17.3.12
Estamos mal, muito mal!
Quando vivemos num País em que também disto tem acontecido, o que é que seria de esperar?
16.3.12
City - Sporting: ÚLTIMO MOMENTO - RUI PATRÍCIO
Não sei se foi a melhor defesa da sua vida, mas certamente foi a mais importante e a mais marcante.
Embora não seja brilhante a jogar com os pés e a "sair da baliza" em bolas alta, já é neste momento um dos melhores do mundo entre os postes e a "fazer a mancha".
Tem mais outra grande virtude, prória de quem sabe o que é a derrota e de como a enfrentar (mais trabalho), e, sobrtudo, de quem sabe ganhar, HUMILDADE.
Grande Rui, Muitos Parbéns!
15.3.12
14.3.12
Ainda o número de equipas.
Há alguns anos, muitos chamavam-me louco quando eu defendia que a primeira liga de futebol não deveria ter mais de dez equipas e ser disputada a quatro voltas. Parece que agora já há mais a dizer o mesmo (Oliveira e Costa ainda ontem o afirmou na TV), mas acrescento que os factores de subida e descida de divisão não deveriam ser só os resultados desportivos, no mínimo a situação financeira e a média de assistência aos jogos também deveriam ser consideradas.
Não é leal quem não cumpre com as suas obrigações competir com quem cumpre e não faz sentido algum, num espectáculo que é de massas e do qual a assistência faz parte ver estádios vazios.
13.3.12
No futebol continuam as loucuras.
Na minha opinião a 1ª Liga de Futebol, para que se possa tornar competitiva, minimamente rentável e até exportavel, não tem capacidade ter 10, no máximo 12 equipas. Hoje vi a notícia que em vez de a reduzirem, vão aumentá-la.
Enfim, ....
11.3.12
'Award Citroen' vem para Odivelas
Os Awards Citroen vão ser entregues em Paris. Um virá para Portugal, para Odivelas, para o concessionário Auto Infantado. A empresa do grupo Arnaldo Dias é distinguida pela qualidade esatisfação global do cliente, no desenvolvimento da actividade comercial, mas também na assistência técnica e no pós-venda. Esta particularidade é medida pela ‘casa mãe’, ao longo de um ano e somando um conjunto de factores, muito longe de serem aleatórios. Afinal de contas, trata-se de uma das mais poderosas e importantes indústrias planetárias, principalmente pelo peso da empregabilidade e tecnológico que tem.
Coincidência é que a entrega destes prémios, na capital francesa, ocorre num momento em que a marca lança o seu mais recente produto da gama média alta, o modelo DS5, muito especial porque pretende regressar à audácia que marcou a marca há mais de meio seculo, combinar a tecnologia actual do sector com um design exclusivo. Vejamos dois parâmetros disso mesmo:
- O modelo apresenta uma versão que, para já, é única no globo, um diesel hibrido – ‘Hibrid 4’ -, ou seja um veículo que ao motor de 166 cavalos junta um outro eléctrico sobre o eixo traseiro com 36 cavalos o que acaba por lhe conferir ainda a mais valia da tracção às quatro rodas e uma potência total de 200 cavalos. Pena é que no mercado nacional a versão custará mais de 44 mil euros. No essencial, estamos perante tecnologia semelhante à concebida pelo grupo Fiat, introduzida nos modelos, Opel Ampera e Chevrolet Volt, só que estes são a gasolina e ambos os propulsores encontram-se na dianteira;
- O habitáculo foi concebido na inspiração de um cockpit de um avião com duas consolas centrais, uma ente os passageiros da frente e outra no tejadilho num claro objectivo de manter a ergonomia no acesso a todos os comandos das funções electricas ou electrónicas essenciais do veículo.
- O modelo apresenta uma versão que, para já, é única no globo, um diesel hibrido – ‘Hibrid 4’ -, ou seja um veículo que ao motor de 166 cavalos junta um outro eléctrico sobre o eixo traseiro com 36 cavalos o que acaba por lhe conferir ainda a mais valia da tracção às quatro rodas e uma potência total de 200 cavalos. Pena é que no mercado nacional a versão custará mais de 44 mil euros. No essencial, estamos perante tecnologia semelhante à concebida pelo grupo Fiat, introduzida nos modelos, Opel Ampera e Chevrolet Volt, só que estes são a gasolina e ambos os propulsores encontram-se na dianteira;
- O habitáculo foi concebido na inspiração de um cockpit de um avião com duas consolas centrais, uma ente os passageiros da frente e outra no tejadilho num claro objectivo de manter a ergonomia no acesso a todos os comandos das funções electricas ou electrónicas essenciais do veículo.
Os ‘Awards’ da Citroen são entregues num evento que se inicia amanhã, segunda-feira, e se prolonga por dois dias. É a segunda vez que a Auto Infantado recebe este prémio de excelência e desta será trazido por Anabela Dias. Odivelas será ouvida por uns milhares de convidados de todo o mundo.
Hospital de Loures: A "inauguração"
Hoje tive a oportunidade de estar presente na cerimónia de inauguração do novo Hospital de Loures, algo que logo à partida, porque este equipamento já está aberto e a funcionar há algum tempo, foi sui generis.
Já para não falar de toilettes e de vaidades, aquilo não era uma festa noturna, houve algo mais que foi sui generis. Na porta havia uma manifestação e no interior, de fato e gravata, estavam alguns dos que a promoveram. Também, tendo eu conhecimento, por via de várias mensagens que recebi, sobre de vários problemas que têm acontecido no atendimento dos doentes (horas e horas de espera), não ouvi nos lindos discursos uma palavra a esse respeito, não precisava de se dizer muito, mas uma referência ….Odivelas: Quando a merda origina acidentes.
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| Um dos acidentes. |
Ontem em Odivelas houve uma fossa que esteve a jorrar, durante várias horas, os seus líquidos para uma curva da Estrada da Paiã, situação que tornou o piso escorregadio e por isso provocou vários acidentes.
Como esses acidentes provocaram prejuízos materiais e vários veículos pergunta-se agora de quem é a responsabilidade?
Nota: Da Polícia a resposta foi esta.
Odivelas: Depois de um acidente.
“Uma pescadinha de rabo na boca”
Depois de um pequeno acidente ontem nas Patameiras (Odivelas), provocado pelo esgoto de uma fossa que deitava os despejos para a estrada e por isso a tornava escorregadia, o sinistrado telefonou para a esquadra de Odivelas a fim de chamar as autoridades para tomarem conta da ocorrência. O circuito do telefonema foi o seguinte:
Depois de um pequeno acidente ontem nas Patameiras (Odivelas), provocado pelo esgoto de uma fossa que deitava os despejos para a estrada e por isso a tornava escorregadia, o sinistrado telefonou para a esquadra de Odivelas a fim de chamar as autoridades para tomarem conta da ocorrência. O circuito do telefonema foi o seguinte:Vou passar a chamada para a Divisão de Transito (Póvoa), daqui passaram a chamada para S. Julião do Tujal, depois para a Esquadra da Pontinha e quando chegou a esta, para espanto total disseram: isso não é connosco, vou passar para a esquadra de Odivelas.
9.3.12
Na PSP de Odivelas, só um carro patrulha circula
“O concelho de Odivelas é seguro. É bom para viver. Existem muitos outros com maior registo de criminalidade”, eis as afirmações do comandante da esquadra da Policia de Segurança Pública de Odivelas, feitas, ontem, no decorrer da entrega do prémio municipal Beatriz Ângelo. Compreende-se que aquele graduado da PSP quisesse sossegar a plateia quase toda formada por pessoas de idade mais avançada.
No entanto, a realidade é diferente: o maior problema poderá não se prender com as estatísticas das ocorrências, mas seguramente com os meios disponíveis da PSP de Odivelas, principalmente no que respeita à mobilidade.
Em Odivelas, pelo menos esta semana, só um automóvel se encontra em condições de fazer serviço. Os outros, que não são muitos, estão imobilizados por razões que se prendem com maiores ou menores avarias. Não há dinheiro para pagar as intervenções em oficina.
Assim, as rondas são feitas a pé ou, em alternativa em veículos particulares. Até já aconteceu quem tenha emprestado uma viatura para viabilizar o patrulhamento nocturno, principalmente na cidade de Odivelas. Porventura chegou o tempo de sermos solidários com as autoridades se quisermos dormir mais seguros.
No entanto, a realidade é diferente: o maior problema poderá não se prender com as estatísticas das ocorrências, mas seguramente com os meios disponíveis da PSP de Odivelas, principalmente no que respeita à mobilidade.
Em Odivelas, pelo menos esta semana, só um automóvel se encontra em condições de fazer serviço. Os outros, que não são muitos, estão imobilizados por razões que se prendem com maiores ou menores avarias. Não há dinheiro para pagar as intervenções em oficina.
Assim, as rondas são feitas a pé ou, em alternativa em veículos particulares. Até já aconteceu quem tenha emprestado uma viatura para viabilizar o patrulhamento nocturno, principalmente na cidade de Odivelas. Porventura chegou o tempo de sermos solidários com as autoridades se quisermos dormir mais seguros.
Dia da Mulher 3
Dia da Mulher 2
Para além do que no post anterior escrevi, há mulheres que se tornaram, pelo seu testemunho, verdadeiras referências. Podia citar vários exemplos, mas como ainda há pouco morreu uma, DªMaria Adelaide de Bragança, fico-me por este exemplo. Ela lutou com enorme coragem por aquilo em que acreditava, enfrentou a força da Alemanha de Hitler (chegou a estar presa), tendo inclusivamente colocado de forma consciente a sua vida em perigo e dedicou outra parte importante da sua vida, prejudicando até a sua família, a ajudar pessoas desfavorecidas. E fico por este exemplo, porque para além das causas e da forma como se empenhou, nunca disso fez publicidade, nem tão pouco algum alarido. Uma pessoa não é alguém por aquilo que diz ter feito, mas sim pelo que fezz, ou, quanto muito, pelo que faz.
Há pouco tempo, quase por acaso, descobri que houve uma Mulher, a qual morreu há cerca de 74 anos, que para além de muito ter escrito, coisa rara na época, e, segundo constam alguns relatos, de ter colocado a vida de muitos outros à frente da sua, sempre quis ser a Maria Ninguém.
É essa Mulher que hoje recordo e deixo por isso aqui a forma como a conheci.
Bem Haja!
É essa Mulher que hoje recordo e deixo por isso aqui a forma como a conheci.
Bem Haja!
Dia da Mulher 1.
Definitivamente que quem manda ou comanda a minha vida são as mulheres. Não tenho sobre isso qualquer dúvida, nem tão pouco qualquer problema em assumir, até porque as que têm voto nessa matéria são fantásticas. Há muito que me entreguei em boas mãos, nas da minha mãe, nas da mulher com quem casei, nas da minha filha e nas de Nossa Senhora. Por isso, para mim, todos os dia são: Dia da Mulher.
8.3.12
"Aula" na Escola Miguel Torga
“O general Vassalo e Silva, então governador da Índia portuguesa, foi um herói porque, sozinho, decidiu salvar de um massacre a vida de três mil e quinhentas militares, de muitos outros milhares de civis e um edificado que é hoje Património da Humanidade”, afirmou Paulo Aido, durante uma palestra sobre o livro ‘A primeira derrota de Salazar’, num auditório repleto de alunos, na Escola Miguel Torga, em Massamá, na linha de Sintra.
O autor do livro recordou que aquele general “revelou uma enorme coragem ao resolver-se pela rendição poucas horas depois das tropas da União Indiana começarem a invasão, contrariando a mensagem do presidente do Conselho de Ministros de Portugal, António Oliveira Salazar, o líder de um regime fechado e ditatorial que jamais aceitaria ser questionado ou desautorizado, e por saber, perfeitamente, as consequências que daí decorreriam para o seu futuro pessoal”.
Paulo Aido esclareceu que “o general Vassalo e Silva teve a coragem de não cumprir a mensagem clara de Salazar, onde se lia ‘só prevejo soldados vitoriosos ou mortos’, de regressar a Portugal após a libertação dos militares portugueses, presos em campos de concentração, para ser expulso das forças armadas e passar por humilhações inimagináveis, tendo mesmo a necessidade recorrer à sua formação em engenharia para sobreviver”.
O autor e jornalista explicou que “os militares portugueses que se encontravam em Goa, em Dezembro de 1961, dispunham de armas ligeiras antiquadas que nem sequer eram automáticas e algumas peças de artilharia, para combater as tropas da União Indiana que eram mais de cinquenta mil, equipadas com armas e carros de combate modernos, apoiadas por aviões caças e vasos de guerra, entre eles um porta-aviões”. E precisou: “Certamente por isto, Salazar tentou sempre evitar a invasão da Índia portuguesa através da acção diplomática, particularmente junto do Reino Unido e dos Estados Unidos (…) mas acabou por ter o infortúnio da eleição de John Kennedy para presidente dos Estados Unidos que era fervoroso adepto das descolonizações e por quem Salazar não tinha qualquer simpatia”.
“Na altura – prosseguiu Paulo Aido – Portugal encontrava-se relativamente isolado do ponto de vista político, talvez sem que os portugueses se apercebessem dessa realidade porque se censuravam determinadas notícias que o regime não gostava de ver difundidas. Isto era feito por um grupo de pessoas, os censores, que eliminavam ou filtravam as notícias antes de serem publicadas nos jornais, ouvidas na rádio e vistas na televisão”.
“Daí a razão do titulo do livro – adiantou o autor - porque esta primeira derrota de Oliveira Salazar, se ficou a dever à contrariedade que motivaram as inúmeras notícias em todos os maiores Órgãos de Comunicação Social de todo o mundo sobre este acontecimento, que está longe de ser triste ou frustrante para o nosso País, porque a relação de forças entre as nossas tropas e as da União Indiana eram abismais e porque não podiam ser socorridas por estarem a milhares de quilómetros de distância”.
Paulo Aido explicou ainda que na génese do livro esteve uma entrevista realizada a este propósito com antigos combatentes, há cerca de quatro anos, que “me fez perceber da existência de uma espécie de hiato na nossa história contemporânea, em particular sobre a perca deste território, num momento em que se apelava à necessidade de consolidar a união nacional e de todos os territórios portugueses”.
Por outro lado, o autor revelou a metodologia da investigação que fez para poder escrever com enorme precisão não só os factos, como todo o ambiente da Goa de então, como os simples detalhes do restaurante do hotel, que curiosamente se encontra intacto, o palácio do governador, até ao interior dos aviões Douglas da transportadora aérea TAIP, Transportes Aéreos da Índia Portuguesa, e das refeições aí servidas.
“Importa aqui ter-me socorrido dos mecanismos que me habituei enquanto jornalista que sou, há mais de 20 anos, da paixão pela escrita, da flama em narrar um acontecimento que acredito que todos devem conhecer, de um pedaço da nossa história recente”, disse Paulo Aido que antecipou: “Por exemplo, precisei da minha mesa da sala de jantar para espalhar toda a documentação e rascunhos com anotações da minha investigação e, por isso, durante seis meses, a minha família teve de emigrar para a cozinha nas horas das refeições”.
O autor manifestou a sua visão sobre a individualidade e a conduta que os escritores devem ter e das suas experiências diferentes sobre cada um dos livros que escreveu, sobretudo do “Peregrino de Fátima, João Paulo II” e da “Confidente de Sá Carneiro, Conceição Monteiro”.
“A primeira derrota de Salazar” foi lançado em Dezembro último, dias antes do quinquagésimo aniversário da queda da Índia portuguesa, às mãos de Pandit Nehru, e a posterior anexação na União Indiana. Foi considerado como a obra literária de 2011, elogio veiculado por Maria Barroso, antiga primeira-dama portuguesa, também ela uma das figuras que fez questão de apresentar o livro, então no espaço da Fnac do Colombo. Recorde-se que este trabalho foi ainda anunciado pelo professor Narana Coissoró, na Casa de Goa, e pelo jornalista e docente universitário Joaquim Letria, no Forno da Cidade, em Odivelas.
O autor do livro recordou que aquele general “revelou uma enorme coragem ao resolver-se pela rendição poucas horas depois das tropas da União Indiana começarem a invasão, contrariando a mensagem do presidente do Conselho de Ministros de Portugal, António Oliveira Salazar, o líder de um regime fechado e ditatorial que jamais aceitaria ser questionado ou desautorizado, e por saber, perfeitamente, as consequências que daí decorreriam para o seu futuro pessoal”.
Paulo Aido esclareceu que “o general Vassalo e Silva teve a coragem de não cumprir a mensagem clara de Salazar, onde se lia ‘só prevejo soldados vitoriosos ou mortos’, de regressar a Portugal após a libertação dos militares portugueses, presos em campos de concentração, para ser expulso das forças armadas e passar por humilhações inimagináveis, tendo mesmo a necessidade recorrer à sua formação em engenharia para sobreviver”.
O autor e jornalista explicou que “os militares portugueses que se encontravam em Goa, em Dezembro de 1961, dispunham de armas ligeiras antiquadas que nem sequer eram automáticas e algumas peças de artilharia, para combater as tropas da União Indiana que eram mais de cinquenta mil, equipadas com armas e carros de combate modernos, apoiadas por aviões caças e vasos de guerra, entre eles um porta-aviões”. E precisou: “Certamente por isto, Salazar tentou sempre evitar a invasão da Índia portuguesa através da acção diplomática, particularmente junto do Reino Unido e dos Estados Unidos (…) mas acabou por ter o infortúnio da eleição de John Kennedy para presidente dos Estados Unidos que era fervoroso adepto das descolonizações e por quem Salazar não tinha qualquer simpatia”.
“Na altura – prosseguiu Paulo Aido – Portugal encontrava-se relativamente isolado do ponto de vista político, talvez sem que os portugueses se apercebessem dessa realidade porque se censuravam determinadas notícias que o regime não gostava de ver difundidas. Isto era feito por um grupo de pessoas, os censores, que eliminavam ou filtravam as notícias antes de serem publicadas nos jornais, ouvidas na rádio e vistas na televisão”.
“Daí a razão do titulo do livro – adiantou o autor - porque esta primeira derrota de Oliveira Salazar, se ficou a dever à contrariedade que motivaram as inúmeras notícias em todos os maiores Órgãos de Comunicação Social de todo o mundo sobre este acontecimento, que está longe de ser triste ou frustrante para o nosso País, porque a relação de forças entre as nossas tropas e as da União Indiana eram abismais e porque não podiam ser socorridas por estarem a milhares de quilómetros de distância”.
Paulo Aido explicou ainda que na génese do livro esteve uma entrevista realizada a este propósito com antigos combatentes, há cerca de quatro anos, que “me fez perceber da existência de uma espécie de hiato na nossa história contemporânea, em particular sobre a perca deste território, num momento em que se apelava à necessidade de consolidar a união nacional e de todos os territórios portugueses”.
Por outro lado, o autor revelou a metodologia da investigação que fez para poder escrever com enorme precisão não só os factos, como todo o ambiente da Goa de então, como os simples detalhes do restaurante do hotel, que curiosamente se encontra intacto, o palácio do governador, até ao interior dos aviões Douglas da transportadora aérea TAIP, Transportes Aéreos da Índia Portuguesa, e das refeições aí servidas.
“Importa aqui ter-me socorrido dos mecanismos que me habituei enquanto jornalista que sou, há mais de 20 anos, da paixão pela escrita, da flama em narrar um acontecimento que acredito que todos devem conhecer, de um pedaço da nossa história recente”, disse Paulo Aido que antecipou: “Por exemplo, precisei da minha mesa da sala de jantar para espalhar toda a documentação e rascunhos com anotações da minha investigação e, por isso, durante seis meses, a minha família teve de emigrar para a cozinha nas horas das refeições”.
O autor manifestou a sua visão sobre a individualidade e a conduta que os escritores devem ter e das suas experiências diferentes sobre cada um dos livros que escreveu, sobretudo do “Peregrino de Fátima, João Paulo II” e da “Confidente de Sá Carneiro, Conceição Monteiro”.
“A primeira derrota de Salazar” foi lançado em Dezembro último, dias antes do quinquagésimo aniversário da queda da Índia portuguesa, às mãos de Pandit Nehru, e a posterior anexação na União Indiana. Foi considerado como a obra literária de 2011, elogio veiculado por Maria Barroso, antiga primeira-dama portuguesa, também ela uma das figuras que fez questão de apresentar o livro, então no espaço da Fnac do Colombo. Recorde-se que este trabalho foi ainda anunciado pelo professor Narana Coissoró, na Casa de Goa, e pelo jornalista e docente universitário Joaquim Letria, no Forno da Cidade, em Odivelas.
8 de Março 2012
Que dia estranho, de manhã recebi uma quantidade de notícias com sentidos díspares. Umas “boas” e outras “más”, umas de “chegada” e outras de “partida”. Para todos aqui fica:
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