21.3.11

É preciso combater o desperdício

Impõe-se investir na agricultura e industria de qualidade
A ausência do controlo das despesas do sector público é uma das maiores doenças do actual sistema organizacional do aparelho de Estado. Quer se queira ou não o pós 25 de Abril acabou por construir ao longo dos anos uma espécie de uma enorme teia de instituições com o objectivo de se dedicarem a áreas de actuação, na maior parte das vezes estupidamente especializadas.
Criou-se um Estado pesado com cada vez maiores encargos em meios e recursos humanos... Um verdadeiro desperdício de dinheiros públicos num País que abandonou progressivamente os sectores primário e secundário, muito por força das contrapartidas da integração europeia.
Portugal aumentou as despesas demasiado, relativamente às receitas consubstanciadas no PIB (Produto Interno Bruto) e passou das dificuldades conjunturais para uma perigosa crise estrutural, mesmo considerando recentes aumentos da produtividade agrícola, nomeadamente no sector vitivinícola, hortícola e frutícola, e na indústria do calçado e têxtil.
De qualquer forma, continuamos a não ter declaradamente capacidade em criar marca assumidamente portuguesa que se evidencie no exterior salvo as raras excepções do calçado que recebeu recentemente inúmeros louvores na Feira de Milão onde conseguiu a maior representação de sempre. Neste evento italiano – a mais importante de calçado global – a indústria portuguesa destacou-se pela qualidade inequivocamente superior. Aconteceu pela primeira vez a percepção que a concorrência com os produtos dos mercados emergentes como os chineses e brasileiros não se faz pela quantidade e baixo preço, mas antes pela qualidade do fabrico e das matérias-primas, tanto mais que não temos uma indústria com dimensão para esse tipo de concorrência.
Portugal está efectivamente pobre porque tem uma balança comercial deficitária e não gera receitas que cubram as despesas.
O panorama tornou-se mais complexo porque não suportámos a crise dos mercados financeiros que não permitiram aumentar as exportações globais em 2009 e 2010. Agora, que as dificuldades se esbate nos países mais ricos, nós não conseguimos sair dela, porque não recuperamos ao mesmo ritmo e entretanto ficaram evidentes as nossas lacunas estruturais, nomeadamente a ausência de um Plano Nacional Energético que defina prioridades e isso encontra-se directamente relacionado com a política de transportes seguida desde o início da década de 90’. Abandonou-se o caminho-de-ferro em detrimento da construção de auto estradas. A escolha é desastrosa – o parque automóvel circulante consome anualmente mais de 16 milhões de toneladas de crude, enquanto o caminho-de-ferro consome electricidade, claramente mais barata de obter e mais limpa, mesmo por via de queima de carvão nas centrais termo eléctricas. Também o comboio é mais rápido e seguro.
Mas não recuperamos porque no próprio tecido produtivo temos velocidades diferentes e impulsionadas pelos exagerados impostos e dualidade de critérios na sua aplicação – basta verificar os menores impostos pagos pelo sector bancário a contrastar com as restantes empresas.
A esta política, junta-se a extravagância do “choque tecnológico” que tem custado demasiadas energias nos últimos 5 anos e cujo retorno é inferior às previsões. Sem retirar algum mérito na iniciativa, particularmente junto da Universidade em geral, os resultados ocorrem muito mais para o mercado interno, muito curto em resultados financeiros. Acontecem demasiadas acções avulsas e pontuais. O País não tem uma estratégia concertada para a exportação de massa crítica e projecto. As maiores empresas do sector insistem na utopia em viver do mercado interno e dos investimentos no exterior que acabam por não trazer qualquer mais-valia para o País porque esse investimento não significa compras à indústria nacional.

Poupar 4 biliões com cortes nos 349 institutos públicos
A juntar a este cenário confrangedor, as opções orçamentais revistas em sistemáticos Programas de Estabilidade e Crescimento apontam para uma recuperação conseguida por receitas provenientes dos impostos indirectos e reduções ou congelamentos de salários dos funcionários públicos, das contribuições sociais e da saúde, em vez de uma reforma do sector da administração pública que imponha reduções da ordem dos 20% na despesa, no sector empresarial do Estado, incluindo institutos. Pelos números actuais poderemos estar a falar de cerca de 1 % do PIB, qualquer coisa como 3 biliões de euros.
A continuidade da aplicação destas preferências é um redondo erro. Estamos a construir “pescadinhas de rabo na boca” que vão acabar inevitavelmente no fecho de empresas privadas, particularmente as do sector do comércio.
Conforme aqui já foi publicado por Miguel Xara Brasil, um estudo do economista Álvaro Santos Pereira - professor da universidade canadiana Simon Fraser - Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções. Mas devemos ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa – porventura o mais sensato - os mesmos serem simplesmente extintos.Para se ter uma noção do despesismo do Estado, consideremos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe para o que servem. As transferências feitas em 2010 só para 42 organismos e institutos foram de 5.018.400 euros, portanto mais de 5 biliões. Se houvesse vontade política e independência relativamente à classe dirigente destas instituições e, consequentemente espaço de manobra para reduzir esta despesa em, pelo menos, 20% a poupança rondaria os 1000 milhões de euros.
Este aforro evitaria a subida do IVA ou a necessidade de congelar as pensões e reduzir reformas acima dos 1.500 euros. Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança poderia situar-se na ordem dos 4 biliões de euros (4.000 milhões) e não seriam necessários quaisquer cortes nos salários.Mas o poder poderia ir mais longe – proceder de igual forma em outros tantos Institutos evitaria a necessidade do quarto Programa de Estabilidade e Crescimento que aponta para uma receita extraordinária de quase 3,2 % do PIB até 2013.
Estes números deixam de fora os prejuízos avultados e continuados da TAP e a transferência anual para a Rádio Televisão Portuguesa.

A visão do Papa João XXIII
«O princípio fundamental de um regime fiscal justo e equitativo reside na adequação proporcional dos impostos à capacidade contributiva dos cidadãos», escreveu o Papa João XXIII em «Mater et Magistra».
João XXIII foi dos papas mais notáveis. O concílio Vaticano II tentou revolucionar mentalidades, mas como habitualmente a Igreja foi contida demais na mudança, após a sua morte.
O Papa João XXIII é um Mestre actual.
Mas entre nós existe quem também pense assim. O professor Adriano Moreira avisa há algumas décadas para as questões estruturais do País.
É preciso recordar que Adriano Moreira esteve no poder ao lado de Marcelo Caetano e do socialista, Eng.º Veiga Simão e tentou deixar marca reformista. O professor Adriano Moreira não se esgota de apelar para estes circunstancialismos de uma democracia que se esquece dos seus pilares vitais - justiça, saúde e ensino.
Começou a fazê-lo insistentemente a partir do segundo mandato de Cavaco Silva a primeiro-ministro.

José Maria Pignatelli

Desta vez:

CONCELHO: Odivelas.
FREGUESIA: Póvoa de Stº Adrião.
PROBLEMA: O do costume.


Ai está ela - Esplendorosa

O Congresso - A minha conclusão.

Pela primeira vez assisti e participei num Congresso do CDS. Por essa razão não tenho termo comparativo, mas fiquei certo que todos o que lá estavam mostraram que estão unidos, motivados, dispostos e determinados a trabalhar no sentido de demonstrar a todos os Portugueses que só o CDS-PP é a solução que Portugal necessita.



20.3.11

Ironia do destino.

Enquanto preparei o Congresso do CDS realizei que dois dias trágicos para Portugal marcaram o meu percurso no CDS.

4 de Dezembro de 1980 depois de ter participado em muitas acções, algumas das quais históricas na vida do partido, deixei de ter qualquer participação activa. Recordo que este foi o dia em que assassinaram, entre outros, Adelino Amaro da Costa.

20 de Janeiro de 2005 decidi, passados que eram 25 anos, que voltaria a participar activamente na vida politica, no dia seguinte dirigi-me ao Largo do Caldas e tornei-me militante do CDS. Recordo que este foi o dia em que Sócrates foi eleito pela primeira vez Primeiro-Ministro.

Uma falha.


Tinha escrito aqui que durante o fim-de-semana colocaria aqui alguns post's sobre o Congresso,a vontade foi muita e até houveram muitos motivos, mas porque a bateria do computador ficou em casa ...

As minhas desculpas.

Políticos com ética

A experiência tem demonstrado que uma ideia generosa e boa, lançada na corrente da opinião pública, não deixa nunca de produzir, mais cedo ou mais tarde, frutos apreciáveis.

Autor:Augusto Fuschini, político do séc.XIX

19.3.11

Tesouros do Mundo - Fernando de Noronha



O paraíso existe!

Fica na Terra e

tem nome e sobrenome:





Fernando de Noronha

Com areias douradas, mar em tons de azul turquesa e verde esmeralda, corais, vida marinha esplendorosa, mata, formações rochosas... o arquipélago só pode ser uma filial do Éden e fica a 545 quilômetros do Recife.

XXIV Congresso do CDS


Amanhã, logo pela manhã abalo rumo a Viseu com o intuito de assistir e participar no XXIV no Congresso do CDS-PP. Ao contrário de há uns tempos o líder não é eleito no Congresso (já está eleito via directas) e por isso não haverá a emoção de outros tempos. Sinto que o partido está activo, motivado, mobilizado, empolgado e as propostas/POPES a discutir serão muitas, o que com toda a certeza valorizará o debate.

Fica a promessa que ao longo do dia farei algumas actualizações no blogue .

O Espaço (Chiado) da desilusão

Uma desilusão!
Mais de metade das lojas do Espaço Chiado encontram-se fechadas.

A crise chegou a um espaço quase virtuoso, onde algum modernismo se confunde com paredes seculares protegidas por vidros, e a calçada portuguesa tricolor polida.
Nem os escritórios e o estacionamento no edifício livram aquele espaço comercial das dificuldades económicas da maioria dos consumidores. Dentro do Espaço Chiado resistem a joalharia, uma casa de antiguidades e uma loja peculiar que vende música só em vinil, precisamente os velhinhos e novos “discos” LP de 33 rotações e os singles que rodam a 45! Melhor ainda é que ali encontramos de tudo, do melhor jazz aos Doors, passando pelos Beatles até às emblemáticas músicas do filme Casablanca protagonizado por Ingrid Bergman e Humphrey Bogart. Vale a visita e os preços são mais baixos que na FNAC.
Mas o Espaço Chiado não está em agonia sozinho. Muitas das lojas naquela zona, entre a Rua Garret e o Largo do Carmo encontram-se às moscas. Vivem momento de resistência e queimam os últimos cartuchos.
Mas não será menos verdade que estes espaços têm de estar cada vez mais esplendorosos para ultrapassar o momento – tudo deve estar um brinco para satisfazer os muitos estrangeiros que passeiam pelo Chiado e Bairro Alto. E é aqui que temos de torcer a orelha. Por exemplo no impecável Espaço Chiado, as instalações sanitárias fazem-nos lembrar o pior que se pode ter numa barraca inabitável – são uma verdadeira vergonha!
Assim não vale. Tapar o Sol com a peneira é a pior solução. Precisamente o que não devemos fazer. O turismo exige qualidade global, muito mais quando falamos de locais que sobrevivem do consumo. E se os portugueses se encontram à rasca, então que saibamos estender a mão a quem têm os bolsos bem mais cheios e sem vergonha.

José Maria Pignatelli

18.3.11

Internet e Limites

À Luz da Psicologia
Os mais jovens utilizam a internet com grande facilidade, ao ponto de espantarem alguns adultos.
Evitando alarmismos, importa dizer que apesar dos perigos que contêm a Internet é fascinante e útil. Portanto, devemos entender como podemos usar esta ferramenta fantástica para o crescimento dos jovens sem correr riscos e sem os proibir de a utilizar.
Um dos obstáculos muitas vezes apontado é o desconhecimento dos pais face à matriz da Internet.
Chegados aqui importa dizer que os pais devem aprender o indispensável sobre o funcionamento da Internet. Por exemplo, o pequeno detalhe do histórico sobre o qual devem interrogar os filhos e deixando bem claro se este for apagado eles irão ficar privados da Internet.
E não tem mal nenhuns os pais assumirem esta posição assertiva, na medida em que não se deve confundir liberdade com libertinagem. Os pais não só têm o direito de controlar o que os filhos fazem como têm essa obrigação.
Outro aspecto merecedor de atenção é o facto de os jovens ficarem demasiado tempo no quarto focados num computador quando precisam estar junto dos pais na sala. E se ao inicio poderá parecer um sacrifício, passadas algumas semanas vão notar a satisfação dos filhos estarem junto dos pais.
Nos dias que correm, a Internet ainda é vista como uma possibilidade de comunicar e é recorrente ouvir-se que o filho está no seu quarto ao computador (horas infindáveis) a conversar com os amigos. Conversar? Conversar é estar ao lado dos amigos, é ser confrontado com opiniões distintas, é ter de lidar com alguma crítica ao que se disse, é ouvir o que os outros gostaram ou não gostaram, é estar perto e permitir o toque, se for caso disso.
Através da Internet, a capacidade de expressão é limitada e no futuro, quando estiverem na presença de alguém, não têm capacidade de se relacionar porque, afinal de contas, passaram anos de uma forma escondida, evitando muitas vezes o nome verdadeiro.
É fundamental estabelecer limites.
Em casa é para conversar ou ouvir as conversas dos pais. Conversar com os amigos é, sobretudo, na escola quando estão nos intervalos ou quando saem com eles. Outro aspecto importante é o Facebook e o desejável é que o filho o utilize e experimente mas que os pais estejam na sua lista de amigos.
Isto é um controlo grande sobre os filhos, mas os adolescentes que sempre foram mais acompanhados e controlados são aqueles que se sentem mais vinculados aos pais. Não temos de confundir controlo com ditadura.

Mauro Paulino - Psicólogo Clínico - www.mauropaulino.com

Uma forma exemplar de cumprir a lei

O Ministro inglês Robert Peel foi o grande paladino da defesa dos direitos dos menores. Em 1802 apresentou no Parlamento uma proposta de lei para regulamentar o horário das crianças que trabalhavam nas indústrias. A defesa do seu projecto exigiu argumentação vigorosa, mas conseguiu uma votação favorável. Foi a primeira lei sobre esta matéria, que se publicou na Europa. Dizia no seu Art.º1 - "o horário de trabalho de menores até aos 16 anos, não pode ter duração superior a 12 horas."
Não estabelecia a idade mínima para trabalhar e devo dizer que havia crianças a trabalhar com 6 anos de idade e o horário era o mesmo. Todos concordarão que 12 horas eram demais. O que se passaria sem esta lei!
Pois bem. Mesmo 12 horas não foram cumpridas! Os "postigos" da lei, de que falei a respeito da lei do Património, também funcionaram neste caso.
Qual foi o "postigo" que anulou a eficácia da Lei? É que era aplicável aos contratos com a duração de sete anos. É claro que deixaram de se celebrar contratos e as crianças passaram a trabalhar ao dia, sem limite de horário! Mas a situação era legal! Pois era, mas era também muito injusta!!
O mesmo digo sobre o caso da lei do património, em Odivelas.

"Odivelas ... bom para viver!" - Porquê?


Depois da Talé já ter colocado aqui um post, de eu já ter feito 4 ou 5 post sobre este assunto, agora foi a vez da Madalena Varela, no seu blogue "O Reino do Odivelix", abordar o assunto.

A caminho de Viseu.


Pese o facto de não ter tido a disponibilidade de tempo que gostaria, a verdade é que no próximo fim-de-semana estarei em Viseu para acompanhar e para participar pela primeira vez num Congresso do CDS.

Também ali não me irei desviar, um milímetro que seja, de dizer o que penso.

17.3.11

Cada vez acredito mais!


Muitas vezes questionam-me - o que é que ganhas com isso (?), ou dizem-me - não ganhas nada com isso. Invariavelmente respondo - se calhar sou parvo, mas o importante não é ter um ganho material, o que importa é agir sempre (a cada momento) de acordo com os meus valores e com aquilo em que acredito.

Ao longo da vida temos milhões de momentos, muitos deles, a grande maioria, não damos por eles e jamais os recordaremos, há porém alguns que registamos e jamais esqueceremos. Esta semana por contigencias da vida registei alguns, foi um conjunto de atitudes coincidentes, com uma autenticidade tal, que dinheiro algum as poderia comprar.

É assim a vida, cada vez acredito mais!



A "festa" da Justiça.


Todos os anos por esta altura assistimos ao mesmo, uma sessão altamente solene onde são referenciados inumeros problemos. A verdade é que há muitos anos, pelo menos desde de 92, que afirmo que este é o maior problema do país, hoje entendo que está na bese na base da situação a que chegámos e neste campo nada se faz. Até a democracia poderá esta em causa.

Japão - Antes e depois.


Impressionastes esta imagens que nos dão uma perspectiva da destruição provocada pela terramoto no Japão. Aqui podemos ver como era e como ficou.

16.3.11

Mas que escândalo é este ?

Só num "portugal"...mas com letra bem minúscula !

Assunto: Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira ( Professor da Simon Fraser University, no Canadá). *

Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções.

Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa - que parece ser mais sensato - os mesmos serem pura e simplesmente extintos.

Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.

Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:


ORGANISMOS - DESPESA (em milhões de €):

Cinemateca Portuguesa .... 3,9
Instituto Português de Acreditação .... 4,0
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos .... 6,4
Administração da Região Hidrográfica do Alentejo .... 7,2
Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias .... 7,4
Instituto Português de Qualidade .... 7,7
Administração da Região Hidrográfica do Norte .... 8,6
Administração da Região Hidrográfica do Centro .... 9,4
Instituto Hidrográfico .... 10,1
Instituto do Vinho do Douro ....10,3
Instituto da Vinha e do Vinho .... 11,5
Instituto Nacional da Administração .... 11,5
Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural .... 12,3
Instituto da Construção e do Imobiliário .... 12,4
Instituto da Propriedade Industrial .... 14,0
Instituto de Cinema e Audiovisual .... 16,0
Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional .... 18,4
Administração da Região Hidrográfica do Algarve .... 18,9
Fundo para as Relações Internacionais .... 21,0
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico .... 21,9
Instituto dos Museus .... 22,7
Administração da Região Hidrográfica do Tejo .... 23,4
Instituto de Medicina Legal .... 27,5
Instituto de Conservação da Natureza .... 28,2
Laboratório Nacional de Energia e Geologia .... 28,4
Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu .... 28,6
Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público .... 32,2
Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos .... 32,2
Instituto de Informática .... 33,1
Instituto Nacional de Aviação Civil .... 44,4
Instituto Camões .... 45,7
Agência para a Modernização Administrativa .... 49,4
Instituto Nacional de Recursos Biológicos .... 50,7
Instituto Portuário e de Transportes Marítimos .... 65,5
Instituto de Desporto de Portugal .... 79,6
Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres .... 89,7
Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana .... 328,5
Instituto do Turismo de Portugal .... 340,6
Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação .... 589,6
Instituto de Gestão Financeira .... 804,9
Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas .... 920,6
Instituto de Emprego e Formação Profissional .... 1.119,9

TOTAL .... 5.018,4

- Se se reduzissem em 20% as despesas com estes - e apenas estes - organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA.

- Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários.

- Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir.

15.3.11

Genealogia Portuguesa

Por ordem de D. Manuel I, Damião de Góis encomendou a um iluminista flamengo a execução da árvore genealógica dos reis de Portugal. Era um vasto conjunto de iluminuras, de que só existem 11 folhas.
A folha número 4 é a do rei D. Dinis, que ontem ofereci aos visitadores deste blog.
Esta maravilha da arte flamenga está hoje no museu Britânico, porque em 1843 a vendemos ao adido inglês Newton Smith, por 40 libras esterlinas, que depois a vendeu por 60 guinéus ao museu. Desde então, os chamados "Portuguese Drawings", estão considerados como uma das suas famosas preciosidades.
Este destino foi semelhante ao de muitas outras obras de arte, que de Portugal partiram para sempre, assim se forjando, por desleixo ou baixos interesses, a relativa pobreza das nossas colecções de arte.
Quem não se lembra do recente desaparecimento de jóias que foram da Coroa Portuguesa, as quais estavam à guarda do Palácio da Ajuda, que autorizou a sua saída para uma exposição e desapareceram sem que se tivessem pedido responsabilidades?

A árvore genealógico do Rei D. Dinis


Faz parte de um trabalho executado na Flandres por ordem do rei D. Manuel e era a Genealogia da Casa Real Portuguesa. Está no Museu Britânico. Foi vendido num leilão em Lisboa no séc. XIX

Odivelas - Há com cada uma!

Ao ouvir hoje na Assembleia Municipal Fernando Ferreira (PSD) atacar o governo e a acção de José Sócrates na condução dos destinos do país, fiquei deveras surpreendido. Não pelo teor das críticas, até concordo com algumas delas, mas porque em Odivelas a situação é em tudo idêntica e é ele próprio com o "seu" partido a permitir/consentir que isso aconteça.

Com toda a certeza que esta dicotomia é uma questão de acordo, o qual poucos conhecem, mas cujo seu custo, todos pagam e sentem.

14.3.11

SMAS:Afinal como é?


Como já anteriormente tinha colocado aqui no blogue, hoje na Assembleia Municipal o CDS apresentou uma proposta que recomendava ao executivo que fossem tomadas todas as medidas para que a taxa dos resíduos sólido não aumentasse 140% conforme as noticias que têm vindo a público.

Dadas as criticas que temos ouvido por parte de todos os partidos à gestão dos SMAS e face a este escandaloso aumento estávamos convictos que esta proposta seria aprovada por unanimidade. Porém, apesar de BE, CDU e MPT terem votado favoravelmente, os partidos do "acordo" votaram contra e chumbaram-a.

A Bancada do PS ficou calada e a do PSD solicitou a retirada da proposta, para que a mesma fosse apresentada quando a situação fosse oficial.

Nós que entendemos que mais vale prevenir que remediar, não a retirámos e assim colocámos a nu toda esta situação.

Para ver a proposta clique aqui.

SMAS: A proposta do CDS-PP foi chumbada por PS e PSD


A proposta que o CDS-PP apresentou hoje na Assembleia Municipal de Odivelas, a qual propunha que a Câmara se colocasse claramente do lado da população na questão do aumento anunciado de cerca de 140% nos resíduos sólidos, apesar dos votos favoráveis de todas as bancadas (BE, CDU, MPT e CDS), foi chumbada com os votos contra do PS e do PSD.

O chumbo desta proposta, a qual ainda hoje aqui colocarei, demonstra claramente a diferença entre dizer que se está com a população e em estar efectivamente com a população.

Petição:Imagens e declarações do fim-de-semana.

O sistema da Repsol

Existem postos de abastecimento de combustíveis, onde o desempenho dos seus profissionais é fantástico.
Na Repsol da Póvoa de Santo Adrião – posto aberto 24 horas - aconteceu o inesperado.
Ontem, por volta das 23h30, com o espaço repleto de automóveis e depois de bloqueada a entrada com pinos de plástico, os clientes foram informados por um funcionário que “o sistema informático tinha ido abaixo, que teria de ligar para Espanha a saber o que se passava e portanto todos teriam de abandonar o posto de abastecimento”.
Pois claro, mais um iluminado que foi educado a acreditar que somos todos estúpidos, que andamos cá há dois dias.
Muitos dos automobilistas perceberam de imediato que se preparavam para recolocar o preço em mais uns cêntimos meia hora mais cedo. Aliás, o gasóleo normal encontrava-se a 1,385 euros, mais acessível que a concorrência directa, a Galp e a BP.
Não hesitei e fui directo ao posto da Repsol na rotunda do Relógio junto ao aeroporto de Lisboa, para atestar ao preço do dia e ainda recuperar mais 6 cêntimos por cada litro com o cartão do Montepio. Aí o sistema estava em cima e atestei... Minutos depois, ao bater da meia-noite, o preço do gasóleo normal subia para 1,435 euros, mais 5 cêntimos por litro.
Pena é que continuamos a alimentar estas empresas que nos brindam com estas espertezas saloias! Obviamente que nos maiores centro urbanos é difícil encontrar alternativas como as oferecidas por alguns postos dos supermercados Intermarchè ou Leclerc, como sucede em Alverca, Óbidos e Caldas da Rainha. Também tive pena de não ter tempo para escrever no Livro de Reclamações!

José Maria Pignatelli