31.3.11

Pateta o meu heroi








Umas vezes pareço-me com ele... outras faço-me!



CSousa

Sócrates volta a demitir-se?

Será que após o Primeiro-ministro se ter demitido há uma semana, não o deveria fazer hoje mais uma vez?

A divulgação dos números referentes a 2010 que o INE fez hoje (Deficit de 2010 8,6 em vez de 6,8%), é razão mais que suficiente. 

Imparáveis!

Já há muito que não visitava We Have de Kaos in The Garden, continuam imparáveis na sua forma de criticar ou de fazer observações, clique aqui e veja.

Sócrates "apanhado a conduzir em contra-mão" na auto-estrada.

Diz o ABC, jornal dos nossos vizinhos espanhóis, que a gestão de Sócrates é idêntica à condução em contra-mão numa auto-estrada e pior, para além disso diz este conhecido orgão de comunicação, vai convencido de que os outros é que vão errados, será???

Ora, clique aqui e veja!

Petição - Entrega na Assembleia da República é já amanhã.

Numa corrida contra o tempo, pois estamos à beira da dissulução do Parlamento, foi possivel o agendamento de uma aundiência com o Dr. Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República, para amanhã, dia 1 de Abril, às 11.00.

O objectivo desta audiência é a entrega em mão da Petição para abertura ao Público do Mosteiro de Odivelas, a qual conta com 1.031 subscritores on-line e cerca de 5.500 assinaturas.

Incrivel !!!

Químico Von Busen nasceu há 200 anos

Faz hoje 200 anos que nasceu o químico alemão Robert Wilhelm Eberhard von Bunsen que ficou conhecido por ter aperfeiçoado um queimador inventado pelo físico-químico britânico Michael Faraday e actualmente conhecido pelo Bico de Busen. Este queimador passou a trabalhar com emissões espectrais de elementos químicos aquecidos.

Este investigador alemão também é conhecido por ter descoberto que a utilização do óxido de ferro hidratado como agente precipitante é, ainda, o melhor antídoto para combater o envenenamento por arsénico.

A Robert von Bunsen deve-se mais três importantes descobertas:

- A do eléctrodo de carbono que substituiu o dispendioso eléctrodo de platina utilizado na bateria de Grove;

- A utilização do ácido nítrico na produção de metais puros como o magnésio, alumínio, crómio, sódio, manganês, cálcio, bário e ainda o lítio por electrólise;

- A obtenção do cloreto de hidrogénio a partir do hidrogénio e cloro, num estudo que contou com a preciosa colaboração de Henry Roscoe.

Von Busen - que dedicou toda a sua vida à investigação e à universidade - morreu em Heidelberg em Agosto de 1899.


José Maria Pignatelli

2 x falta de bom senso

A falta de bom senso é transversal. Em alguns casos toca o ridículo.

O tiro pela culatra

Vejamos: uma figura com responsabilidades no PSD de Odivelas afirmou categoricamente que o Vereador Paulo Aido é um jovem nestas andanças da luta política... a sua única experiência confina-se à última campanha eleitoral para as “Autárquicas 2009”.

Realmente militar num partido e nem sequer conhecer o que se passou nesse mesmo partido há alguns anos, é no mínimo falta de brio ou indiferença sobre a sua história.

Pois é, aquele Vereador Independente já militou no PSD, foi presidente da JSD de Odivelas, esteve directamente envolvido em campanhas de Ramalho Eanes, Mota Pinto, Cavaco Silva entre outros.

É uma comiseração falar sobre o que não se sabe, com o único objectivo de ganhar protagonismo e deitar abaixo um ex-companheiro de campanha porque se optou por estar no poder junto com o adversário. Os eleitores começam a perceber.

É caso para dizer que lhe saiu o tiro pela culatra!

A presidente do Brasil dá-se mal com o português

Dilma Rousseff, recentemente eleita presidente do Brasil, concedeu uma entrevista à SIC conduzida por Miguel Sousa Tavares e no final teve a desfaçatez de enaltecer o excelente português com que o jornalista se expressou... Pouco depois de se ter baralhado com o sentido da expressão “mau feitio” que, para uma larga maioria dos brasileiros, significa o corte de um fato (vulgo “tailler”) mal executado. Aliás, nesse momento Dilma Rousseff chegou a passar a sua mão pela frente do fato que trazia vestido, por sinal invulgar e de uma elegância quase extrema.

Mas é precisamente aqui que se percebe a monumental patetice do acordo ortográfico porque não é pelo simples facto de passarmos a escrever em brasileiro que nos vamos entender melhor e que vamos integrar uma comunidade internacional que jamais se identificará connosco.

30.3.11

Ficaram à rasca com Homens da Luta

“Sócrates, amigo, a luta está contigo”, eis o slogan com que os protagonistas dos “Homens da Luta”, os irmãos Nuno e Vasco Duarte, brindaram todos os participantes da reunião onde José Sócrates apresentou a sua Moção estratégica que vai levar ao Congresso do Partido Socialista. O imprevisto aconteceu à porta do Hotel Sheraton em Lisboa. Decididamente os “Homens da Luta” não pertencem ao sistema. Antes, enfrentam-no e não estão, com toda a certeza, à espera que os convidem para almoçar. As imagens falam por si: quase todos se incomodam com esta presença ruidosa e alguém acabou por enviar a polícia para dispersar estes dois manifestantes... mas acabaram por os chegar para o lado. Ridículo, a falta de humor evidenciada neste particular a fazer denotar que a nossa democracia tem muito maus representantes. Uma lástima!

Tiros & beijinhos do Vereador Paulo Aido:

última Assembleia Municipal já se tinha visto alguma fumaça, Paulo Aido na última reunião de Câmara tocou no ponto:

aguardam momentos de grande crispação e combate político entre o PS e o PSD que poderá efectivamente criar constrangimentos ao executivo desta Câmara Municipal, tanto mais que não é credível que se ande aos tiros até à Calçada da Carriche e mais à frente, em Odivelas,  andem aos beijinhos”.

E depois?

Parece que a nossa digníssima Assembleia da República cancelou as comemorações oficiais do 25 de Abril. Relembro que se trata só do dia em que os portugueses disseram não a uma ditadura de 50 anos. Relembro que foi só o dia em que os portugueses disseram sim à liberdade a vários níveis.
Pergunto eu: o que é que se segue?

Teresa Salvado

Já não há vergonha!

Ontem num dos raros momentos em que olhei para a TV vi e ouvi o Ministro Vieira da Silva, em sede Comissão dos Assuntos Económicos na Assembleia da Rrepública, a culpar a oposição pelo ggravidade da situação em que se encontra o país.

Referia-se naturalmente ao facto do PEC IV não ter sido aprovado e ao facto de na sequênciaa desse chumbo o governo se ter demitido. Mas atendendo a que o país tem vindo a piorar dia após dia desde há seis anos a esta parte e que os resultados desta governação socialista, com os PEC's I, II e III, estão à vista de todos, mais deficit, mais divida, mais juros, e mais desemprego, é preciso, digo eu, ter uma grande lata.



Magistrados ameaçam penhorar o Estado.

João Palma, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), confirmou ao i que vai pedir " a penhora de bens do Estado", caso o ministério insista em não pagar as acumulações de serviço devidas aos magistrados.

29.3.11

Uma carta vinda da da Irlanda.

Os nossos amigos Irlandeses tiveram a amabilidade de publicar no Independent uma carta dirigida a Portugal, a qual num tom altamente irónico lança um forte aviso à navegação sobre o que representa a entrada do FMI num qualquer país. Entre muitas outras coisas dizem "Essa ajuda não vai tirar o país de dificuldades. Vai prolongar os vossos problemas para as gerações futuras."

Bit of friendly advice, Portugal




Anyway, I notice now that you are under pressure to accept a bailout but your politicians are claiming to be determined not to take it. It will, they say, be over their dead bodies. In my experience that means you'll be getting a bailout soon, probably on a Sunday. First let me give you a tip on the nuances of the English language. Given that English is your second language, you may think that the words 'bailout' and 'aid' imply that you will be getting help from our European brethren to get you out of your current difficulties. English is our first language and that's what we thought bailout and aid meant. Allow me to warn you, not only will this bailout, when it is inevit-ably forced on you, not get you out of your current troubles, it will actually prolong your troubles for generations to come.


Confiar

"Confiar é correr o risco de se decepcionar" ( Séneca, filósofo séc.I d.c.) Vale a pena correr o risco de confiar. Pela minha experiência, o saldo é positivo. As pessoas em quem confiamos, merecem, de alguma forma, a nossa confiança, porque as conhecemos. Às vezes apenas julgamos conhecê-las e aí é que está o risco. Tenho confiado em muitas pessoas e só uma vez me decepcionei. E não é uma andorinha que destroi a Primavera.

Ponto e Virgula

"Ponto e Virgula O ponto-e-vírgula marca uma pausa mais longa que a da vírgula (para que se aprenda a respirar), no entanto menor que a do ponto (para que não se perca a oportunidade de agir).

Temos os políticos que merecemos. Muitas vezes se ouve que cada um tem aquilo que merece. Disto eu não tenho a certeza. Mas cada vez estou mais certa que temos os políticos que merecemos. Pelos menos alguns de nós.
E Odivelas é só uma pequena amostra de um país inteiro. Aqui, onde deixou de ser a terra das portunidades e passou a ser a terra onde sabe bem viver, ou seja lá o que é (que estas frases feitas são cada vez para levar menos a sério) há alguns exemplos.
Vamos lá então. Por exemplo, as iniciativas culturais independentes estão praticamente vazias. Os debates de interesse social têm um baixo índice de participação. A própria petição para a abertura ao público do Mosteiro de Odivelas teve a maioria das suas assinaturas graças a um grupo de pessoas com força de vontade e que acreditam que calcorrearam as ruas do concelho a recolher assinaturas.
É oficial: as pessoas não estão para se chatear, perderam o interesse até pelos assuntos mais polémicos ou esclarecedores, querem tudo feito na hora, pronto a consumir. A maioria das pessoas foge de tudo o que dê muito trabalho e obrigue a pensar.
O que até se começa a compreender porque qualquer dia inventam um imposto qualquer para se poder pensar. E tudo a bem da nação. Ao que parece, a frase “não perguntes o que é que o teu país pode fazer por ti, mas sim o que podes fazer pelo teu país”, do ex-presidente norte-americano J. F. Kennedy, está fora de moda. O desânimo tomou conta da maioria, apesar da elevada adesão à manifestação da Geração à Rasca. Sim, sou favorável à manifestação, às motivações da manifestação e estive lá. Mas, é agora? Bem, agora,à hora em que escrevo este artigo temos um primeiro-ministro demissionário e estamos a braços com uma crise política grave.
Definitivamente, temos os políticos que merecemos. Porquê? Porque somos o povo do desenrasca, e a maioria das vezes isso não é bom, pois todos os planos e políticas são pensadas a curtíssimo prazo… dos biscates… dos esquemas para fugir aos impostos… ou para ter mais um subsídio.
Tal pai, tal filho… Tais governantes, tal povo. Somos o povo do remedeia, em vez das medidas de fundo, dos remendos mal cosidos. Temos tido sucessivos governantes que tapam aqui e acolá, escondem o lixo debaixo do tapete. O pior é que a União Europeia da senhora Angela Merkel espreita debaixo dos tapetes da casa alheia várias vezes. E não tem medo de mandar limpar.
Definitivamente, temos os políticos que merecemos.
Mas… está aí a Primavera. E haja sol!!!"

Teresa Salvado

 NOTA: Texto escrito na rúbrica Ponto e Virgula, para o jornal Nova Odivelas de 25 de Março.

Segurança na net - uma questão importante.


Portugal Campeão do Mundo em Arquitectura.

28.3.11

Sporting - O problema está aqui.

Como anteriormente mencionei, nem Godinho Lopes (que representava a continuidade e que tem uma equipa que não me inspira a mais pequena confiança), nem Bruno de Carvalho (sobre que tinha algumas/muitas dúvidas) seriam merecedores dos meus 10 votos. Percebo a frustração e a revolta de Bruno de Carvalho, pois teve mais 33% dos Sportinguistas a votar nele, do que teve Godinho Lopes e devido ao método eleitoral (nº de votos/por ano de sócio) perdeu as eleições. Este é o real problema, mas não posso perceber e até vem comprovar a razão das minhas dúvidas sobre a sua candidatura, que não aceite o resultado. O método e as regras já existiam, todos as conheciam e por isso mesmo não venha agora com a história de impugnar as eleições, pois isso só servirá para aumentar a instabilidade dentro do Sporting. Como afirmei, não confio em Godinho Lopes nem na sua equipa, mas entendo que a sua tarefa que já era complicada com estes resultados ainda se complicou mais e por isso mesmo, a bem do Sporting é importante que todos colaboremos.


O sentimento da dignidade

Quando me amei de verdade comecei a livrar-me de tudo que não fosse saudável: pessoas, tarefas, e toda e qualquer coisa que me pusesse para baixo. Charles Chaplin

27.3.11

Quarta República.

Quarta República é o nome do blogue de António Gaito. Este blogue foca sobretudo questões ambientais e quando em vez dá uma "bicadas politicas", não só a nível nacional, como também a nível local. A partir de agora pode consultá-lo na lista de blogues do Concelho, como pode clicar aqui e apanhar boleia até à Quarta República.

Pouca imparcialidade

Mecanismos das sondagens, Censos... são pouco seguros

As empresas de sondagens ainda não perceberam que os seus enganos podem prejudicar outras empresas e instituições, tanto do ponto de vista financeiro como do ponto de vista da credulidade.

Nos últimos tempos assistimos a resultados de sondagens que se encontram claramente distantes da realidade. Isto sucede relativamente a audiências dos canais da televisão, dos investimentos publicitários e às opções sobre os partidos políticos.

A Marktest nasceu quando me encontrava na universidade, pelas mãos de um grupo de pessoas entre eles um professor de estatística que tive. Então, todos lhes conheciam as suas fortes convicções políticas como convinha.

Recordo-me perfeitamente que não admitiam discussões do foro ideológico, nem dentro nem fora da instituição de ensino. Estávamos na ponta final do PREC e este doutores percebiam que chegava a era do socialismo democrático. Portanto, tal como no tempo da outra senhora e como no momento de influência comunista, ou concordávamos com eles ou estávamos contra.

Essa coisa da democracia continuava condenada a ficar na gaveta... E ainda hoje lá está!

Não é nada estranho que sondagens anteriores aos últimos actos eleitorais tenham ficado distantes dos acontecimentos.

Não esqueço as perscrutações publicadas dias antes das “Europeias 2009” que colocavam a lista do PSD em 2º lugar e apontavam para a dificuldade na eleição de Nuno Melo cabeça de lista do CDS. Pois é, o PSD ganhou as eleições e foram eleitos 2 eurodeputados do CDS que obteve mais de 8 % dos votos.

A adulteração das respostas dos cidadãos é fácil de fazer por que ninguém vai fiscalizar os procedimentos destas empresas nem as hipotéticas gravações feitas nos call center que contactam os cidadãos.


Dúvidas nos Censos 2011

Mas a vergonha destes vícios em perverter a verdade não se fica apenas nas sondagens. Também nos Censos 2011 se assiste à liberdade dos representantes do INE - que recolhem os formulários preenchidos por quem optou em não fazer via electrónica - fazerem alterações ao que os cidadãos responderam.

Também quem é que garante o sigilo destes documentos que são livremente enfiados numa mala que o técnico leva consigo. Ainda há pouco mais de uma hora e diante de terceiros, uma dessas representantes entendeu, por sua alta recriação, modificar a resposta dada pela minha mulher no que se refere à matéria de trabalho, não percebendo sequer que o campo da resposta em causa não tinha de ser preenchido.

Depois, de ter modificado a resposta e ter arrumado o formulário do inquérito na sua mala, lá tivemos de exigir que o devolvesse e repusesse a resposta.

É por estas e por outras que a maioria de nós desconfia destes processos e do próprio Estado... por que é o aparelho do Estado que desconfia de nós todos contribuintes.

Este pequeno detalhe que se deve, com certeza, à incompreensão sobre como se deve ou não responder, é revelador da libertinagem com que estes projectos passam à prática.

Mas considerando o choque tecnológico que levamos desde que este governo subiu ao poder, traduzido em milhares de notícias, e ao investimento feito nas novas tecnologias e em recursos humanos, era admissível que as respostas destes censos pudessem resultar do cruzamento de dados e pesquisa do Estado, tal como sucede em muitos países europeus.

Porventura assistiremos a mais uma oportunidade de um trabalho importante que se perde, em parte por acreditarmos que este género de correcções sucederá em catadupa. Os técnicos nomeados pelo Instituto Nacional de Estatística - à boa maneira portuguesa - são os únicos completamente esclarecidos sobre o assunto, tanto mais que somos todos analfabetos.

Continuamos a ser o mesmo de sempre, cidadãos de um País sem grande credibilidade e, por isso mesmo, sem grande importância no contexto internacional.


José Maria Pignatelli

Sporting num "molho de bróculos"

As eleições do Sporting, as quais podiam ter contribuído para clarificar alguma coisa e dar um novo rumo ao Sporting, pelo contrário lançaram o Sporting num sarilho ainda maior. Como sabemos, a diferença de votos entre as duas candidaturas que ficaram em primeiro lugar foi mínima cerca de 360 votos, o que pelo método eleitoral do Sporting (nº votos por anos de sócios) poderá não querer dizer nada, 20 pessoas com 20 votos cada, podem ter feito a diferença. Porém a questão não é só essa, mais significativo é: 1º) Uma clara vontade de mudança, 60% dos votos, não dos votantes, disseram que queriam mudar e a única lista que representava claramente a continuidade era a de Godinho Lopes. 2º) A lista de Godinho Lopes teve mais votos que a de Bruno de Carvalho, mas poderá ter acontecido que tenha tido cerca de metade das pessoas a votar nele. Se assim foi .... Pese o facto de não ter qualquer confiança em Godinho Lopes e na sua equipa, porque gosto muito do meu Sporting e porque a situação é dificílima faço votos para que tudo corra da melhor forma e para que eu esteja completamente enganado.

26.3.11

Sporting - em quem votarei?

Depois de ter assistido a uma campanha eleitoral no meu querido Sporting, a qual infelizmente teve alguns pontos que me envergonharam como Sportiguista está a chegar a hora da verdade. Para ser sincero nenhum dos candidatos me convenceu por inteiro, penso mesmo que neste momento poucos Sportinguistas estão convictos da escolha amanhã terão que fazer, eu ainda estou indeciso.

Pelo que demonstrou, por tudo o que representa e por muitas das pessoas que estão com ele jamais poderia votar em Godinho Lopes (esse está riscado desde a primeira volta); por que não teve educação e a elevação que é apanágio nos sportinguistas também não votarei no Bruno de Carvalho; de Dias Ferreira para além de inúmeros disparates que me habituei a ouvir há muitos anos, jamais esperaria que se lembrasse de ir buscar o Futre e companhias com as trapalhadas que estão à vista de todos.

Restam dois, Pedro Baltazar que é pelo que me parece o único que poderá derrotar um dos dois primeiros (Godinho ou Cardoso), isso para mim é prioritário e que na sua vida empresarial tem demonstrado competência; Sérgio Abrantes Mendes que teve o discurso e as ideias com que mais me identifiquei, mas segundo me parece não tem grandes probabilidades de ganhar, a falta de marketing e de alguns subterfúgios não perdoa.

Logo decidirei!


O problema dos números errados nos estudos e sondagens.

A problemática dos números errados nas sondagens e nos estudos de mercado que abordei no post anterior é grave e pode criar graves prejuízos, vejamos os seguintes exemplos:

1 – Se os números estiverem errados ou derem uma má percepção da realidade e colocarem um canal de televisão indevidamente à frente de outro nas audiências, qual os custos que tem para o prejudicado e os benefícios para o que beneficia? Quantos milhões representam na facturação em publicidade?

2 – A empresa onde sou director-geral é colocada num meio que não é aquele onde na realidade está inserido, no qual nunca poderá ter a dimensão de outras empresas, isso fez com que durante vários anos aparecesse sempre abaixo da décima posição, o que confere um determinado valor à empresa. Contudo, se estivesse como devia estar, numa divisão que correspondesse ao sector onde actua, muito provavelmente hoje estaria colocado num dos lugares cimeiros, o que em termos de valorização da empresa é manifestamente diferente.

No que se refere ao CDS é a mesma coisa, se em vez dos 6,3% das sondagens, lá estivessem 15 a 20%, como acredito que seja mais ou menos a realidade, a valorização do partido por parte dos eleitores seria manifestamente diferente, a percepção das pessoas e as opiniões dos comentadores seriam completamente diferente. Tal como nos dois exemplos que acima aludi, também aqui há quem perca e ganhe com estas deturpações, o CDS tem perdido muito.

25.3.11

A Marktest, as sondagens e os estudos de mercado (publicidade).

A Marktest é uma empresa que actua na área de estudos de mercado, a qual para além de quando em vez aparecer a fazer sondagens, também trabalha na área da publicidade, onde faz os estudos de audiências da televisão e o levantamento dos investimentos feitos no mercado.

Dos resultados das sondagens temos visto os sucessivos enganos e no que se refere aos apresentados para o CDS podemos dizer que são grosseiros e por outro lado, ao fim de vários anos, esta empresa perdeu recentemente o estudo das audiências televisivas.

Sou director-geral duma empresa que actua no sector da publicidade e que por consequência está sujeita ao estudo de investimentos efectuados pela Marktest, o qual é apresentado ao mercado da publicidade, dei no inicio de 2010 instruções no sentido que não fosse dado qualquer elemento a esta empresa enquanto o mesmo não estivesse devidamente estruturado. Há anos que reclamo o formato destes estudos, todo os profissionais do sector com que falo dizem que tenho razão, o meu interlocutor da Marktest diz o mesmo, mas a verdade, vá lá saber-se porquê, é que o formato não é alterado e assim os dados estão desvirtuados.

Com as sondagens provavelmente passa-se o mesmo, já todos perceberam que a generalidade das sondagens, vá lá também saber-se porquê, também, quando se trata dos resultados do CDS, aparecem sempre desvirtuados.

Como todos sabemos o CDS nas últimas eleições legislativas, contra todos os estudos, ultrapassou a tão falada barreira dos dois dígitos (10%). Desde essa data ainda não ouvi ninguém afirmar que se tinha arrependido de ter votado CDS, bem pelo contrário, constato que cada vez há mais pessoas a dizer que agora também vão votar CDS e perante isso, apareceu hoje uma sondagem feita por essa mesma empresa que dá o CDS como extinto, com uns míseros 6,3%.

Perante o exposto pergunto: quem acredita nestes números?

Ao que isto chegou!

A Demissão de José Sócrates - Vasco Palmeirim

Assim vai o nosso País e o nosso Concelho.


Ontem enquanto me deslocava a pé no centro de Odivelas deparei com um aglomerado de pessoas num local onde não é costume haver. Quando avistei essas pessoas junto a um prédio, ainda a uma certa distancia, pensei que fosse um acidente ou algo do género, mas surpreendentemente, quando me aproximei do local, percebi que era uma fila para um espaço que faz compra, penhora e venda de ouro.

Confesso que fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que aguardava a sua vez para ser atendido, mas o pior estava para vir, ao continuar o meu percurso constatei que num espaço de mais ou menos quinhentos metros já havia pelo menos três estabelecimentos semelhantes.

Isto é o reflexo claro das politicas levadas a cabo nos últimos anos, tanto na gestão do país, como ao nível da gestão municipal (PS/PSD).

A Drª Susana Amador, Presidente da Câmara, continua a afirmar que o desemprego em Odivelas é quase inexistente (4,6%) e que a Câmara Municipal tem feito um grande esforço ao nível do desenvolvimento do comércio local. O resultado está à vista, as lojas de penhora, essas multiplicam-se e infelizmente as pessoas com enormes dificuldades financeiras também.


Nota: Por respeito à pessoas não coloquei aqui a imagem do aglomerado.

24.3.11

Tanto para escrever e tão pouco tempo para o fazer...

Petição pela Abertura do Mosteiro S.Dinis e S.Bernardo


Obrigado Miguel Xara Brasil!









E na qualidade de filha da terra que gostaria de partilhar o quanto importante foi este trabalho de recolha de assinaturas junto da população de Odivelas.


Foi de facto uma tarefa abrangente e construtiva muito reveladora, onde foi notório o excelente relacionamento de proximidade que se estabeleceu, num concelho cada vez mais descaracterizado e apático no que concerne às relações humanas.


Devo dizer que muitas pessoas, passei a conhecer e outras que reencontrei, foi como se nunca tivesse deixado de as ver!

A todas as pessoas que assinaram e apoiaram ajudando na angariação de assinaturas e divulgação do objectivo da mesma MUITO OBRIGADO!

Em termos objectivos ultrapassámos em muito o número mínimo exígivel de 4.000 assinaturas para que este assunto seja incluído na agenda de trabalhos da Assembleia da República para discussão.

Isto tudo só foi possível graças ao carácter batalhador, persistente e dinâmico do deputado municipal Miguel Xara Brasil que investiu meios financeiros e humanos neste trabalho o qual teve a iniciativa de promover, congregando um conjunto de pessoas que se empenharam igualmente neste designío, sem poder mencionar todos saliento o vereador Paulo Aido e a historiadora Dra. Maria Máxima Vaz.



Obrigado a todos!

A força da virtude

No âmbito de uma investigação sobre reformas sociais, tenho vindo a conhecer figuras da nossa História de uma elevada ética, as quais são desconhecidas do público e cujo pensamento político deveria ser tomado como exemplo. E um desses políticos é, não tenho dúvida, Augusto Fuschini, que eu também desconhecia e que hoje muito admiro pela seriedade, conhecimento e sentido de justiça. A propósito da regulamentação do trabalho dos menores e dos obstáculos levantados para o impedir, afirmou no parlamento, no dia 11/07/1885:

"Ser egoísta e pouco caridoso, são vícios, infelizmente, vulgares na espécie humana, mas quem os tem, tal é a força da virtude, procura escondê-los aos olhos dos outros."

Quem não conhece exemplos?

Trambolhão anunciado

Começou a campanha eleitoral para eleições gerais ainda sem data marcada. Será inevitável apesar da malandrice do Presidente da República em não aceitar a demissão do primeiro-ministro José Sócrates sem ouvir os líderes dos partidos com assento na Assembleia da República. É que assim está garantida a representação nacional indubitável na cimeira da Comunidade Europeia desta semana.
José Sócrates ficou com pouco espaço de manobra para grandes aventuras pessoais no decurso do encontro europeu. Também todos sabemos que a Comissão Europeia deu o dito por não dito: aguarda pelo desfecho desta crise política pelo menos até final de Junho, para que se decida sobre a intervenção nas nossas finanças.
Também Cavaco Silva conseguiu assim tempo para analisar o desfecho do congresso do Partido Socialista do próximo fim-de-semana.
Obviamente que estamos perante procedimentos perfeitamente previsíveis de um Presidente da República cada vez mais previsível, tanto mais que raramente se pronuncia sobre o quer que seja de importante para a Nação e quando o faz, é muitas vezes em tempo inoportuno.
De qualquer modo, não foi preciso puxar o tapete ao chefe do governo. Sócrates encarregou-se de o fazer a si próprio no momento em que entendeu levar um quarto PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) para Bruxelas, antes de o apresentar ao presidente Cavaco Silva, aos líderes dos partidos da oposição e sufragá-lo na Assembleia da República.
Um monumental disparate!
Agora, fazem-se apostas para o futuro. Mas há quem as dispense e enuncie recados no sentido de se conseguir um amplo consenso independentemente do resultado das eventuais eleições.
Por exemplo, ouviram-se representantes do comércio e da indústria apelar à unidade nacional e a um entendimento alargado pelo menos com o CDS, PSD e PS, mas sem José Sócrates. As opiniões dividem-se entre liderança encabeçada por António Costa ou António José Seguro.
No entanto, o dono do pragmatismo é Paulo Portas.
Parece o mais lúcido de todos e o que sabe que a crise só começa a resolver-se com cortes no aparelho de Estado, mesmo que isso belisque interesses instalados.
O presidente do CDS percebe que vivemos crises cíclicas pelo menos desde há 126 anos. Também entende que é inadmissível aceitar que a Refer e a CP juntas tenham uma divida que ascende à fortuna de 9 mil milhões de euros, verba que permitiria esquecer as medidas de contenção orçamental apresentadas no PEC agora chumbado.
Para já e antes de qualquer campanha eleitoral, urge garantir:
- O pagamento das obrigações contraídas;
- O saneamento financeiro do País;
- Reinventar a o voluntariado e a solidariedade para com os mais desprotegidos.
Depois, temos ainda a prioridade em garantir o funcionamento da Justiça e da assistência médica.

José Maria Pignatelli

Olhometro.


Hoje utilizei-o e cacei.
Há pessoas levadas da breca!

Pais e filhos à rasca já tiveram quase tudo

Recebi uma missiva com uma perspectiva menos projectada sobre a geração à rasca onde se encontram muitas gerações e meio Portugal. É uma face da história interessante que obriga os mais velhos a colocar “a mão na consciência” para perceber quem e onde falharam.
Passo a transcrever o texto do autor anónimo que, em minha opinião, merece leitura atenta e uns minutos largos de meditação
.
Um dia, isto tinha de acontecer. Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente! Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem do qualquer coisa phones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que, agora, quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadíssima para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades/características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!
Novos e velhos, todos estão à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.

23.3.11

A palavra aos políticos do passado...

Triste é confessá-lo! Os ministérios sucedem-se no nosso país sem ideias de administração, com partidos sem programas políticos, com estadistas cujo principal talento é governar com expedientes e segundo o interesse de pequenas facções, com a opinião pública perfeitamente desorganizada ou pelo cepticismo e pela desconfiança, que gera a imoralidade dos governantes, ou pela indiferença, que produz nos cidadãos a ignorância dos direitos e dos deveres sociais, os governos de Portugal sobrepõem-se sem teoria alguma de governação pública, sem unidade de administração, sem estudo, sem convicções, e por vezes sem moral política"

Autor: Augusto Fuschini, político, deputado e ministro na Monarquia Constitucional.

Estas afirmações foram proferidas na Câmara dos Deputados, na sessão de 11 de Julho de 1885.

Nota: qualquer semelhança com os dias de hoje, é mera coincidência.

Também é do "Odivelas Um Rumo".


Este post "O mais que poder e o melhor que sei" também pertence a esta casa, aos que aqui postam e a muitos que aqui vêm visitar-nos.

22.3.11

ARTUR AGOSTINHO: GRANDE HOMEM - ENORME SPORTINGUISTA

PEC - Plano Estagnação e Crispação?



PEC = Plano de Estabilidade e Crescimento.





Senão vejamos:

Medidas de austeridade, com vista a estabilizar o quê? Os cofres do Estado que, gastou mais que as famílias e as empresas?
Nem todas as empresas e famílias apresentam sinais de falência ou insolvência! Contrariamente ao que parece que se passa no nosso Estado financeiro!

Em contrapartida qual o gerador de receita do Estado para além dos impostos directos e indirectos?
O Estado desenvolveu mecanismos que lhe possibilitem fazer face às adversidades desta conjuntura actual? Acumulou poupança?
Claro que não! Mesmo em tempos de vacas gordas!

E agora vem transferir esse ónus para as empresas e famílias, ou seja, pagam mais recebem menos e ainda assim terão que poupar? Então que solução? Impasse? Estagnação!
Procurar um entendimento com as restantes forças partidárias? Não, primeiro estabelecem-se "concordatas" com as "autoridades" europeias! Mas afinal quem é que manda aqui? Crispação!



(continua...)

Incontrolável e ingovernável!


O caos provocado por os inúmeros erros cometidos aos mais variados níveis por esta gestão socialista desregraram por completo as contas públicas e consequentemente descredibilizaram o país, o resultado está á vista, os juros da divida externa, a qual quase duplicou neste período, ultrapassou hoje a fasquia dos 8%.

Os juros da dívida estão incontroláveis e o país está ingovernável.

21.3.11

Pensamento do Dia.


Há muitos anos, em 75 ou 76, num dos dias em que a sede do CDS estava a ser barbaramente atacada, olhando pela janela e vendo o cenário, Adelino Amaro da Costa disse a muitos dos jovens que lá estavam com ele - não se preocupem, por trás deste caos, está um grande país. Paulo Portas este fim-de-semana, no discurso de encerramento do Congresso de Viseu citou Amaro da Costa para fazer a analogia com a actual situação do país.

Eu sou da mesma opinião, acredito plenamente nisso e estou convencido que há SOLUÇÃO.

A higiene emigrou?

Depois de um fim de semana e como já vem sendo hábito, mais uma vez, amanheceu a 2.ªfeira, com os contentores repletos e rodeados de lixo, na minha rua - Almeida Garrett. O romântico Visconde deve sentir-se enojado e tem motivos mais que suficientes. Até eu, que não sou viscondessa, sinto vergonha de viver nesta terra de mistérios...

Começam a chegar queixas

Odivelas com Livro de Reclamações
Paulo Aido, vereador da Câmara de Odivelas, lançou há poucos dias uma iniciativa invulgar – um espaço para os Odivelenses reclamarem por carta, e-mail ou no facebook, sobre tudo o que precisa de ser corrigido no concelho.
E as queixas começam a chegar apesar das dificuldades que, muitas vezes, se colocam na passagem da mensagem porque nem todos encontram tempo necessário para a utilização do ciberespaço no dia-a-dia.
Este Livro de Reclamações virtual terá a importância acrescida em fazer ligação entre os Eleitos e os Cidadãos.
Segundo a nota de imprensa divulgada, os munícipes podem utilizar este espaço para contestar sobre as mais variadas anomalias como a falta de abastecimento de água, a irregularidade na recolha dos lixos, a degradação do património histórico, os buracos nos passeios e nas estradas, as obras intermináveis, a ausência de limpeza e manutenção do espaço público e dos espaços verdes, o estacionamento abusivo, a deficiente sinalização de trânsito, as deficiências nos equipamentos escolares, a falta de apoios sociais e outras questões que entendam pertinentes.
As queixas podem ser feitas por 3 vias, a saber:
- Via correio electrónico em reclamoaovereadorpauloaido@gmail.com;
- No facebook em Odivelas Livro de Reclamações;
- Por Correio para Avenida D. Dinis, nº 96 – 1º C ▪ 2675-330 Odivelas.

É preciso combater o desperdício

Impõe-se investir na agricultura e industria de qualidade
A ausência do controlo das despesas do sector público é uma das maiores doenças do actual sistema organizacional do aparelho de Estado. Quer se queira ou não o pós 25 de Abril acabou por construir ao longo dos anos uma espécie de uma enorme teia de instituições com o objectivo de se dedicarem a áreas de actuação, na maior parte das vezes estupidamente especializadas.
Criou-se um Estado pesado com cada vez maiores encargos em meios e recursos humanos... Um verdadeiro desperdício de dinheiros públicos num País que abandonou progressivamente os sectores primário e secundário, muito por força das contrapartidas da integração europeia.
Portugal aumentou as despesas demasiado, relativamente às receitas consubstanciadas no PIB (Produto Interno Bruto) e passou das dificuldades conjunturais para uma perigosa crise estrutural, mesmo considerando recentes aumentos da produtividade agrícola, nomeadamente no sector vitivinícola, hortícola e frutícola, e na indústria do calçado e têxtil.
De qualquer forma, continuamos a não ter declaradamente capacidade em criar marca assumidamente portuguesa que se evidencie no exterior salvo as raras excepções do calçado que recebeu recentemente inúmeros louvores na Feira de Milão onde conseguiu a maior representação de sempre. Neste evento italiano – a mais importante de calçado global – a indústria portuguesa destacou-se pela qualidade inequivocamente superior. Aconteceu pela primeira vez a percepção que a concorrência com os produtos dos mercados emergentes como os chineses e brasileiros não se faz pela quantidade e baixo preço, mas antes pela qualidade do fabrico e das matérias-primas, tanto mais que não temos uma indústria com dimensão para esse tipo de concorrência.
Portugal está efectivamente pobre porque tem uma balança comercial deficitária e não gera receitas que cubram as despesas.
O panorama tornou-se mais complexo porque não suportámos a crise dos mercados financeiros que não permitiram aumentar as exportações globais em 2009 e 2010. Agora, que as dificuldades se esbate nos países mais ricos, nós não conseguimos sair dela, porque não recuperamos ao mesmo ritmo e entretanto ficaram evidentes as nossas lacunas estruturais, nomeadamente a ausência de um Plano Nacional Energético que defina prioridades e isso encontra-se directamente relacionado com a política de transportes seguida desde o início da década de 90’. Abandonou-se o caminho-de-ferro em detrimento da construção de auto estradas. A escolha é desastrosa – o parque automóvel circulante consome anualmente mais de 16 milhões de toneladas de crude, enquanto o caminho-de-ferro consome electricidade, claramente mais barata de obter e mais limpa, mesmo por via de queima de carvão nas centrais termo eléctricas. Também o comboio é mais rápido e seguro.
Mas não recuperamos porque no próprio tecido produtivo temos velocidades diferentes e impulsionadas pelos exagerados impostos e dualidade de critérios na sua aplicação – basta verificar os menores impostos pagos pelo sector bancário a contrastar com as restantes empresas.
A esta política, junta-se a extravagância do “choque tecnológico” que tem custado demasiadas energias nos últimos 5 anos e cujo retorno é inferior às previsões. Sem retirar algum mérito na iniciativa, particularmente junto da Universidade em geral, os resultados ocorrem muito mais para o mercado interno, muito curto em resultados financeiros. Acontecem demasiadas acções avulsas e pontuais. O País não tem uma estratégia concertada para a exportação de massa crítica e projecto. As maiores empresas do sector insistem na utopia em viver do mercado interno e dos investimentos no exterior que acabam por não trazer qualquer mais-valia para o País porque esse investimento não significa compras à indústria nacional.

Poupar 4 biliões com cortes nos 349 institutos públicos
A juntar a este cenário confrangedor, as opções orçamentais revistas em sistemáticos Programas de Estabilidade e Crescimento apontam para uma recuperação conseguida por receitas provenientes dos impostos indirectos e reduções ou congelamentos de salários dos funcionários públicos, das contribuições sociais e da saúde, em vez de uma reforma do sector da administração pública que imponha reduções da ordem dos 20% na despesa, no sector empresarial do Estado, incluindo institutos. Pelos números actuais poderemos estar a falar de cerca de 1 % do PIB, qualquer coisa como 3 biliões de euros.
A continuidade da aplicação destas preferências é um redondo erro. Estamos a construir “pescadinhas de rabo na boca” que vão acabar inevitavelmente no fecho de empresas privadas, particularmente as do sector do comércio.
Conforme aqui já foi publicado por Miguel Xara Brasil, um estudo do economista Álvaro Santos Pereira - professor da universidade canadiana Simon Fraser - Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções. Mas devemos ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa – porventura o mais sensato - os mesmos serem simplesmente extintos.Para se ter uma noção do despesismo do Estado, consideremos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe para o que servem. As transferências feitas em 2010 só para 42 organismos e institutos foram de 5.018.400 euros, portanto mais de 5 biliões. Se houvesse vontade política e independência relativamente à classe dirigente destas instituições e, consequentemente espaço de manobra para reduzir esta despesa em, pelo menos, 20% a poupança rondaria os 1000 milhões de euros.
Este aforro evitaria a subida do IVA ou a necessidade de congelar as pensões e reduzir reformas acima dos 1.500 euros. Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança poderia situar-se na ordem dos 4 biliões de euros (4.000 milhões) e não seriam necessários quaisquer cortes nos salários.Mas o poder poderia ir mais longe – proceder de igual forma em outros tantos Institutos evitaria a necessidade do quarto Programa de Estabilidade e Crescimento que aponta para uma receita extraordinária de quase 3,2 % do PIB até 2013.
Estes números deixam de fora os prejuízos avultados e continuados da TAP e a transferência anual para a Rádio Televisão Portuguesa.

A visão do Papa João XXIII
«O princípio fundamental de um regime fiscal justo e equitativo reside na adequação proporcional dos impostos à capacidade contributiva dos cidadãos», escreveu o Papa João XXIII em «Mater et Magistra».
João XXIII foi dos papas mais notáveis. O concílio Vaticano II tentou revolucionar mentalidades, mas como habitualmente a Igreja foi contida demais na mudança, após a sua morte.
O Papa João XXIII é um Mestre actual.
Mas entre nós existe quem também pense assim. O professor Adriano Moreira avisa há algumas décadas para as questões estruturais do País.
É preciso recordar que Adriano Moreira esteve no poder ao lado de Marcelo Caetano e do socialista, Eng.º Veiga Simão e tentou deixar marca reformista. O professor Adriano Moreira não se esgota de apelar para estes circunstancialismos de uma democracia que se esquece dos seus pilares vitais - justiça, saúde e ensino.
Começou a fazê-lo insistentemente a partir do segundo mandato de Cavaco Silva a primeiro-ministro.

José Maria Pignatelli

Desta vez:

CONCELHO: Odivelas.
FREGUESIA: Póvoa de Stº Adrião.
PROBLEMA: O do costume.


Ai está ela - Esplendorosa

O Congresso - A minha conclusão.

Pela primeira vez assisti e participei num Congresso do CDS. Por essa razão não tenho termo comparativo, mas fiquei certo que todos o que lá estavam mostraram que estão unidos, motivados, dispostos e determinados a trabalhar no sentido de demonstrar a todos os Portugueses que só o CDS-PP é a solução que Portugal necessita.



20.3.11

Ironia do destino.

Enquanto preparei o Congresso do CDS realizei que dois dias trágicos para Portugal marcaram o meu percurso no CDS.

4 de Dezembro de 1980 depois de ter participado em muitas acções, algumas das quais históricas na vida do partido, deixei de ter qualquer participação activa. Recordo que este foi o dia em que assassinaram, entre outros, Adelino Amaro da Costa.

20 de Janeiro de 2005 decidi, passados que eram 25 anos, que voltaria a participar activamente na vida politica, no dia seguinte dirigi-me ao Largo do Caldas e tornei-me militante do CDS. Recordo que este foi o dia em que Sócrates foi eleito pela primeira vez Primeiro-Ministro.

Uma falha.


Tinha escrito aqui que durante o fim-de-semana colocaria aqui alguns post's sobre o Congresso,a vontade foi muita e até houveram muitos motivos, mas porque a bateria do computador ficou em casa ...

As minhas desculpas.

Políticos com ética

A experiência tem demonstrado que uma ideia generosa e boa, lançada na corrente da opinião pública, não deixa nunca de produzir, mais cedo ou mais tarde, frutos apreciáveis.

Autor:Augusto Fuschini, político do séc.XIX

19.3.11

Tesouros do Mundo - Fernando de Noronha



O paraíso existe!

Fica na Terra e

tem nome e sobrenome:





Fernando de Noronha

Com areias douradas, mar em tons de azul turquesa e verde esmeralda, corais, vida marinha esplendorosa, mata, formações rochosas... o arquipélago só pode ser uma filial do Éden e fica a 545 quilômetros do Recife.

XXIV Congresso do CDS


Amanhã, logo pela manhã abalo rumo a Viseu com o intuito de assistir e participar no XXIV no Congresso do CDS-PP. Ao contrário de há uns tempos o líder não é eleito no Congresso (já está eleito via directas) e por isso não haverá a emoção de outros tempos. Sinto que o partido está activo, motivado, mobilizado, empolgado e as propostas/POPES a discutir serão muitas, o que com toda a certeza valorizará o debate.

Fica a promessa que ao longo do dia farei algumas actualizações no blogue .

O Espaço (Chiado) da desilusão

Uma desilusão!
Mais de metade das lojas do Espaço Chiado encontram-se fechadas.

A crise chegou a um espaço quase virtuoso, onde algum modernismo se confunde com paredes seculares protegidas por vidros, e a calçada portuguesa tricolor polida.
Nem os escritórios e o estacionamento no edifício livram aquele espaço comercial das dificuldades económicas da maioria dos consumidores. Dentro do Espaço Chiado resistem a joalharia, uma casa de antiguidades e uma loja peculiar que vende música só em vinil, precisamente os velhinhos e novos “discos” LP de 33 rotações e os singles que rodam a 45! Melhor ainda é que ali encontramos de tudo, do melhor jazz aos Doors, passando pelos Beatles até às emblemáticas músicas do filme Casablanca protagonizado por Ingrid Bergman e Humphrey Bogart. Vale a visita e os preços são mais baixos que na FNAC.
Mas o Espaço Chiado não está em agonia sozinho. Muitas das lojas naquela zona, entre a Rua Garret e o Largo do Carmo encontram-se às moscas. Vivem momento de resistência e queimam os últimos cartuchos.
Mas não será menos verdade que estes espaços têm de estar cada vez mais esplendorosos para ultrapassar o momento – tudo deve estar um brinco para satisfazer os muitos estrangeiros que passeiam pelo Chiado e Bairro Alto. E é aqui que temos de torcer a orelha. Por exemplo no impecável Espaço Chiado, as instalações sanitárias fazem-nos lembrar o pior que se pode ter numa barraca inabitável – são uma verdadeira vergonha!
Assim não vale. Tapar o Sol com a peneira é a pior solução. Precisamente o que não devemos fazer. O turismo exige qualidade global, muito mais quando falamos de locais que sobrevivem do consumo. E se os portugueses se encontram à rasca, então que saibamos estender a mão a quem têm os bolsos bem mais cheios e sem vergonha.

José Maria Pignatelli

18.3.11

Internet e Limites

À Luz da Psicologia
Os mais jovens utilizam a internet com grande facilidade, ao ponto de espantarem alguns adultos.
Evitando alarmismos, importa dizer que apesar dos perigos que contêm a Internet é fascinante e útil. Portanto, devemos entender como podemos usar esta ferramenta fantástica para o crescimento dos jovens sem correr riscos e sem os proibir de a utilizar.
Um dos obstáculos muitas vezes apontado é o desconhecimento dos pais face à matriz da Internet.
Chegados aqui importa dizer que os pais devem aprender o indispensável sobre o funcionamento da Internet. Por exemplo, o pequeno detalhe do histórico sobre o qual devem interrogar os filhos e deixando bem claro se este for apagado eles irão ficar privados da Internet.
E não tem mal nenhuns os pais assumirem esta posição assertiva, na medida em que não se deve confundir liberdade com libertinagem. Os pais não só têm o direito de controlar o que os filhos fazem como têm essa obrigação.
Outro aspecto merecedor de atenção é o facto de os jovens ficarem demasiado tempo no quarto focados num computador quando precisam estar junto dos pais na sala. E se ao inicio poderá parecer um sacrifício, passadas algumas semanas vão notar a satisfação dos filhos estarem junto dos pais.
Nos dias que correm, a Internet ainda é vista como uma possibilidade de comunicar e é recorrente ouvir-se que o filho está no seu quarto ao computador (horas infindáveis) a conversar com os amigos. Conversar? Conversar é estar ao lado dos amigos, é ser confrontado com opiniões distintas, é ter de lidar com alguma crítica ao que se disse, é ouvir o que os outros gostaram ou não gostaram, é estar perto e permitir o toque, se for caso disso.
Através da Internet, a capacidade de expressão é limitada e no futuro, quando estiverem na presença de alguém, não têm capacidade de se relacionar porque, afinal de contas, passaram anos de uma forma escondida, evitando muitas vezes o nome verdadeiro.
É fundamental estabelecer limites.
Em casa é para conversar ou ouvir as conversas dos pais. Conversar com os amigos é, sobretudo, na escola quando estão nos intervalos ou quando saem com eles. Outro aspecto importante é o Facebook e o desejável é que o filho o utilize e experimente mas que os pais estejam na sua lista de amigos.
Isto é um controlo grande sobre os filhos, mas os adolescentes que sempre foram mais acompanhados e controlados são aqueles que se sentem mais vinculados aos pais. Não temos de confundir controlo com ditadura.

Mauro Paulino - Psicólogo Clínico - www.mauropaulino.com

Uma forma exemplar de cumprir a lei

O Ministro inglês Robert Peel foi o grande paladino da defesa dos direitos dos menores. Em 1802 apresentou no Parlamento uma proposta de lei para regulamentar o horário das crianças que trabalhavam nas indústrias. A defesa do seu projecto exigiu argumentação vigorosa, mas conseguiu uma votação favorável. Foi a primeira lei sobre esta matéria, que se publicou na Europa. Dizia no seu Art.º1 - "o horário de trabalho de menores até aos 16 anos, não pode ter duração superior a 12 horas."
Não estabelecia a idade mínima para trabalhar e devo dizer que havia crianças a trabalhar com 6 anos de idade e o horário era o mesmo. Todos concordarão que 12 horas eram demais. O que se passaria sem esta lei!
Pois bem. Mesmo 12 horas não foram cumpridas! Os "postigos" da lei, de que falei a respeito da lei do Património, também funcionaram neste caso.
Qual foi o "postigo" que anulou a eficácia da Lei? É que era aplicável aos contratos com a duração de sete anos. É claro que deixaram de se celebrar contratos e as crianças passaram a trabalhar ao dia, sem limite de horário! Mas a situação era legal! Pois era, mas era também muito injusta!!
O mesmo digo sobre o caso da lei do património, em Odivelas.

"Odivelas ... bom para viver!" - Porquê?


Depois da Talé já ter colocado aqui um post, de eu já ter feito 4 ou 5 post sobre este assunto, agora foi a vez da Madalena Varela, no seu blogue "O Reino do Odivelix", abordar o assunto.

A caminho de Viseu.


Pese o facto de não ter tido a disponibilidade de tempo que gostaria, a verdade é que no próximo fim-de-semana estarei em Viseu para acompanhar e para participar pela primeira vez num Congresso do CDS.

Também ali não me irei desviar, um milímetro que seja, de dizer o que penso.

17.3.11

Cada vez acredito mais!


Muitas vezes questionam-me - o que é que ganhas com isso (?), ou dizem-me - não ganhas nada com isso. Invariavelmente respondo - se calhar sou parvo, mas o importante não é ter um ganho material, o que importa é agir sempre (a cada momento) de acordo com os meus valores e com aquilo em que acredito.

Ao longo da vida temos milhões de momentos, muitos deles, a grande maioria, não damos por eles e jamais os recordaremos, há porém alguns que registamos e jamais esqueceremos. Esta semana por contigencias da vida registei alguns, foi um conjunto de atitudes coincidentes, com uma autenticidade tal, que dinheiro algum as poderia comprar.

É assim a vida, cada vez acredito mais!



A "festa" da Justiça.


Todos os anos por esta altura assistimos ao mesmo, uma sessão altamente solene onde são referenciados inumeros problemos. A verdade é que há muitos anos, pelo menos desde de 92, que afirmo que este é o maior problema do país, hoje entendo que está na bese na base da situação a que chegámos e neste campo nada se faz. Até a democracia poderá esta em causa.

Japão - Antes e depois.


Impressionastes esta imagens que nos dão uma perspectiva da destruição provocada pela terramoto no Japão. Aqui podemos ver como era e como ficou.

16.3.11

Mas que escândalo é este ?

Só num "portugal"...mas com letra bem minúscula !

Assunto: Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira ( Professor da Simon Fraser University, no Canadá). *

Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções.

Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa - que parece ser mais sensato - os mesmos serem pura e simplesmente extintos.

Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.

Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:


ORGANISMOS - DESPESA (em milhões de €):

Cinemateca Portuguesa .... 3,9
Instituto Português de Acreditação .... 4,0
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos .... 6,4
Administração da Região Hidrográfica do Alentejo .... 7,2
Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias .... 7,4
Instituto Português de Qualidade .... 7,7
Administração da Região Hidrográfica do Norte .... 8,6
Administração da Região Hidrográfica do Centro .... 9,4
Instituto Hidrográfico .... 10,1
Instituto do Vinho do Douro ....10,3
Instituto da Vinha e do Vinho .... 11,5
Instituto Nacional da Administração .... 11,5
Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural .... 12,3
Instituto da Construção e do Imobiliário .... 12,4
Instituto da Propriedade Industrial .... 14,0
Instituto de Cinema e Audiovisual .... 16,0
Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional .... 18,4
Administração da Região Hidrográfica do Algarve .... 18,9
Fundo para as Relações Internacionais .... 21,0
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico .... 21,9
Instituto dos Museus .... 22,7
Administração da Região Hidrográfica do Tejo .... 23,4
Instituto de Medicina Legal .... 27,5
Instituto de Conservação da Natureza .... 28,2
Laboratório Nacional de Energia e Geologia .... 28,4
Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu .... 28,6
Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público .... 32,2
Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos .... 32,2
Instituto de Informática .... 33,1
Instituto Nacional de Aviação Civil .... 44,4
Instituto Camões .... 45,7
Agência para a Modernização Administrativa .... 49,4
Instituto Nacional de Recursos Biológicos .... 50,7
Instituto Portuário e de Transportes Marítimos .... 65,5
Instituto de Desporto de Portugal .... 79,6
Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres .... 89,7
Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana .... 328,5
Instituto do Turismo de Portugal .... 340,6
Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação .... 589,6
Instituto de Gestão Financeira .... 804,9
Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas .... 920,6
Instituto de Emprego e Formação Profissional .... 1.119,9

TOTAL .... 5.018,4

- Se se reduzissem em 20% as despesas com estes - e apenas estes - organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA.

- Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários.

- Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir.

15.3.11

Genealogia Portuguesa

Por ordem de D. Manuel I, Damião de Góis encomendou a um iluminista flamengo a execução da árvore genealógica dos reis de Portugal. Era um vasto conjunto de iluminuras, de que só existem 11 folhas.
A folha número 4 é a do rei D. Dinis, que ontem ofereci aos visitadores deste blog.
Esta maravilha da arte flamenga está hoje no museu Britânico, porque em 1843 a vendemos ao adido inglês Newton Smith, por 40 libras esterlinas, que depois a vendeu por 60 guinéus ao museu. Desde então, os chamados "Portuguese Drawings", estão considerados como uma das suas famosas preciosidades.
Este destino foi semelhante ao de muitas outras obras de arte, que de Portugal partiram para sempre, assim se forjando, por desleixo ou baixos interesses, a relativa pobreza das nossas colecções de arte.
Quem não se lembra do recente desaparecimento de jóias que foram da Coroa Portuguesa, as quais estavam à guarda do Palácio da Ajuda, que autorizou a sua saída para uma exposição e desapareceram sem que se tivessem pedido responsabilidades?

A árvore genealógico do Rei D. Dinis


Faz parte de um trabalho executado na Flandres por ordem do rei D. Manuel e era a Genealogia da Casa Real Portuguesa. Está no Museu Britânico. Foi vendido num leilão em Lisboa no séc. XIX

Odivelas - Há com cada uma!

Ao ouvir hoje na Assembleia Municipal Fernando Ferreira (PSD) atacar o governo e a acção de José Sócrates na condução dos destinos do país, fiquei deveras surpreendido. Não pelo teor das críticas, até concordo com algumas delas, mas porque em Odivelas a situação é em tudo idêntica e é ele próprio com o "seu" partido a permitir/consentir que isso aconteça.

Com toda a certeza que esta dicotomia é uma questão de acordo, o qual poucos conhecem, mas cujo seu custo, todos pagam e sentem.

14.3.11

SMAS:Afinal como é?


Como já anteriormente tinha colocado aqui no blogue, hoje na Assembleia Municipal o CDS apresentou uma proposta que recomendava ao executivo que fossem tomadas todas as medidas para que a taxa dos resíduos sólido não aumentasse 140% conforme as noticias que têm vindo a público.

Dadas as criticas que temos ouvido por parte de todos os partidos à gestão dos SMAS e face a este escandaloso aumento estávamos convictos que esta proposta seria aprovada por unanimidade. Porém, apesar de BE, CDU e MPT terem votado favoravelmente, os partidos do "acordo" votaram contra e chumbaram-a.

A Bancada do PS ficou calada e a do PSD solicitou a retirada da proposta, para que a mesma fosse apresentada quando a situação fosse oficial.

Nós que entendemos que mais vale prevenir que remediar, não a retirámos e assim colocámos a nu toda esta situação.

Para ver a proposta clique aqui.

SMAS: A proposta do CDS-PP foi chumbada por PS e PSD


A proposta que o CDS-PP apresentou hoje na Assembleia Municipal de Odivelas, a qual propunha que a Câmara se colocasse claramente do lado da população na questão do aumento anunciado de cerca de 140% nos resíduos sólidos, apesar dos votos favoráveis de todas as bancadas (BE, CDU, MPT e CDS), foi chumbada com os votos contra do PS e do PSD.

O chumbo desta proposta, a qual ainda hoje aqui colocarei, demonstra claramente a diferença entre dizer que se está com a população e em estar efectivamente com a população.

Petição:Imagens e declarações do fim-de-semana.

O sistema da Repsol

Existem postos de abastecimento de combustíveis, onde o desempenho dos seus profissionais é fantástico.
Na Repsol da Póvoa de Santo Adrião – posto aberto 24 horas - aconteceu o inesperado.
Ontem, por volta das 23h30, com o espaço repleto de automóveis e depois de bloqueada a entrada com pinos de plástico, os clientes foram informados por um funcionário que “o sistema informático tinha ido abaixo, que teria de ligar para Espanha a saber o que se passava e portanto todos teriam de abandonar o posto de abastecimento”.
Pois claro, mais um iluminado que foi educado a acreditar que somos todos estúpidos, que andamos cá há dois dias.
Muitos dos automobilistas perceberam de imediato que se preparavam para recolocar o preço em mais uns cêntimos meia hora mais cedo. Aliás, o gasóleo normal encontrava-se a 1,385 euros, mais acessível que a concorrência directa, a Galp e a BP.
Não hesitei e fui directo ao posto da Repsol na rotunda do Relógio junto ao aeroporto de Lisboa, para atestar ao preço do dia e ainda recuperar mais 6 cêntimos por cada litro com o cartão do Montepio. Aí o sistema estava em cima e atestei... Minutos depois, ao bater da meia-noite, o preço do gasóleo normal subia para 1,435 euros, mais 5 cêntimos por litro.
Pena é que continuamos a alimentar estas empresas que nos brindam com estas espertezas saloias! Obviamente que nos maiores centro urbanos é difícil encontrar alternativas como as oferecidas por alguns postos dos supermercados Intermarchè ou Leclerc, como sucede em Alverca, Óbidos e Caldas da Rainha. Também tive pena de não ter tempo para escrever no Livro de Reclamações!

José Maria Pignatelli

13.3.11

Odivelas: Avenças.


Depois de no ano passado este assunto ter sido muito badalado e nunca se ter deixado de estar presente, na semana passada este tema voltou a ser abordado em Reunião de Câmara, na qual segundo as informações que me chegaram o ponto foi retirado por dúvidas quanto à sua legalidade.

Hoje no Odivelas.com este tema voltou a ser falado e estou certo que não ficará por aqui.

BRUTAL!

Mais um número assinalável.


Ontem este blogue, o qual tem contado com a preciosa contribuição de muitas pessoas, ultrapassou os 50.000 visitantes.

Este facto ganha maior relevância uma vez que este número só começou a ser aferido há menos de dois anos.

Agradeço a todos os que aqui têm colocado posts, a todos que comentam e clara, a todos que nos visitam.
Muito Obrigado!

O Poder ficou à rasca

A Geração à Rasca era um grupo de bem-humorados, uma brincadeira, uns pretensiosos que se julgavam capazes de mobilizar milhares de cidadãos.

Continuamos a viver com a cabeça de baixo da areia. Muitos comentadores, políticos e intelectuais desta praça disseram que era impossível. No dia 12 de Março não ia acontecer nada de especial… À rasca não se encontram assim tantos e depois a manifestação estava esvaziada ideologicamente.

Certo é que no País desceram à rua 400 mil e só em Lisboa desfilaram 200 mil almas que obviamente não gritaram por nenhum partido ou coligação partidária, nem nenhum clube de futebol. Apenas e só manifestaram a sua condição de precariedade, lembraram as centenas de milhar de desprotegidos e idosos que ali não puderam estar, recordaram a pobreza franciscana em que o País se encontra e evocaram os ideais do 25 de Abril de 1974.


Afinal de contas, aconteceu capacidade mobilizadora, porventura a maior depois do lançamento da Aliança Democrática, e desta vez da autoria de cidadãos anónimos sem assento em lugares importantes, sem espaço nos média, muitos apenas com a esperança de conseguirem ter comida na mesa e o dinheiro para pagar a casa no final de cada mês. E estamos certos que a esta chamada faltaram muitos outros contra sua própria vontade – todas aquelas centenas de milhar que vivem abaixo do limiar da pobreza, os que enfermam da solidão e se alimentam da caridade e os que se encontravam a trabalhar no comércio e nas grandes superfícies das grandes empresas de distribuição que não param de dar lucros (a avaliar pelos resultados publicados na revista Forbs), e que auferem salários entre os 450 e 600 euros.

Ontem, a Geração à Rasca deixou completamente à rasca o poder e poderá ser a maior responsável pela antecipação de algumas decisões. Mas quer se goste ou não, a tarde de ontem mostrou que somos um País periférico frágil, a viver um regime autocrata escondido na democracia, com uma economia aberta desregulada e vulnerável, onde os maiores contribuintes são as classes que trabalham. Porventura mostrou que os portugueses não concordam com empresas públicas ruinosas, com partidos políticos a sobreviver por conta dos contribuintes, com a justiça que teima em servir os mais favorecidos porque são eles que a podem pagar, com um ensino focalizado em objectivos, contenção financeira e avaliações de professores desajustadas e complexas, com um Serviço Nacional de Saúde desorganizado… Com um País desestruturado, sem agricultura e indústria, fortemente dependente do exterior. A classe dirigente tem a oportunidade para perceber que urge prestar serviço público, defender os interesses da nossa comunidade e garantir o desenvolvimento social, económico e cultural rápido, de forma a conseguirmos recuperar o tempo perdido e fugir de uma falência anunciada num mundo demasiado global onde os mais ricos desistem de ajudar e optam por comprar. Também se deve meditar que vir à rua exigir a mudança do poder não é estritamente um fenómeno dos países muçulmanos, antes um problema dos países periféricos com grandes assimetrias a atravessar enormes crises conjunturais e estruturais. E que não se caia na tentação de nos compararmos com a Espanha onde as dificuldades são fundamentalmente conjunturais.


José Maria Pignatelli