30.11.11

Que democracia é esta?



Fala-se muito em democracia, nos valores da democracia para aqui e par ali. De facto é um apalavra que sai com a maior facilidade da boca de qualquer politico, mas infelizmente, na maior parte das vezes é utilizada em vão.

De facto confesso que sem ser para questionar essa mesma utilização, tenho alguma dificuldade em a utilizar. Não, que não acredite nela, mas porque entendo que a condição base para o seu funcionamento é a justiça e essa em Portugal … .

Acresce, que a utilização generalizada palavra democracia em vão, não é mais que uma excepcional ferramenta para muitos oportunistas que gravitam à sombra do poder instituído. Inclusivamente é aproveitada pelo próprios, com o objectivo de tornar esse próprio poder instituído, numa área onde prosperam.

Vem isto agora a propósito dos cenários que são apontados para a crise do Euro. Fala-se de uma possível saída do euro, do fim da tal moeda única e até que a união europeia está em causa, enfim, hoje estamos objectivamente confrontados com estes horizontes. As implicações, assim como as consequências, ninguém as conhece ao certo, mas a concretizarem-se serão com toda a certeza devastadoras, implicarão ainda maiores sacrifícios e mais sofrimento.

Por isso questiono mais uma vez, porque é que num país onde se fizeram três referendos, dois deles sobre o mesmo tema, a interrupção voluntária da gravidez, uma questão que no limite até a podemos considerar do foro pessoal, não se fez uma única pergunta sobre a entrada na então C.E.E., no Euro ou sobre a assinatura do Tratado de Lisboa, essas sim questões de interesse colectivo e nacional.

Neste momento estamos todos convocados para pagar um conta, derivada de uma situação para a qual não fomos tidos nem achados, e por isso mais uma vez pergunto que democracia é esta e quem serve?











Carminho - Nº de vendas em Espanha

Alvorada em Alcântara.

Cristo Rei

29.11.11

Odivelas - Fim do pudor?

A entrada da Câmara Municipal numa Associação deve ser (é  de Lei) discutida em Reunião de Câmara e depois de aprovada, deverá ser enviada à Assembleia Municipal para que este órgão também se prenuncie e assim aconteceu com a entrada de Odivelas na Odinveste. A saída de uma Associação também deve ser efectuada nos mesmos moldes, mas aqui a Presidente da Câmara decidiu e agiu primeiro, isto é, desvinculou a Câmara desta associação, depois levou o assunto a Reunião de Câmara e só a seguir (hoje) o colocou à discussão em Assembleia Municipal.

Diz-se que estava convencida que haveria um amplo consenso dos partidos e por isso …, mas questiona-se o respeito pelos princípios democráticos, pelas instituições, pelos eleitos e por quem os elegeu.

Independentemente da validade dos argumentos que levaram à saída da C.M.O. desta Associação, os quais não foram devidamente explicados e do dinheiro investido (várias centenas de milhares de euros), terem “marchado”, esta conduta é reprovável e tal como disse na Assembleia Municipal, começo a acreditar que têm razão todos os que têm vindo a denunciar a existência de um elevado grau de deficit democrático em Odivelas.

Comércio Local - mais uma iniciativa

À falta de apoios e de uma estratégia para o desenvolvimento económico do concelho de Odivelas, vão-se multiplicando as iniciativas de vários cidadão e de alguns comerciantes, esta, uma campanha de apoio ao Comércio Local, da autoria de Isabel Neves e de Horácio Monteiro, é mais uma.

Muitos Parabéns!

Novo livro de Paulo Aido será apresentado na Casa de Goa

A apresentação do mais recente livro do jornalista Paulo Aido, o romance histórico A primeira derrota de Salazar, que recorda a queda da Índia Portuguesa, vai acontecer já na próxima quinta-feira, dia 1, pelas 17 horas, na Casa de Goa, em Lisboa (Calçada do Livramento, nº 17, Lisboa, junto do Palácio das Necessidades). Estão todos convidados.
A apresentação será do professor Narana Coissoró.
Sobre o livro, deixo-vos a sinopse:

Em 1961, são cada vez mais fortes os sinais de que Nehru não vai ceder na exigência de anexação de Goa, Damão e Diu na União Indiana. Uma hospedeira de bordo, um jornalista e um agente secreto da PIDE embarcam num DC4 da TAIP rumo à Índia. Os seus destinos estão condenados a cruzar-se, numa altura em que nenhum deles imagina os dramas imensos que estão prestes a viver a milhares de quilómetros de distância.
A Primeira Derrota de Salazar acompanha os eventos em Goa nos dias do fim desta colónia portuguesa. Lisboa procura, por todos os meios, influenciar os países amigos a interceder a nosso favor contra o colosso indiano, mas, com o passar do tempo, percebe-se que a invasão vai mesmo acontecer. Todos sabem que é impossível vencer militarmente, mas Salazar ordena que só pode haver soldados vitoriosos ou mortos! Nem sequer admite a hipótese da rendição, mas a catástrofe está iminente...
Entre Agosto e Dezembro, desenrola-se um drama humano que é aqui testemunhando dia-a-dia, hora a hora, levando o leitor aos bastidores da política em Portugal, às decisões de Salazar e dos seus ministros, e à impotência de Vassalo e Silva, o general obrigado a desobedecer a Lisboa para salvar os seus soldados e a própria cidade de um holocausto. À meia-noite de 17 de Dezembro, 45 mil soldados da União Indiana invadem os territórios portugueses da Índia. A combatê-los estão 3.500 homens. A resistência dura apenas 36 horas. É o fim de um domínio de 450 anos. Para os nossos soldados, porém, o drama maior ainda está para vir, pois vão ficar encarcerados em impiedosos campos de concentração...
A Primeira Derrota de Salazar, um romance histórico de inatacável rigor, marca a estreia de Paulo Aido na ficção e obriga o leitor a fazer uma alucinante viagem no tempo, participando na aventura, nas paixões e nas angústias de todos os que, há 50 anos, viveram esta história que continua tão esquecida entre nós.

28.11.11

Os incidentes do Benfica-Sporting .

Para quando a proibição da entrada de determinados adeptos em estádios de futebol?

Será isso algo de muito difícil decisão e aplicação?

Portugal é lindo!

Praia de S. Rafael - Algarve

Fado - É ÚNICO!

Eu diria que o FADO nasceu de forma natural, é filho da história e da alma de um povo. Não de um qualquer, mas de um povo único, quase milenar, que detém uma história riquíssima, cheia de altos e baixos, o que lhe confere uma enorme sapiência. Sapiência essa que se reflecte na serenidade e na tranquilidade com que é cantado e interpretado.

Tudo isto, associado à força que lhe deu a sua cidade berço, Lisboa, uma cidade também ela ímpar, tornou o FADO verdadeiramente único à escala universal.

O reconhecimento internacional que lhe foi formalmente concedido pela UNESCO, ao considerar o FADO como Património da Humanidade, reveste-se de uma decisão correcta, justa e compreensível. Mas importa salientar que com esta classificação a marca FADO valorizou-se, assim como se valorizou a nossa cultura, os nossos fadistas e o próprio nome Portugal.  

Estão de parabéns todos os fadistas, actuais e já desaparecidos, todos os compositores, guitarristas e todos os que estiveram envolvidos no projecto que levou a UNESCO a tomar esta decisão.

Eu, que defendo a nossa história, a nossa cultura, as nossa tradições e a nossa identidade, estou naturalmente muito satisfeito.



27.11.11

Fado é do Mundo

Hoje, dia 27 de Novembro de 2011, ficará na história da cultura popular portuguesa. O Fado recebe a distinção de Património Mundial Imaterial da Humanidade. Parabéns para todos os que cantam fado, para todos os que contribuiram para a candidatura.
O País encontra aqui mais uma marca daquilo que tem de bom e que agora se deverá associar a outras actividades e produtos, naturalmente não gorando os compromissos do título da UNESCO. Mas é importante perceber que uma dessas obrigações será ter a nossa juventude a falar de fado e a conhecer a sua história, tal qual acontece na Argentina com o tango.
Mas não será menos verdade afirmar que o número de fadistas é crescente.
O Fado está de parabéns
José Maria Pignatelli

26.11.11

Ainda a minha interveção na última Assembleia Municipal.

Já escrevi alguns textos e já prestei algumas declarações sobre uma das minhas intervenções na última Assembleia Municipal, no entanto como a mesma já está disponível na Odivelas.com, basta clicar aqui e ver.

25.11.11

Miminhos de Natal

OH!!! OH!!! OH!!!


O Natal está a chegar... e é como o Sol... quando nasce é para todos.

No entanto, todos sabemos que há vidas com muitas sombras.Para afastar essas núvens da vida de algumas pessoas há no terreno uma série de instituições que trabalham à base do voluntariado.

Uma dessas instituições é a Conferência da Sagrada Família da Pontinha, para a qual eu trabalho no tempo que tenho livre.

Este ano algumas voluntárias dedicaram-se a fazer compotas para vender e, assim, angariar fundos que nos permitam desenvolver os projetos que temos para o bairro do Olival do Pancas, na Pontinha.

Há 3 tamanhos de frascos que custam entre 2,5 e 4 euros.

Assim temos:
- Doce de Tomate
- Doce de Cenoura
- Doce de Maçã
- Doce de Ameixa
- Doce de Figo
- Doce de Ananás

Temos também sacos de chá, a 1,5 euros
- Poejo, Lúcia Lima e Cidreira.

Não deixem de fazer as vossas encomendas para csfamiliapontinha@hotmail.com. É um miminho para as pessoas a quem oferecem e uma ajuda para a Conferência e o bairro.

OH!!! OH!!! OH!!!

‘Casas da Granja’ tem licença de utilização 4 meses depois da inauguração

Mais de 380 pessoas com limitações extremas aguardam abertura do equipamento

Na última reunião da Câmara de Odivelas, o vereador Paulo Aido pediu informações sobre os motivos pela qual a licença de utilização do novo edifício da APCL, Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, conhecido por Casas da Granja, em Odivelas, só foi emitida no passado dia 18 de Novembro, 4 meses depois da inauguração do equipamento que aconteceu a 26 de Julho na presença do Presidente da República, Cavaco Silva, e de Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade e Segurança Social.
E o autarca justificou: “Que a licença de utilização é documento fundamental para completar o processo a enviar ao Instituto de Segurança Social, para posterior obtenção da Licença de Funcionamento e conclusão do Acordo de Cooperação, para que ‘Casas da Granja’ possam ser ressarcidas de parte do investimento e das prestações que permitirão servir mais de 380 cidadãos, muitos deles com limitações de mobilidade extremas”.
O Vereador Independente referiu: “Que deve a Câmara de Odivelas colaborar sobretudo com estas instituições de forma a evitar que se repitam ocorrências destas que impedem que equipamentos do género, que custam milhões de euros, desempenhem a sua função social em tempo útil e, ao mesmo tempo agir para que estas instituições, pelas suas características, não fiquem asfixiadas financeiramente pelos inevitáveis atrasos na conclusão dos processos junto da Segurança Social”. E adiantou: “Que ‘casas da Granja’ inclui uma creche para 66 crianças, um lar residencial para 24 deficientes, duas residências autónomas para outros 10, e serviço de apoio domiciliário para 100 pessoas em dificuldade”.
Paulo Aido precisou que “a instituição também necessita urgentemente de receber verbas do Acordo de Cooperação com a Segurança Social, para poder concluir a obra da piscina terapêutica, importante equipamento para serviços de hidroterapia, tão importante nesta patologia”. Por fim o autarca perguntou também pelos montantes da comparticipação da Câmara Municipal de Odivelas, para além da cedência do terreno.

25 de Abril 1974 - 25 de Novembro 1975 (Parte 2)



25 de Novembro Sempre!


Este filme ilustra o tempo que se viveu entre o 25 de Abril de 74 e o 25 de Novembro de 75, no qual um grupo de Comandos, liderado pelo saudoso Jaime Neves, saiu da Amadora para colocar o fim a este período e a tudo aquilo que se perfilava num escuro horizonte.


Mesmo não sendo feriado, não precisa de ser para que seja comemorada ou assinalada, hoje à noite vou estar num jantar, na Amadora,  promovido para esse efeito.



24.11.11

Incapacidade dos investidores portugueses

Sob o título “Angola não é problema, o problema somos nós”, André Macedo escreve um artigo no DN Opinião que se recomenda. A peça refere-se a um tema que se encontra na ordem do dia e respeita à eventual perca de identidade e quiçá de independência de uma economia que precisa sobreviver, quase exclusivamente, de investidores estrangeiros e com capacidade de se tornarem accionistas de empresas portuguesas em situação precária. Para André Macedo o problema não se encontra do lado dos hipotéticos investidores, mas antes dos empresários cá de dentro, dos mais ricos portugueses que se encontram pobres para solucionar capacidade em viabilizar empresas.


Passos Coelho foi a Luanda para, entre outras danças diplomáticas, ajudar a casar o noivo com quem hoje nenhum grupo português se consegue comprometer a longo prazo: o BCP. Ver um primeiro-ministro envolver-se assim na procura de uma solução accionista de um banco privado não deixa de surpreender, até pelo facto de Passos Coelho se dizer liberal - pelos vistos, até os liberais enfrentam momentos em que a realidade não deixa espaço de manobra.
O BCP é um assunto vital para a economia portuguesa. O mercado - o ponto de encontro entre vendedores e compradores - quer saber o que será deste grande banco neste tempo de brutais exigências financeiras. Como está, com uma estrutura accionista a precisar de sangue novo, ele enfrenta um futuro incerto. Tratando-se do segundo maior banco privado nacional - tem 97 mil milhões de euros em activos, metade do PIB português -, é adequado dizer que o que se passa no BCP se reflecte em Portugal inteiro. É por isso que avaliar o banco apenas pelo preço das acções não traduz a realidade. É só uma pequena parte da história.
A outra parte tem que ver com Angola. Como é sabido, o maior accionista do BCP é a Sonangol, com 11,6% do capital, apesar de em tempos recentes ter atingido os 15% e de ter assumido a vontade de chegar aos 20% - o tecto a partir do qual mais acções não significa mais votos. Ao contrário do que se previa, a Sonangol acabou inesperadamente por se afastar deste objectivo. Como não reduziu capital para gerar mais-valias (os títulos só voltaram ao mundo dos vivos nos últimos dias), nem foi por necessidade de liquidez (não lhe faltam petrodólares), é legítimo perguntar se, pelo caminho, os angolanos foram convidados a mostrar menos apetite pelo BCP.
Há muito que se fala do "risco reputacional" de uma instituição financeira ter angolanos ou chineses como investidores. A este propósito, vale a pena recordar o que aconteceu ao Barclays quando teve de aumentar o capital para enfrentar o tsunami provocado pelo subprime. O que fez o Barclays? Recorreu ao dinheiro dos contribuintes ingleses? Não; preferiu deixar entrar os fundos soberanos do Qatar - ainda hoje o principal accionista - e do Abu Dhabi.
O quero dizer com isto? Que o problema não é a entrada destes sócios - é, sim, a relativa pobreza dos investidores nacionais, incapazes de manter equilibrado o mix de interesses e acompanhar a parada. O problema não é a entrada da Sonangol ou da Petrobras - é bom ter sócios ricos -, o problema somos nós, um país de capitalistas sem capital
”.

Talento para chefe...

Um professor pede aos alunos que escrevam uma redação sobre o tema:
"Se eu fosse diretor de uma empresa"

Todos começam a escrever exceto um...
- Menino Joãozinho, porque não começa a escrever?
- Estou à espera da minha secretária.

Jardim da Música - Soma e segue!

Esta "obra do regime", para além de continuar afónica, continua a absorver milhares de Euros, agora vão ser mais 150.000,00 só para iluminação, a tal que dizem ser tão amiga.

A imagem, recolhida em 2008 pelo Nova Odivelas, referente à colocação da primeira pedra no local, ilustra bem o início enterro de milhões de euros.



Susana Amador a colocar a Prrimeira Pedra no Jardim da Música.


Recordando!

Ao ouvir notícias que há piquetes a impedir pessoas de trabalhar, o que como é evidente me leva a questionar o conceito de liberdade de alguns "democratas", não posso deixar de recordar tempos idos e o post que aqui escrevi no passado dia 8.

A propósito:

Há questões que são para recordar.

Nos últimos tempos temos vindo a assistir que a Drª. Susana Amador tem vindo a utilizar uma estratégia de vitimização, isto é, para justificar o incumprimento das suas promessas, dos inúmeros erros de gestão que tem vindo a cometer e as opções que fez por projectos faraónicos que são ruinosos, tem vindo a fazer um discurso no qual tenta passar a imagem que ela própria e os Odivelenses estão a ser alvo de perseguição deste governo.

Nada mais erróneo, já aqui referi alguns pontos, mas abaixo deixo um pequeno filme, o qual tem um ano, sobre as acessibilidades ao Centro de Saúde de Famões. Já tenho vindo  a denunciar esta situação há cerca de seis anos, inclusivamente no ano passado foi aprovada na Assembleia Municipal uma recomendação para que se estudasse uma solução e esta semana, à resposta que levantei sobre este assunto não obtive nem uma palavra.Pergunto:


- de quem é a responsabilidade, do actual Governo ou da Câmara Municipal?




23.11.11

Sons de um mar croata

Órgão do Mar é o nome de um enorme instrumento musical que funciona pela velocidade e dimensão das ondas construído na cidade croata de Zadar.

Trata-se de degraus cravados sobre rochas à beira mar que possuem no seu interior um engenhoso sistema de tubos que, pelos movimentos das ondas, forçam o ar e cria notas musicais e sons incertos pelo tamanho e velocidade das ondas. As aberturas no cimento servem para o “Órgão do Mar” 'respirar' e levar os sons criados nos tubos.

Esta obra, construída em 2005, é uma espécie de monumento em homenagem aos sacrifícios que a população de Zadar foi sujeita durante a Segunda Grande Guerra e que produz uma música invulgar que transmite tranquilidade e paz. Em 2006, conquistou o European Prize for Urban Public Space, prémio europeu para espaços públicos.


José Maria Pignatelli

Este fim-de-semana seja solidário, um simples gesto ...

Ora bem! (3)

Antes de ir ao Ora bem! (1) e ao Ora Bem! (2) e para começar o Ora bem!(3), começo por te dar os parabéns pelo teu Benfica, é caso para dizer - Ora Bem(fica), este resultado!

Quanto ao resto, podes começar por onde quiseres, não me importo que seja este ou o que tu indicas, qualquer um poderia ser o primeiro, o que me interessa, é que não percam tempo a descobrir por onde vão começar, têm mesmo é que continuar.

Sabes, é que ontem na Assembleia Municipal vi uma deputada do PS, penso que com um pouco mais de anos do que eu, dizer a um jovem deputado do PSD que ele tinha sido um privilegiado porque tinha tido escola, médico, outras coisas a borla e ainda, imagine-se, iria ter uma reforma garantida, tudo à custa da geração dela (muito sacrificada), mas esqueceu-se de dizer que ela é que usufruiu e ainda está a usufruir de tudo isso e que quem irá pagar isso tudo será ele, o ou os seus filhos e possivelmente, os netos.
Por exemplo só para pagar o Pavilhão Multiusos ou Susana Amador (caso a proposta de Paulo Aido venha a ser aprovada), o qual tem servido de cenário para bonitas fotografias, serão necessários 25 anos.

22.11.11

Assembleia Municipal de ontem.

A estratégia de vitimização que o PS e a Presidente da Câmara Municipal de Odivelas adoptaram desde que o actual governo tomou posse, não pode passar em claro, por isso na Assembleia Municipal de ontem, como pode ver clicando aqui, não pude deixar de salientar esse facto.

Não permitirei que este executivo municipal, liderado por Susana Amador, para justificar a sua incapacidade de gestão e de cumprimento das suas
promessas eleitorais de 2009 se desculpabilize com o actual governo.

O Governo terá as suas responsabilidades e delas terá que dar conta aos portugueses, mas a este executivo municipal  também as tem e a Dr.ª Susana Amador disso, sem se desculpabilizar com o que quer que seja, também terá que o fazer.
 

Ora bem!

Sou apologista que as tabelas de pensões e reformas necessitam de ser radicalmente revistas . Embora possa perceber os argumentos de quem mais descontou, é minha opinião que o fosso que divide os valores das penssões máximas e mínimas tem que drasticamente reduzido, sobretudo nas pessoas que trabalharam uma vida inteira. Assim é com agrado que vejo a notícia que a Pensões Douradas irão pagar mais impostos.

Tanto para escrever e ...

tão pouco tempo para o fazer!
Por isso, por agora aqui fica um link para o arroz doce.

21.11.11

Cérebro & Amor

À luz da psicologia

Todos nós nascemos com características primitivas como resultado de uma herança de milhões de anos de evolução filogenética. Partilhamos com muitas espécies, uma percentagem enorme de genes, e portanto, várias das coisas que observamos em muitas espécies estão também em nós. Nascemos assim com um programa biológico, mas depois à medida que os anos vão passando vamo-nos desenvolvendo e relacionando com outros humanos com os quais interagimos, vamos lidando com os dados da cultura transmitidos, por exemplo, através de fábulas que vamos ouvindo, histórias que vamos sabendo sobre a vida dos outros e tudo isso vai transformando o nosso cérebro.
E são comportamentos como conversar com os outros, saber dos eventos da vida, do mundo, seja através de uma conversa ou da leitura de um livro, que vão permitir que a estrutura cerebral se transforme até que um dia, quando o cérebro já está suficientemente estruturado, nós tenhamos a capacidade de amar.
Amar é talvez o produto psicológico mais complexo, mais tardio, mais evoluído do desenvolvimento cerebral humano. O amor é uma aprendizagem e construção pois não nascemos ensinados a amar, apenas nascemos a precisar de amor. E quando este estágio é atingido vinculamo-nos a uma só pessoa. Razão pela qual se diz que quem ama não trai.
Desta forma, ficará mais fácil não se usar de uma forma tão leviana a palavra amor evitando confusões entre o que é estar atraído e a beleza de amar. Amar é quando partilhamos vidas e corpos, quando estamos felizes com alguém. Amar é o sentimento que resulta dessa partilha, não é o desejo.
É importante ter em mente que as palavras são os focos luminosos para o nosso pensamento e por isso devemos ter cuidado com as palavras utilizadas para não nos iludirmos.

Mauro Paulino
www.mauropaulino.com

Que venham bons ventos!

Há uns anos, recordo-me bem, havia uma grade discussão em Portugal devido ao facto dos espanhóis estarem a comprar as nossas empresas e uma quantidade enorme dos nossos imóveis, havia inclusivamente quem afirmasse que já éramos espanhóis, lembram-se?

Era o retrato de uma Espanha fortíssima do ponto de vista económico, político e financeiro, o qual contrastava com um Portugal, já nessa altura, com enormes fraquezas.

Aznar tinha sido o grande obreiro de toda a ascensão, mas num ápice, devido a um atentado terrorista em Madrid, a 11 de Março 2004, três dias antes das eleições, os espanhóis afectados emocionalmente foram levados ao engano e à última da hora, contra todas as previsões colocaram os socialistas e Zapatero no governo.

O descalabro financeiro e económico, fruto das políticas facilitas do socialismo, aliás como as registadas em Portugal, não se fizeram esperar e Espanha passou num ápice de uma grande potência mundial, para um país à beira de solicitar um pedido de ajuda externa.

Ontem os espanhóis foram chamados a votar e com a maior lucidez, sem qualquer surpresa, deram uma vitória brutal e estrondosa ao PP de Rajoy, a qual naturalmente saúdo e aplaudo. É que eu, que estou aqui do outro lado da fronteira, faço votos para que Espanha consiga recuperar tão depressa quanto possível, porque isso, para além de tudo o resto, seria importantíssimo para Portugal.

Paulo Aido assina romance sobre a queda da Índia Portuguesa

Nos escaparates das livrarias portuguesas já encontramos mais um livro de Paulo Aido: “A primeira derrota de Salazar” que nos faz recuar precisamente 50 anos, ao dia-a-dia em Goa dos dias do fim, perceber a impotência do Estado Novo perante a queda da Índia portuguesa. Trata-se do primeiro romance histórico de Paulo Aido, de um pedaço da nossa história contemporânea, numa história muito bem contada e a um ritmo quase alucinante.
O livro é fantástico: percebe-se as imensas horas de investigação tanto mais que se trata de uma história da nossa história contemporânea que muito poucos conhecem, recordam ou não se sentem à vontade com esses acontecimentos. Faz 50 anos que ocorreu e deixou amargas recordações.
Em Agosto de 1961, percebe-se que Jawaharlal Nehru, primeiro-ministro indiano não vai ceder na sua exigência de anexação da Índia Portuguesa - Goa, Damão e Diu - na União Indiana. Aconteceu quatro meses depois: em dois dias, 17 e 18 de Dezembro. Nesse período viveram-se dramas imensos a milhares de quilómetros de distância de Lisboa.
“A primeira derrota de Salazar” é mais um livro de Paulo Aido, da editora Zebra, que é obrigatório ter, para ler, reler e perceber o nosso passado recente. O autor volta a mostrar a enorme paixão que tem pela escrita e pela investigação. Paulo Aido está de parabéns também pela qualidade do trabalho criativo que se conseguiu na capa.

19.11.11

Armadilhas no Parque.

Armadilha 1

Desde o dia em que o Corte Inglês se instalou na zona do alto do Parque Eduardo VII nunca mais os autarcas de Lisboa atinaram com o trânsito naquela zona de Lisboa. Aliás, os traços no chão de algumas ruas são hoje em dia um quebra-cabeças para qualquer automobilista, ninguém percebe com facilidade quais são os que vigoram.

Não contente com toda a trapalhada, sobretudo na zona Norte daquele edifício comercial, resolveram há um tempo entreterem-se com a zona Sul e não encontraram nada melhor que colocar ali algo a que chamo autenticas armadilhas para automobilista.

Armadilha 2
A rua que atravessa o Parque Eduardo VII, entre o Jardim Amália Rodrigues e o extraordinário monumento do 25 de Abril, junto à qual também se encontra a bandeira de Portugal está repleto delas quer para quem se desloque no sentido Este/Oeste ou no inverso.

A troca do número de faixas em cada sentido, de duas para uma e vice-versa, acontece por duas vezes, numa delas encontra-se há meses um enorme buraco e a outra é a meio de uma rua que tem uma inclinação enorme, entre a Sidónio Pais a António Augusto de Aguiar.  
Aqui fica o aviso a todos os que por lá passem e uma chamada de atenção para os (ir) responsáveis pela autarquia lisboeta.

18.11.11

Atracção, Paixão e Amor

À Luz da psicologia


O desconhecimento das “coisas” do amor contribui fortemente para a frustração e infelicidade fazendo com que muitos se refugiem atrás do argumento de que não se querem envolver pois apaixonam-se sempre pelas pessoas erradas.
Mas a verdade é que todos nós desejamos amar e ser amados (mesmo que a alguns custe admitir!). Uns têm bastante medo e vão procurando estratagemas, como por exemplo envolver-se com uma pessoa casada, servindo tal facto de uma “óptima” desculpa para não avançar, pois afinal de contas a pessoa é casada, tem filhos e não os irá "prejudicar". E assim, vão enganando e mascarando a necessidade de afecto que tanto precisamos, bem como não correm o risco de se confrontar com a ideia de que não são boas pessoas o suficiente para a outra pessoa. Portanto, não se reformulam em função de estar num relacionamento, nem o permitem à outra pessoa.
Ninguém se apaixona pela mulher ou homem errado. A verdadeira questão é de que não se sabem apaixonar. E porquê? Porque confundem a atracção e o desejo com o amor ficando reféns das suas próprias crenças.
As atracções são bastantes comuns. Atracções temos por muitas pessoas ao longo da vida, paixões também são algumas e numa dessas paixões iremos conhecer mais e melhor determinada pessoa, podendo evoluir ou não para a etapa seguinte, o amor. E entender este processo permite que quando a outra pessoa não quer e nos mostra isso, o nosso cérebro descodifique essa mensagem e começa a desligar-se, com o menor sofrimento possível.
É então fundamental saber amar para não ficarmos presos na paixão (a qual é boa, mas não para todo o sempre) pois desejamos tanto, temos tanta necessidade de uma relação, que acaba a paixão e não sabemos fechar a porta com receio de perder aqueles pobres rascunhos de bem-estar permitidos por tal relação. Mas a realidade é que muitas vezes já acabou e até sabemos que acabou mas não queremos largar, não sabemos que se pode construir um novo caminho para um novo relacionamento, não somos capazes de nos pensarmos no futuro devido ao desconforto do presente.

Mauro Paulino
www.mauropaulino.com

17.11.11

Troikando 2

Foi igualmente anunciado que este triunvirato sugeriu que os salários do sector privado sejam reduzidos, não vou agora comentar esta medida, mas levanto a seguinte questão: quererá a troika que os salários sejam efectivamente reduzidos ou se pretende que se faça, tal como subsídio de Natal deste ano, que os funcionários não recebem, mas as empresas pagam?

Troikando 1

Segundo notícias que vieram a público a troika andou por cá mais uma vez a verificar se estávamos a cumprir com as obrigações que estão na base do financiamento que nos concederam. A forma tranquila com que decorreu esta estada, acrescido do facto de ter sido autorizada a transferência de mais uma tranche, é algo que em meu entender deve ser encarado como extremamente positivo. É que a credibilidade internacional de Portugal nos mercados financeiros, algo que o anterior Governo colocou em causa, é algo, por muito que nos custe que tem que ser restabelecida e é prioritária.

Duarte Lima detido

Não foi por causa do caso Tomé Feteira, mas sim pela questão da pressuposta fraude ao BPN.
Vamos ver como acaba! 

16.11.11

Reforma administrativa.

Hoje com a presença de João Gonçalves Pereira, iremos falar da reforma administrativa e de todos os assuntos que daí derivam, quem quiser participar, ....

Curioso ...

No seguimento da saída de Silvio Berlusconi, ouvi na rádio, não sei se tal corresponde inteiramente à realidade, que o novo governo de Itália, o qual será liderado por Mário Monti, não terá na sua composição nenhum político. Aguardo com grande curiosidade o resultado desta opção.

Fado, Futebol e Folhetim.


 

Ontem, provavelmente pela coincidência do jogo que envolveu a nossa selecção, o qual por momentos teve o condão de nos entusiasmar, como se de uma anestesia ou analgésico se tivesse tratado, vi uma mensagem no FB que dizia:

“Comentário de um Sr. com alguma idade depois de acabar de assistir ao Portugal Bósnia: É pá, voltámos ao tempo do Fado, Fátima e Futebol.
Não sei que tempo é esse mas tenho uma certeza... Não quero saber!”


Pois, o meu amigo David diz que não sabe que tempo é esse e que não quer saber, por isso vou satisfazer-lhe o seu desejo, não vou dizer qual era o tempo, mas posso adiantar algo sobre o tempo actual.
Desse tempo, até aos dias de hoje o Fado continua, não só porque neste momento está a concorrer a património da humanidade e por isso ouvimo-lo várias vezes ao dia na rádio e na TV, como em sentido figurado, também o vemos permanentemente à nossa frente.

Quanto ao futebol, eu que sou do tempo em que os estádios tinham maior capacidade, era raro estar como menos de meia casa e muitas vezes enchiam (Alvalade chegou a levar 80.000 pessoas e a luz 120.000), devo dizer que nunca ninguém viu tantos jogos, nem nunca se ouviu falar tanto de futebol com o hoje. Havia só um programa desportivo por semana na TV, não havia o Jogo, o Record era tímido e a Bola saia apenas à segunda e à quinta-feira.
Quanto a Fátima, continua felizmente (minha perspectiva) e talvez mais que nunca no coração dos portugueses. Embora não sejam dias de feriado e acredito que não é preciso sê-lo para que se comemore ou evoque uma data, nunca as peregrinações do 13 de Maio e do 13 de Outubro tiveram tantas pessoas. Isto, independentemente da pouca mediatização de que hoje beneficia nos média, porque esses optaram por A substituir por folhetins diversos (novelas, big brothers e concursos de treta).
Por isso hoje podemos dizer que estamos na era do Fado, Futebol e Folhetim.

Estatísticas...

Portugal triunfou por 6-2: banalizou a selecção Bósnia. Diria que os amantes do ‘pontapé na bola' vão descomprimir até ao próximo fim-de-semana ou até novas notícias menos boas. A exemplo veremos no dia de receberem o subsídio de Natal para perceber o anúncio do canal público RTP 1 que garante que, cada português, gastará pouco mais que 500€ em compras de Natal, portanto uma família gastará aproximadamente mil euros, mais cerca de 200€ que os alemães.
Ora, a notícia encontra contornos extraordinários: mais de 2 milhões de portugueses não poderão gastar nem 10€. Bem que podem juntar mais outros tantos que não conseguirão chegar a gastar 50€ e ainda acresce mais um milhão que não pode despender cem euros. Assim, teremos muitas famílias portuguesas a gastar entre os 2500 e os 5.000 euros, não incluindo mais uns dois ou três mil na comemoração da passagem de ano. Estamos perante as extravagâncias das estatísticas ou os anúncios convenientes. Uma tristeza
!

15.11.11

Falem, falem!

Cristiano Ronaldo - O Maior!

Estou de acordo com Eusébio.





Pela minha preferencia clubistica, porque ele em vez de ter ido jogar de encarnado, devia ter ficado no meu Sporting, até porque veio do Sporting de Lourenço Marques e pelos muitos golos que marcou ao longo da vida ao meu Sporting Clube de Portugal, às vezes custa-me dar-lhe razão. Mas o facto, é que apesar de tudo o que acima enumerei, aprendi a admirá-lo não só como jogador, como também como português e como Homem.

Ontem veio colocar mais uma vez "o dedo na ferida", num assunto que em minha opinião muitas vezes é empolado, descabido e sem nexo. Diz Eusébio a propósito da questão entre Javi Garcia e Alan:

"Disse que o Javi Garcia lhe chamou preto. E o que é que ele é? Se lhe  tivessem chamado branco é que poderia ficar ofendido"

O Pior não é estar triste.

Observar os rostos matinais na nossa azáfama de formigueiro é uma experiência curiosa. Fechados, ansiosos e apressados, aparentemente zangados com tudo (e das greves ao trânsito, da crise aos imprevistos há sempre tantos motivos para essa zanga, não é?), parece que trazemos um aviso escrito nas testas: “Proibido sorrir”! Contrastando com o cinzento dos rostos desarma-me o sorriso e boa disposição daquele distribuidor de jornais gratuitos (e não é o único), que faça sol ou faça chuva, numa esquina do Marquês de Pombal, entrega o jornal com um sorridente “tenha um muito bom dia”, e à sexta-feira gosta de dizer “tenha um muito bom fim-de-semana”. Não é de invejar o seu trabalho, e deve ganhar uma miséria, mas há uma nobreza e uma humanidade nas palavras e no sorriso que fazem a diferença.

Mais do que talento=dinheiro Jesus aponta-nos o talento da vida, a responsabilidade em desenvolver o que somos e temos. E aí parece que o medo é o grande obstáculo, o acomodamento e a preguiça são escolhas que levam ao “choro e ranger de dentes”. Já sabem que gosto das canções do Jorge Palma e do último disco estas letras são bem actuais: “ Vejo tanto olhar encafuado / em automóveis bestiais / Casos graves de bem estar, / por mais que tenham, nunca têm a mais./ Aleijados do conforto / refugiados na T.V. / O pior não é estar triste / o pior é não saber porquê”. A mais insignificante das tarefas pode ser feita com grandeza e o mais alto cargo pode ser desempenhado com tanta desumanidade. O que marca a diferença é sempre a qualidade interior de cada um, a verdade que coloca naquilo que faz, a coragem de não ceder ao “menor esforço”, a libertação da ânsia de ter, a ousadia de sorrir para rostos sisudos. Nenhuma crise é desculpa para desistir de viver. Não é possível desenterrar o “talento-vida” de cada um e arriscar investi-lo de maneiras mais felizes?

Há muitas formas de realizar um trabalho. E os primeiros beneficiários ou prejudicados somos nós. O livro dos Provérbios diz que a mulher “põe mãos ao trabalho alegremente”, e essa qualidade traz luz a tudo aquilo que faz. Bem conheceis a história dos trabalhadores da catedral em que apenas um experimentava, para além do suor e do salário, a alegria de estar a construir uma catedral. Quando o trabalho é apenas um meio de troca para receber “umas massas” a qualquer preço, ou a oportunidade para “encher os bolsos” à custa de negociatas e manigâncias, e não a colaboração na construção do mundo, a ramificação de energia e de vida que beneficia outros, ainda não merecemos o nome de pessoas. Se o “talento-vida eterna” nos foi entregue o que andamos a fazer dele? Que vitalidade e alegria, ousadia e simplicidade, esperança e criatividade enterrámos debaixo de rotinas e medos, intrigas e desconfianças? É sempre possível fazer a diferença!

P. Vítor Gonçalves.

É bom começar o dia com boas notícias!



Há dias assim, abro computador, vejo as principais notícias e nada de bom ou de significativamente diferente por lá aprece. De seguida espreito blogues, uns mais conhecidos, outros menos, por vezes encontro algo de interessante, outras nem por isso, mas a verdade é que hoje o meu amigo Barão fez-me começar o dia com aquela que a confirmar-se será uma boa nova.

Diz no seu blogue, "O Tu-Barão", que a Fundação Champalimaud em breve terá um equipamento capaz, de numa única sessão de radioterapia, eliminar um cancro.
Assim  seja!

14.11.11

Incêndio Valenciana

Uma das mais conhecidas, ou mesmo a mais conhecida frangaria de Lisboa, "A Valenciana" ardeu hoje ao fim da tarde. Felizmente a velocidade e a forma como os bombeiros agiram evitou que o fogo se tivesse alastrado ao prédio vizinho, o qual é um edifício classificado.

Pese o facto deste ser um acidente lastimável, até porque poderão estar em causa uma série de postos de trabalho, pergunto o que tem feito o poder autárquico às diversas reclamações que sobre este estabelecimento têm sido feitas, será que se não tivessem encolhido os ombros e as chaminés tivessem devidamente limpas isto tinha acontecido???



12.11.11

Prudência e Caldos de Galinha...


Seria conveniente perceber-se, em que circunstâncias José Esteves, chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal de Odivelas, dissertou a propósito da estada da Sra. Ministra Assunção Cristas em Odivelas.

Se o fez enquanto chefe do Gabinete de Susana Amador é grave, muito grave porque associa a Presidente da Câmara a esta opinião que nos transporta para conceitos quase feudais – ora, a ministra não se pode deslocar a qualquer concelho do País sem necessariamente ter de informar as autoridades locais, mesmo que vá a título particular? Era só o que faltava!

A Sra. Ministra Assunção Cristas veio associar-se às comemorações dos 750 anos do nascimento de D. Dinis organizadas por um grupo de cidadãos que formam o Pensar Odivelas que, com engenho e arte, e alguns apoios conseguiram promover eventos de elevada qualidade e muito participativos. Ao invés da organização da autarquia que, por exemplo se associou a um Congresso Internacional sobre D. Dinis, da responsabilidade da Sociedade de Geografia que foi conotado como tendo sido um verdadeiro fiasco a avaliar pelo destaque dado pela comunicação social e também pelas imagens recolhidas que mostram bem a participação nula dos portugueses, e que passou TOTALMENTE ao lado dos odivelenses.

Mas o resto do programa da Câmara também não mereceu grande atenção, bastando perguntar quantas pessoas (que não funcionários municipais) estiveram no recital do Instituto de Odivelas e nas exposições que se anunciaram.

Se José Esteves o faz na condição de cidadão, é perfeitamente legítimo, mas de muito mau gosto! E dado parecer ser uma pessoa de espírito iluminado estranha-se que não entenda que Assunção Cristas é uma cidadã que tem a liberdade de se poder associar a qualquer evento que lhe mereça o devido reconhecimento! Este executivo gosta tanto de apelar às relações de proximidade com os cidadãos e quando estes dão um ar da sua graça já são um alvo a abater???  

È até caricato que este senhor faça a demagogia de fingir que não percebe que o jantar concerto não serviu para inaugurar qualquer estátua, antes mostrar um busto do rei D. Dinis, fruto do talento de alguém que trabalha produtos alimentares e faz disso gala da sua profissão! Esta peça em chocolate tem tanto valor, como teria outra qualquer feita noutro material, mas o que se mostra foi a vontade de profissionais se empenharem numa comemoração do Rei que se encontra na sua terra.
No actual momento que o País atravessa era fundamental exigir a quem permanece no poder ou está perto dele fosse mais inovador e menos invejoso, e se não sabe produzir mais e melhor em prol da causa pública, faça o favor de fechar a loja!

11.11.11

11/11/11 - Dia de S. Martinho.

Seria um bom passo, vamos ver!

Governo admite responsabilizar ministros por actos ilegais.

Ó Rogério Breia!

Meu Caro amigo Rogério Breia,

Ouvi hoje com interesse, como aliás sempre o faço, a entrevista que deste e que foi publicada no passado dia 8 deste mês na Odivelas.com, ainda fui ver com atenção de que ano era e devo dizer que foi com surpresa que constatei que era 2012, há apenas dois dias. Não é por por nada, mas tenho a ideia que há cerca de um ano, igualmente perante as câmaras de uma web tv, num programa onde tive o privilegio de ter tido a tua companhia, lembro-me de te ter ouvido dizer (não fui só eu) que a esquadra ia entrar em obras na semana seguinte.

Ó Rogério já passou um ano, OK???

Quanto ao Centro de Saúde, então começaram a fazer o Centro de Saúde sem que houvesse o visto Tribunal de Contas? Não terá sido por essas, por outras como essas e piores que essas que este Ministro e este Governo têm que cortar, aliás como foi negociado ainda entre o anterior governo e a troika??

Já agora, foi pena não teres ido mostrar a Escola Barbosa du Bocage, é que aí talvez tivesses conseguido demonstrar facilmente como é que a fazer, aí sim bricolage, se gasta tanto do nosso dinheiro. 



Um abraço;

Xara

Orçamento do Estado 2012.

Hoje ao ver as noticias, vá lá saber-se porquê fiquei com a ideia que o CDS não tinha estado hoje na Assembleia da República a discutir o Orçamento do Estado para 2012, estranhei e vim à net procurar, eis se não quando encontrei uma série de intervenções de enorme qualidade, se clicarem aqui poderão ver algumas delas, contudo deixo aqui a de Adolfo Mesquita Nunes.



9.11.11

Curioso, mas significatico.

É curioso e não deixa  de ser significativo ver, passados quase três anos, ser anunciado algo que eu tinha sugerido e ao qual recebi a seguinte resposta: "vou informar-me melhor".

Espero que tudo corra bem, que seja feito a tempo e que seja proveitoso.

Exportações - Boas notícias!

Nem só de más notícias se faz este país, hoje tivemos uma boa e importante notícia, no terceiro trimestre deste anos as exportações cresceram 13% e as importações, só 3,6%.

Este é de facto o caminho.

Hawai? Não, foi em Portugal.


30 metros de onda

Recorde do mundo


Agora é a vez de Otelo.

Depois de termos visto, imagine-se, Vasco Lourenço vir a terreiro dizer que a "convulsão social está em marcha", agora é a vez de Otelo vir admitir um novo golpe militar em Portugal.

Segundo alguns afirmam estes dois, por reivindicações profissionais, já ajudaram a fazer uma revolução, a qual, não tivesse sido o 25 de Novembro, ao contrário de nos ter dado a liberdade de que se fala, talvez nos tivesse colocado numa ditadura de extrema esquerda.

8.11.11

Hoje à porta da E.B.1/J.I. da Arroja

Regresso ao passado?

Se o tempo estivesse a andar para trás, como por vezes somos levados a pensar, hoje devíamos estar a chegar aos anos de 1979/1980, altura em que a democracia começou a tentar a ganhar forma em Portugal.


Na altura foram mortos, entre outros, Sá Carneiro e Amaro da Costa, mas um pouco antes tínhamos assistido à convulsão social que as greves dos transportes (não só, mas sobretudo) provocaram, ainda me lembro bem desse tempo, das manifestações à porta da central da Carris no Arco do Cego e no velhinho Pavilhão dos Desportos.

Não sei se o tempo volta para trás, mas ao ver este cenário quase a repetir-se e Vasco Lourenço (imagine-se!) dizer: a convulsão social está em marcha, ….

A propósito da greve e das greves (5)

EU TRABALHO

A propósito da greve e das greves (4)

É unânime que Portugal está a atravessar um período dificílimo, uma enorme crise, dizem alguns, talvez das mais profundas e graves que há memória. Assim sendo, questiona-se:


Será que esta greve e outras que já estão anunciadas trarão algum contributo positivo para ultrapassar esta fase negativa que a todos está a causar uma enorme angustia e sofrimento.

A propósito da greve e das greves (3).

Será que gente que não perde um segundo para vir a público criticar esta e aquela medida, e às vezes até a que ainda não foi tomada nem anunciada, que aqueles, os mesmos que tem sempre solução tão criativas para tudo e mais alguma coisa, ainda não conseguiram encontrar formas de protesto que não prejudiquem precisamente aqueles de que se dizem protectores?

A propósito da greve e das greves (2).

Ouve-se muitas vezes falar e com razão nas dificuldades que estão a ser impostas aos portugueses, abusa-se, talvez com alguma razão, mas sobretudo porque é popular, que são sempre os mesmos a pagar “as favas”, os trabalhadores. Mas não será que estas greves, promovidas por quem mais utiliza este mesmo discurso, vêm dificultar e penalizar a vida sobretudo os trabalhadores?

A que horas tiveram hoje que sair de casa, para serem pontuais, os trabalhadores que utilizam os transportes públicos?

Como organizaram estes trabalhadores e com custos a sua vida familiar?

A propósito da greve e das greves (1).

Ouve-se muitas vezes falar que quem paga são sempre os mesmos, os mais desfavorecidos, aqueles que estão mais dependentes do sistema social que está montado, mas com estas greves dos transportes, as quais são promovidas pelos que mais exploram esse tema e esse chavão, não será que os mais prejudicados são precisamente os mais dependentes, aqueles que não têm alternativa para ir trabalhar, aquele que se não aparecerem a horas no seu local de trabalho não recebem o seu sustento.

7.11.11

A questão do fosso!

Há muitos anos, desde que vi pela primeira vez o projecto do novo Estádio de Alvalade que sou contra o fosso e sou-o por várias razões:

1- Entendo-o como um perigo;

2- Entendo que o jogo quanto mais perto for visto, mais vivido se torna;

3- Entendo que desde que há o novo estádio o Sporting nunca ganhou um campeonato, não só por culpa própria ou dos árbitros, mas também por causa do fosso, a sua existência implica a perca de alguns pontos por época.

Nas últimas eleições a lista vencedora prometeu acabar com ele, pela dimensão da obra que isso implica tinha e continuo a ter “algumas” dúvidas, mas espero sinceramente por todas as razões que acima expus e pelo perigo que ontem ficou demonstrado, embora sem a gravidade que imaginei quando ontem no estádio me apercebi do acidente, que finalmente se ponha fim àquele buraco.

No futebol há uma coisa a reter e mais uma vez aqui os ingleses já nos abriram o caminho. Para eles todos os agentes são importantes, jogadores, treinadores, dirigentes, etc., etc., mas o mais importante de todos é o adepto, é para ele que o espectáculo é feito e é dele que vivem. É por isso que por vezes jogam de manhã (para que os fãs no oriente os possam ver), é por isso que não há fosso e inclusivamente os bancos dos suplentes estão muitas vezes quase ou mesmo dentro das bancadas, é por isso que quando há atrasos imprevistos no transporte de adeptos, como por exemplo engarrafamentos inesperados, retardam o início do jogo.

Convém não esquecer que os adeptos ingleses não são propriamente os mais pacíficos, mas que em Inglaterra tudo corre dentro da normalidade e em Espanha o Real Madrid ainda este fim-de-semana, precisamente com o objectivo de se promover nos países orientais, também começou a jogar de manhã, o que fez com que 60 milhões de chineses vissem os três golos de Ronaldo.


Unanimidade na Assembleia da República



Mosteiro de Odivelas deve abrir aos sábados, Domingos e feriados

Dia 4 de Novembro 2011 ficará na história de Odivelas. Neste dia, a Assembleia da República elogiou unanimemente a população do concelho que se manifestou através de uma petição para a abertura aos sábados, domingos e feriados do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo (Mosteiro de Odivelas). Todos os partidos com assento parlamentar aplaudiram a iniciativa, o seu propósito e deram esta petição como exemplo elevado do que deve ser a democracia participativa.
Em tempo de querelas, de guerras e guerrinhas, a população de Odivelas demonstrou elevado sentido de cidadania e de inteligência.
O plenário da Assembleia da República reforçou a unanimidade já verificada quando a Petição promovida pelo grupo Pensar Odivelas foi discutida na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. Para todos os que acompanharam este processo, fica claro que em breve poderemos visitar o Mosteiro, tal como a população de Odivelas se manifestou, sem ter de esperar pelo resultado de qualquer protocolo típico de amador, cujo máximo potencial levaria 200 anos a concretizar.
O Vereador Paulo Aido – um dos mentores da Petição – congratula-se com a atitude dos grupos parlamentares com assento na Assembleia da República, no entendimento que tiveram sobre os anseios dos odivelenses, mas também com o interesse indiscutível que o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo encerra para própria área metropolitana de Lisboa e para todo o País.


in Nota do gabinete do Vereador Paulo Aido

Ainda sobre os bancos - mais uma perguntinha.

Na sequência dos dois posts  anteriores, este e este, coloco aqui só mais um pequena perguntinha:


Os lucros contabilísticos que essa operações geraram ao longo dos anos e que hoje se revelam catastróficas, onde estão?

Bancos - Uma pergunta que faço a mim próprio.

Os nossos governantes têm uma enorme responsabilidade no actual estado do País, mas os nossos queridos banqueiros não lhes ficam atrás, não só pelas questões que há pouco lhes coloquei, como por muitas outras, e por isso pergunto a mim mesmo: porque hei-de eu pagar o dinheiro que  emprestaram, sendo que sabiam de antemão que o estavam a fazer a quem não tinha e não virai nunca a ter a capacidade para cumprir?

Três perguntas aos nossos "queridos banqueiros".


Há muitos anos que no exercício da minha actividade profissional tenho que trabalhar com bancos e para começar este texto acrescento desde já que tenho sobre eles a pior das impressões no que diz respeito à seriedade e à ética.

Anos houve, felizmente já acabaram e espero que não voltem, que tinha frequentemente que negociar financiamentos, cartas de crédito e garantias bancárias, algo que para uma PME, devido à prepotência e posição dominadora dos bancos não é mais que um pesadelo. Lembro-me sem saudade alguma as horas que perdia a fazê-lo a tentar que muitas dessas transacções não implicassem avais pessoais, não só meus o que era impossível, como também de familiares que em nada estavam relacionados com as empresas.

Ficava furioso e tinha discussões intermináveis nos bancos por esta razão, até porque os via emprestar cada vez mais e mais dinheiro ao estado, a câmaras municipais, a empresas públicas e a empresas de capacidade financeira muito duvidosa.

Agora pergunto eu:

1 - onde estão os avais desses responsáveis e as tão apreciadas e solicitadas livranças em branco avalizadas respeitantes aos valores que originaram este buracão?
2 - porque não foram tão exigentes nesses financiamentos, como eram quando se tratava de um PME séria, honesta e com resultados positivos ao longo de vários anos, ou de um qualquer cidadão comum sério e honesto?

3 - onde estão essas garantias reais como tanto gostavam e gostam de falar?

5.11.11

Pavilhão Susana Amador - Para que os nossos netos saibam quem os fez pagar.



Há deficit democrático no Concelho de Odivelas





Homens com História na História

Um Povo que não conhece o seu passado, não terá grande futuro!” – Prof. José Hermano Saraiva
Assisti ainda há pouco, ao programa Alta Definição com o Prof. José Hermano Saraiva, e devido ao seu débil estado de saúde, esta terá sido provavelmente uma das suas últimas entrevistas aos 92 anos de idade. Cresci a ouvi-lo na televisão com a sua visão um pouco romanceada mas cativante da história de Portugal, e não posso deixar de referir que foi enriquecedor conhecer a sua perspectiva sobre o papel do homem na história, e as ilações que deveremos tirar para os nossos dias especialmente conturbados.

Penso tal como ele que, hoje em dia as pessoas precisam de referências, de se identificar ou até de procurar algum estímulo nas personagens históricas, cujos feitos marcaram uma identidade e que projectaram Portugal no mundo.

“ Um pensamento a propósito refere: “Tolos são aqueles que não souberam apreender com os ensinamentos da história.”

O Professor, será um dos que ficará na história de Portugal, com uma vida dedicada ao passado mas que fez dele um homem com muito futuro, com todo o seu contributo em prol do conhecimento.
Nesta entrevista citou Camões e fez-me lembrar mais uma vez o Velho do Restelo, personagem criada, pelo autor para demonstrar que, a falta de visão, e o comodismo, faz com que as pessoas se movimentem segundo os seus interesses movendo as agulhas do seu pensamento consoante o seu próprio oportunismo. De uma coisa estou segura, porque a história se encarregou de mo transmitir, é que sobre esses homens  simbolizados pelo personagem de Camões nos Lusíadas, de certeza que a história não se debruçará!

Reunião extraordinária sem motivos

Paulo Aido estranha marcação de reunião extraordinária para o mesmo dia e hora em que a Assembleia da República debatia petição dos odivelenses

O Vereador Paulo Aido contestou a realização de uma reunião de Câmara extraordinária por não encontrar motivos para que isso sucedesse, mais ainda porque na próxima terça-feira ocorrerá uma reunião ordinária. Para o autarca este agendamento poderá ter sido um pretexto para evitar a presença de alguns na Assembleia da República durante o debate da proposta de mais de 6000 odivelenses, para a abertura ao público do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo.
Em sequência da análise dos três pontos propostos a debate para mais uma reunião extraordinária da Câmara Municipal de Odivelas, Paulo Aido afirmou:Quanto à pertinência do agendamento desta reunião fica clara sua inexistência. Pelo que é legitimo indagar pelo real motivo deste agendamento, que curiosamente coincide com a discussão na Assembleia da República da proposta que resultou do abaixo-assinado de mais de 6.000 odivelenses. Será que houve vontade de arranjar um pretexto ocupando a agenda para ali não ter de se deslocar? Será que se pretendeu evitar a presença de algum membro do executivo naquele debate? Será que não é perceptível o que subjaz, a pertinência e a importância daquele debate?
O autarca esclareceu que pretendia ainda deslocar-se à Assembleia da República para assistir “ao debate que a Odivelas e aos odivelenses interessa” e convidou todos os membros do Executivo a fazê-lo.
O Vereador Paulo Aido explicou tudo isto num ponto de ordem que fez ao início da reunião de Executivo e que se transcreve:
1. O agendamento de uma reunião extraordinária assenta no pressuposto de que há assuntos urgentes, há necessidade de cumprimento de prazos ou de responder prontamente a factores inesperados que careçam de imediata intervenção. Estas reuniões poderão ainda servir para a invocação institucional de efemérides de relevo.
2. O facto é que nos três pontos trazidos para decisão, nenhum deles se reporta a efemérides, a factores inesperados e muito menos à necessidade de cumprimento de prazos.
3. Afirmo tal, não só pelo facto de já na próxima 3.ª feira, dia 08 de Novembro se encontrar agendada a 20.ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Odivelas, só daqui a 4 dias seguidos e a 2 dias úteis, mas também porque:
3.1.No primeiro ponto, considerando que o Relatório Final de instrução do processo disciplinar em causa, encontra-se datado de 20/10/2011, pelo que cumprindo os prazos para submissão a decisão teria de ter sido presente à Câmara Municipal em 25/10/2011. E tal teria sido possível, pois precisamente em 25/10/2011, decorreu a 19.ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Odivelas, contudo talvez por se tratar de uma reunião pública (tal como acontecerá com a próxima reunião ordinária de 08/11/2011) e dando consistência às “boas” práticas de omissão do que de menos bom acontece neste Município da esfera pública, como a inspecção da IGAL e seus sucedâneos, tal assim não sucedeu;
3.2.No segundo ponto, verifica-se que o prazo de resposta da Câmara Municipal de Odivelas ao IGESPAR terminará em 23/11/2011, o que permitiria que esta fosse aprovada ou, no curso da 20.ª Reunião Ordinária da CMO (08/11/2011) ou, mesmo na 21.ª Reunião Ordinária da CMO (22/11/2011);
3.3.No terceiro ponto, estamos em presença de caso que deveria visar a discussão em abstracto do “Documento Verde da Reforma da Administração Local”, que apesar de ter sido prometido pela Sr.ª Presidente da Câmara, que tal aconteceria em Outubro de 2011, tal assim não sucedeu nem em Outubro, nem acontecerá agora. E certamente que ninguém crê pelo teor da documentação apresentada para este ponto e do pretendido na Proposta, que este esteve na origem da marcação desta reunião extraordinária.
4. Quanto à pertinência do agendamento desta reunião fica clara sua inexistência. Pelo que é legitimo indagar pelo real motivo deste agendamento, que curiosamente coincide com a discussão na Assembleia da República da proposta que resultou do abaixo-assinado de mais de 6.000 odivelenses. Será que houve vontade de arranjar um pretexto ocupando a agenda para ali não ter de se deslocar? Será que se pretendeu evitar a presença de algum membro do executivo naquele debate? Será que não é perceptível o que subjaz, a pertinência e a importância daquele debate?
5. Eu por mim, pretendo ainda ali deslocar-me, convidando desde já todos os elementos do executivo, a Sr.ª Presidente incluída, a acompanhar-me e conjuntamente assistirmos a debate que a Odivelas e aos odivelenses interessa.


'in Nota do Gabinete do Vereador Paulo Aido'

4.11.11

Dia Histórico para Odivelas!

Se no texto que escrevi esta semana para o Nova Odivelas “Acreditar, acreditar, acreditar!”, a respeito do “Outubro – Mês D. Dinis”, no qual afirmo que “querer é poder”, hoje na Assembleia da República conseguimos que fosse dado um passo importantíssimo para que mais uma vez seja possível trabalhar no sentido de valorizar a nossa Terra, desta vez foi com a discussão da Petição pública para a abertura ao público do Mosteiro de Odivelas.


Sem dúvida foi um dia histórico para Odivelas e vem isto provar que “a vontade move montanhas”.

10 - Acreditar, acreditar, acreditar!

Pode Haver Luz - In:Jornal Nova Odivelas.

Por vezes, com mais frequência nestes últimos tempos, devido às dificuldades que o Pais atravessa e que se reflectem nas nossas vidas, somos tentados a desanimar, a perder a esperança e a desistir de lutar, pois somos possuídos por um sentimento de impotência perante o escuro cenário que se apresenta no nosso horizonte.
Há muito tempo, devia ter uns nove ou dez anos, vi colocado na parede do escritório, de uma prestigiada instituição desportiva, um slogan que dizia o seguinte: “O fácil está feito, o difícil está a fazer-se, o impossível vai fazer-se e milagres não se fazem”.

É com este espírito, acrescido da minha forte convicção que “crer é poder”, que enfrento as ideias e os projectos que abraço.

Vem isto a propósito de um projecto que recentemente, em conjunto com um grupo de cidadãos, abracei, o qual, contra ventos e marés, teve o êxito que todos reconhecem. Estou a falar do “Outubro – Mês de D. Dinis”, integrado nas comemorações dos 750 anos do nascimento do Rei D. Dinis.

Com este projecto foi possível:

- Que Odivelas (não só, mas sobretudo) ficasse a conhecer melhor o Rei Dom Dinis e a importância do seu Reinado na História de Portugal;

- Que mais pessoas ficassem a saber que o Rei D. Dinis está aqui sepultado;

- Demonstrar que Odivelas, para além de ser um dormitório e do concelho ter sido transformado num monte de betão, tem história, tradições e cultura;

- Demonstrar que Odivelas, mesmo que seja de forma humilde (*), sabe receber e organizar com qualidade e dignidade qualquer tipo de evento cultural;

- Que sem se gastar verbas loucas, desde que haja competência, vontade, determinação, dedicação e a necessária capacidade de envolver a população e as forças vivas do Concelho, podemos fazer iniciativas culturais de excelência.

Por tudo isto concluo este meu texto afirmando que todos nós podemos e temos que acreditar, só assim poderemos mudar e ajudar a mudar.

(*) Humildade não equivale a vergonha. Vergonha é roubar e gastar aquilo que de ante mão sabemos não poder vir a pagar ou gastar, ou mesmo, gastar desnecessariamente aquilo que é de todos.