, calor, e outras formas de a energia se dissipar.


Para armazenar a energia que os geradores eólicos captaram do vento, a electricidade produzida é direccionada para um complexo de duas barragens. É claro que os custos destas duas barragens e o impacto ambiental que provocam não são incluídos na propaganda à energia “limpa” do vento – devo acrescentar que considero ambientalmente criminosas muitas das barragens deste país. E funciona desta forma: ambas as barragens, uma a montante e outra a jusante, têm turbinas que permitem produzir electricidade com a água que passa por elas. A barragem a montante, além das turbinas, tem bombas que permitem puxar a água da barragem seguinte de volta para ela. A energia em excesso das eólicas é utilizada para fazer funcionar essas bombas e guardar água na barragem a montante que, quando for precisa, há-de ser descarregada pelas turbinas para produzir electricidade. Em todo este processo, há energia a ser dissipada (ou seja, perdida) que, por lei, tem de ser paga aos produtores das eólicas – por nós, consumidores…


Tudo isto leva a que, além de não ser possível controlar a quantidade da energia eólica, esta também seja de má qualidade por não a termos disponível quando é precisa e, para a armazenar, muita ser perdida e os custos económicos e ambientais serem injustificáveis!


Para quem, como eu, frequenta regularmente barragens utilizadas para produção de electricidade – como pescador lúdico de achigã -, a devastação das margens devido à oscilação do nível da água é quase motivo para chorar. Como ambientalista e quase arqueólogo, os crimes ambientais e contra o património cometidos para a construção de barragens são revoltantes! Para além do ruído, do perigo de danos materiais como incêndios, das mortes de aves e morcegos e da poluição visual causadas pelos parques eólicos…


Portanto, quem defende a energia eólica no actual estado da tecnologia, ou ignora as consequências, ou é hipócrita, ou tem dinheiro a ganhar com isso! Prefiro acreditar que a maior parte das pessoas não se opõe por desconhecimento».

Distracção

É extraordinário o que pode resultar de uma distracção. Porventura resulta do tempo atribuído para a execução da obra e da falta de planeamento no local. Imagine-se a trabalheira que terá sucedido para retirar o veículo…

11.5.11

Sarah Pompom no Jardim da Música



A estilista Sarah Pompom vai participar na Feira do Artesanato que se realiza no próximo sábado em Odivelas. O evento acontecerá no Jardim da Música entre as 10 e as 20 horas e ficamos na expectativa de ver que modelos apresentará a designer que também é uma das colaboradoras deste blogue.

10.5.11

"Tributo a João Paulo II" no top 10 da Bertrand

“Tributo a João Paulo II” é um sucesso editorial. O livro do jornalista Paulo Aido encontra-se na sétima posição do Top 10 da Bertrand entre as publicações não ficção.

Para o autor este livro “pretende ser uma profunda homenagem àquele Papa que marcou o Mundo inteiro no Século XX, e Portugal de uma forma particular e especial pelo vínculo que estabeleceu connosco e com Fátima”. Trata-se de uma obra que é uma sequência natural do livro “O Peregrino de Fátima”, também da autoria do jornalista Paulo Aido, Vereador Independente na Câmara Municipal de Odivelas e, agora, também candidato à Assembleia da República na lista do CDS PP.
O autor refere na sua breve introdução: “o Papa polaco foi um amigo, um protagonista da História, um combatente do bom combate da causa da fé e foi, também, um grande místico”.

Confronto entre populares e PSP de Odivelas

Cerca de 50 cidadãos de origem guineense tentaram agredir agentes da PSP, em Odivelas. A identificação e posterior detenção de um cidadão, foi o rastilho para uma enorme confusão junto à esquadra da Polícia de Segurança Pública de Odivelas que durou cerca de 3 horas e obrigou à intervenção do corpo especial de polícia e ao corte parcial da circulação na Rua Gil Eanes.

O grupo de cidadãos ainda tentou agredir os agentes da autoridade com arremesso de pedras e garrafas. A PSP foi forçada a disparar balas de borracha.

9.5.11

SIC revela, 2 milhões de hectares sem nada


Em Portugal deixou-se abandonar o sector primário e secundário. Apostou-se nos serviços e no choque tecnológico. As únicas indústrias que restaram com marca própria são a do turismo, calçado e mobiliário. A têxtil continua a crescer depois da falência de dezenas de empresas, mas ainda não se lançou internacionalmente com marca própria. Fabrica-se quase tudo para terceiros. A espanhola Indutex, mãe de várias etiquetas conhecidas no mundo, é uma das nossas boas clientes.


Na agricultura é a produção vitivinícola a única a crescer com relevância. E as pescas e a nossa marinha mercante encontram-se moribundas.


Nos últimos vinte anos, muito por força dos ajustes pela entrada como membro da Comunidade Económica Europeia, empurrou-se a população do interior para o litoral. Portugal crescia economicamente, mas encetou o caminho errado em importar larga percentagem do que precisava de consumir e sempre em crescendo. A nossa balança comercial tornou-se demasiado deficitária e as nossas exportações jamais chegaram para contrabalançar.


E ninguém se entusiasma a arrepiar caminho, particularmente os dois maiores partidos políticos. Nestes últimos quinze anos apostámos nas obras públicas, principalmente em infra-estruturas rodoviárias e ultimamente no parque escolar. Também se entrou na era do betão e de um clarividente desordenamento territorial apesar da publicidade de sinal contrário. Os resorts e campos de golfe construídos nas orlas marítimas e em locais protegidos, em nome do interesse da economia nacional, são um dos bons exemplos.


Ontem, numa reportagem produzida por jornalistas do canal de televisão SIC, ficámos a conhecer números oficiais sobre a nossa agricultura que nos devem preocupar a todos. Abandonámos mais de 2 milhões de hectares (cada hectare são 10 mil metros quadrados) que se encontram transformados em mato. De acordo com as estatísticas comunitárias, só nos últimos dois anos os portugueses deixaram de cultivar meio milhão de hectares. Percebeu-se que a área de floresta ardida deverá estar fora destes números. Assim sendo estamos perante uma revelação quase assustadora, tanto mais que neste momento de profunda crise vamos mesmo ter de inverter a nossa balança de transacções comerciais, portanto comprar menos ao estrangeiro.


E isto apenas será possível com regulação ainda que possa contrariar as regras comunitárias. Mas não seremos os únicos a defender o que é nosso em tempo de crise. Os espanhóis sempre o fizeram e basta conhecer o resultado de muitos concursos para adjudicações de bens. Em pé de igualdade e mesmo que ligeiramente mais caro, os espanhóis preferem sempre os produtos da casa.


Teremos de seguir este exemplo sob pena daqui a cinco anos estarmos a suplicar por nova ajuda financeira externa.



8.5.11

Subtilezas da RTP

Decididamente procura-se bipolarizar a vida política portuguesa. A todo o custo pretende-se passar a mensagem de que só o Partido Socialista e o Partido Social-Democrata podem ou reúnem condições para estar no poder. São eficazes as máquinas de comunicação destes dois partidos e, também as suas influências nos meios de comunicação, nos líderes de opinião, entre o poder económico e as associações empresariais e comerciais. Também não excluímos os agentes da saúde e da justiça.


Extraordinário, é a subtileza do canal de televisão público que, a cobro do ‘Acordo com a Troika’, organiza um frente-a-frente entre o socialista Pedro Silva Pereira, actual ministro da Presidência, e o social-democrata Eduardo Catroga, no programa Prós & Contras de amanhã, no canal 1. A RTP publicita inclusivamente: “Os dois principais negociadores, cara-a-cara, no palco do maior debate da televisão”. Mesmo anunciando um directo a partir de Luanda com o centrista António Pires de Lima e uma “plateia cheia de personalidades de ângulos diversos da sociedade portuguesa, da economia, à ciência, passando pela criatividade”, estranha-se este comportamento numa empresa de comunicação social que custa aos contribuintes mais de meio bilião de euros anuais. Estamos perante uma clarividente forma de promover mais debates entre responsáveis dos dois maiores partidos, além dos que se encontram programados.


É caso para perguntar:


§ Onde se sentam as outras correntes de opinião?


§ Que isenção se encontra entre quem dirige a informação no canal público?


§ Que interesses serve a RTP ou se está obrigada a isso mesmo para justificar as sucessivas derrapagens orçamentais?


§ Em que espécie de democracia vivemos?


§ Se esta bipolarização conveniente não encerra pressupostos de um determinado estilo de autocracia moderna e comum entre países subdesenvolvidos?


§ Porque somos obrigados a sustentar esta lástima de empresa que continua a não saber gerar receitas para se viabilizar?


§ Porque não faz o Estado um referendo para saber se os portugueses querem ou não que o País tenha de sustentar este género de empresas, institutos e fundações gastadoras de dinheiros públicos e que não prestam um serviço global à sociedade?


Ainda por cima estaremos perante alguns dos que levantam o estandarte da democracia criticando os actores do passado que dominavam o aparelho do Estado a todo o custo.


Cada vez mais me interrogo se o que acontece agora será assim tão diferente? Imaginávamos assistir ao desrespeito pelos tribunais – por exemplo, ao Tribunal de Contas reclamar por documentos sobre os pagamentos de compensações às explorações das nossas auto-estradas que se consideram um exagero; ou ao consumar de uma adjudicação, pelo IPO do Porto, relativa a um concurso público anulado pelo Tribunal?


Estamos perante vergonhas que convinham não se repetirem sob pena de perdermos credibilidade.



José Maria Pignatelli

7.5.11

Os Riscos

Mais uma vez se antecipam uma multiplicidade de riscos que os portugueses se preparam para correr. O maior deles é continuarmos na disposição de manter a vida política bipolarizada como se fosse a única alternativa. As sondagens ontem publicadas, apontam para isso mesmo: socialistas e sociais-democratas vão disputar o triunfo nas próximas eleições sem que se conheçam estratégias e possíveis candidatos ao governo. Mais uma vez, poucos parecem preocupados em avaliar a classe que nos dirigirá nos próximos anos, num momento particularmente difícil em que vamos ser fortemente fiscalizados, nos próximos trimestres para que possamos receber dinheiros de instituições internacionais.


As sondagens parecem alimentar o marketing dos dois maiores partidos e particularmente do Partido Socialista que tem um líder capaz de ultrapassar todos os limites da imaginação. José Sócrates não se incomoda com o facto do seu ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, vir a público confessar que o pedido de ajuda financeira internacional foi uma medida acertada e não havia como fugir dela.


Percebe-se que o voto útil vai manter-se e assumir importância relevante no desfecho das eleições de 5 de Junho. As sondagens valem o que valem, mas manipulam certamente os mais indecisos. A fazer fé nestas auscultações, percebemos que mais à esquerda ou mais à direita ganham-se votos, mas não tantos quanto se podia esperar. Aliás, o Bloco de Esquerda será o mais penalizado pelo voto útil, porventura a recair no Partido Socialista e talvez como resultado de não terem aceitado o convite para reunir com a ‘Troika’. É que o BE esqueceu que os seus simpatizantes não se perfilam com correntes de opinião sectária e radicais, antes gostam de ser considerados como representantes de uma ‘esquerda moderna’, reformista e participativa. Francisco Louçã perdeu a oportunidade de mostrar o que sabe, o que afinal ensina na Universidade e nas consultadorias meritórias que tão bem sabe fazer.


O CDS impõe-se mais apesar de tudo. Tudo indica que crescerá ainda que os portugueses não lhe reconheçam qualidades inquestionáveis, tanto no parlamento português como no parlamento europeu. Mantêm-se ainda alguma vergonha em votar no PP, trazendo ao de cima as questões ideológicas que se esbatem, cada vez mais, com esta quase globalizada política do Ocidente.


Mas o momento impõe reflexões desapaixonadas e a nossa capacidade em ponderarmos dar confiança aos partidos mais pequenos que, para já, se encontram distantes da obrigação em servir clientelismos diversos.


Por outro lado, estes serão os políticos que conseguirão maior distanciamento do acordo com a ‘troika’ internacional e, consequentemente, melhor capacidade de análise para perceber o que é negativo e menos negativo no acordo alcançado, como por exemplo a determinação do aumento do IMI, imposto sobre imóveis, como forma de dinamizar o arrendamento. Ora quem comprou casa, não irá certamente vendê-la para deixar de pagar IMI e optar pelo arrendamento. 72% dos portugueses optaram por casa própria estimulados pelas regras do mercado que lhe foram impostas. Também investir no imobiliário para arrendar não se afigura negócio de grande rentabilidade. Esta é uma daquelas decisões que vai beliscar fortemente com o equilíbrio dos orçamentos familiares da classe média.


Também os assuntos relacionados com a factura energética merecem particular atenção e aqui é um dos ‘cavalos de batalha’ do CDS.


Outras análises merecem maior atenção. António Gaito autor no blogue Quarta República publica um artigo interessante que merece leitura atenta.


http://quartarepublica.wordpress.com/2011/05/05/um-acordo-dificil-mas-necessario/

1.5.11

Ideias comuns, desentendimentos e contas por aprovar

As contas da Freguesia de Odivelas não vão chegar a horas ao Tribunal de Contas.


A nossa política recheia-se de acontecimentos estranhos, mesmo de uma espécie de inconsciência alargada. Afinal de contas temos militantes do PSD que perfilham algumas das justificações do primeiro-ministro para a crise onde nos encontramos.


Na Assembleia de Freguesia de Odivelas, a segunda maior do País, a bancada social-democrata apresentou uma Moção sobre a comemoração do 25 de Abril, muito “colada” à anterior apresentada pela bancada do Partido Socialista que evocam a crise internacional e a especulação das agências de rating que consideram inadmissível.


Na declaração do PSD lê-se: “Este ano, a sua comemoração ficou marcada pela grave crise económica e social em que o País se encontra. Fruto de decisões políticas mal tomadas ao longo dos últimos anos e do agravamento da crise mundial, bem como da vergonhosa especulação dos mercados financeiros e seus agentes”.


Ora como convém a culpa é sempre dos outros, da crise global que há-de continuar enquanto a nossa crise persistir e das agências de classificadores (rating). De certeza que nós não temos nada a ver com isso? Certamente que foi por causa desses especuladores dos mercados financeiros que, por exemplo, nos deixou sem tempo e ideias de projectos para investir mais de 700 milhões de euros de incentivos comunitários no sector agrícola, e agora os tivemos de devolver. Pelos vistos, a visão sobre os problemas do País continua a ser curta para os militantes dos dois maiores partidos nacionais.


Mas o mais extraordinário nesta Assembleia foi a declaração política pronunciada pelo representante da Juventude socialista que lamentou que a Junta de Freguesia apenas tivesse realizado um evento para os jovens, enquanto o município primava pela organização de um conjunto quase infindável de acontecimentos dedicados aos mais novos. O Eleito socialista deu um “tiro nos pés”, ou não fosse o Executivo da Freguesia de Odivelas ser composto por uma coligação onde se encontram destacados militantes daquele partido.


Estaremos perante um pronuncio de desentendimento entre os protagonistas de um acordo pós-eleitoral? Afinal, o duelo previsível que se avizinha entre socialistas e sociais-democratas poderá não estacionar na Calçada Carriche e entrar nas ruas de Odivelas.


Nesta Assembleia nem se chegou a debater qualquer dos pontos da ordem de trabalhos e as contas do exercício de 2010 não serão entregues, amanhã, no Tribunal de Contas.



Dia das Mães desde 1914


A Norte-americana Anna Jarvis é a responsável pela comemoração do Dia das Mães ou Dia da Mãe que foi oficializado no dia 9 de Maio de 1914. Aquela americana perdeu a mãe muito cedo e a sua amargura levou a que um grupo de amigas organizasse uma festa em homenagem à sua mãe. A festa viria a transformar-se num tributo a todas as mães vivas ou mortas.


Esta comemoração é hoje transversal em quase todo o planeta, mas em datas diferentes. Em Portugal celebra-se no primeiro Domingo de Maio.


De qualquer modo nos Estados Unidos o louvor às mães foi alvitrado pela compositora Julia Howe no final do século XIX.


Mas existem outros registos:


· Na antiga Grécia onde a mãe dos deuses se festejava com a entrada da época da floração (hoje, designada como Primavera);


· No Reino Unido, o “Mothering Day” foi comemorado por volta de 1620 e era dedicado às mães dos trabalhadores.



28.4.11

Sugerida limitação das despesas com carros do Estado


Tiago Sousa Dias desafia grupo de cidadãos


A cidadania é a manifestação de ideias, o direito à indignação, a livre associação de grupos de influência, de grupos de intervenção e solidariedade social e também a união de esforços de entusiastas por legislação que altere determinados parâmetros e práticas do Estado.


O advogado Tiago Sousa Dias, um dos muitos activistas da campanha da coligação “Em Odivelas, primeiro as pessoas” nas últimas eleições autárquicas, desafiou um grupo de amigos para pensar e elaborar propostas a enviar aos partidos com assento na Assembleia da República. Eu estou nesse grupo com muito prazer. E já assinámos, anunciámos e enviámos aos partidos o nosso primeiro projecto.


Emanuel Costa do jornal “Sol” dá a notícia:


Um grupo de cidadãos enviou aos partidos com assento parlamentar uma proposta que limita as despesas com veículos do Estado e 'tira' motorista aos presidentes de câmara. Desde o Presidente da República às chefias de todos órgãos de justiça, forças armadas, governos regionais ou do Banco de Portugal, a maioria dos cargos públicos estão indicados na proposta de lei deste movimento de cidadãos, que define um tecto máximo de 60 mil euros para aquisição de viaturas.


Apenas o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro e os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal Constitucional, do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal de Contas estariam abrangidos por esse tecto. Para os ministros estariam disponíveis apenas 45 mil euros. Os restantes tectos seriam de 40 mil, 35 mil e 20 mil euros, este último para todos os veículos de «uso regular».


Afectados de outra forma seriam os presidentes de Câmara, que perdem, segundo o projecto, o direito a motorista. «A presente proposta elimina, a título de exemplo, a possibilidade de um Presidente de Câmara fazer uso de motorista, reduz o número de viaturas atribuíveis aos diversos órgãos da administração pública, reduz os limites de valor de aquisição, cria um mecanismo de autorização pelo Tribunal de Contas e um mecanismo de controlo público das aquisições pelo Estado, assim beneficiando a democracia ao promover a transparência e publicidade dos actos», lê-se no documento.


Os assinantes da proposta esperam que «os Partidos se vinculem à concretização dos objectivos introduzidos nela já em fase de pré-campanha eleitoral ou em período oficial de campanha, para posteriormente adoptarem tal medida».


O movimento defende que o Estado deve seguir os exemplos dos privados e que «a rejeição liminar de discussão pública desta proposta será, pelo contrário, um sinal político de ineficiência e falta de vontade da classe política em dar passos significativos». Referem ainda que são apenas um «grupo de cidadãos» e não têm quaisquer «aspirações políticas».




http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=17739