31.10.12

Bem Visto!

"Hoje no debate do Orçamento o Ministro Gaspar anunciou que se o aumento enorme de impostos não der os resultados esperados em termos de receita, o Governo tem um plano B de redução de mais 893 milhões de euros para assegurar o cumprimento das metas.


Pergunto, então se já estão já identificados possíveis cortes na despesa de mais 893 milhões de euros na despesa porque não cortar já e aliviar o aumento de impostos nos tais 893 milhões de euros ???"


Pedro Pestana Basto



As autárquicas.

Já falta menos de um ano para as autárquicas, eleições que como nenhumas outras, envolve as estrutura políticas locais, mas para ser sincero, estou muito mais preocupado com a situação do País e dos Portugueses.

30.10.12

Palácio de St.ª Catarina - Imagens na vertical.






Clique aqui para ver outro post relacionado com esta vergonha.

Palácio de Stª Catarina - O interior 1

Não pensem que não gosto de arte urbana, os quartos dos meus filhos, por por minha inicitiva estão grafitados, mas francamente, há lugares e lugares. Fazer isto no interior de um Palácio como este, é a todos os níveis uma vergonha, não só para quem o faz, mas sobretudo para os animais que promovem e incentivam estes actos.
Já agora, a forma inovadora com que foram colocadas divisórias (fig.5) também é digna de registo.
 
 
 





Alto de St.ª Catarina em Lisboa.


O Alto de St.ª Catarina é há muitos anos uma das minhas zonas preferidas de Lisboa. Após algum tempo, mesmo alguns anos, sem lá ir, desde há uns tempos a esta parte, tenho lá voltado com alguma regularidade. O seu mirador, com o Gigante Adamastor e as três esplanadas que ali se encontram, são um local impar para se estar a qualquer hora de um dia solarengo, sobretudo das estações intermédias, Primavera ou Outono.

Há uns tempos que andava intrigado pelo facto de um edifício fantástico, o Palácio com o nome da zona, propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, estar fechado e com um ar bem desleixado, quase a fazer lembrar uma célebre casa que a C.M. deOdivelas comprou há uns tempos e que agora está em ruinas.

Este fim-de-semana, porque no âmbito da Lisbon Week, o abriram ao público, não perdi a oportunidade de o visitar.

Posteriormente colocarei aqui no blogue as imagens do seu interior, mas hoje fico-me apenas pela imagem exterior do Palácio de Santa Catarina e a vista de uma das suas varandas.

Palácio de Stª Catarina

Vista da varanda do Palácio de Stª Catarina.
 

29.10.12

Terraços de Milão.

Por cá, com um tempo fantástico colocamos nos terraços dos prédios umas antenas e uns estendais, noutros locais, como por exemplo em Milão, que não tem um clima que se equipare ao nosso, aproveitam estas áreas de uma forma bem diferente.






Sem comentários!

Ex-campo do Odivelas F.C.

Odivelas: Descuidos na TVL a propósito do IMI

No texto que suporta as imagens da rubrica ‘Debate Político em Odivelas’ do passado dia 26 de Outubro, da TVL / Odivelas TV, o moderador António Tavares escreve: «O meu Destaque neste Debate para a posição do PSD em reunião Privada da Câmara Municipal de 3 de Outubro que, segundo Marco Pina do PSD, provocou a interrupção dos trabalhos e obrigou o PS a baixar a taxa proposta inicialmente. Inédito neste mandato e Marco Pina aproveitou para esclarecer um pouco mais ainda a qualidade desta tomada de posição do PSD».
Se este trecho se refere ao IMI, Imposto Municipal sobre Imóveis, é extraordinário: como é possível aproveitar um erro que se encontrava escrito na documentação que instruiu o ponto, para se afirmar que se fez baixar a taxa de IMI?
A questão é simples: por lapso, na documentação constava que a taxa máxima era 0,7% ao contrário dos 0,8% como deveria estar inscrito.
Na documentação, o valor fixado proposto era de 0,675% e foi o que acabou por ser votado. Quem propôs a diminuição para 0,650% foram os Vereadores da CDU cuja pretensão não foi atendida.
É claro que a correcção de 0,7% para 0,8% no valor de taxa máxima, aumenta a redução de 0,025% para 0,125%... Mas isto aconteceu por lapso no que se inscrevia nos documentos e nada teve de relação com eventual proposta de nenhum vereador do Executivo camarário.
Também não deixa de ser curioso que este Órgão de Comunicação Social regional destaque, agora, um acontecimento de uma reunião da Câmara de Odivelas fechada quando, há meses, informou (pelo menos, os gabinetes dos Vereadores Independentes) que não noticiaria absolutamente nada que se passasse nas reuniões fechadas do Executivo camarário de Odivelas.



Marmelada de Odivelas – O Renascimento de uma tradição.






Há momentos do ano em várias regiões, ao longo de anos e de gerações, que são marcados por algo que altera o quotidiano de uma comunidade.

É assim com a vindima nas zonas produtoras de vinho, com o azeite nas de azeitona azeite, com o tomate nas zonas que os produzem, com a castanha nas zonas onde abundam os castanheiros, etc.,etc..

Em Odivelas, durante alguns séculos, mais concretamente desde a altura em que a conhecida Madre Paula esteve no Mosteiro de Odivelas, foi um produto confeccionado por grande parte da comunidade e que por isso mesmo, também ela, nos meses de Outubro, provocava sempre alguma alteração no comportamento da população Odivelense.

Muitos são os relatos que nos chegam desses tempos, desde a forma como as pessoas e as famílias se juntavam para a confeccionar, passando pelo “gamanço” do marmelo, a várias individualidades que aqui vinham propositadamente para a adquirir, até à presença em vários romances e histórias de amor.

Infelizmente, talvez devido às grandes alterações demográficas, resultantes da chegada repentina e massiva (dezenas de milhares) de novos habitantes ao Concelho, assim como pelo facto da classe política local durante vários anos ter ofuscado a história, a cultura e as tradições de um povo, esta foi uma tradição que aos poucos se perdeu e/ou ficou ofuscada, tendo este produto quase sido extinto.

Deste facto dei conta, quando no início de 2006, escrevi uma série de artigos para o “Coisas da Pontinha”, nos quais apelava vivamente para que se recuperasse o nosso património cultural e que através dele se recuperasse uma identidade perdida e que se rentabilizassem economicamente esses ícones. Num desses artigos apelei precisamente para a importância que poderia ter não só ao nível cultural, como também no âmbito económico, a recuperação da Marmelada de Odivelas.

Recordo que muitos troçaram/ridicularizaram o texto e a ideia, mas como sempre não dei importância às “bocas” e continuei a acreditar e a lutar pela recuperação desta tradição.

Mais tarde, em 2009, foi possível, em conjunto com um conjunto de pessoas, colocar este tema no centro da discussão política e da intervenção cívica. Hoje a grande verdade, é que pese o facto de ainda haver muito, mas mesmo muito a fazer, este produto já é comercializado por muitos mais comerciantes e feito em várias casas por muitas mais famílias.

Este é um daqueles casos que me permite acreditar que pode sempre “haver luz”.


In. Nova Odivelas

28.10.12

"Ultimato" - Muito Bom.

Nestes últimos dias tive a oportunidade de ler o livro que Rui Moreira escreveu sobre o estado em que Portugal se encontra, no qual faz, de forma muito simples, um retrato muito real de toda a conjuntura. Aconselho esta leitura.





25.10.12

Odivelas: Um desafio!


Telefonou-me ontem um amigo a informar que "tem" um terreno, cerca de 10 hectares, perto da Ramada/Odivelas. Este terreno, pertença do seu pai, que tem cerca de 80 anos e que já não consegue tratar do campo, tem diversas árvores de fruta, das quais ninguém tira proveito. A fruta cai no chão e apodrece.

O meu desafio é perguntar se há interessados em constituir uma “brigada”, para, na época das colheitas, se apanhar a fruta e distribuir pelas IPSS do Concelho?

Agradeço a todos os que estiverem disponiveis o favor de enviarem rspostas por email para: pensarodivelas@gmail.com.
Aproveito ainda para informar que toda esta ideia está numa faze embrionária e que o primeiro passo, antes de me poder comprometer com algo, é saber se há voluntários para ajudar.

24.10.12

Palavras para quê?

Ainda temos algo!

Apesar de o Banco de Portugal ter alienado desde 1975 mais de metade das suas reservas de ouro, Portugal continua a ser um dos países com o maior ‘stock' de ouro a nível mundial, ocupando o 12º lugar do ‘ranking' das nações. As "nossas" 382 toneladas estão hoje avaliadas em 16.2 Mil Milhões de Euros, o que segundo algumas opiniões poderiam servir como aval a um pedido de empréstimo e assim baixar as taxas de juro.

Não sei se é possivel, nem qual o hipotético montante do benefício, mas aqui fica esta nota.
Fonte: Económico.

23.10.12

10 Escudos foram tão valiosos

 
O avô conta ao seu neto João as grandes mudanças que aconteceram na sociedade, desde a sua juventude até agora:
«Sabes, João, quando eu era pequeno, a minha mãe dava-me dez escudos = (+/-)5 cêntimos hoje, e com isso mandava-me à mercearia da esquina. Então eu voltava com um pacote de manteiga, dois litros de leite, um saco de batatas, um pacote de açúcar, um pão e uma dúzia de ovos...

E o João respondeu-lhe:
«Mas avô, na tua época não havia câmaras de vigilância?»

Uma bela imagem!

Apanhado!

Marmelada made in Odivelas.




Quadradinhos de Marmelada.


Ano, após ano, depois de um largo período em que quase desapareceu em Odivelas, parece que a Marmelada, aos poucos e poucos, volta a fazer parte da tradição do Concelho. Cada vez há mais comerciantes a faze-la e mais pessoas/famílias a confeccioná-la la para utilização doméstica.


Marmelada em Taças
Recordo um texto que escrevi em Fevereiro de 2006, quando apenas uma pastelaria, a Faruque, a comercializava, retendo ainda na memória as risadas que o mesmo provocou.

Embora este produto ainda tenha um longo caminho a percorrer até se tornar num elemento gerador de riqueza e de contribuir para divulgar o bom nome de Odivelas, felizmente a realidade hoje é outra e podemos afirmar que a Marmelada de Odivelas está a renascer.


22.10.12

Ganhar popularidade, a quanto obriga

Os portugueses são maioritariamente vaidosos. Também são invejosos. E ainda conseguem ilustrar uma enorme falta de bom senso. E quando são políticos não conseguem fugir às tentações do poder, à autopromoção. Aproveitam todos os momentos para conseguirem destaque social, relevância mesmo que extemporânea.
Mário Máximo, vereador com pelouros no Executivo da Câmara de Odivelas, é o autor do livro Nick Name. Apresentou-o no teatro da Malaposta gerido pela Municipália, uma empresa com um único acionista, a Câmara de Odivelas. Até aqui tudo bem.
Agora, acontece o inesperado – ‘Nick Name’ foi adaptado ao teatro e a peça está em cena na Malaposta, desde o passado dia 19 de Outubro. Relevante ou muito relevante se apostarmos no teatro como uma forma nobre da nossa cultura.
Mas em causa está o fato desta peça publicitar um autarca com responsabilidades executivas, também com o pelouro da cultura e servir-se de uma instituição, a Municipália, que também já presidiu no anterior mandato.
Dificilmente se conseguirá dissociar estes factos com a iniciativa da Malaposta adaptar o livro do socialista Mário Máximo com uma produção integralmente sua... Dificilmente, não seremos levados a pensar que importa elevar a imagem intelectual daquele autarca, tanto mais que estamos a um ano das eleições autárquicas e num momento em que a candidata, a atual presidente Susana Amador, desconhece o desfecho do 'Caso Hugo Martins', supostamente o seu nº 2 e presentemente Presidente da Concelhia do Partido Socialista de Odivelas.
Se Mário Máximo era considerado como uma 'carta fora do baralho' de Susana Amador, pode muito bem ter entrado de novo na lista de eventuais candidatos do PS ao futuro Executivo da Câmara. O alegado incidente, no Algarve, entre Hugo Martins e elementos da GNR, pode ou não ter um desfecho que comprometa o futuro político do líder da concelhia do PS. E na vida política não há amigos que estejam dispostos a suportar faturas pesadas que, acima de tudo, possam fazer perder votos.
Seja como for, era importante perceber porque não se contemplam autores de Odivelas ou relacionados com Odivelas, que escreveram obras perfeitamente adaptadas ao teatro e cinema, tais como Rosa Lobato Faria, como os professores Sá Nogueira e Sotto Mayor com obras sobre D. Dinis, o jornalista Hernâni Carvalho e Paulo Aido que escreveu o romance sobre a primeira derrota política de Salazar.
É quase escandaloso, encenar uma peça da autoria de um vereador em exercício de funções e publicitá-la em todos os meios habituais, como na rede de mupis da Cemusa em Odivelas, fazendo com que, inequivocamente, beneficie a sua imagem com a projeção que, de outro modo, não teria.
Por muito que se diga que não, estamos perante um 'lobbie' socialista no concelho de Odivelas, beneficiando claramente quem necessita granjear uma boa imagem e publicitar o seu nome com objetivos políticos de curto prazo.
A bem da verdade, Mário Máximo devia ter evitado isto.
Não lhe fica bem a ele nem à atual administração da Municipália também ela dirigida por um socialista.

20.10.12

Empresário de Odivelas arrisca investimento

À conversa com Paulo Pires
Talé Pignatelli e o empresário Paulo Pires
Tarde de sábado, no novo restaurante Paullu’s no Parque das Nações, Talé Pignatelli e Paulo Pires trocaram impressões a propósito da actual situação do sector da restauração, no contexto da economia nacional. A elevada taxa de IVA, associada à necessidade de investimento, quase sempre elevado, para se actualizar procedimentos, bem como a imperiosa necessidade de manter a qualidade sem que se aumentem os preços, foi tema central.
No entanto, Paulo Pires recordou que “ainda existem empresários deste e de outros sectores da economia a investirem dezenas de milhares de euros como foi o meu caso, neste segundo investimento da minha carreira”. Para o empresário, trata-se do orgulho em ter um projeto mais arrojado, por um lado, e por outro de proporcionar futuro tão sustentável quanto possível para os mais novos da família e a criar mais emprego.
Para Paulo Pires, este segundo restaurante ‘Paullu’s’ “foi também uma forma de estar mais perto de clientes já fidelizados, no espaço de Odivelas, proporcionando novas condições, numa zona nova do Parque das Nações Norte que está a ser cada vez mais frequentada”.
Falou-se, também, de solidariedade em virtude da cada vez maior dificuldade de milhares de famílias e, acima de tudo, do direito à alimentação de todos, porque não é expectável que haja fome num país da União Europeia.
Paulo Pires recordou que, “mais do que nunca, é tão importante saber dar como saber receber”.

Outono - Uma luminosidade sem igual.


Cada estação tem a sua particularidade, mas para mim aquela que mais beneficia Lisboa é, sem dúvida alguma, o Outono. O ângulo de exposição ao sol, o qual nesta altura do ano desaparece ao final da tarde exactamente na direcção da foz do Tejo, assim como a luminosidade ímpar de que beneficia, transmite-nos uma atmosfera sem igual.

St.ª Catarina
Elevador da Bica

 

19.10.12

Quase a chegar!

Ponto de Ordem (4): Susana Amador esqueceu-se de Odivelas.

O Nova Odivelas desta semana publica mais um texto meu, na Coluna Ponto de Ordem, o qual tem como título - Susana Amador "esqueceu-se" de Odivelas - e que por hironia do destino, vem publicado em simultâneo com um comunicado emitido pelo PS Odivelas, o qual demonstra exactamente isso, ou seja, a necessidade que tem este executivo em falar do Governo, precisamente para esconder o mau trabalho que há anos está a fazer em Odivelas.


Quem acompanha a política local em Odivelas, quer seja através do que se passa nas reuniões de Câmara, quer seja através das Assembleias Municipais, nomeadamente a partir do momento que o actual governo foi eleito, já reparou que a preocupação do PS e de Susana Amador se prende unicamente com a crítica ao Governo.

Se nos interrogarmos sobre as razões desta atitude, poderemos ser levados a concluir que este facto poderá ter como base várias factores, desde da forma como o Governo está a gerir os destinos do País, até ao facto de querer ser solidária com os seus pares socialistas do Largo do Rato no sentido de denegrir o trabalho de PSD e CDS.

Ambos os factores são legítimos no regime democrático em que vivemos, mas a questão que coloco é se os Odivelenses nos querem nos órgãos de política local para debater o que o Governo faz e/ou não faz, o que já é feito na Assembleia da República e em inúmeros órgão de informação, ou se nos elegem para trabalhar e tratar de assuntos da gestão municipal.

Para mim não me resta qualquer dúvida, estou na Assembleia Municipal, não para debater por sistema as medidas do Governo, mas sim para trabalhar pela melhoria da qualidade de vida em Odivelas.

A grande verdade, é que no meu entender a principal razão para esta atitude de Susana Amador não é nenhuma das que acima enunciei, o que pretende a Presidente de Câmara é esconder e desviar as atenções do profundo desastre que tem sido a sua governação ao longo dos últimos oito anos.

Não lhe interessa discutir a manifesta falta de estratégia, a qual promove medidas avulso, como o consequente desperdício de verbas; não lhe interessa explicar que um Pavilhão que mandou fazer e que custa à Câmara Municipal 145.000 euros por mês está a ser alugado ao Sporting por 10.000 (água, luz e limpeza incluída); não lhe interessa falar sobre o facto de já ter gasto só neste mandato mais de 700.000 euros com escritórios de advogados quando tem 41 juristas nos quadros da Câmara; não lhe interessa falar do Parque Tecnológico de Famões, o qual ainda não saiu do papel; não lhe interessa falar do abandono a que vetou os comerciantes; não lhe interessa falar das questões de segurança; não lhe interessa falar da limpeza e dos problemas relacionados com os constantes cortes de águas; não lhe interessa falar sobre a retirada de pelouros ao Vereador de Hugo Martins; etc., etc.. Enfim, não lhe interessa falar em nada que esteja relacionado com questões municipais.

Rave Party em Odivelas?

Disse ontem, com razão, o Ministro Álvaro Santos Pereira que o País se encontra infelizmente a pagar a factura da festa socialista. Acrescento eu, é pena que em Odivelas estejamos a assistir a algo parecido com um "after-hours", ou com a uma "rave party". 




18.10.12

Odivelas: Pede-se esmola aos contribuintes para garantir segurança das crianças

A chamada para um novo gesto de solidariedade… Desta vez, a pensar nos mais novos, no sentido de colaborar em arranjar cadeiras auto e bancos elevatórios para crianças comunicada pelas Relações Públicas desta Câmara é um estender de mão inaceitável da autarquia, pedindo uma esmola a todos os que já contribuíram para o deficit municipal, com cerca de 1,5 milhões de euros”, afirmou Paulo Aido a propósito de uma correspondência que recebida por correio electrónico.
E prosseguiu: “As nossas crianças significam, seguramente, a sustentabilidade futura da sociedade portuguesa a todos os níveis e é nosso dever, de todos os cidadãos e em particular de quem gere a coisa pública, protege-las das mais variadas adversidades. Não basta propagandear a solidariedade é preciso praticá-la, mas jamais utilizá-la para abono das necessidades e obrigações da Câmara, que esbanja milhões de euros em equipamentos que nunca se conseguirão pagar, na construção de outros que nem sequer são da sua competência e em aquisição e manutenção de veículos automóveis para uso pessoal, fazendo recordar outras práticas”.
Assim, Paulo Aido interrogou: “Se é verdade que os autocarros municipais transportam crianças entre os três e cinco anos sem os equipamentos que agora se pedem? Se a Câmara tem conhecimento do valor dos equipamentos, a saber 24 cadeiras auto e 24 bancos elevatórios destinados aos autocarros municipais? Se os Serviços do Município possuem orçamentos para eventual aquisição destes equipamentos que são precisos e quais são os valores apresentados ou estimados?”

Odivelas: Paulo Aido não votou alteração orçamental porque os documentos chegaram fora de prazo

Eu não votarei esta alteração orçamental em protesto pelo facto da documentação que instrui o ponto ter sido disponibilizada a meio da tarde de segunda-feira, ou seja a menos de 48 horas do início desta reunião do Executivo camarário”, disse Paulo Aido durante a discussão da 13ª alteração orçamental e acrescentou: “Também não foram respeitadas as indicações da senhora Presidente da Câmara dadas há mais de dois anos, precisamente em 30 de Junho de 2010, que pretenderam por fim ao atraso na entrega dos documentos para as reuniões da Câmara, mas continua tudo na mesma, reincide-se sistematicamente”.
O autarca explicou ainda que “é preciso tempo para se fazer uma avaliação correcta sobre um assunto tão sério quanto este que envolve reforço das dotações de alguns projectos em detrimento de outros”.
Documento distribuído em plena reunião
A proposta de afectação de recursos humanos para o refeitório da escola do Porto Pinheiro acabou por ser votada duas vezes pelo vereador Paulo Aido. O insólito ficou a dever-se ao facto de não se cumprir a Lei das Finanças Locais, ou seja desconhecer-se as dotações financeiras invocadas para esta despesa que acabariam por aparecer após a intervenção de Paulo Aido, em pleno decurso da reunião.
O autarca referiu também: “Tratando-se de autorização de recrutamento, ainda que em jeito de prorrogação de contratos, estranha-se a total ausência deste processo da divisão de recursos Humanos, bem como se desconhece os impactos que estas contratações podem ter face ao próximo Orçamento de Estado e de se poder correr o risco de estar a contratar para depois ter de despedir”.



Em frente!




Cada dia é um dia e ontem foi um dia muito importante. Hoje também está a ser e amanhã será outro. O objectivo sei qual é, a estratégia está montada e dia-após-dia terá que ser assim.
Exijo de mim: determinação e concentração.

17.10.12

Na maior!

Atrás da Cortina.




Comecei a ver este "filme" em Julho e na altura comentei com algumas pessoas. No Conselho Nacional do CDS em Setembro, alertei para esta questão e a cada dia que passa, estou cada vez mais convencido que há uma grande vontade, por parte de muitas personalidades da vida política, para que haja um governo "tipo" Bloco Central, constituído quase na totalidade por elementos do PS e PSD.
As medidas que têm vindo a ser anunciadas há um tempos a esta parte e que se têm vindo a acentuar mais recentemente, levam-me a tirar esta conclusão. 
Espero estar enganado, mas ...

15.10.12

Pensamento do Dia.

PS diz-se contra mais impostos, eu também sou, mas grande verdade, é que sempre que se tenta cortar nos custos, um cêntimo que seja, ou meia dúzia de lugares, cai o Carmo e a Trindade.

Mesmo o PSD tem muita dificuldade em mexer-se neste meio, como aliás aqui se prova, porque quase sempre que há cortes na máquina ligada ao Estado, isso implica cortes em muitos dos deles.

Cada vez mais claro.

Para meu espanto ouvi um Deputado do PS, na Assembleia Municipal Odivelas, afirmar no decorrer da discussão de um texto sobre a reforma administrativa, ao qual eu e o CDS nos opusemos, que o Governo não deu tempo para que o Município de Odivelas se preparasse para esta reforma administrativa. Ora, esta afirmação encaixa em perfeição naquilo que há muito venho dizendo: este executivo municipal não tem qualquer capacidade de antecipação e por isso reage sem estratégia, sempre por impulso.

Não há cura sem dor (2).


Alguém se imagina sentado no chão do corredor de um hospital, com um calor infernal, sem água para beber e com uma perna a gangrenar devido ao rebentamento de uma mina?

Alguém imagina qual a reacção que teria se por acaso passasse um médico que não conhecesse de lado algum e dissesse, não tenho anestesias (estão esgotadas), não tenho grandes ou nenhumas condições, como aliás podes ver, mas vou ter que te amputar a perna, será logo à noite?

Há alguns anos, em Luanda, assisti a uma situação destas com grande estupfacção e foi com enorme surpresa que vi aquele homem, no momento em que o médico disse “será logo à noite”, fazer um enorme sorriso.

O sorriso próprio de quem sabia que apesar do enorme sofrimento que estava a ter e do que ainda teria pela frente, em particular nessa noite, que podia ter a esperança de continuar a viver.
E de facto continuou a viver!


Nota 1: Artigo relacionado - Não há cura sem dor (1).


Não há cura sem dor.

A cura muitas vezes implica dor e sofrimento, muitas vezes só perante a espada e a parede nos sujeitamos a tratamentos altamente dolorosos e muitas das vezes até com uma esperança muito diminuta nos sujeitamos ao que nunca julgámos vir a acontecer. Felizmente nunca passei por nada de extraordinariamente grave, mas testemunhei inúmeros casos de pessoas que nestas circunstâncias se safaram e todas elas tinham algo em comum: grande determinação, enorme vontade de vencer e um conjunto de pessoas solidárias à sua volta.

Vem isto a propósito da situação em que o País se encontra. Será que já todos realizamos que perante a situação altamente complexo, não nos safaremos sem um grande sofrimento e que durante todos este processo, tal como quando nos confrontamos com doenças complicadas, muitas vezes há avanços e recuos, melhorias e recaídas.

Perante uma doença grave não podemos afiançar que nos vamos safar, ou que um determinado tratamento vai resultar (certezas só no fim) e também no actual estado do País não o posso fazer, mas algo creio poder afirmar:

1º - Não é com uma avalanche de ondas negativas e de pessimismo que nos safaremos;

2º - Não me importo que o preço da cura venha a ser alguma, ou algumas derrotas do CDS, a salvação do País é bem mais importante, convém recordar que Churchill depois de vencer a II Guerra Mundial, o que como é óbvio implicou muita dor e sofrimento, também perdeu as eleições, mas a Inglaterra e a Europa levantaram-se.

14.10.12

Em Palmela: Auto Europa reduz produção e Faurecia despede

Há precisamente um ano anunciava uma vaga de despedimentos na multinacional Faurecia, uma das maiores fornecedoras da fábrica da Volkswagen de Palmela e que se encontra instalada no parque Auto Europa. Então, a empresa preparou o encerramento da linha de pintura porque optou por não se adaptar à tecnologia que permitisse utilizar tintas de água, em vez das sintéticas recentemente proibidas no sector da construção automóvel.
Agora, com o fim de vida de alguns modelos cujos componentes fornecia, caso do modelo Peugeot 207, e também da diminuição da produção do modelo EOS da Volkswagen, de 64 para 27 unidades diárias, anunciam-se o despedimento de mais 80 a 90 trabalhadores, precisamente um terço dos técnicos que ali trabalham. Alguns saem já no próximo dia 26 deste mês. Aliás, desta unidade saiu já uma das injectoras de maior capacidade de produção. A fábrica portuguesa não consegue captar mais trabalho entre os seus clientes habituais, porventura para justificar a deslocalização de toda a sua produção, com excepção das peças para os modelos montados na Auto Europa.
A Faurecia produz vários componentes para o modelo EOS, Sirocco e Sharon, da Volkswagen, e Alhambra da Seat, principalmente de PVC injectados para tablier e forras das portas e faz os seus acabamentos. Esta fábrica e a própria Auto Europa têm encerrado a produção três dias por semana, à sexta, sábado e domingo.
Em Palmela, só já se produzem cerca de 620 veículos por dia.
Indústrias exportadoras
precisam de incentivos cirúrgicos
Persiste, portanto, a ideia de tão importante que é o governo e os deputados conhecerem a realidade do sector industrial exportador para que se possa encontrar um quadro de incentivos mais cirúrgicos para cada ramo, ao invés de generalizar as linhas orientadoras que podem não se traduzir em quaisquer resultados práticos. Impõe-se vender externamente o melhor que se faz, desde os produtos agrícolas aos mais tecnológicos.
Afinal, este foi uma das maiores falhas da política económica do governo socialista de José Sócrates que agora se insiste em repetir: O sector exportador mais relevante é o que resulta do investimento estrangeiro por que infelizmente o tecido empresarial português não tem capacidade financeira para este propósito.
Mas o mais grave é que em Palmela, acredita-se que a montagem do modelo EOS seja deslocalizada para a Alemanha ou para os Estados Unidos. Também se sabe que, ao contrário das promessas feitas pelos alemães, a Auto Europa não terá mais nenhum dos novos modelos da Volkswagen anunciados para montar. Esta questão prende-se fundamentalmente com os custos operativos, onde o peso do custo da energia e dos impostos são os mais gravosos.
Há quem diga que, em Portugal, os sucessivos poderes não têm talento, nem sequer apoiam as empresas que empregam centenas de trabalhadores e onde perdura uma evidente paz social.
Recorde-se que as novas directrizes sobre protecção ambiental obrigam a trocar as tintas sintéticas por tintas de água na indústria automóvel o que aliás já se encontra em prática quase global. A Faurecia optou por não fazer essa alteração na fábrica que detêm em Portugal e fazê-lo em outras unidades que possui. A empresa tem mais de 230 unidades de produção em mais de 30 países, representa 49% do fabrico mundial de bancos para automóveis, 24% de peças interiores, principalmente tabliers, interiores de portas e chapeleiras, e quase 20% dos conjuntos completos para emissões de escape. A Faurecia fornece mais de 50% das marcas automóveis que se conhecem.

13.10.12

A política em Odivelas

Foi transmitido ontem à noite, na Odivelas Tv, um debate onde participei, no qual foi descutida a política local, quem tiver interesse em ver, pode clicar aqui.

12.10.12

LOL :)

Recordando.

Perante o DESNORTE TOTAL

João Pela diz: ORIENTEM-SE!



 

Odivelas - Só o desnorte o explica.

Só o desnorte completo e a enorme necessidade de desviar as atenções para tudo o que de mau está a acontecer no concelho de Odivelas, é que pode explicar o facto de na Assembleia Municipal, todos os elementos do PS, quase só falarem do Governo de Portugal.

Porque estamos num órgão autárquico, faz no meu entender mais sentido que se fale de política local.

11.10.12

Odivelas: Ainda a propósito das confissões do Presidente da Junta da Ramada ao tribunal

Publiquei a notícia que abaixo se transcreve. As reações não se fizeram esperar. Pena é que mostrem total desconhecimento da legislação. O meu artigo:
«Terça-feira, no Tribunal Criminal de Loures, o presidente da Junta de Freguesia da Ramada, Francisco Bartolomeu, confessou as infracções de que é acusado ocorridas no dia 11 de Outubro de 2009, nas últimas eleições autárquicas: Não mandou retirar os cartazes da CDU que estavam a menos de 50 metros de algumas das secções de voto, nem mesmo depois de ter sido confrontado pela Polícia de Segurança Pública.
O autarca afirmou: “Não mandei retirar os cartazes porque essa competência não me foi delegada enquanto presidente da Junta de Freguesia”.
Francisco Bartolomeu disse também que tinha informado a Câmara Municipal de Odivelas da ocorrência, porque esta matéria era da responsabilidade do município tal como aliás lhe tinha sido comunicado pelo director municipal Hernâni Boaventura, numa reunião preparatória dias antes das eleições. Pelo menos por três vezes, o presidente da Freguesia da Ramada repetiu esta afirmação ao responder quer à juíza quer à procuradora do Ministério Público.
Mas o professor Bartolomeu acabou por se espalhar ao comprido:
I. Ignorou a sua condição de Presidente da Assembleia Eleitoral e, portanto as suas obrigações enquanto responsável pelo normal funcionamento do acto eleitoral na freguesia da Ramada;
II. Mostrou ser adepto da arrogância moderna que se assiste quotidianamente entre alguns políticos, ao ponto de não ter precisado os rendimentos do seu agregado familiar e de ter sacudido a água do capote, passando a responsabilidade para terceiros, no caso para um director municipal;
III. Faltou à verdade ao dizer que também havia dois cartazes em situação irregular, um do Bloco de Esquerda e outro do Partido Socialista.
O julgamento prossegue no próximo dia 16 de Outubro com a audição das testemunhas».

Destaco três comentários:
Do ex-autarca Vítor Peixoto: «Mas agora os Presidentes de Junta são os supervisores e responsáveis dos locais onde é colocada propaganda eleitoral? E se ela é mal colocada são os Presidentes de Junta que têm de a mandar retirar? Onde foram descobrir isto
Da cidadã Ana Monteiro: «Pois, não são. E a verdade é que esse texto que anda aí a circular não corresponde de todo à verdade. Assim também se vê qual é a intenção de quem os escreve.»
Do politólogo Paulo Bernardo e Sousa: «Quem determina e quem licencia os locais de aposição de propaganda eleitoral? Quem subsidiariamente terá de proceder à fiscalização da conformidade do licenciado? Quem terá de agir acaso tal conformidade não aconteça? Quem?
Quem fala sem conhecer tende a ver verdade onde há mentira e vice-versa. Falta de temperança, por eventual excesso de açúcar no sangue tem destas coisas

E agora, na qualidade de autarca e porque entendo que a legislação é para se conhecer devo esclarecer:
Então temos um Ministério Público e uma Juíza ignorantes? Aconselho vivamente a leitura da Lei Eleitoral nos seus Artigos números 39 e 123 (podem também ler os artigos 41 e 62).
Mas há mais: Sugiro ainda uma leitura ao manual fornecido pela DGAI, Direcção-Geral da Administração Interna, que, curiosamente, foi fornecido a todos os Presidentes de Junta em vésperas das Eleições Autárquicas.
No entanto posso compreender a dificuldade: É mais fácil indicar um director municipal que ter a pachorra – e a obrigação, convenhamos - em ler 253 páginas!
E já agora, permitam-me dois desabafos:
1 - A causa pública serve-se com trabalho;
2 - Afinal, o ‘lápis azul’, utilizado outrora pelos censores do regime salazarista, ainda se guarda nas algibeiras de alguns democratas. Uma questão de cultura: quem sai aos seus antepassados não desnega!



Já não há espaço para todos

O problema já não será uma questão de falta de vontade dos portugueses em procurar emprego ou, mesmo montar o seu próprio negócio. Antes, espaço para a implementação dessa vontade. Ter um pouco de certeza a propósito da credibilidade do País, cá dentro e lá fora. Perceber que a economia de Portugal não se faz maioritariamente com microempresas e muito menos sabemos que não há capacidade de sobrevivência para tantas empresas desta dimensão. É certo que em Portugal existem muitos preguiçosos, amantes do negócio fácil. Destes, também há quem esteja instalado no ciclo dos mais afortunados que, a troco de negócios quase monopolistas, lucram facilmente.
Mas a confirmar-se o aumento de impostos no próximo ano, não se dúvida da cada vez maior dificuldade dos portugueses sobreviverem, da perspectiva da manutenção de uma economia interna em contração continuada, do aumento do desemprego, do crescente incumprimento no pagamento dos créditos bancários quer pelo sector empresarial quer pelas pessoas singulares. Em 2013, ficaremos seguramente mais perto do final da linha, sem horizontes para qualquer prazo. Os próprios governantes sabem disso. Não conseguem retroceder o caminho imposto pelos credores que já atestou não ser o mais ajustado para todos os sectores… E não importa dissecar a estratégia de quem manda na economia dos países membros da União Europeia que se encontram dentro da zona euro.
Importa sim, interrogar-nos sobre a realidade de uma crise quase eterna que se esbateu pela abundância dos fundos comunitários que recebemos durante duas décadas.
Ontem, ouvi uma criança dizer para o Pai desempregado: "Fazes bolos tão bons... Podemos fazer muitos e vendê-los!".
Uma grande verdade: haja vontade de trabalhar.
Mas a questão é outra: Será que o pai desta criança pode fazer bolos em casa e vendê-los? Claro que não! À luz da legislação, são necessários requisitos que custam uns milhares de euros.
Eis perguntas legítimas:
Será que é fácil arranjar uma lista de clientes que justifique um investimento do género? Por enquanto talvez. Porventura menos daqui a uns meses.
E quantos bolos são precisos fabricar e vender para que a margem permita a sobrevivência da família e pagar entre 35% e 46% da facturação em impostos?
Será que os proventos da venda de bolos pagam os próprios custos operativos do negócio?
Ontem, fiz esta análise com quem sabe e muito: É proprietário de cinco estabelecimentos e a sua maior prioridade é manter a sustentabilidade da empresa de modo a não ter de despedir nenhum funcionário e, muito menos, baixar salários, até porque se habituou a pagar acima da média e a alimentar as esperanças de melhores condições aos seus trabalhadores.
Claramente já não há espaço para todos os negócios, mesmo os mais criativos. O número de falências aumenta todos os meses.



Uma outra visão.





10.10.12

Há uma linha (grossa e azul ) que separa a Cidadania do resto...

Em dia de debate de orçamento participativo,  quando a propósito de um comentário que fiz na página institucional do FB da CM de Odivelas, sobre a anedota que é publicitar uma iniciativa que já existe há uns anos no Concelho como uma ideia actual e inovadora, no combate à austeridade, (Oficina Domicíliaria).

Eis senão quando, o "lápis azul" funcionou com alguma eficácia eliminando o meu comentário e vedando o meu acesso a Likes e comentários nesta página institucional, saliento!

Lindo não é? Quero dizer, por um lado apela-se à participação cívica e por outro impede-se a participação dos cidadãos desta forma vil e mesquinha quando estes denunciam a propaganda barata e sem nível! !(Uma nota: esqueceram-se de me impedir de partilhar esta anedota de noticia! Nem aqui são "eficientes"! VIVA A PARTICIPAÇÂO CÌVICA! Que gentinha tão fraquinhaaaaaaaa!)

Hoje fico por aqui. Fico muito bem!

Odivelas: Presidente da Ramada confessou delitos de que é acusado

Ontem, no Tribunal Criminal de Loures, o presidente da Junta de Freguesia da Ramada, Francisco Bartolomeu, confessou as infracções de que é acusado ocorridas no dia 11 de Outubro de 2009, nas últimas eleições autárquicas: Não mandou retirar os cartazes da CDU que estavam a menos de 50 metros de algumas das secções de voto, nem mesmo depois de ter sido confrontado pela Polícia de Segurança Pública.
O autarca afirmou: “Não mandei retirar os cartazes porque essa competência não me foi delegada enquanto presidente da Junta de Freguesia”.
Francisco Bartolomeu disse também que tinha informado a Câmara Municipal de Odivelas da ocorrência, porque esta matéria era da responsabilidade do município tal como aliás lhe tinha sido comunicado pelo director municipal Hernâni Boaventura, numa reunião preparatória dias antes das eleições. Pelo menos por três vezes, o presidente da Freguesia da Ramada repetiu esta afirmação ao responder quer à juíza quer à procuradora do Ministério Público.
Mas o professor Bartolomeu acabou por se espalhar ao comprido:
      I.            Ignorou a sua condição de Presidente da Assembleia Eleitoral e, portanto as suas obrigações enquanto responsável pelo normal funcionamento do acto eleitoral na freguesia da Ramada;
      II.            Mostrou ser adepto da arrogância moderna que se assiste quotidianamente entre alguns políticos, ao ponto de não ter precisado os rendimentos do seu agregado familiar e de ter sacudido a água do capote, passando a responsabilidade para terceiros, no caso para um director municipal;
    III.            Faltou à verdade ao dizer que também havia dois cartazes em situação irregular, um do Bloco de Esquerda e outro do Partido Socialista.
O julgamento prossegue no próximo dia 16 de Outubro com a audição das testemunhas.

9.10.12

Justiça ferida

A sociedade portuguesa desconfia cada vez mais da Administração pública e vice-versa. A justiça é um dos pilares fundamentais de um Estado de Direito e a democracia devia ser isso mesmo. Todos sabemos que a Justiça acaba por se tornar diferenciada entre ricos e pobres. O poder financeiro de cada um de nós faz toda a diferença: utilizar todos os mecanismos legislativos da justiça custa dinheiro, muito mesmo. Estranhamente o avançar da democracia tornou a nossa justiça mais vulnerável: Hoje, ao longo de quase quatro horas, percebi quanto é desconsiderada, vulgarizada quase actividade marginal.
No Tribunal Criminal de Loures, o dia começou com julgamentos marcados por quatro juízes para apenas três salas de audiência. Um ficou de fora: tinha quatro julgamentos sumários e começou dez minutos antes das onze horas quando pressupostamente devia ter iniciado os trabalhos pelas 9 horas e 30 minutos. A juíza não conseguiu concluir dois deles e mandou lavrar em acta, precisamente essa ocorrência que tinha estado a aguardar que uma das salas ficasse liberta, mostrando inclusivamente indignação pelo sucedido.
Mas o mais burlesco estava para acontecer: Quatro julgamentos e três réus e mais uma meia dúzia de testemunhas. Os réus sentaram-se todos dentro da sala ao mesmo tempo, lado a lado independentemente da especificidade dos processos: Uma suposta agressão a uma médica, um suposto furto e um autarca por ter permitido a permanência de cartazes de propaganda política do seu partido, a menos de 50 metros de mesas de voto nas “Autárquicas de 2009”.
E tal qual como se estivessem na fila de uma caixa registadora de supermercado, a aguardar a vez para pagar a conta das compras depositadas sobre o tapete rolante.
Pelo meio, ainda foram ouvidos três agentes da divisão de Investigação Criminal da PSP, num processo de 2006 e sobre buscas realizadas no início de 2007 que se vieram a revelar dispensáveis por não constarem do próprio processo, por inadmissível que possa parecer. O réu deste processo não apareceu pela terceira vez e foi-lhe emitido mandado de detenção.
Como se isto já não revelasse a precaridade da Justiça, eis o inexplicável: um arguido acompanhado por dois agentes da PSP conhece a sua advogada oficiosa e reúne com ela em pleno corredor junto às salas de audiência, aos ‘ouvidos de todos’ e perante as partes interessadas no processo… É certo que os ânimos não se exaltaram, mas por mero acaso. Ora num tribunal recente com uma arquitectura moderna, não existe uma sala onde estas reuniões possam ocorrer em maior privacidade e sem o risco de provocar conflitos desnecessários e jamais devem ocorrer nos tribunais.
Uma manhã, mais de quatro horas, passadas num tribunal permitem: perceber como a nossa Justiça é tratada; como os intervenientes se sujeitam aos condicionalismos da falta de recursos humanos e estruturais e à desconsideração a que são votados pela sociedade, pelos próprios interessados tantas vezes as vozes da contestação. Aconteceu uma manhã que espelha a fragilidade de um sistema que jamais conseguirá ser justo, porque não permite uma audiência onde se reflitam os factos precisos e a própria actividade intelectual de quem alega e avalia. Vive-se a contrarrelógio e ainda se ouve dizer que todos mentem com os dentes que têm e que não têm.
De saída, um piscar de olhos aos éditos: dois deles fixam datas para devolução de bens aos proprietários, estranhamente uma arma branca (navalha) não caracterizada e uma outra navalha com cabo em madeira e metal de cor amarela medindo 22 centímetros de comprimento.
O País precisa que se faça uma reflexão profunda sobre toda a sua estrutura social. Os portugueses não devem aceitar estas práticas como acasos, mas sim como factores da capitulação de um regime. Não dando grande relevo ao hastear da bandeira nacional ao contrário, no passado dia 5 de Outubro, na Praça do Município, teria a legitimidade de a entender como infeliz, por ser também um inequívoco sinal de sujeição. Esta manhã, seguramente, repete-se quase diariamente de Norte a Sul, a propósito do despacho de milhares de processos que se acumulam na teia da burocracia.
José Maria Pignatelli