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30.8.13

Josefa.



Depois de um dia alucinante só agora abrandei um pouco o ritmo. Hoje ainda mal tinha ligado o computador (nem os emails vi) e a única notícia que tinha ouvido, porque me disseram, é que tinha morrido mais uma bombeira.
Fui ver agora a notícia e fiquei a saber que essa bombeira tinha apenas 21 anos, chamava-se Josefa e para além de ser Bombeira Voluntária, estava a fazer o curso de Engenharia Biomédica e trabalhava em part-time num supermercado.
Os indicadores permitem-me afirmar que partiu uma jovem cheia de valor e altamente generosa. Uma rapariga que nos permite pensar que nesta juventude/geração, há grandeza e princípios.
Talvez esta tenha sido a mensagem mais forte que Josefa nos deixou e também por isso esta notícia seja ainda mais chocante e incompreensível.
Lamentado profundamente a morte desta jovem, mas dou os parabéns a esta Rapariga pelo exemplo que foi.


18.4.13

“A culpa é deles.”



Esta é uma acusação que fazemos e que ouvimos fazer com frequência, sobretudo quando em questão está o estado do País ou da nossa Terra. É sem dúvida uma acusação dirigida à classe política e ao poder instalado.

Se aprofundarmos esta questão e estando ciente que parte importante da responsabilidade seja objectivamente “deles”, importa perguntar se não teremos todos nós parte dessa responsabilidade. Não para tentar encontrar culpados e para nos culpabilizarmos, não para desculpabilizarmos ninguém, mas porque entendo que face à dimensão dos enormes problemas com que nos confrontamos, todos teremos que ser parte da solução e só assim, fazendo esta pequena e objectiva reflexão, poderemos descobrir o contributo que cada um de nós poderá dar.

Vejamos:

1 x 10.000.000 de pequenos contributos = 10.000.000 de contributos.

Sei que a tendência é para dizermos que já contribuímos muito, que já trabalhamos e trabalhámos muito, que já pagamos e pagámos muitos impostos, que, que, que … , mas penso que valerá a pena fazer o pequeno esforço de pensar nisto.

A solução terá que passar por aqui.

8.4.13

Pode Haver Luz (23) - Uma Referência.

Estamos a atravessar tempos onde impera a dúvida e a incerteza, tempos onde por vezes temos dificuldade em encontrar uma luz de esperança, um caminho ou apenas uma pequena e simples referência. Tempo onde vemos muito do que tínhamos dado por adquirido e inquestionável fugir-nos ou escapar-nos entre as mãos.

Questionamos e interrogamos o porquê e nunca conseguimos obter uma resposta objectiva e cabal, porque será?

Questões conjunturais deste novo mundo globalizado e a velocidade sem precedentes a que tudo gira, a qual nos tira a serenidade e o tempo necessário para colhermos o que de melhor passa por nós, estão certamente na base desta confusa pirâmide ou no epicentro deste turbilhão.

Importa no meio de tudo, de toda esta confusão e de toda esta velocidade conseguir apanhar boas referências e bons sinais. Mas não chega, depois de os colher é necessário acarinhá-los, valorizá-los e contribuir para os fortalecer, só assim poderão crescer e ganhar maior relevância.

Vem tudo isto a propósito da recente eleição do Papa Francisco. Independentemente se sermos católicos ou não, de termos mais ou menos Fé, com este Papa têm chegado imagens de valores que são indispensáveis para a construção de uma sociedade mais justa e mais humana, de todas elas destaco as mensagens e os exemplos de HUMILDADE.

A humildade torna-nos mais solidários, consequentemente mais unidos e por isso mesmo mais fortes; a falta dela desune-nos, divide-nos e fragiliza-nos.

Referenciar e referenciar-nos no Papa Francisco pode ser um caminho para fazer face a este tempo conturbado, difícil e doloroso que todos estamos a viver.



Nota: Peço desculpa, a todos quantos acompanhavam esta coluna, por estas pequenas férias ou, melhor dizendo, interrupção. Aproveitei o Domingo de Páscoa para escrever este primeiro texto, melhor dia para recomeçar não podia haver.

Texto publicado em Diário de Odivelas.

3.4.13

Sobre a HUMILDADE.

A humildade torna-nos mais solidários, consequentemente mais unidos e por isso mesmo mais fortes; a falta dela desune-nos, divide-nos e fragiliza-nos.

In: Diário de Odivelas - Pode Haver Luz - Uma Referência.

Para onde ias?

Várias vezes já colocámos essa questão a amigos e/ou familiares, também muitas vezes já fomos alvo dessa pergunta, ou até simplesmente, sem que ninguém nos colocasse essa questão, já demos por nós a pensar nisso.

Por vezes somos tentados a pensar em aviões, barcos ou carros, também em países (uns mais longe, outros mais perto), em cidades ou campo, em praia ou neve, na savana, em safaris, em cruzeiros, em spa's, etc., etc,. Algo que também costumamos associar a este tipo de pensamento é o tempo, não estou a falar do tempo climatérico, estou a falar do tempo como medida, uma semana aqui, duas ali, etc... E com o prémio do Euromilhões? Ups ... . Enfim, tudo isto depende de cada um de nós, dos gostos, das preferências, também das ambições e até do momento, mas a verdade é que por vezes tudo isto não passa de imaginários ou de sonhos que construímos em busca da nossa Terra do Paraíso, não será assim?

E se te dissessem que essa tua viagem, à tua Terra do Paraíso, podia ser uma volta a pé na tua cidade, acreditavas?

27.3.13

Obrigado Ana Maria e Até Sempre!

Quando há uns meses, na abertura oficial do ano lectivo do Instituto de Odivelas entrei, já um pouco atrasado, numa sala apenhada de pessoas, várias pessoas vieram cumprimentar-me com uma enorme simpatia. Entre essas pessoas, algumas que não via há muito tempo, estava uma senhora que eu não conhecia, nem nunca tinha visto, e que para minha surpresa me tratou com igual ou maior simpatia que todos os outros.

Sabendo que eu não a conhecia logo tratou de se identificar, era Ana Maria Pinto Soares Hoeppner.

Disse-me com uma grande simplicidade que há muito tempo tinha vontade de me conhecer, até para maior surpresa minha, porque conhecia muito bem o meu pai e que há muitos anos tinha estado várias vezes em casa deles. Trocámos mais algumas palavras, solicitou-me que enviasse cumprimentos e ficámos de ir conversando.

Cumpri obviamente com a entrega de cumprimentos, sei que depois disso ambos ainda se encontraram algumas vezes, nomeadamente há cera de um mês, quando foi homenageada no Mosteiro de Odivelas.

Infelizmente, não voltei a estar com ela e ontem tive a notícia da sua partida. Guardarei para mim, até porque na altura a Ana Maria já estava muito debilitada, a sua simpatia, a sua amabilidade, o seu rosto cheio de alegria e olhos a brilhar de felicidade, naquele único encontro que tivemos.

Não sei se chegou a ter conhecimento da decisão descabida de encerarem o seu I.O., espero que não, porque certamente teria feito com que partisse com essa amargura e a Ana Maria não merecia.

Quero ainda deixar aqui o meu agradecimento por todos os contributos que deu para engrandecimento do nome de Odivelas e de algumas instituições do Concelho, nomeadamente da Associação das Antigas Alunas do I.O. onde era Presidente.

Obrigado Ana Maria e Até Sempre!



11.2.13

Uma questão de atitude.


Não só pelos mais idosos, os quais cada vez são mais e têm direito a ter uma vida digna, como pela minha geração que está verdadeiramente “à rasca”, como sobretudo pelos mais jovens que têm uma vida inteira pela frente, não me conformo e não me resigno. Penso mesmo que ninguém o poderá fazer, como se costuma dizer – não há mal que sempre durará.

4.2.13

O Nilton tem razão.

O antigo Presidente da CM de Lisboa e uma vereadora são acusados de lesar a câmara em 13 milhões de euros.

Quem é que paga a sua defesa em tribunal desde 2007?

A mesma Câmara de Lisboa que supostamente lesaram.

Às vezes este país consegue ser uma anedota!

28.12.12

Vulnerabilidade!


Toda a história relacionada com Baptista da Silva é demasiado patética para ser verdade,  mas a verdade é coloca a nu algumas fragilidades. Quero com isto dizer que não estamos livres do aparecimento de um qualquer actor de circo, com uma boa “lenga-lenga”, que nos conduza para um caminho muito complicado.

17.12.12

O Meu Natal (3)

No intuito de colocar uma imagem de Boas Festas para colocar na minha capa do facebook acabei de fezer uma pequena pesquisa no Google, em "Cristmas facebook cover" e capa Natal facebook, por incrível que pareça não encontrei nenhuma com a figura de Jesus ou com o Presépio, não é estranho?





Esta imagem foi a que "levei", tem o Presépio, mas não tem a mensagem de Boas Festas.

9.12.12

O Meu Natal - Nova Odivelas



25 - O MEU NATAL

É notório que nos últimos anos, devido a uma série de factores, entre os quais a oferta e a capacidade financeira, tendo sido ela real ou virtual, fomos criando uma sociedade muito materialista e consumista, que é mais egocêntrica e egoísta, e por isso mesmo mais desumana.

No meio de tudo isso fomos perdendo a noção de solidariedade, de partilha, de dádiva e também de algo que considero de capital importância, a humildade e o espiritualismo.

Inclusive o Natal, não obstante ter passado a ser vivido por muitos como uma época de encontros familiares e de troca de presentes (muitas vezes de um exagero extremo), perdeu muito do seu significado original, a qual é centrada precisamente no amor pelo próximo, na paz, na partilha e na esperança.

Importa por isso perceber que para além da angústia com que muitos de nós nos deparamos, por força das circunstâncias, esta é uma das razões pela qual este ano muitos de nós estamos ainda mais inquietos. De facto é desolador, sobretudo para aqueles que têm filhos e/ou netos pequenos, olhar para o fundo da Árvore de Natal, a qual há uns anos estava mais ou menos composta, e ver que este ano vai estar careca ou quase careca.

Por certo que para muitos, eu não sou excepção, neste aspecto, esta época vai ser mais triste e desoladora, por isso mesmo, mais que nunca, há que recentrar o Natal na sua mensagem original, vive-lo de uma forma mais intensa e espiritual.

É com este espírito, tentando encontrar em cada um de nós a melhor forma de partilhar a mensagem de Natal, que vou viver este período e estou certo que com pequenos gestos, com pequenos exemplos que dê aos meus filhos e/ou ou com experiencias que partilhe com eles, que vou chegar ao final desta quadra e vou sentir que lhes dei um grande presente.

Experimente fazer o mesmo!
 




1.12.12

1º de Dezembro precisa-se!



1º de Dezembro de 1640



Hoje é 1 de Dezembro, data em que se assinala a restauração da independência, a qual foi reconquistada em 1640, após 60 anos “atados” aos nossos vizinhos espanhóis e perdida em 2009 após uma governação desastrosa do PS e de José Sócrates.

Nunca como hoje fez tanto sentido recordar esta data e perceber que estamos a necessitar urgentemente de voltar a restaurar a nossa independência.

Força Portugal!

19.11.12

Protesto dos restaurantes

Este é um protesto diferente num sector que conheço bem, o qual atravessa, à semelhança de outros sectores, uma quantidade enorme de dificuldades e que são de difícil resolução. José Pereira que está à frente deste movimento, embora tente culpabilizar de certa forma este governo, reconhece que a crise não é de agora. Diz e eu concordo que "este sector tem estado, sobretudo desde de 2008, muito por culpa própria, em regime de morte lenta e que agora entrou em cuidados paliativos".

Embora eu entenda que há muitos situações relacionadas com o IVA,  tais como as relacionadas com bens de primeira necessidade, que deveriam ser prioritárias, questiono se a redução do IVA resolveria os problemas do sector e quantos serão os estabelecimentos que não fechariam as portas devido a essa medida?

O problema é muito mais complexo, pode passar pelo IVA, mas passa sobretudo pelo número de estabelecimentos existentes, pela quantidade de regras que foram impostas nos últimos 10 anos (as quais uns cumprem e outros não - gera assimetrias), situações relacionadas com os valores das rendas e/ou dos imoveis, pela evolução do mercado (questão do tabaco e da nova oferta de café doméstico) e evidentemente, pela enorme quebra no consumo.






Algarve: A grande lição.

Depois do infortúnio que se abateu sobre o Algarve, provocado por um fenómeno pouco habitual entre nós, a sociedade civil deu-nos um extraordinário exemplo de civismo e de solidariedade. Algo que merece uma refllexão.