10.6.11

O casamento não é apenas um papel

À Luz da Psicologia
Numa semana em que se assistiu à vergonhosa falta de compromisso de muitos cidadãos para com o seu País decidi escrever sobre um outro compromisso, o casamento.

Frequentemente, ouvem-se as pessoas a dizerem repetidas vezes que o casamento é apenas uma questão de se assinar um papel, um contrato que se assina, e por isso totalmente dispensável nos dias que correm. Contudo, o que as pessoas esquecem (ou não sabem porque os psicólogos ainda não mostraram com força suficiente) é a importância que tal acto assume a nível psicológico.



Comecemos por definir casamento, o qual diz respeito a um espaço de partilha e de desenvolvimento psicológico que visa a realização de cada um dos dois, na medida em que o vínculo formado entre dois adultos que partilham vidas e corpos torna possível que cada um seja mais pessoa do que seria se continuasse sozinho.


Pelo facto de o nosso cérebro não lidar directamente com a realidade mas com a representação que está a fazer dessa mesma realidade (objectos, pessoas, eventos) é fundamental materializar determinados passos importantes da nossa vida, como é o caso de partilhar o nosso corpo e a nossa vida, ainda para mais com a convicção que desejamos abdicar de todas as pessoas para estar só com uma.


Tal decisão implica uma construção cerebral que se fortalece com a materialização, neste caso, o casamento. Em termos psicológicos, assinar o contrato de casamento não é para os outros (isso é em termos sociológicos), mas sim, um compromisso com e para o próprio, de que é com aquela pessoa que se quer partilhar o corpo e a vida.


Casar é a prova para o próprio de que é capaz de se comprometer, que já percebeu quem é, que já percebeu quem é a outra pessoa e é com ela que quer ficar.


Vários estudos apontam que as pessoas casadas desfrutam de melhor saúde do que as que optam por coabitar sem contrair matrimónio. Tal deve-se ao facto de o casamento proporcionar maior segurança emocional do que as uniões de facto. Casamento significa menos ansiedade e mais sentimentos de segurança, o que por sua vez conduz a um sistema imunitário globalmente mais saudável. Contudo, tal só ocorre quando se é feliz na relação casamento.


Precisamos ainda considerar que se por um lado, há quem se refugie atrás da desculpa “de que é apenas um papel” para não se comprometer, por outro, há quem case de forma leviana contribuindo para que as coisas corram muito mal.



Mauro Paulino

http://www.mauropaulino.com/

9.6.11

Grande recato.

Ouvi dizer que começou hoje e decorre até dia 12 de Junho uma grande e importante reunião, é na Suíça e estarão lá algumas das pessoas com mais poder no mundo politico, económico e financeiro, alguém ouviu alguma notícia sobre este evento?

Parece anedota, mas não é.

Ontem, à conversa com um Mestre de Judo que me falava animadamente da Taça do Mundo da modalidade  que vai decorrer em Odivelas nos próximos dias 11 e 12 e sem ele saber que sou deputado na Assembleia Municipal de Odivelas ouvi algo que me parecia anedótico.

Mestre de Ajudo - Este fim-de-semana não vou par alado nenhum, tenho a Taça do Mundo em Odivelas.

Eu- Ah, pois é! É no Pavilhão novo.
       Já lá houve um torneio há cerca de um mês, tu foste?

Mestre de Judo: Fui.

Eu - Pois, o Pavilhão é porreiro, correu bem?

Mestre e Judo - Correu, o Pavilhão é bom, tem óptimas condições, mas não têm eventos nenhuns.

Eu - Então, porque dizes isso.

Mestre do Judo - Imagina que no final quando estávamos a começar a arrumar os tapetes para os trazer, nos disseram, "podem deixá-los cá, até à taça do Mundo não haverá cá nada. É fantástico é assim que se derrete o osso dinheiro.



Entrevista ao Nova Odivelas.


A entrevista que dei ao semanário Nova Odivelas sobre o resultado das eleições e as consequências dos mesmos no concelho de Odivelas pode ser lida integra aqui ao lado.

As negociações CDS - PSD.

Informalidades de ontem.

Porque ontem foi quarta-feira houve no Centro de Exposições de Odivelas mais uma tertúlia do Informalidades e como é óbvio toda a conversa foi feita em redor dos resultados eleitorais. Falou-se da sua expressão a nível nacional, mas também local e das implicações que os mesmos poderão vir a ter no futuro relacionamento entre PS e PSD em Odivelas.

Foi interessante ver/ouvir Miguel Ramos (militantes socialista) defender que o PS acabe o acordo com o PSD e se junte à CDU na gestão municipal. 

Legislativas 2011 (Resultados Odivelas) - Uma curiosidade.

Passados que são cerca de dois anos sobre as últimas eleições autárquicas e pese o facto destas terem sido eleições distintas, a verdade é que o PSD sozinho conseguiu mais votos que a Coligação em Odivelas Primeiro as Pessoas e os votos de todos os partidos que compuseram esse movimento somados ultrapassa em cerca de 10.000 os votos conseguidos então.


Vale o que vale, mas com este número de votos outro galo teria cantado!

7.6.11

Os resultados em Odivelas - 6 Registos/5 Ilações.

Sobre os resultados desta legislativas em Odivelas escrevi hoje dois posts, um com seis registos e outro com cinco ilações.

Ainda há alguma curiosidades, ficam para amanhã, para o Informalidades.

O "esmiuçar" dos resultados de Odivelas.

Sobre o resultado destas eleições e a minha conclusão dos mesmos a nível nacional já escrevi um post, a nível local há muitas reflexões a fazer:

- Vitória tangencial do PSD sobre o PS, 467 votos de diferença;
- O CDS passa a ser a terceira força politica do Concelho, 12,53%;
- O BE passa de terceira a quinta força politica do Concelho, de 10,57% para 5,72%;
- A CDU após ter tido uma ligeira subida em 2009 volta a cair.

6.6.11

O dia/noite de ontem.

Ontem foi um dia longo, não é que eu tenha começado muito cedo, mas acabei muito tarde. Só tenho um pensamento, o momento continua.

4.6.11

Obrigado Joaquim!



Não tenho outra palavra para agradecer a chapelada que Joaquim Lourenço me ofereceu hoje no seu blogue.

3.6.11

O meu último texto nesta campanha.

Um dia depois de José Socrates ter ganho as eleições em 2005, por ter previsto o que iria acontecer entrei para o CDS, infelizmente as minha previsões concretizaram-se, Portugal pela sua mão caiu na banacrrota.

Inscrevi-me no CDS por convicção, caso contrário não teria escolhido este partido, como também não teria vindo para a Concelhia de Odivelas, para ter algum benefício financeiro teria certamente melhores escolhas.

Certo que o CDS provou ser a força politica mais convincente, que melhor trabalhou, que melhores propostas tem para enfrentar as enormes dificuldades e o partido que tem a melhor equipa e o melhor líder, empenhei-me com todo o afinco nesta campanha eleitoral.

O esforço do meu trabalho e de todos os que comigo colaboraram está bem documentado no blogue do CDS-PP. Corremos vária vezes todas as freguesias, promovemos largas dezenas de iniciativas, visitámos inúmeras instituições, contactámos com milhares e milhares de Odivelenses.

Basta clicar aqui e ver, não se canse de ver, eu não me cansei de fazer este trabalho. Acredito neste projecto, acredito que esta é a solução.

Um voto neste momento não se pode fazer com a leviandade com que se comemora um golo no futebol marcado pela nossa equipa ou sofrido por um dos nossos rivais. Um voto pode decidir o nosso futuro, o dos nossos filhos e dos nossos netos, pode fazer mesmo toda a diferença.

Não vale a pena alongar-me mais, já todos conhecem os dados e os intervenientes, Sócrates não ganhará, reflictam bem e votem melhor, sem stress, este é de facto o momento.

Muito obrigado a todos.

Pode haver luz (5)



Num momento em que a esperança e as expectativas andam em baixa há que reflectir e fazer das dificuldades uma mais-valia. Só assim poderemos promover a mudança e com ela encontrar as soluções que nos permitam inverter esta tendência. Acredito que podemos voltar acender a luz da esperança.


5 - História de adultos contadas a crianças.

No outro dia, estávamos vários amigos de longa data a almoçar, todos com as respectivas famílias e o tema da conversa, dada a altura em que estamos e o facto de eu andar nestas andanças, era precisamente sobre política.

Numa mesa estavam os adultos (cerca de 20), na outra, um pouco distante estavam as crianças, cerca de 30 a 40, com idades compreendidas entre os 6 e 16 anos. Às tantas fomos surpreendidos por um deles que chegou à nossa mesa e disse com um ar muito perspicaz “sabem, nós também estamos todos falar de política, mas estamos todos já um pouco baralhados e por isso gostava que fossem lá explicar-nos quem é que deve ganhar as eleições e porquê”.

Todos rimos, ouviram-se umas piadas de ocasião e disseram – “Xara, tens que ser tu”.

Um pouco embaraçado, sem saber bem como havia de fazer para que todos, desde o mais novo ao mais velho percebesse, lá comecei:

"Imaginem que estávamos todos a fazer uma viagem de barco. Tínhamos saído com o mar relativamente calmo, mas à medida que o tempo foi passando, tudo foi ficando cada vez mais perigoso e que pelo facto do comandante ter feito muitas asneiras a viagem ainda se tornou mais e mais difícil.

Tantas foram as asneiras que o barco começou a meter água, o que como sabem o poderia levar ao fundo. Mesmo quando o mar parecia mais calmo, porque o comandante Zé estava desnorteado, as asneiras sucediam-se e a água continuava a entrar.

Para piorar as coisas, o comandante Zé convencido que nada fazia de errado e como se não bastasse, mentia.

A tal ponto, que chegou a afirmar que a tempestade já tinha passado. Mas, logo a seguir apareceu um temporal ainda maior.

Perante este cenário de medo, insegurança e falta de confiança no comandante, quando já havia mortos e feridos, quando alguns já tinham caído à água e havia muitos que se atiravam ao mar, apenas alguns, embora cambaleando tentavam resistir e só os que estavam bem instalados e com coletes salva-vidas pareciam continuar na maior.

Enfim, era um cenário de terror e horror.

Às tantas o barco encontrou um pequeno rochedo, como porque tinham pouca comida a bordo e algumas avarias muito graves, mesmo sabendo que não havia dinheiro a bordo, o Zé resolveu atracar.

O rochedo, no qual era quase impossível viver e onde muitos daqueles que se tinham atirado ao mar já se encontravam, pertencia a um senhor a quem já lhes tinha sido contada a história desta maldita viagem e ao qual o comandante deste navio, o Zé, já tinha feito muitas promessas sem que alguma vez as tivesse cumprido.

Nesse rochedo estavam mais dois barcos:

Um que parecia ter acabado de chegar, lá dentro havia um enorme nervosismo, cada membro da tripulação dizia uma coisa diferente e, pese o facto do comandante Pedro os tentar acalmar e de se multiplicar em inúmeras justificações, ninguém se entendia, nem sequer quanto à rota a tomar para chegar a bom porto.

Outro, onde cada um conhecia muito bem o que tinha que fazer, qual a sua tarefa especifica e onde todos sabiam qual o porto onde queriam chegar, era a dirigido o comandante Paulo.

Perante esta situação, imaginado que o Zé era o Sócrates, que o Pedro era o Passos Coelho e que o Paulo era Portas, com qual dos comandante e em que barco escolherias para continuar esta viagem?”


Votar por convicção


Não precisamos de ser militantes de nada.


As eleições estão aí. São das mais importantes da democracia. Assistimos a muita discussão, mais ou menos produtiva. Talvez se tenha dado novamente demasiado tempo aos militantes e muito menos aos apoiantes sem filiação que são indiscutivelmente a maioria dos apoiantes de qualquer um.


Continuo a ser independente dos partidos... mas tenho fortes convicções sobretudo no capítulo técnico e prático.


Entendo que não estamos em período de nos confinarmos aos temas meramente ideológicos, naturalmente mantendo a coerência e não nos afastando de princípios básicos.


Naturalmente por isso, por ter estado perto de alguns líderes do CDS, principalmente os que detestam grande visibilidade.


Por perceber que se fartam de trabalhar - que são técnicos de excelência e estudiosos da universalidade das políticas de desenvolvimento globais e das suas contradições, sobretudo no capitulo energético, financeiro, social e comercial.


Acabo por me render.


Também pesa nesta escolha o facto de não se encontrarem agarrados a parceiros de grande poder de influência e exigência. Antes na procura da defesa da causa pública.


Espero que os portugueses de bom senso votem útil, por convicção e não pela eventual utilidade do voto.


E já agora – como afirma muitas vezes o escritor e autarca Paulo Aido – devemos utilizar o nosso metro quadrado de influência, em casa, entre amigos, no bairro, no restaurante... pelo menos façamos com que todos vão votar! Seria bom para a democracia e para o regime que se encontram quase em causa.


Talé

Morrer em Times Square

Morrer em Times Square, é o mais recente livro do jornalista Hernâni Carvalho e o 3.º título do Clube do Livro SIc.


O livro é uma espécie de documento que pretende mostrar uma visão autónoma e imparcial dos factos que estiveram na origem da morte de Carlos Castro, baseada em fontes policiais e na avaliação de psicólogos clínicos e forenses.


Um livro sobre a explosão de violência de alguém que se descobre numa situação oposta à imagem que tem da sua sexualidade”, foi a afirmação com que Quintino Aires abriu a apresentação do livro que decorreu na loja da Fnac do Centro Comercial Colombo.


Para Hernâni Carvalho este trabalho não pretende culpar nem Carlos Castro nem Renato Seabra ou desculpabilizar algum destes, tanto mais que ambos morreram – “Carlos Castro já não está entre os vivos e Renato jamais será o mesmo, aquele menino que tinha esperança, ambição em ser modelo”.


Para o autor, o jovem Renato terá de saber começar uma nova vida.

Que governo?

Quererão os portugueses acordar dia 6 sem saber se haverá um governo e qual?

Passos Coelho fez esta questão numa tentativa de pressionar os Portugueses a votar PSD e a darem-lhe uma maioria absoluta, mas eu tal como Pires de Lima questionou pergunto:

Já pensaram quem serão as pessoas dispostas a ser ministros de Passos Coelho? Será que os ditos barões do PSD que nos últimos dias têm aparecido ao lado dele, como por exemplo Ferreira Leite, Marcelo, Leonor Beleza, Balsemão, Marques Mendes ou mesmo Rui Rio, entre outros, estão dispostos a ser seus ministros?

Por isso mesmo é de pensar bem em quem votar e a mais que nunca utilidade que tem um voto no CDS.

... e lá vai ela.

Tal como tinha escrito no post anterior aqui fica o link para uma "História de crianças contada a adultos" que foi escrita por mim e está publicada no Nova Odivelas.

2.6.11

Uma história de adultos contada a crianças.

Escrevi um texto que amanhã será publicado no Nova Odivelas, "Uma história de adultos contada a crianças".

Colocarei aqui a cópia, penso que retratará de uma forma muito simples o que está em causa na escolha que temos que fazer no próximo Domingo.

Vader do Fraque

Portas em grande.

"As sondagens também já dizem o que eu sempre afirmei, Sócrates não ganha estas eleições, por isso sem stress vota CDS."

Grandes encontros num mundo muito pequeno.

Há muitos anos, ainda um garoto, costumava visitar com grande regularidade o Jardim Zoológico. Tenho desse tempo na memória alguns dos extraordinários funcionários que lá trabalhavam e guardo especial saudade de dois deles: o professor de patins, um homem mulato, alto, de uma simpatia e correcção como havia poucos; o outro o tratador dos elefantes, os quais na altura passeavam pelo Jardim transportando crianças numa cadeiras colocadas no dorso para esse efeito.

Lembro-me, nos dias que ia passear ao Jardim chegar ao portão da entrada e começar a correr para a zona dos elefantes, para ir ter com o tal tratador, o Zé dos Elefantes como ele era conhecido. Não hesitava e quando me via, também ele ficava contente e fazia questão, tão depressa quanto pudesse de me colocar numa daquelas cadeiras. Era na altura um daqueles amigos mais velhos, como eu costumava dizer.

Ao meio - a mulher do meu
amigo Zé dos Elefantes.
O Zé dos Elefantes morava em Odivelas e algumas vezes depois de eu ter deixado de ir com a mesma frequência ao Jardim Zoológico ainda o encontrei algumas vezes na rua. Há uns anos alguém, tenho ideia que a minha mãe, me disse que o Zé dos Elefantes tinha morrido.

Ontem numa das visitas a um centro de dia, onde estive à conversa com inúmeros idosos, houve uma senhora que me disse, sou viúva há alguns anos, o meu marido era um bom homem, trabalhava no Jardim Zoológico e tenho muitas saudades. De imediato acendeu-se uma luz e exclamei: o seu marido era o Zé dos Elefantes!

A conversa a partir daí continuou e prolongou-se, não vem ao caso até onde foi, mas gostei de conhecer esta mulher e sobretudo de saber que também para ela o meu amigo ZÉ dos ELEFANTES era um GRANDE HOMEM.

Recruta da Marinha agredido por grupo de colegas.

Na sequência do post anterior da autoria de J.M. Pignatelli, pese o facto de ter visto parte na televisão ao inicio da noite e há pouco tempo no You Tube, porque entendo este vídeo de um monstruosidade e uma verdadeira vergonha nacional recuso-me a coloca-lo aqui.

Mais solicito a todos os meus colegas desta casa que não o coloquem, sei que há algumas crianças que por vezes visitam este blogue.

1.6.11

Militares sem justiça

Em Portugal os critérios da Justiça nem sempre são congruentes. Muito mais evidentes são as diferenças entre as práticas civis e militares. Há dias, um magistrado decretou prisão preventiva para dois jovens que espancaram uma jovem, numa cena filmada e publicada no facebook e transmitida em todos os canais de televisão.


Agora assistimos a imagens de uma cena em todo semelhante de vários militares a maltratarem um companheiro de caserna, com grande violência. Neste caso também de forma premeditada e mais humilhante já que o atacado se encontrava desnudado. E como de militares se tratam a pena foram cinco dias de reclusão no quartel. O mais curioso é que os condenados entenderam recorrer desta decisão.


Ora os portugueses de bom senso podem muito bem questionar-se sobre em que País vivem, porque existem pesos e medidas diferentes entre a justiça civil e militar. Afinal de contas, em que Estado de Direito vivemos? Porque alimentamos uma organização que diverge das demais?


Porque são os contribuintes obrigados a alimentar uma instituição militar improfícua, jamais capaz de responder em qualquer cenário de agressão externa, tanto mais que nem meios humanos e materiais existem.


Aliás, é bom não esquecer como fomos recambiados da Índia e mais recentemente da nossa Timor Leste pelo invasor Indonésio, deixando os timorenses à mercê das maiores atrocidades.


É demasiado grave que se oiçam militares de patente superior afirmar que se fez justiça com cinco dias de reclusão. É extraordinário como não se ouve uma única voz discordante, sobretudo quando estamos em vésperas de eleições e num momento em que o poder e as instituições do Estado precisam ser moralizadas para ganhar credibilidade junto dos cidadãos.


Percebe-se que os militares fazem o que querem e, por certo, vão manter um corporativismo extremo.


A violência e as praxes na caserna continuam e mantêm-se autorizadas.


José Maria Pignatelli


Deixem-nas comer os ratos!

Ao contrário do que se possa supor não vem mal ao mundo que existam estes répteis numa zona com grande extensão de terrenos baldios, pouco limpos e com vegetação alta.


Antes pelo contrário, eles são capazes da proeza de (quase) extinguir as pragas de roedores. Estamos perante animais amigos desde que cada um de nós entenda e distinga o seu habitat.


A imagem foi captada na Avenida Amália Rodrigues, na urbanização da Ribeirada, em Odivelas, onde existe mais de hectare e meio de terreno abandonado. O protagonista é funcionário municipal. A fotografia será da autoria de Mário Silva. Quanto ao bicho deverá ter apenas na ordem do metro e vinte centímetros.


E aqui deixo um conselho: não tentem matar um animal destes porque não resulta em qualquer ventagem, além de infringirmos a legislação.


As cobras rateiras são as mais comuns em áreas urbanas e podem atingir 2 metros. Não atacam o homem. Também podemos encontrar a "ferradura" que é constritora enquanto a rateira é venenosa, mas apenas preocupante para crianças pequenas.