31.1.11

Indemnizações – Hoje, sou eu que falo delas.

Quantas foram as vezes, em que tantos como eu levaram com a palmatória ou uns valentes puxões de orelhas, por fazer erros ortográficos?

Quantas foram as vezes, em que tantos como eu levaram uns valentes puxões de orelhas, por fazer erros ortográficos?

Quantas foram as vezes, em que tantos como eu passaram horas a fio a repetir inúmeras vezes, cada um dos erros ortográficos que fazíamos na cópia ou nos ditados?

Quantas foram as vezes, em que tantos como eu foram por diversas vezes castigados por erros ortográficas, ficando assim privados de horas de divertimento e brincadeira que eram próprios da idade?

Quantos como eu viram as suas avaliações escolares serem prejudicadas por erros ortográficos?

Quantos como eu chegaram a levar uma ou outra palmada da mãe ou do pai, ou até de ambos, pelos erros ortográficos?

Quantos como eu, que ainda para mais sou disléxico, passaram por este tormento que era aprender a escrever bem o português e na altura detestaram a escola, o ensino, os professores e língua portuguesa.

Quantos como eu ficaram psicologicamente traumatizados com toda esta problemática?

Só me apetece pegar nestes argumento e para além de pedir um apoio psicológico que agora está tão na moda, pedir também uma valente indemnização, não acham que é o mínimo?

E se pensarmos em quanto gastou o estado e/ou os nossos pais para que nós não escrevêssemos Egito, ação, umido, coletivo, diretor, exato, batizar, etc., etc, não a entendem que foi um verdadeiro disparate, é que com o novo acordo ortográfico é assim que vamos passar a escrever palavras com estas.

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Pior que isto, é que mesmo tendo passado por tudo, ou parte do que acima mencionei, e pese o facto dos erros ortográficos que de quando em vez ainda faço, adoro a língua portuguesa, entendo que valeu o esforço que fiz e que todos fizeram para que eu tivesse aprendido a lê-la e a escreve-la e entendo que os autores deste acordo ortográfico devem revê-lo e indemnizar os estado português por tamanho ataque à língua portuguesa.

Sinais do tempo, de crise.


Para uma simples vaga e com um único anuncio num site, recebi quase 150 curriculum para analisar. Longe vai o tempo em que quase não havia respostas.

Acordo Ortográfico é para valer no próximo ano lectivo

O acordo ortográfico é para valer.
O Conselho de Ministros já determinou a sua aplicação com efeitos a curto prazo.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011
Presidência do Conselho de Ministros
Determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011-2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República.

Tomada a resolução e sem que haja grandes manifestações contra, lá se dá mais um pontapé no português. Ficamos a escrever quase como os brasileiros. Também nunca perceberemos a razão de tal acordo ortográfico.
Mas obviamente entende-se a crescente influência do Brasil na comunidade internacional, particularmente nos continentes Norte-americano, africano, australiano e no europeu sobretudo nos países mais influentes. Porventura a necessidade de generalizar a escrita pelo lado dos mais poderosos - disso ninguém poderá duvidar da importância do Brasil na economia planetária e sobretudo na América Latina.
E ainda teremos de observar o meritório esforço dos brasileiros espalharem a sua cultura, no domínio da música, da representação, das artes e das letras. Este paradigma torna-se cada vez mais evidente no seio da comunidade académica e cientifica dos Estados Unidos e do Canadá.
Percebe-se que a nossa escrita encontra dificuldades em se impor nos meios tecnológicos onde a lógica das alternativas “português” e “português do Brasil” faz cada vez menos sentido. Pena é que sejamos os mais frágeis, com menor capacidade negocial.
Oxalá fique a língua, o nosso idioma projectado numa literatura de excelência repleta de escritores notáveis cujos nomes enchem algumas das páginas mais importantes da nossa história.
E não vale de todo termos de ouvir iluminados professores de português como o que tivemos a infelicidade de presenciar num dos canais de televisão justificando a medida e dando como exemplo a forma escrita Egipto que passará a escrever-se Egito porque não se pronuncia o ‘P’.
Ora este douto deu um mau exemplo porque não percorreu certamente muitas das agências de viagem da nossa terra, onde muitos dos seus funcionários pronunciam Egipto tal qual como se escreve, até porque também se habituaram a chamar os seus naturais de egípcios, aliás forma que perdurará mesmo no novo acordo ortográfico.
Mais vale não procurar justificações para um acordo ortográfico inoportuno e desadequado à nossa escrita… E a dá-las, que tenham a coragem de o fazer aludindo à verdadeira razão
!
José Maria Pignatelli

OdiMostra o nome correcto?


No decorrer da apresentação da proposta feita pelo Vereador Paulo Aido para a realização de um certame onde pudessem estar expostas as valências do Concelho, o Vereador com o pelouro das actividades económicas, afirmou, por ventura por falta de argumentos, que não gostava do nome. Mas o que está em questão não é o nome do evento, esse pode ser o que lhe quiserem dar, o que está verdadeiramente em questão é a realização deste evento, o qual, a ser bem divulgado, permitiria aos agentes económicos do Concelho ter uma montra para promover os seus produtos junto de milhares e milhares de pessoas.

De facto este executivo rosa/alaranjado não tem qualquer estratégia para o desenvolvimento económico do concelho, já tinha ficado bem visível em outras situações, e quando se faz alguma proposta nesse sentido, fica deveras atrapalhado.

É por essas e por outras que o Município de Odivelas está como todos sabemos e que o tecido económico se vai deteriorando a cada dia que passa.

30.1.11

Amália recordada em Odivelas

Amália Rodrigues foi recordada em Odivelas no sábado, num programa ambicioso que acabou por ter o seu momento mais alto com as actuações dos alunos da Escola de fado da Junta de Freguesia e no final com duas interpretações de Maria Mendes que actua no Páteo de Alfama e no centro cultural da Malaposta. O polivalente de Odivelas encheu para ouvir os fadistas que foram acompanhados pelos seus professores, o guitarrista António Jorge e João Barros na viola.
Antes e também com a sala quase cheia assistiu-se à inauguração de uma exposição alusiva à diva do fado português e a uma peça de teatro de revista representada pelo grupo “Os Resistentes” do Bairro Padre Cruz.
Independentemente da importância em homenagear Amália, tanto mais que vivemos um momento impar em que se tenta que o fado faça parte do património do Mundo, esta acção apresentada pela Junta de Freguesia em colaboração com o Museu do Fado teve o condão de mostrar a mais-valia do projecto Escola de Fado que se percebeu ser já capaz de juntar pessoas de todas as idades, demonstrar o crescente interesse dos mais novos por este género de canto e mesmo integrar no grupo alunos do conservatório.
Aliás este projecto de carácter sócio cultural pode muito bem interagir com o sector económico, particularmente com a restauração como já acontece uma vez por mês com as noites de fado no Forno da Cidade. São precisas é mais noites e a capacidade de crescer a qualidade do projecto e de a publicitar para lá das fronteiras da cidade e do concelho. Também é necessário preparar programas a curto e médio prazo de forma a levar o fado e os fadistas desta escola a outras paragens e espectáculos mais ambiciosos antevendo já as noites de Verão.

José Maria Pignatelli

Victoria Falls - Zambia





Para a Guinevere

A propósito deste post:



A música de intervenção está de volta

Música cantada pelos Deolinda este fim-de-semana no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
A realidade posta em canção.
As canções de intervenção estão de regresso.
O que virá a seguir?

Teresa Salvado




"Parva que sou (Deolinda)

Sou da geração sem remuneraçãoe
não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’, se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’ que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar."

Recordando 3



AFINAL NÃO SOMOS POBRES...SOMOS ESTÚPIDOS

Li isto algures no Facebook.
Muito real.
Muito triste.


"Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem
Portugal.

Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:

Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um
litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de
telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por
serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares
(8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem
dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em
conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 %
de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os
23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda
impostos municipais.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso
pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês
protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*
*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual
que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens
pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância,
porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes
sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos
seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários
irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre
o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais
ou os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o
consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos
Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos
conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós)
enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos
filhos prevendo que não os podemos comprar.


Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos."


Teresa Salvado

Que Futuro?




Numa altura em que nos questionamos quanto ao futuro de tudo, estado social, educação, finanças públicas, e até nos pareceres das agências de rating e no comportamento dos mercados…


Existem cerca de 10 mil crianças institucionalizadas no nosso País para quem a palavra futuro tem um significado muito diferente…

Resume-se ao simples desejo: Será que vou ter uns Pais? Uma família?”


Todos nós devemos fazer este exercício e pensar mesmo que estes poderiam muito bem ser os nossos filhos, e assim sendo, porque não tomar medidas para que as instituições, por um lado, possam ser apenas uma ponte de passagem para esse dito futuro risonho, e por outro que a burocracia que envolve a adopção se revista de critérios de análise objectiva e de fácil enquadramento de forma a agilizar os processos de adopção, uma vez que se conhece o elevado número de famílias dispostas a dar-lhes o seu colo e o seu carinho!


Continuo a pensar que este tipo de problemas terá mesmo que ser resolvido pela sociedade civil propondo medidas concretas e a tomar conta deste processo, uma vez que operativamente os órgãos que enquadram esta competência se têm revelado para além de outras nuances menos boas, extremamente ineficazes.

Países periféricos à beira do colapso

Novos pobres são um filão da classe média
Os países mais desenvolvidos abriram brechas dentro das suas próprias estruturas sociais, económicas e culturais. Abriram as portas aos cidadãos de outros povos com culturas mais conservadoras e até elitistas com fortes convicções religiosas, mas acima de tudo muito influenciáveis, deram-lhes instrução, empregos e permitiram-lhes mesmo entrada directa nas elites científicas e profissionais, não se preocupando com a sempre discutível aculturação. Proporcionaram também o enriquecimento dos poderes instituídos em alguns países após as descolonizações, na Ásia menor, em África e na América Latina, principalmente aqueles que possuem matérias-primas indispensáveis à vida moderna, como o ouro, petróleo, gás natural, platina, café, açúcar, cereais, etc.
Esse novo capitalismo entrou com milhões nos principais mercados financeiros e foi aproveitado (mais uma vez pelos próprios agentes dos mercados) para especulações de vária ordem.
Somadas estas práticas às desigualdades que se acentuaram com a globalização sobretudo no sector industrial que valorizou imenso a mão-de-obra barata e sem grandes custos sociais, o resultado era previsível: Os países periféricos em vias de desenvolvimento correm riscos de asfixia, mesmo os produtores de combustíveis e produtos energéticos que tinham por obrigação de saber investir os biliões de dólares que as suas economias ganham em melhorias estruturais que proporcionassem bem-estar às populações.
As razões são simples:
- Territórios com grandes problemas estruturais que empurraram a população e o seu tecido produtivo para o litoral;
- Não conseguem produzir para consumo interno e as suas exportações não geram receitas para pagar as importações;
- Do ponto de vista político não conseguiram impor ou aceitar regimes verdadeiramente democráticos e não conseguiram promover reformas sociais educativas e na justiça;
- Fecham os olhos à economia paralela e à corrupção que lhe está adjacente;
- Não têm mecanismos que permitam controlo da despesa pública e desperdiçam demasiados recursos, mesmo os recursos humanos por falta clarividente de massa crítica nos sectores dirigentes;
- Preocupam-se demasiado em espalhar as suas doutrinas na senda política internacional e de apoiar verdadeiros programas de emigração, fechando os olhos inclusivamente à emigração clandestina como forma de ganharem influência dentro dos países mais desenvolvidos.
Esqueceram-se que as pessoas mais desprotegidas associadas os novos pobres em grande percentagem oriundos de uma classe média instruída e culta que deixou de ter espaço de influência muito por força do desemprego podem esgotar-se em soluções que não lhes levam o prato com comer à mesa, não protegem os seus filhos, nem lhes alumiam o fundo do túnel onde se viram enfiados quase sempre por causas alheias (...) e estas pessoas podem engrossar fileiras de contestatários de forma espontânea, mesmo sem precisar de qualquer liderança. Para já é o que se assiste nos países do Magrebe, Tunísia, Egipto e Argélia sendo que este último mostrou ao mundo ter uma classe dirigente mais esclarecida e preparada para controlar este contágio obviamente incómodo, mas mesmo que justo sempre perigoso para a estabilidade dos países do Mediterrâneo, particularmente para os periféricos do Sul da Europa, como Portugal, a Albânia onde também já se registaram tumultos na semana passada, os novos países dos Balcãs, Grécia e Turquia. Por enquanto Espanha e Itália ficam de fora porque são indiscutivelmente países estruturados com sectores primários e secundários fortes e tecnológicos muito virados à exportação. Países onde a investigação, o conhecimento e a tecnologia servem de base à modernização agrícola e industrial só depois se preocupando com os serviços... Um dos exemplos prende-se com a mobilidade – primeiro definem-se estratégias para as áreas metropolitanas e sistemas de transporte globais e depois produzem-se numa óptica de futuro com prazos alargados. Naturalmente que este tema encaixa outros como o planeamento urbano que encerra o seu crescimento e a própria arquitectura dos edifícios e meio envolvente como os espaços verdes, de lazer, infra-estruturas várias, parque escolar e equipamentos desportivos, estacionamento e acessibilidades aos maiores eixos viários e dos próprios transportes colectivos.
Espanha e Itália encontram-se muito mais integrados numa perspectiva europeia de racionalização de custos operacionais sobretudo no respeita à eficiência energética (cumprem planos energéticos definidos sobre todos os pontos de vista desde o consumo ao armazenamento), separação e reciclagem de lixos domésticos e industriais, protecção, utilização e consequente desgaste dos recursos naturais.
Por outro lado, este surto de indignação parece também surpreender os líderes mais radicais que apareciam invariavelmente por detrás das organizações destas manifestações. Ao que tudo indica entra-se na época da espontaneidade em que uma simples mensagem numa rede social informática se pode espalhar por centenas de milhar em meia dúzia de minutos... a velocidade da informação ultrapassa todas as estratégias das lideranças e apanham-nos completamente desprevenidos. Chega-se facilmente aos limites do caos gerador de actos colectivos ou mais isolados quase sempre irreflectidos que podem motivar danos irreversíveis na história e património de um País e mesmo da humanidade.
2011 promete ser um ano conturbado, mas terá forçosamente de ser tempo de reflexão e de regulação sobretudo dos mercados financeiros e da banca especuladora contra a ganância de alguns investidores e das empresas que encorajam monopólios ou a liberalização do comércio à escala planetária correndo o risco de esbater as diferenças da produção em grande série com a mais selectiva e exclusiva.
2011 terá de ser um ano de cogitação social de luta contra a pobreza e do voluntariado, mas onde haja a capacidade de exigir às classes dirigentes reformas no sentido de garantir os direitos básicos de qualquer ser humano e aos mais ricos a sua comparticipação activa mas ao mesmo tempo fiscalizadora para que depois não paguem os mais empenhados pelos menos cumpridores.
Mas também terá de se lutar já contra a globalização destas crises que levam ao caos a própria actividade sócio económica, provocando grandes flutuações nos preços das matérias-primas nos principais mercados bolsistas. É que esta realidade tem o condão de prejudicar os países mais pobres sem grandes recursos naturais e alternativas em sectores determinantes como os energéticos e os alimentares.

José Maria Pignatelli

29.1.11

Egipto - Mais um mergulhado no caos.


Também no Egipto se entornou o caldo. As imagens que nos chegam brutais, o número de mortos e de feridos não para de crescer, tudo isto começou numa simples manifestação.

A agravar, há ainda a referir o facto de todos este movimento não ter uma liderança definida e acções programadas. É um verdadeiro levantamento popular, pelo que a dificuldade em o travar é ainda maior.





28.1.11

Odivelas: Paulo Aido recomendou a reedição da OdiMostra.

Não tenho por hábito publicar aqui notas informativas dos gabinetes do Vereadores, sejam eles quais forem, contudo, mas como há um ponto que entendo importante e que está relacionada com muito do trabalho que tenho feito aqui em Odivelas, não posso deixar transcrever esta parte. Diz a Nota de Imprensa:

"Impõe-se reeditar a OdiMostra para salvar a economia do concelho.

O Vereador Paulo Aido recomendou a reedição da OdiMostra, que considera “um projecto que nunca devia ter sido abandonado, adaptada à realidade actual, mas que terá de ser forçosamente uma grande exposição do comércio, da indústria e dos serviços existentes no concelho”.

O autarca enviou uma apresentação mais desenvolvida do projecto a todos os Vereadores afirmando ter sido “o resultado de um trabalho de horas, feito no seu gabinete e que responde particularmente às queixas dos comerciantes, sobretudo daqueles que fazem da actividade a base do sustento das suas famílias”.

Paulo Aido afirmou que o fazia neste momento “porque é do conhecimento de todos que foram apresentadas recentemente propostas concretas para a dinamização do comércio local, num trabalho realizado por um conjunto de pessoas preocupadas com a realidade económica e social do concelho, que não mereceram ainda qualquer atenção desta Câmara”.

O Vereador Independente disse que “esta apresentação merece uma apreciação e que o Executivo a considere com a oportunidade desejável face ao momento sócio económico que atravessamos”.

Para o autarca o evento tem de conseguir reunir:

- O comércio da restauração, pastelaria e confeitaria, moda e acessórios, equipamentos, decoração, saúde, imobiliária e construção, telecomunicações e automóvel;

- A indústria agro-alimentar, instrumentos médicos, farmacêutica, química, educação, equipamentos de frio, colas, tintas, construção civil, metalurgia, têxtil, artes gráficas e publicidade audiovisual, acessórios de automóvel e transportes;

- Os serviços representados pelas associações de apoio social, associações culturais e desportivas, clubes, Juntas de Freguesia, Segurança Social, Instituto do Emprego e Formação Profissional, Unidades de Saúde, Estabelecimentos de Ensino, Empresas fornecedoras de Energia e ou seus representantes, SMAS, Fornecedores de Telecomunicações, Notariado, Transporte, Banca, Seguros e/ou seus agentes;

- Que se fomente paralelamente um conjunto de actividades como concursos de gastronomia, de decoração, de arranjos florais, etc.;

- A realização de um ciclo de Conferências dedicado à Formação Profissional com a participação dos agentes empresariais do concelho e instituições públicas, bem como Acções de demonstração sobre as actividades técnicas e profissionais existentes - a título de exemplo como se faz, que aptidões e onde se formam os novos pasteleiros e cozinheiros contando com a participação da Escola Agrícola da Paiã, ou a formação necessária para trabalhar na produção de equipamentos médicos e cirúrgicos desenvolvidos pela empresa Codan Portugal.

O Vereador Independente chamou à atenção para alguns detalhes como a promoção de uma Bolsa de Emprego, a realização de uma ou duas actividades lúdicas que sirvam de grande atractivo ao público em particular aos habitantes de fora do nosso concelho: “um ou mais acontecimentos que sejam mais mediáticos como o exemplo de uma exposição dos coleccionadores das construções Lego que em Portugal se encontram organizados e possuem maquetas verdadeiramente surpreendentes cuja mostra nacional realizada na Lourinhã atraiu dezenas de milhares de pessoas de todas as idades, tanto mais que estes coleccionadores têm mais de 35 anos e uma capacidade económica mais elevada”.

Em resposta ao Vereador Mário Máximo que apontou o ano de 2012 como meta para realizações deste género provavelmente por várias etapas, Paulo Aido respondeu que “o comércio local base económica de dezenas de famílias e empregados não pode esperar mais dois anos, muito mais se atendermos aos tempos que se aproximam de enorme aperto financeiro e perca do poder de compra para centenas de milhar de portugueses, onde naturalmente se encontram grande percentagem dos odivelenses”.

Convite aceite

Agradeço o convite. E fico entusiasmado no desafio - será quase como uma prova de resistência, mas acima de tudo por poder conversar com quem consigo construir amizade. Vou aceitar certamente!
Também costumo sair à noite, ultimamente mais para a linha do Estoril. Mas eu não generalizo o caso descrito a Lisboa, apenas às docas e a 4 estabelecimentos que têm um denominador comum e que prefiro não revelar os detalhes. Eu assisti a uma enorme cobardia e nesse propósito falei com representantes da autoridade policial... Sei que estes problemas nos referidos estabelecimentos se repetem frequentemente e se encontram referenciados. Mas o mais inacreditável é como é que a minoria reina nas docas de Alcântara. Mais esclareço que até me ofereceram uma lista dos estabelecimentos daquele local mais seguros e menos problemáticos, obviamente também relativos à frequência. Tal como no Porto falamos de casos restritos e confinados numa determinada área geográfica. Longe destes casos estarem generalizados... Mas uma gota pode tornar-se num copo cheio sempre que estes acontecimentos forem demasiado mediatizados ou presenciados por forasteiros. A imagem de marca destrói-se num momento; construí-la leva anos!
Por muito que goste, a noite de Lisboa ainda não é de todo comparável com Barcelona e ou Berlim que têm outras atracções e comércio nocturno ainda inexistentes em Portugal.
José Maria Pignatelli

A questão dos copos de água.



Teixeira dos Santos diz que foi obrigado a mentir sobre as contas públicas: "O Sócrates drogava-me".


Numa entrevista gravada pela revista Focus, e de que a SIC passou parte no Jornal da Noite, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, assume que foi forçado por José Sócrates a mentir ao longo de toda a anterior legislatura e da actual.

O ministro assume que ao longo destes anos todos tem gerido as finanças do país sob o efeito de medicação e que só agora percebeu que tem sido usado para condenar milhões de contribuintes inocentes. “O Sócrates obrigava-me a beber um copo com água e a assinar papeladas. E depois obrigava-me a dizer que estava tudo bem, que Portugal não estava a sofrer com a crise internacional e que a despesa pública estava controlada.

Tive que dizer tudo com pena dos rapazes, que levavam bastante porrada do Sócrates. Mas eu não sou o único. O José Sócrates anda há anos a dar copos com água a todos os ministros, deputados do PS, militantes do PS, ao Passos Coelho, ao Emídio Rangel, aos juízes do Freeport e do Face Oculta, aos jornalistas, aos investidores estrangeiros para comprarem a dívida portuguesa e agora até já conseguiu drogar a Angela Merkel e os senhores do FMI”. JH


Convite a J.M. Pignatelli


A questão dos seguranças que estão à porta e também dentro dos bares e discotecas não é nova, bem pelo contrário, é bem antiga. Há anos que este problema subsiste, tendo tido há relativamente pouco tempo a sua expressão máxima na noite do Porto. Lembro que no caso da invicta se chegou a levantar a questão: quem é que manda na noite, os proprietários dos espaços ou os seguranças?

Não obstante a questão dos seguranças da noite, a qual está longe de ser uma novidade, o melhor meu caro, embora hoje em dia já me custe um pouco, é vir ter comigo. Pese o facto de eu ter há muito, pelo menos há 15 anos, "arrumado as botas", ainda sou capaz, de quando em vez, de começar ao pôr do sol e acabar na alvorada. Não sei se ainda tem cabedal para isso, mas se o tiver, venha ter comigo e garanto-lhe que percorre os mais diversos locais e zonas de Lisboa, e nada, a não ser que caí em exageros ou excessos, lhe acontecerá.

A noite de Lisboa é hoje considerada uma das melhores a nível europeu e è com toda a certeza por isso, que há cada vez mais pessoas, sobretudo jovens, que apanham o avião e vêm com regularidade cá passar os fins-de-semana.

Venha daí, afie a bigodaça, eu pago-lhe um copo e mostro-lhe Lisboa à noite. Vai ver que gosta e que encontra muita gente conhecida.



Nota:
Estou para ver se não aparecerá por aí algum colega blogueiro que esteja no activo, que partilhe da minha opinião e que para além disso, faça questão de se juntar a nós.

Farinas: Mais uma vez "dentro".


Então não é que o nosso amigo Farinas teve o desplante de ir a uma unidade de polícia cubana para se informar sobre a detenção de outros companheiros. O resultado está a vista, ficou lá.

Malcriados "matam" a noite de Lisboa

Alguns seguranças de bares e discotecas comportam-se como verdadeiros fora da lei. São excêntricos, violentos e adoram descarregar as energias sobre os mais frágeis. E o pior de tudo é que têm a consciência de serem quase intocáveis de estarem protegidos por alguns agentes da Lei, particularmente da Polícia de Segurança Pública.
Nas docas de Alcântara é usual assistirmos a cenas de pancadaria muitas vezes sustentadas em nada e num formato que encerra elevadas doses de cobardia – cinco e mais seguranças a socarem e pontapearem um único cidadão. O melhor de tudo é que a rixa começou à porta de um bar e os agressores são seguranças de outros estabelecimentos.
Mas a responsabilidade não lhes pode ser imputada na sua totalidade. A maior pertence às entidades contratantes, muitas vezes a mesma porque os sócios dos bares são comuns e as bases de recrutamento destes profissionais e as directrizes dadas são as mesmas.
Precisamos portanto de saber quem são os verdadeiros agentes da desordem e da violência. Neste capítulo é extraordinário ver a entre ajuda e cumplicidade dos seguranças de pelo menos três estabelecimentos. Também todos utilizam as mesmas armas e forma de bater - soco eiras camufladas e botas com ponteira rígida e fazem dos clientes, teoricamente mais mal comportados, verdadeiros sacos de areia para treino de murro e pontapé.
Estes seguranças atacam (ou contra-atacam) em maior número que as vítimas e depois de mal tratarem quem lhes dá invariavelmente de comer, refugiam-se como os terroristas de cara tapada que nos habituámos a ver no Médio Oriente. Fazem-no ao aviso da chegada da PSP que, por vezes, parece anunciar antecipadamente a sua aparição no local e jamais identifica quem quer que seja.
Fica-se com a impressão que estamos perante uma cumplicidade institucional entre quem é efectivamente autoridade e quem se faz passar por ela, muito provavelmente sem habilitações para tal desempenho ou não dando cumprimento ao disposto pela Administração Interna da Nação. Grave é não perceber que a razão destes profissionais deve obrigá-los ao apelo à intervenção da autoridade e não substitui-la.
Ainda pior é quando estes registos acontecem nas noites de fim-de-semana a horas “decentes” diante de turistas que acabaram de tomar a sua refeição ou beber o café e um aperitivo após o jantar. Damos profundamente uma má imagem aos de fora porque aos nossos já é indiferente. Aliás, existem estabelecimentos hoteleiros de referência da capital que desaconselham os clientes a frequentar o local nas noites principalmente ao fim-de-semana.
Acresce a este panorama a clara falta de patrulhas da PSP no local e algum desconforto que se sente no capítulo da segurança, num local que poderia muito bem ser de excelência à semelhança do que sucede por exemplo nas chamadas docas de Barcelona, onde os exageros são quase sempre controlados pela consciência que se tem sobre a necessidade de manter activos e dinâmicos os agentes económicos locais geradores das maiores fontes de receita para a cidade e região bem como do seu bom nome no mercado internacional de turismo.
É que nesta matéria não basta ganhar prémios pelos melhores stands das exposições internacionais. Temos de ter oferta, qualidade global dos serviços, cidades limpas, seguras (pelo menos à vista), com sinais de vitalidade social, económica e cultural. Falamos de um turismo de cidade, muitas vezes profissional, endereçado a quem já se habituou às grandes metrópoles e ao conjunto e diversidade que elas encerram, muito abrangente em segmentos sociais e para todas as idades. Esta questão é muitas vezes comparável ao fenómeno dos salões automóveis: em mais de vinte anos no sector nunca vi atribuir prémios do melhor stand a marcas como a Ferrari, Rolls Royce, Bentley, Lamborghini e outras deste nível que primam por uma simplicidade muitas vezes demasiado espartana num claro intuito de deixar sobressair o seu conteúdo, o melhor dessas exposições.
Entre prémios que são o nosso contentamento e sempre importantes por mais acessórios que sejam, aguardemos pelos números definitivos do sector do turismo em 2010 e do que representaram no PIB relativamente a 2009 e mesmo a 2008.

Recordando 2



Recordando 1.



27.1.11

Mais uns contributos.




PORTUGAL: O MELHOR ENTRE 166.


O espaço do Turismo de Portugal venceu o prémio de Melhor Stand na Fitur, em Madrid. Um prémio que destaca o stand português de entre 166 países e regiões presentes. Eu, que estive lá, acho-o verdadeiramente merecido. Mais um feito de promoção turística, onde todos saímos a ganhar.

Pensamento do Dia.


A propósito do discurso de Cavaco, um amigo, João Gonçalves Pereira, diz: Sócrates, não vais ter vida fácil! Eu digo: João, vamos ver se tens razão!

A sensibilidade das almas.


Discursos como o que Cavaco Silva fez na noite das eleições, estou a habituado a ouvi-los e muito, só os proferidos pelo Primeiro-Ministro nos últimos 6 anos, não têm conta. O que estranho, é a sensibilidade que têm as pessoas que aplaudem Sócrates, quando, como se costuma dizer, "se vira o bico ao prego".

Disparidades!


Como quem acompanha este blogue com alguma regularidade se apercebeu, não perdi muito a escrever e ou a falar sobre as presidenciais, sobre este ou aquele candidato. Durante toda a campanha quase me limitei a afirmar: há uma coisa em que concordo com Cavaco, é que Portugal não ganha nada com uma segunda volta.

Passado que foi este acto eleitoral, vejo que à total falta de argumentos, há quem tente fazer uma enorme encenação à volta do discurso de Cavaco Silva. Eu confesso, tal como afirmei ontem, que também não gostei, mas também entendo que não é o suficiente para fazer disso um caso politico e muito menos que com isso venham a conseguir beliscar minimamente a dimensão da vitória de Cavaco.

Menos entendo, que provavelmente os mesmos, se esqueçam de salientar uma intervenção vergonhosa do Ministro Santos Silva (habitual neste senhor) no decorrer da campanha eleitoral. "Precisamos de um Presidente que não se meta onde não é chamado" disse, imagine-se, o Ministro da Defesa.

Alguém pagou ....

Um contributo.


No seguimento de um post que a Madalena Varela publicou ontem aqui no blogue, deixo um pequeno contributo para que este mistério possa ser desvendado.




25 Milhões perdidos na Lusitânia

Amadeu Araújo noticiou no Diário de Notícias que a Associação de Municípios para o desenvolvimento regional Lusitânia vai ser extinta sem que se apresentem contas sobre gastos que ascendem a 25 milhões de euros. Trata-se de uma associação para promover a região do Dão, Lafões e das Beiras interiores composta por 16 municípios dos Distritos da Guarda, Viseu e Coimbra.
A peça de Amadeu Araújo revela uma situação preocupante se atendermos ao facto de se terem gasto dinheiros públicos alguns dos quais oriundos de fundos comunitários que acabam por não resultar em nada de prático, permitindo o direito à indignação e a que o comum dos cidadãos acabe por suspeitar de tudo. Naturalmente que a nossa crise muito mais estrutural que financeira é a soma de muitas migalhas como esta de dinheiros que recebemos sem esforço e que foram consumidos sem que se vejam os benefícios desse investimento. Agora vamos todos pagar pelos erros de umas centenas de maus gestores em causas públicas.
Transcreve-se a notícia de Amadeu Araújo do DN:
O Governo concedeu, em 2009, utilidade pública à Lusitânia, uma associação de municípios e desenvolvimento regional, que gastou mais de 25 milhões em fundos comunitários, públicos e municipais mas que não apresenta contas há cinco anos. A associação existe desde 2002 e vai agora ser extinta. Na prática criou sites na Internet que não funcionam.
São 16 os municípios e organismos públicos dos distritos de Viseu, Guarda e Coimbra que constituíram a Associação de Desenvolvimento Regional Lusitânia, que gastou, de fundos comunitários e públicos, 25 milhões de euros em projectos para a sociedade da informação. A maior parte deles são sites, sem qualquer funcionalidade. Passados oito anos da sua criação, a Lusitânia continua sem apresentar contas e "irá ser extinta", garante o presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva, que faz parte da direcção. José Morgado adianta que "todas as funções da associação irão ser assumidas pela Comunidade Intermunicipal Dão-Lafões porque a Lusitânia está moribunda".
A última actividade conhecida da Lusitânia foi a Assembleia Geral de Abril de 2006 que aprovou o relatório de contas de 2005 - documento que o DN não conseguiu encontrar - sob a direcção das câmaras de Viseu, Tondela e Penalva do Castelo. O relatório é mencionado em Junho de 2006, numa acta da Câmara de Viseu, mas os órgãos sociais, eleitos por quatro anos, não foram renovados em 2009, aquando das últimas autárquicas, como ditam os estatutos.
As actividades da associação começaram em 2002 quando apresentou o programa Viseu Digital. Em 2005 lançou novo projecto na área da prevenção dos incêndios florestais. Mais 12 milhões de euros de Sistema de Informação para a Prevenção Florestal que não são conhecido de bombeiros ou protecção civil. Um ano depois eram apresentados os museus virtuais de Grão Vasco e de Almeida Moreira, que não se encontram online. Projectos que funcionariam em rede através de 38 pontos de acesso à Internet espalhados pelos 16 municípios. Que não existem. Ainda assim, no mesmo ano, a Lusitânia apresentava mais um projecto, 1,2 milhões para infra-estruturas de banda larga integradas no Viseu Digital. Foi então que soaram os alertas.
Luís Caetano, dirigente do CDS e deputado municipal, avisava que do Viseu Digital "não se vê nada". Passados estes anos, mantém as críticas e alerta para "a falta de transparência em todo este investimento". É que desde 2006 que a associação não apresenta contas dos milhões que gastou apesar de o presidente do conselho fiscal garantir que "até 2008 houve apresentação de contas", mas não se conseguem consultar.
Mesmo com este histórico o Governo concedeu à Lusitânia o estatuto de utilidade pública. No despacho, datado de 2009, a Presidência do Conselho de Ministros exigia a "a alteração dos estatutos para assegurar uma gestão privada". Os estatutos nunca foram alterados, mas, em 2010, a Câmara de Viseu nomeou um novo representante da autarquia na Lusitânia, Ana Paula Santana. (...) Por esclarecer fica ainda o paradeiro de 23 milhões de euros
”.

26.1.11

Parece que foi ontem!


Viviam-se tempos agitados quando pela primeira vez ouvi esta música. Foi numa daquelas noites em que nenhum português deixava de ver televisão, mesmo no conturbado ano de 1975, todos os portugueses assistiram ao Festival da Canção.

Assisti a este festival, no qual ouvi esta música pela primeira vez, em casa da minha avó, onde por "coincidência" estava filha do Zé. Tenho a ideia que quem ganhou esta edição foi o Paulo de Carvalho, mas esta música para mim foi a melhor, nunca mais a esqueci e ainda hoje a oiço com alguma frequência.


Onde estará o Filipe?


A banda desenhada cria-se sempre à volta de personagens ou identificam alguns deles. Há de tudo por se pretender retratar quase sempre figuras públicas ou grupos sociais pelo comportamento ou classe e, na maior parte das vezes a classe dominante.


Em 1964 o cartoonista argentino Quino criou Mafalda, um personagem de banda desenhada que serviu para desenhar uma família da classe média que serviria de suporte a uma campanha publicitária que nunca chegou a acontecer.

Mafalda tinha um irmão, o Filipe, um preguiçoso sem grande sentido de humor e pouco prático que detestava fazer os trabalhos de casa que trazia da escola, mas mostrava-se engenhoso e adorava copiar pelos outros.

O mundo perdeu-lhe o rasto: não se conhece o seu paradeiro!

Há quem diga que mudou de nome, atravessou o oceano a caminho da Europa, estará num continente mais pujante e cheio de gente endinheirada e por cá ficou, na Europa. E onde estará? O que faz? Morreu para a banda desenhada e sobreviveu noutros desígnios? Quiçá? Não tenha aterrado aqui nesta Terra de Oportunidades?

Será? Quem o irá encontrar?



Os primeiros sinais.


Sobre um post que escrevi na noite das eleições, "e agora, o que se segue", parece que cemeçam a ser dados os primeiros passos.

Vamos lá ver até onde vai e se desce a Calçada de Carriche!

O pedido de desculpa!


Ao fim de 48 horas o Ministro Rui Pereira lá apareceu. De facto os últimos tempos deste Ministro têm sido negros, que não sem lembra do blindados para a cimeira, e por isso mesmo o Deputado Nuno Magalhães já pediu a sua demissão.

Informalidades - Hoje é Famões

Que saúdades!

Há muito que não havia uma manhã destas. O céu azul, o sol brilhante e uma luminosidade fantástica.


Para completar o postal, só faltava ter acordado na montanha com uma pista à frente, que saudades!


Dire Straits - Faz sempre bem ouvir um bom som!



25.1.11

A pedra - um brinquedo didático.


Hoje, a fim de ver o andamento das obras de remendo, voltei a visitar a Escola Barbosa du Bocage na Póvoa de Stº Adrião. Para além das obras de construção do telheiro continuarem e por isso o espaço de recreio continuar reduzido, dos muros continuarem como estavam (altos e sem protecção) e de parte do gradeamento continuar ponteagudo, reparei que um dos briquedos preferidos daquelas crianças continuam a ser as pedras de calçada (imagem de 8/3/20101) que continuam espalhadas por todo o recinto.

Mais uma data celebrada

Coloquei aqui informação sobre duas datas celebradas com muita criatividade em Odivelas. Relembro que uma era relativa aos 700 anos da conclusão do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo e a outra referia-se aos 100 anos da elevação a Monumento Nacional.
Venho chamar à atenção de todos para mais uma data, coincidente com as obras na zona de protecção:

No dia do aniversário do REI D. DINIS, a 9 de Outubro de 2009, foram autorizadas pela Câmara, as mencionadas obras. Completavam-se 748 anos do nascimento deste nosso monarca.
Dou os parabéns à Câmara, por ter acertado sempre em datas importantes para Odivelas.
Será que o REI tem conhecimento das celebrações que têm sido feitas à sua memória?

Boas Noticias.

Encomendas à indústria em Portugal disparam 50%.

EconomiaAs novas encomendas à indústria em Portugal aumentaram mais de 50% em Novembro face ao mês homólogo de 2009, sendo a terceira maior subida em toda a União Europeia, enquanto em termos mensais, a procura à indústria nacional foi mesmo a que mais cresceu na Zona Euro, informou o Eurostat.

Em relação a Outubro, as novas en-comendas à indústria em Portugal cresceram 9,1%, superando a média da região da moeda única (subida de 2,1%) e da UE (mais 1,6%). Em termos mensais, Portugal só ficou atrás da Hungria, onde as novas encomendas dispararam 17,2%, referiu ontem o gabinete oficial de estatística da Comissão Europeia. A Letónia sofreu a maior queda depois da procura ao sector a ter diminuído 2,6%.

Em Novembro, as encomendas à indústria aceleraram 19,9% na Zona Euro e 18,9% na UE quando comparadas com o mês homólogo de 2009. Neste período, Portugal também registou uma das maiores expansões da região, com uma melhoria de 51,4% em Novembro, depois de uma subida de 7% verificada em Outubro.

Apenas a Estónia e a Lituânia superaram Portugal com crescimentos homólogos de 59,2% e 56,9%, respectivamente, adiantou o Eurostat.

O índice das novas encomendas à indústria exclui as encomendas de navios, transporte ferroviário e equipamento aeroespacial, onde as mudanças tendem a ser mais voláteis.

As outras contas - Coelho e Defensor ficam a "arder".


Enquanto uns candidatos recebem mais e outros menos do que estavam à espera por via da subvenção do Estado, José Manuel Coelho, com 4,75% dos votos, e Defensor Moura, com 1,57%, não recebem qualquer apoio estatal e poupam aos cofres do país cerca de 204 mil euros.

Discurso Histórico de Lula.



UHF - Cavalos de Corrida



A questão da abstenção forçada.


Adolfo Mesquita Nunes, no blogue Delito de Opinião, lembrou e bem, a respeito dos inúmeros problemas com que milhares de portugueses se confrontaram para votar, o que se teria dito e passado, se em vez de termos um governo socialista, tivéssemos um governo um pouco mais à direita ou de direita.

Fosse o governo menos canhoto e esta história de centenas (milhares?) de eleitores terem sido impedidos ou dissuadidos de votar seria a derradeira demonstração, a somar à eleição de um Presidente vindo da direita neoliberal que tem na especulação financeira a sua razão de existir, de que a longa noite do fascismo tinha voltado para nos roubar a liberdade de Abril.

Como é o PS que está no governo a comandar a nossa administração interna, a coisa não passa de um insignificante, mas chato, problema informático. É certo que houve gente que não conseguiu votar, e isso é chato. Mas, caramba, é o PS que está no governo!, e o PS, ao contrário de uns e de outros, não recebe lições de democracia de ninguém.


Sondagens/Resultados.


De facto as sondagens valem o que valem, muito pouco. Neste post estão claras a disferenças entre as sondagens e os resultados.

24.1.11

Pensamento do Dia!


Há dias que para escrever é preciso fazer contas e hoje não me apetece ir ver os números de ontem, pegar na calculadora e levantar questões.

De outro tempo do meu tempo.



Sondagens - Os erros e o escamoteamento.


ontem falei da pouca vergonha que são as sondagens, hoje há mais a fazê-lo, o Diogo B. Henriques por exemplo escreveu dois posts no 31 da Armada sobre este assunto, o "Erro" e o "A longa margem de erro". É caso para dizer: para além de errarem, ainda tentam escamotear o erro.

Os 700 anos do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo

No ano de 2010 completaram-se dois aniversários importantes para o Património de Odivelas.
O Mosteiro foi concluído em 1310. Foi declarado Monumento Nacional em 16 de Junho de 1910.
Fez 700 anos de idade e 100 anos na categoria de Monumento nacional.
Lamentavelmente não houve a mais pequena celebração para festejar estas datas.
Sempre esperei que não deixassem passar em branco e que pudessemos assistir a uma festa digna do nosso melhor Património.
Preferimos ir pelo absurdo: construíu-se na zona de protecção um prédio que é uma agressão ao conjunto patrimonial e à História Nacional e de Odivelas. A que se deve esta forma de assinalar uma data?

Óbidos - Câmara investe em Praça da Criatividade

Câmara de Óbidos vai investir 1,6 milhões de euros na requalificação de uma das entradas da vila medieval,que será requalificada.

"Os antigos celeiros da EPAC vão ser transformados num Armazém de Ideias" adiantou o presidente da Câmara, que prevê arrancar com a obra "ainda este trimestre". A requalificação transformará os celeiros – que albergaram as oficinas municipais – em dois espaços multiusos, com capacidade para 400 pessoas – nascerá aí a Praça da Criatividade.

A obra vai respeitar a traça original dos edifícios onde serão feitas adaptações acústicas ao nível das coberturas e acrescentadas novas tecnologias de iluminação. "Serão espaços destinados à apresentação de novas ideias criativas e à realização de eventos, conferências e colóquios", explica Telmo Faria.

23.1.11

Estou contente.


Tal como tinha escrito há uns dias, havia pelo menos uma coisa em que concordava com Cavaco, isso aconteceu e assim felizmente a "festa" acabou por aqui.

O que "todos" gostam de falar.


Há pouco coloquei um post "o que ninguém quer falar" e de facto é assim, ninguém quis falar, mas aos números que apresentei ainda se podem adicionar de certa forma os 14% de Fernando Nobre. Todos juntos significa um enorme voto de protesto para com a classe politica.

Mas curiosamente já começaram a falar num dos temas predilectos, as sondagens. Por isso questiono com que interesse, depois de mais uma vez terem falhado a toda a linha, a TVI coloca nesta edição, com resultados que certamente mais uma vez não reflectem a realidade, este tema no ecrã.

Este tema é tão mais preocupante, porque este instrumente serve para manipular a opinião e gerar a discussão. É sobre estes número que os comentadores falam e ainda agora vi o Professor Marcelo a comentar sondagens.

O que ningúem quer falar.


Se há algo que eu não vi nas televisões foi o número de votos brancos (4,25%) e nulos (1,9%), juntos são mais de 6%, a somar aos votos em Coelho, mais ou menos 4,48%, que significam quase o mesmo, estamos a falar em mais de 10%.
Se a isto juntarmos 54% de abstenção, ....

Volto a insistir na necessidade de reflectir sobre este ponto, é que aqui está uma larga maioria dos portugueses.



E agora, o que se segue?


Este resultado, para além de uma vitória esmagadora de Cavaco Silva, apresenta-nos uma derrota estrondosa de Manuel Alegre que tinha nada mais, nada menos, que o apoio oficial do PS e do BE.

Com isto estarão muitos a pensar na dissolução imediata, ou a curto prazo, da Assembleia da República, mas Sócrates não estará pelos ajustes, com toda a certeza vai antecipar-se e remodelar o Governo de forma a adiar esta decisão.

Esta remodelação trará também com grande probabilidade novidades para o executivo municipal de Odivelas, Susana Amador poderá apanhar boleia no comboio do governo e deixar a batata quente (Câmara tecnicamente falida) para outro. Se isto acontecer e porque a batata queimará, resta saber quem ficará com as mãos a arder.

Cavaco eleito - RTP dá-lhe 52%.

Abstenção - Novo Recorde à vista.

Depois dos 50,29% em 2001, parece estarmos na iminência de um novo recorde.

Os venvedores da Presidenciais.

1976 = Ramalho Eanes
1980 = Ramalho Eanes
1986 = Mário Soares
1990 = Mário Soares
1996 = Jorge Sampaio
2001 = Jorge Sampaio
2006 = Cavaco Silva
2011 = ????????????

História da Abstenção em Presidenciais:

1976 = 24,53%
1980 = 15,61%
1986 = 24,62% (1ª Volta)
1986 = 22,01% (2ª Volta)
1991 = 37.84%
1996 = 33.71% (1ª Volta)
2001 = 50,29%
2006 = 38,46%
2011 = ?????


Fonte: C.N.E.

Brancos e Nulos não contam para apurar a maioria.


Está em questão haver ou não uma segunda volta, isso passa por haver ou não algum candidato que consiga ter mais de 50% dos votos à primeira volta, para essas contas brancos e nulos, como é óbvio, não contam.


Fecharam as urnas! ... Aguardemos.

Hoje é dia de ... VOTAR.

Depois disso, quando fecharem a mesas aqui estarei para comentar.

22.1.11

O maior tesouro da humanidade - amazônia

Yellowstone National Park - USA


Pensamento da semana

Como se podem fazer duas leituras sobre a realidade em que vivemos.
Um pessimista observa: Isto está de tal modo grave que até jovens licenciadas se têm de prostituir para sobreviver.
O optimista responde: é precisamente o contrário (...) a qualidade do nosso ensino superior e a acessibilidade a ele é que se encontram tão generalizadas que até as prostitutas jão são quase todas licenciadas.

José Maria Pignatelli

Jogos de loucos

Os portugueses eleitores acabaram de entrar em período de meditação... Uns para decidirem o sentido de voto, outros para mandar os candidatos à fava e ir aproveitar o Domingo de descanso ou até para trabalhar.
Mas votando ou não, estamos todos a necessitar de aclarar ideias e prevenir as doenças futuras que se avizinham. Teremos de lutar com todas as nossas energias, portanto ficarmos mais musculados e evitar sobressaltos.
Para isso nada melhor que a prática de jogos radicais ou mesmo daqueles que poderiamos apelidar de jogos de loucos.
Ora vejam como é:
José Maria Pignatelli

Bowie - Heroes



21.1.11

Acabei de ler ...

... a perspectiva de José Manuel Fernandes.

Explicação da crise

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Há uma coisa em que concordo com Cavaco.


Acaba hoje a camapanha eleitoral para as Presidenciais e ainda há algumas incertezas. Se Cavaco ganha à primeira, se Nobre fica à frente da Alegre e qual o valor da abstenção, são algumas delas.

Embora não saiba a quantidade, sei também que ainda há muitos indecisos, pelo menos junto de pessoas que conheço essa é uma realidade a ter em consideração.

No meio de toda esta camapanha, a qual confesso que não acompanhei com muita atenção, há uma coisa em que concordo interamente com Cavaco, perante o cenário que nos é apresentado, Portugal não ganha nada com uma segunda volta.

Um filho da crise chamado Hara

O programa para criação do emprego próprio consegue muitas das vezes promover o início de pequenas empresas que ganham com relativa facilidade notoriedade.
Hara é o nome de um espaço onde se praticam terapias alternativas, neste caso relacionadas com a medicina tradicional japonesa e também onde se criou a marca Indian Roses Eventos.
O Hara é dirigido por Mariana Pinho e é um bom exemplo de revitalização do comércio e serviços locais de que ainda em situações mais extremas existe quem acredite que o êxito ultrapassará a crise.
Oxalá para bem de todos.
Em baixo a hiperligação com o convite para a inauguração que ocorreu no passado dia 22 de Outubro, mas que aqui se publica pelas imagens do espaço
http://www.39.miktd.com/viewemail.php?id=621a85908e55638ee5706362a2c8a2dd&c=3137&m_id=62953&uid=87e0812ff2
José Maria Pignatelli

20.1.11

Pensamento do dia.


Quando passamos uma tarde ou um serão a jogar cartas é frequente recolhe-las, baralhá-las e voltar a distribui-las, durante essas horas, pese o facto de depender do jogo, por vezes repete-se esses gestos vezes sem conta. Na vida às vezes acontece o mesmo, por vezes temos que baralhar as cartas e voltar a distribuir.

O problema da inerência.

Um presidente de Junta de Freguesia está na Assembleia Municipal por inerência, ou seja o facto de ser presidente de junta concede-lhe essa possibilidade. Perante este facto levanta-se a questão - será que deve estar amarrado à disciplina imposta pelo partido, ou será que deverá estar a defender os superiores interesses dos fregueses?
Já há uns tempos tinha colocada esta questão em relação a um outro Presidente, ontem no Informalidades, por causa da Escola Barbosa du Bocage e desta vez em relação a Rogério Breia, pessoa com que simpatizo e que tenho em consideração, voltei a pensar neste assunto.
Sei que não tenho este problema no meu partido, nem na minha bancada da Assembleia Municipal, portanto talvez seja mais fácil falar dele e com toda a certeza dependerá dos casos, mas é minha opinião, sobretudo nestes casos, que o Presidente de Junta de Freguesia deve colocar em primeiro lugar os superiores interesses da freguesia que representa e dos seus fregueses.

Concurso Público




Post da Sra. Dra. Máxima Vaz...










Wikipédia - Concurso público é um processo selectivo que permite o acesso a emprego ou cargo público de modo amplo e democrático. É um procedimento impessoal onde é assegurada igualdade de oportunidades a todos interessados em concorrer para exercer as atribuições oferecidas pelo Estado, a quem incumbirá identificar e seleccionar os mais adequados mediante critérios objectivos.


Só que aqui reside um problema comum a quase todos os orgãos que enquadram esta competência que é o facto deste processo se encontrar logo à partida prejudicado dessa devida isenção e imparcialidade. Tal sucede em virtude do próprio Estado não estar interessado em conferir-lhe a devida objectividade como lhe competiria.

O único critério objectivo que contempla este processo chama-se tráfico de influências e é mais conhecido como compadrio, congregando as devidas compensações de carácter eleitoralista e outras….


Mais um lugar honroso para Portugal.

Escola Barbosa du Bocage “esteve” no Informalidades.

1 - Que os problemas estruturais derivados da reabilitação que foi feita nesta escola há pouco mais de um ano são enormes, já eu sabia.

2 - Que representam um elevado perigo para as crianças, também tenho conhecimento e já o denunciei.

3 - Que a Directora da escola não tem capacidade para resolver os problemas e por tanto também ela é um enorme problema, também já tinha percebido.

Não tinha percebido, é que o Presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de Santo Adrião, Rogério Breia, também tinha esta percepção. Não o tinha percebido, porque nunca o vi fazer uma intervenção na Assembleia Municipal a este respeito, nem mesmo, quando eu confrontei o executivo com estas questões e já o fim por diversas vezes.

Os homens da 1.ª República

Comemorar a República é, acima de tudo, destacar as medidas que foram justas e os homens que as propuseram. A maior parte são ignorados e os seus ideais de justiça esquecidos.
Parece-me conveniente, pela sua actualidade, recordar o Senador Nunes da Mata que, na Câmara Alta, apresentou um projecto de lei que dizia no seu artigo 1.º:

"Todos os cargos públicos civis, permanentes ou vitalícios, quaisquer que eles sejam, em todos os ministérios ou suas dependências, são concedidos mediante concurso público."

E justificava afirmando: "...sendo essencial evitar que os cargos públicos sejam dados em virtude de empenhos ou pedidos..."

Só por esta proposta, Nunes da Mata merece o meu reconhecimento. Foi aprovada pelo Senado e publicada, não sei é se chegou a ser cumprida.

Deve ter sido já revogada. Se não foi, poucos a devem conhecer e ainda menos a cumprem!

Informalidades de ontem.


Ontem participei em mais um Informalidades, desta feita na Póvoa de St.º Adrião.

Por esta sessão ter sido aproveitada para um balanço sobre o primeiro ano do mandato de Rogério Breia à frente desta Junta de Freguesia (escreverei um post sobre isso), abordei o descrédito em que caiu a classe politica/necessidade de se alterar esta tendência e a Agenda Europa.

Have a nice day - Bon Jovi

19.1.11

Macau a 360 graus...

Para ver Macau a 360 graus...
Para perceber do fomos capazes de construir e de nos adaptarmos a realidades muitas vezes hostis, mas também de uma integração a Oriente numa cultura distinta.
Deixámos Macau a quem nos tinha oferecido o território por nobres serviços prestados há séculos. Confundimos momentos de histórias diferentes. Misturámos Macau com Hong Kong...
Agora andamos nós de mão aberta e esticada a mendigar aos que nos ficaram com um património insubstituível, quer do ponto de vista histórico, de desenvolvimento e modernidade urbana e económico, por força de múltiplas actividades e particularmente dos jogos de mesa.
Temos de responsabilizar os líderes que decidem prejudicar a Nação que optam pelo facilitismo mesmo nas relações internacionais não ousando utilizar na plenitude a diplomacia.
Em 36 anos ficámos reduzidos a muito pouco. Falamos em aumentar exportações... E permite questionar: exportações de que bens?
Por exemplo, os têxteis e o calçado batem recordes de qualidade, mas não de quantidade e ainda por cima atravessam agora o momento que devia ter sucedido há vinte anos atrás: criar marcas próprias, aproveitando os proveitos financeiros da produção enquanto subempreiteiros, onde o "made in Portugal" aparecia e ainda aparece demasiadamente discreto.
Não temos dimensão para concorrer com as maiores indústrias, mas antes nos mercados que exigem qualidade dispostos a pagar preço mais alto, preço justo na troca do produto certo, diferente, com desing, capaz de fazer ele próprio a moda do momento.
Ora vejam o que oferecemos aos chineses:
http://61226.com/self/macau.htm

José Maria Pignatelli

Somos os maiores!



Vivam os Portugueses!!!








Doadores de Medula Òssea

Até que enfim que estamos no topo do ranking por Muito Boas razões!


O Número de doadores registados aumentou 35% num ano!!!


Somos o 2º País a nível Europeu com maior número de doadores!


E o 3º País a nível mundial!!!!

Hoje há Informalidades.

É às 22.00 na Póvoa de Santo Adrião (Casa da Cultura).

Arrasador.


Um inquérito inquérito que foi conduzido pela consultora Gfk junto de 1002 portugueses, entre os 18 e os 64 anos, de todo o território de Portugal Continental, é arrasdor para a classe política. Só 6% dos portugueses confiam na classe políltica.

Mas este inquérito , embora de forma mais soft, arrasa também a justiça, a administração pública e os sindicatos, neste caso "" 70% dos portugueses é que não confiam.

Resta-me perguntar: porque será?

Pesquisando assuntos tratados na Câmara dos deputados da 1.ª República, encontramos com frequência afirmações com as quais se poderia organizar um manual de formação cívica e política. E essas frases nem sempre são proferidas por figuras notáveis e conhecidas. Também, como já tenho afirmado, figuras menos conhecidas, foram os construtores dos ideais republicanos.

Num debate ocorrido a 27 de Julho de 1914, diz o deputado Manuel Bravo:"...repugnam-me os processos políticos que não nobilitam o carácter."

Como também tenho sempre afirmado, a política é uma nobre actividade. Quem não a exerce nobremente, não deve estar na política, porque não tem o direito de a enlamear nem de tirar a esperança aos seus compatriotas.

Todo o trabalho político é um serviço público e o político nunca deve praticar actos que ponham em causa a sua nobreza de carácter.

Campanhas

Se estamos numa de campanhas... que não sejam as presidênciais, que essas até cheiram mal de tão más e tão baixas que têm sido... então espreitem estas duas:

1. http://www.imagensdemarca.sapo.pt/radar/detalhes.php?id=2456

2. http://www.imagensdemarca.sapo.pt/radar/detalhes.php?id=2442


Haja criatividade!!!

A cerveja de todas as fantasias

A cerveja Sapporo é rainha num filme publicitário de elevada qualidade e imaginação.
A criatividade poderá não ter limites.
A capacidade humana de inventar e reinventar pode mesmo alcançar enormes fantasias.
O filme que podem ver em
http://www.youtube.com/watch_popup?v=K-Rs6YEZAt8 demonstra isso mesmo: uma ficção em torno da história da produção de uma cerveja a Oriente.

José Maria Pignatelli

"Outono" ganhou concurso


O trabalho intitulado “Outono” da autoria de Inês Coelho e Sousa foi distinguido com o primeiro prémio do Concurso anual promovido pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais para crianças que completassem 12 anos até final do ano passado.
Este desenho feito a carvão já aqui tinha merecido destaque, pela qualidade e impressionismo misturado com o realismo manifestado pela jovem Inês que mostra uma perspectiva de ver e sentir o Outono. O desenho exprime sentimentos e fala connosco. Inês Sousa é aluna de quadro de honra do 8º ano da Escola Vasco Santana em Odivelas.
Rafaela Ferreira Pinho foi a 2ª classificada com um trabalho a que chamou de “Arte com cor”, que poderemos considerar também de elevado nível de expressão e plasticidade que anuncia a vida, a nossa natureza e o planeta colorido em que vivemos.
Ambos os trabalhos são notáveis se atendermos à idade das autoras, mais ainda se afiguram importantes num momento particularmente conturbado do ensino em Portugal, onde se mostra complexo entusiasmar alunos, professores e pais e fazê-los entender da importância da instrução e da cultura para o futuro da Nação.
Os galardoados e os prémios - um Nintendo DSI, um relógio Swatch e um livro – deviam ter sido conhecidos e entregues no passado dia 12 de Dezembro e publicados na revista Citote e em
www.sfj.pt... Mas acabaram por só ser anunciados esta semana.
Para consultarem os mais bem classificados é ver o link em baixo:
http://www.sfj.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=389&Itemid=121

José Maria Pignatelli

18.1.11

Vale sempre a pena - Ponto e Virgula

Ted Williams. Sem-abrigo. Pedinte. Cantava um dia numa rua, numa cidade dos Estados Unidos, quando foi descoberto por um jornalista (sim, às vezes essa cambada que são os jornalistas até são úteis) que ficou maravilhado com a sua voz e o ajudou. Agora tem uma casa e trabalho. Reconstruiu a vida.
Este jornalista, que até poderia ser outra coisa qualquer, não ficou indiferente, agiu. Podia ter largado uma moeda aos pés do pedinte e seguido o seu caminho. Relegando este pedinte, como tantos outros, à sua invisibilidade. Mas não. Este homem olhou, viu e mais uma vez não foi pelo facilitismo, não deu o peixe, ensinou a pescar.
E é aqui que está um dos pontos fundamentais da ajuda social.
Na sua boa vontade as instituições de solidariedade social e alguns movimentos cívicos desdobram-se em acções meritórias em prol dos que mais precisam. E muitas vezes quem mais pode e quem tem a obrigação de ajudar assobia para o lado.
No entanto, não chega darmos os peixes. Temos que incentivar e ensinar a pescar.
Porque infelizmente há também muito boas pessoas que se tornam dependentes destas ajudas e usam e abusam dos apoios à disposição.
Infelizmente muitas destas pessoas não querem trabalhar e acabam por prejudicar os que querem e devido à grave situação económica que se vive, que fez disparar os números do desemprego, não conseguem.
É a categoria dos subsidio-dependentes, uma verdadeira praga que acha que as instituições têm obrigações para com eles e eles só têm direitos. E que desequilibram o sistema social, tal como os que fogem aos impostos, os que declaram menos do que ganham, os que empregam injustificadamente trabalhadores a recibos verdes, os que utilizam para proveito próprio e dos seus interesses o dinheiro público que deveriam gerir com honestidade, os que fecham os olhos e admitem irregularidades administrativas, entre tantos outros exemplos que há neste país pequenino comandado por gentalha mesquinha.
Se ensinarmos a pescar talvez a gente boa que este país tem venha ao de cima e deixe de haver lugar para aproveitadores e carreiristas.
Temos de fazer com que quem não tem valor e valores sinta vergonha, se sinta a mais e se perca no meio de uma maioria que quer elevar Portugal.


Teresa Salvado

(Texto escrito para a rúbrica "Ponto e Virgula", publicado no jornal Nova Odivelas)

Agenda Europa = BRAVO!!!



"Gastaram cinco milhões de euros para fazer e distribuir esta agenda. Colorida e de aspecto simpático, já chegou a 3200 escolas secundárias, ONGs e instituições variadas, espalhadas por todo o espaço da UE, incluindo Portugal.

Folheamos a dita agenda e encontramos indicações consideradas úteis sobre sexo seguro, como deixar de fumar, ser tolerante e combater a xenofobia. Há sete anos que existe esta agenda, mas desta vez resolveram incluir referências ás principais festas religiosas. Assim, a "Agenda Europa" assinala as festas dos judeus, dos muçulmanos, dos hindus, fala do ano chinês... mas, sobre as festas do cristianismo nem uma só palavra.

A maior religião da Europa não merece qualquer referência... por exemplo, abrimos a agenda no dia 25 de Dezembro e ficamos a saber que a primeira árvore de Natal surgiu na Estónia no século XV... e se formos ver o que diz a agenda no Domingo de Páscoa, encontramos umas breves linhas sobre a deusa Europa.

Choveram protestos da França, Polónia, Itália, Irlanda e Espanha. Durão Barroso mandou dizer que vai fazer três milhões e duzentas mil erratas para juntar às agendas já distribuídas.

É a Europa que temos! "

Depois de ler este texto da autoria da Aura Miguel, só me apetece dizer:

Bravo! Continuem assim que a Europa vai longe.

E mais uma vez... pintemos a cara de preto

A notícia que segue neste post foi retirada na integra do site do Diário de Notícias".
Uma morte é sempre uma morte... Nestas condições só vem provar que Portugal já não vive na pobreza, vive sim na miséria humana em todos os seus sentidos.
Quatos e quantos casos semelhantes de alguma forma já ocorreram e nem sabemos?
Eu sinto-me envergonhada.




"Sem-abrigo morre à porta de centro


Utentes de Xabregas acusam a direcção de prepotência e denunciaram o caso ao PGR. Centro não o nega.

Uma mulher idosa "bastante debilitada" entrou no Centro de Acolhimento de Xabregas numa sexta-feira à tarde para lá ficar o fim-de-semana. Dormiu e, no dia se- guinte, não entregou a chave do cadeado do armário como obriga o regulamento. Nessa noite, não foi autorizada a entrar e "dormiu à porta". "Foi encontrada morta. O INEM já nada pôde fazer."

A morte da mulher é denunciada pelos sem-abrigo antigos do Centro de Acolhimento de Xabregas (CAX), que garantem que aconteceu em 2010 e foi a gota de água que fez transbordar as queixas em relação à gestão de João Barros, em funções desde 2007.

"Um auxílio não se nega a ninguém. O caso foi abafado e não foram apuradas as responsabilidades", protesta Osvaldo Moleirinho, 53 anos, que frequenta o CAX há 12. É quem dá a cara pelos utentes mais antigos e que escreveu cartas para várias instituições públicas, nomeadamente a Câmara Municipal de Lisboa, a Segurança Social e a Procuradoria-Geral da República (PGR). "Acabei de receber uma carta do PGR a dizer que o caso está a ser investigado", informa.

O Centro de Acolhimento de Xabregas é entendido como uma solução de emergência e não uma residência. Logo, os sem-abrigo deixam os objectos pessoais num cacifo durante a noite e são obrigados a retirá-los no dia seguinte.

"O dr. João Barros implementou uma nova regra: todos os utentes que à saída se esqueçam de entregar a chave do cadeado do armário passam essa noite na rua", conta Osvaldo Moleirinho".

Sporting e o deficit humano


(Claques do Sporting anos 80)


Entre 1974 e 2000, ou seja num espaço de 26 anos, o Sporting foi campeão apenas por duas vezes, 1979/80 e 1981/82. Apesar disso, durante as décadas de 80 e 9o, o Estádio de Alvalade continuou a registar grandes assistência.

Lembro-me de assistir a vários jogos, ainda antes de serem colocadas as cadeiras, com mais de 80.000 pessoas; lembro-me da quantidade de sócios que então tinha o clube (chegou aos 100.000); lembro-me de a massa associativa do Sporting, mesmo sem ter muitos motivos para festejar, ser considerada a melhor e mais fiel do país. Hoje o que mais me custa e o que mais me entristece, mais ainda que os resultados desportivos ou que os problemas financeiros, é o deficit no relacionamento entre o clube e adeptos.

Este é o maior problema do Sporting e aqui está a maior falência do "Projecto Roquette". Com este projecto, os sócios passaram a ser mal tratados, passaram a ser apenas um número, passaram a ser tratados da mesma forma como por vezes uma qualquer empresa monopolista trata os seus clientes, ou mesmo, como o estado trata os contribuintes.

Uma forma de estar!



o fácil está feito;

o dificíl está-se fazer;

o impossível vai-se fazer;


milagres não se fazem.



Nota:
Um dia direi onde é que por volta de 1978/79 aprendi isto.

Sporting – Novo projecto precisa-se.

A recente demissão de José Eduardo Bettencourt deverá ser encarada, como a falência do projecto Roqueette.

Este facto não constitui grande surpresa para mim, pois sempre tive as maiores reservas quanto a este projecto. Exprimiu-o em Assembleia Geral aquando da aprovação do mesmo e no momento em que começou a venda dos lugares para o novo estádio, deixei de ter reservas e fiquei com a certeza que mais cedo ou mais tarde este projecto estaria falido.

A partir deste momento torna-se imperioso fazer um levantamento total da situação do clube, traçar objectivos e redefinir uma estratégia.

Uma coisa para mim é certa, tem forçosamente que nascer um novo projecto, o qual entre muitas coisas, terá que ser capaz de devolver a muitos, o orgulho, a alegria e o prazer de serem sportinguistas.

Endividamento dos municípios aumentou 15% em 2009.


Uma noticia publicada no Diário Económico dá conta de um aumento de 15% no endividamento médio dos municípios, segundo o mesmo texto a divida dos municípios equivale a 471,5 euros por munícipe.

Perante este texto levanto duas questões:

1º) Será que foi coincidência ou este aumento deveu-se ao facto de 2009 ter sido um ano de eleições autárquicas?

2º) Será que estão aqui reflectidas as dividas e os compromissos resultantes das dividas público-privadas?