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7.7.13

I.O. é nosso.




Desde há muitos anos que me habituei, onde quer que vá no País, sempre que digo que sou de Odivelas, ou sempre que falo da nossa Terra, a assistir a uma associação imediata às “nossas meninas”, às Meninas de Odivelas.
Estou certo que não é só a mim que isto acontece, episódios semelhantes certamente que já aconteceram a todos vós. Só este facto chega para que todos entendam que a relação entre o Instituto de Odivelas, o “berço da Meninas”, e Odivelas é enorme, podendo mesmo afirmar-se que é uma relação umbilical.
Portanto, para além de toda a relevância que o Instituto de Odivelas tem há mais de 100 anos, tanto ao nível do ensino - onde é uma referência nacional, como formação de mulheres - como na área social, ao nível cultural e também na dinamização da zona antiga Odivelas, esta instituição faz parte da nossa identidade e é um símbolo maior da nossa Terra.
É certo que durante muito tempo esteve isolado em si próprio, mas a grande verdade é que desde a Petição para abertura ao público do Mosteiro e sobretudo desde Junho de 2011, altura em que o Coronel José Serra foi nomeado Director, devido ao extraordinário trabalho que tem feito (convém nunca esquecer), a população de Odivelas tem ganho consciência da importância e relevância do Instituto de Odivelas. Também devido ao extraordinário desempenho do Coronel José Serra, o Instituto de Odivelas tem conseguido de uma forma muito mais eficaz projectar e elevar o bom nome de Odivelas.

Estas são, em traços gerais, as minhas grandes motivações para ter empenhado tanto tempo, esforço e dedicação na luta contra a intenção do Ministro da Defesa em fechar o Instituto de Odivelas e entendo que esta é uma luta para a qual todos os Odivelenses estão convocados, porque perdendo o Instituto de Odivelas ficaremos com um concelho mais desvalorizado, mais triste e mais pobre.

Lutemos!


23.6.13

Por Odivelas.



Como certamente é do conhecimento de muitos que estão a ler este texto, serei nas próximas eleições autárquicas um dos Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Odivelas e não faria sentido, até pelo que costumam ser o teor dos meus textos nesta coluna, que não abordasse hoje este assunto.
Sobre ele poderia escrever muitas linhas e muitas palavras, entendo contudo que talvez a melhor forma de transmitir o porquê desta minha decisão, na forma mais genuína, está espelhada na carta que escrevi a alguns amigos e familiares (muitos deles não são de Odivelas), por isso opto por a transcrever nesta coluna.

“Minhas queridas e queridos amigos,

Como é do vosso conhecimento, há algum tempo e com particular assiduidade e empenho nos últimos quatro anos, tenho vindo a dedicar parte importante do meu tempo à vida política. Faço-o porque entendo que nas circunstâncias em que o País se encontra não nos podemos demitir de uma participação cívica mais activa e determinante.

Como também muitos sabem, percebem e compreendem é ao Concelho de Odivelas que tenho dedicado mais tempo, atenção e trabalho. Odivelas é uma Terra situada mesmo ao lado de Lisboa e que por diversas razões, entre elas a forma desastrosa como tem vindo a ser gerida não passa de um dormitório, onde o desemprego, só nos últimos 3 anos, subiu 60%. É também uma Terra que tem carências nos mais diversos domínios, o que tem implicações sociais gravíssimas, e que abandonou o património, virou costas à história e às tradições e que não conseguiu incrementar políticas capazes de atrair investimentos.

A continuar nesta direcção o futuro desta Terra e de quem cá vive não me parece muito risonho, pelo contrário é preocupante e preocupa-me. Nesse sentido, em conjunto com um grupo alargado de pessoas tem sido elaborado um projecto alternativo, o qual aponta saídas e caminhos para esta situação. Por isso acredito que seja possível alterar este rumo.

É com essa convicção, consciente que ODIVELAS MERECE MAIS, com um conjunto de pessoas homogéneo, forte, competente, determinado e que faz da política uma missão, que parto para as Autárquicas de 2013, onde com Paulo Aido e Marina Cascais encabeçarei a lista à Câmara Municipal de Odivelas.

Este é um desafio grande, enorme, mas aceito-o e aceitamo-lo porque é nossa profunda convicção que ODIVELAS MERECE MAIS.

Aproveito desde já para convidar todos a estarem connosco, a juntarem-se a nós, a colaborarem e apoiar-nos, só assim poderemos vencer.

Obrigado.”

In: Pode Haver Luz - Nova Odivelas

Exige-se contenção.



Vivemos tempos difíceis, muitas pessoas e famílias atravessam momentos de grande dificuldade e ansiedade, importa perceber isso. Nesse sentido, quanto a mim, impõe-se que haja por parte da classe política uma maior contenção de custos, combate ao despesismo e ao desperdício, assim como exemplos visíveis disso mesmo.
Vem isto a propósito das eleições autárquicas. A campanha está a começar, o frenesim está a intensificar-se, os primeiros cartazes e outros suportes de propaganda começam a aparecer. Também as promessas virão umas a seguir às outras, entre elas, certamente aparecerá – “terá que haver moralização e rigor na gestão do município”.
Por isso, a reflexão que trago esta semana passa por questionar se fará algum sentido gastar rios de dinheiro em cartazes quando há tanta gente a passar mal? Se será que faz sentido imprimir milhares de folhetos a cores e com várias páginas, os quais custam muito dinheiro, que a maior parte das pessoas nem os lê e que acabam quase todos no caixote do lixo mais próximo? Se será que as pessoas entendem e compreendem que se gastem estas fortunas em campanhas? Se será que o exemplo não deverá começar por aqui? Se será que fazer uma campanha poupada e ponderada não será também uma boa forma de credibilizar a política e a classe política?
Sabendo que a campanha para as Autárquicas vai custar 48 Milhões de Euros ao Estado Português, subscrevi há muito tempo a “Petição cortar 50% o valor da subvenção pública para as eleições autárquicas de 2013”. Esta Petição já foi subscrita (só via net) por mais de 5.000 pessoas. Não sei o que daqui vai resultar, mas estou convicto que todos os que estamos na política temos que dar exemplos claros sobre esta matéria.
É minha convicção que não basta falar e este, tal como a contenção de custos nas campanhas eleitorais, são sinais importantes que devem ser dados. 

Estarei errado?


In: Pode Haver Luz (31) – Diário de Odivelas

6.6.13

Odivelas: Exige-se contenção.



Vivemos tempos difíceis, muitas pessoas e famílias atravessam momentos de grande dificuldade e ansiedade, importa perceber isso. Nesse sentido, quanto a mim, impõe-se que haja por parte da classe política uma maior contenção de custos, combate ao despesismo e ao desperdício, assim como exemplos visíveis disso mesmo.
Vem isto a propósito das eleições autárquicas. A campanha está a começar, o frenesim está a intensificar-se, os primeiros cartazes e outros suportes de propaganda começam a aparecer. Também as promessas virão umas a seguir às outras, entre elas, certamente aparecerá – “terá que haver moralização e rigor na gestão do município”.

Por isso, a reflexão que trago esta semana passa por questionar se fará algum sentido gastar rios de dinheiro em cartazes quando há tanta gente a passar mal? Se será que faz sentido imprimir milhares de folhetos a cores e com várias páginas, os quais custam muito dinheiro, que a maior parte das pessoas nem os lê e que acabam quase todos no caixote do lixo mais próximo? Se será que as pessoas entendem e compreendem que se gastem estas fortunas em campanhas? Se será que o exemplo não deverá começar por aqui? Se será que fazer uma campanha poupada e ponderada não será também uma boa forma de credibilizar a política e a classe política?

Sabendo que a campanha para as Autárquicas vai custar 48 Milhões de Euros ao Estado Português, subscrevi há muito tempo a “Petição cortar 50% o valor da subvenção pública para as eleições autárquicas de 2013”. Esta Petição já foi subscrita (só via net) por mais de 5.000 pessoas. Não sei o que daqui vai resultar, mas estou convicto que todos os que estamos na política temos que dar exemplos claros sobre esta matéria.

É minha convicção que não basta falar e este, tal como a contenção de custos nas campanhas eleitorais, são sinais importantes que devem ser dados. 

Estarei errado?

In: Pode Haver Luz (31) - Diário de Odivelas

Odivelas: A importância de uma equipa.




Há uma semana afirmei que um projecto para Odivelas, para além de ter que indicar objectivos concretos e a estratégia para os atingir, tem que assentar em pilares tão essenciais como o rigor, a honestidade, a transparência, a competência e o bom-senso.
Tudo isso é de facto essencial para que seja possível alterar o paradigma a que Odivelas parece estar condenado (um dormitório falido e de má qualidade), tudo isso é de facto necessário para que Odivelas se possa desenvolver cultural e socialmente, tudo isso é de facto essencial para que Odivelas se possa desenvolver economicamente e com isso criar novas empresas, novos empresários e consequentemente novos postos de trabalho, enfim tudo isso é fulcral para devolver uma nova expectativa e esperança a todos os Odivelenses, o que aliás é da mais elementar justiça.
Porém, o que acima escrevi não é por si só a garantia do êxito e a comprová-lo está o facto de haver muitos e bons projectos a falhar, falhas essas que muitas vezes advêm da má escolha das pessoas e das equipas que os suportam.
Nesse sentido e por essa razão há duas semanas, no texto que escrevi para esta coluna, “Primeiro o Projecto”, afirmei que ter um bom projecto era prioritário, mas que a construção duma equipa era sem dúvida a segunda prioridade. Se de facto as pessoas e as equipas são algo de relevante em projectos integrados noutras organizações, nomeadamente nas privadas, mais relevante se torna quando estamos a falar de projectos de natureza política, os quais envolvem directamente recursos que são de todos nós, que têm implicações na vida de toda uma comunidade, que são escrutinados diariamente e quando a política está profundamente descredibilizada.

Torna-se assim necessário que em torno de um projecto para Odivelas, o qual se quer mobilizador e que tenha êxito, haja - na sua implementação - pessoas competentes, rigorosas, motivadas, determinadas, com capacidade para trabalhar em equipa, que coloquem em primeiro lugar o bem-comum. Pessoas que sejam também, porque essas características são essenciais, humildes e respeitadoras.

Importa ainda que estas pessoas não sejam politico-dependentes, porque entendo que a politico-dependência, quer seja financeira ou de estatuto social, impede e condiciona a liberdade de movimentos e a independência na hora da decisão, o que provoca os maiores prejuízos e disparates, como tantas vezes temos visto em Odivelas. A político-dependência não se adequa de forma alguma à exigência e ao rigor que se impõe numa gestão pública, neste caso numa gestão municipal.

Pelo que acima expus, porque nos dias de hoje a competição é enorme, porque os Países e os Concelhos não escapam a essa regra e ainda porque estas equipas têm que ser altamente humanistas, entendo que é fundamental para a implementação dum projecto em Odivelas, o qual tem obrigatoriamente que promover a qualidade de vida e valorizar o Concelho, a constituição de uma equipa de excelência.

In: Pode Haver Luz (29) / Diário de Odivelas

15.5.13

Odivelas: A Base de um PROJECTO.


Como já diversas vezes dei conta o concelho de Odivelas confronta-se com problemas aos mais diversos níveis, os quais têm a maior relevância e interferência no dia-a-dia de quem aqui vive e/ou trabalha e que objectivamente prejudicam a nossa qualidade de vida e limitam as nossas expectativas.

O pouco rigor, a forma como se gasta e gastou recursos em obras faraónicas, mal feitas, mal projectadas e insustentáveis tornaram-se castradoras para Odivelas. Se por um lado colocaram o município à beira da falência técnica, por outro, impediram e impedem a concretização de investimentos prioritários, assim como um apoio sólido e consistente aos mais carenciados. Podemos associar ainda a enorme falta de visão e de estratégia para o desenvolvimento, o que colocou e está a colocar em causa todo o tecido económico, todo o comércio e por inerência milhares de postos de trabalho (em Odivelas o desemprego aumentou 60% nos últimos 3 anos). Podemos ainda evocar a falta de competência em áreas tão importantes como a segurança, o ambiente, a limpeza urbana, a mobilidade, a educação, o desporto e a cultura.

Por tudo o que acima referi, o que não surpreende ninguém, e porque a situação em que Portugal se encontra não nos permite ter grande expectativa na possibilidade de ter um contributo adicional por parte do governo central, bem pelo contrário, o próximo exercício autárquico irá ser de extrema complexidade. Nesse sentido, sob pena de estarmos a enganar tudo e todos, entendo que qualquer proposta para as autárquicas que se avizinham deve assentar numa base de realismo, sensatez e seriedade, não deve, nem pode conter, nem tão pouco passar falsas promessas ou expectativas.

Essa proposta deverá conter dois objectivos muito claros - promover a qualidade de vida em todo o concelho de Odivelas e valorizar a nossa Terra, mas tem paralela e forçosamente que assentar em alguns pilares essenciais como o rigor, a honestidade, a transparência, a competência e o bom senso. Por outro lado tem que ter a capacidade para dar respostas rápidas e eficazes à situação de emergência que vivemos, sem esquecer o planeamento a médio e a longo prazo, isso só poderá ser conseguido através de um projecto com cabeça, tronco e membros, porque só assim poderemos inverter definitivamente o paradigma a que Odivelas tem estado vetado e devolver a todos os Odivelenses a esperança num futuro melhor.

Este, a capacidade de fazer uma proposta que faça frente aos problemas que todos conhecemos e que simultaneamente possa projectar o futuro, é o desafio enorme que nós, que estamos na política, temos pela frente, mas escolher o futuro com consciência, sensatez e sem se deixar iludir em falsas promessas, é a responsabilidade que cada um de nós terá ao analisar as propostas que vierem a ser apresentadas.

Estarei errado?


In: Diário de Odivelas - Pode Haver Luz