31.8.10

A Rotina.

A PROPÓSITO DO POST ANTERIOR ...

O regresso, a rotina e o círculo vicioso.


Passa-se Junho, Julho, Agosto e aprece o mês de Setembro, o qual nos vai trazendo o regresso à normalidade e à rotina.
Vem o frio e a chuva, os agasalhos, braços e pernas tapados. A calmaria no trânsito dará lugar a filas infindáveis e os tradicionais piropos serão substituídos por buzinadelas ensurdecedoras.
Acabam-se as férias, começam as escolas e o trabalho. Os horários passam a ser mais rígidos e os compromissos levados mais a sério. As faces tornam-se mais sisudas e o stress mais intenso. Enfim, aos poucos e poucos, mergulharemos mais uma vez, cada um de nós, na sua rotina.

Vamos voltar também a ser intoxicados com discussões sobre o P.I.B.’s, o desemprego, a miséria, a divida, a saúde, a segurança, a educação, a justiça, etc., etc.
Todos vamos voltar a ouvir discussões sobre a veracidade dos números e o que eles significam. Uns dirão que são muito bons e outros dirão que são péssimos, a verdade é que nada se resolve. Não direi que os que sofrem serão sempre os mesmos, mas direi que para além dos mesmos, serão cada vez mais.

O circo das Presidenciais está aí à porta, virá sem chama e sem brilho. A ver por aqueles que previsivelmente serão as duas principais estrelas do cartaz, estas eleições serão tão cinzentas e tristonhas como os piores dias de Outono e de Inverno.
Com elas nada de novo aparecerá, só servirá para intensificar discussões sobre os habituais temas e para mais uma vez ficaremos com a sensação - falam, falam e nada resolvem.

Tal como a rotina em que por vezes nos deixamos cair, este é também um círculo vicioso em que país mergulhou. A crise social, económica, de valores e de identidade é brutal.
A culpa é “deles” dirão muitos, mas não é, digo eu. A culpa é nossa, porque deixamos fazer o que “querem” e o que muito bem “lhes” apetece.
Eu não acredito em fatalismos, sou da opinião que todos círculos viciosos podem ser cortados, quebrados ou rompidos. Não é fácil, mas com competência, determinação e perseverança será possível. Basta que cada um de nós deixe de se sentir como um soldado acabrunhado, vencido e isolado no meio de um campo de batalha. Temos que nos erguer, levantar a cabeça, dar mãos e todos juntos gritar:

Basta, já chega!


Como em cima escrevi, os tempos não estão fáceis, para além dos mesmos, serão cada vez mais as pessoas a sofrer.
Por nós, por Portugal, pelos nossos filhos temos que agir e cada um de nós, dentro da sua disponibilidade e do seu espaço de influência tem que actuar. Acredito que para além de melhores, somos mais do que “eles”.

É com esta fé e sentido que vou montar a minha “rotina” deste ano, actuando sempre nos meus espaços e na minha Terra.

"A Velha Duquesa"


Confesso que durante a última semana de férias, por falta de tempo, pouco jornais li e poucas noticias ouvi. Contudo, antes de partir para a última semana de férias tive a oportunidadede passar uma vista de olhos pelo Expresso e a coluna de opinião de João Duque, não só pelo teor e gravidade do que ali vem escrito, como também, pela forma irónica como brilhantemente expõe a situação, chamou-me a atenção.

Hoje encontrei esse mesmo texto, A Velha Duquesa on-line e aqui deixo a trancrissão para vossa apreciação.


"
A VELHA DUQUESA

A velha duquesa está prestes a completar 100 anos. A cada aniversário, a 5 de outubro, a prole ainda robusta junta-se-lhe e faz-lhe uma festa.

A descendência vive cada vez mais à custa da velha e mente-lhe. Os paladinos e que mais comem à custa da velha afirmam-lhe, descarados e falazes, que os faisões ainda são apanhados na quinta, os espumantes arrancados aos vinhedos da família e os leitões criados na pocilga da herdade, quando tudo é, afinal, comprado no supermercado dos vizinhos.

Preocupada, a velha questiona como vamos de rendas, mas respondem-lhe que dinheiro não tem faltado, nem há-de faltar. Porém, os intrujões sabem que os anéis já se venderam e que a mesa só é composta porque a dívida engorda dia a dia.

Desde o início do ano a dívida pública aumentou à razão histórica, inimaginável e guinessiana de 2,67 milhões de euros à hora! Só no mês de julho o ritmo foi de 5 milhões à hora! Se a família se continuar a endividar à mesma razão diária que tem feito desde 1 de janeiro, a autorização do parlamento para aumentar a dívida da república e que já era de valor recorde de 17,4 mil milhões num só ano, esgota-se a 1 de setembro, passando-se depois às autorizações previstas, mas apenas a título calamitoso... Mas qual, se o PIB cresce tão bem?...

O ano vai muito pior do que qualquer um do passado! A vergonha é tamanha que a velha, já sem crédito, usa os descendentes (os Bancos) para irem pedir dinheiro a quem ainda o empresta (o BCE).

A miséria desta família arruinada, mas que não muda e que continua, ano após ano, a mentir à descarada à pobre da velha ignorante e cega, como o fez ao decrépito Salazar sentado no sofá no fim dos seus dias, mete dó. Desesperados, os conscientes percebem que o fim está próximo. Nada se fez nem se vai fazer com quem está na condução da família. Planeia-se a venda de mais uns bens de renda para alimentar, por mais uns meses a ociosa e gastadora família. Gordos e anafados ainda se arrojaram este ano aos Allgarves para o tradicional desfile de vaidades veraneantes, a carregar as baterias para mais um ano (pensam eles) de iguais festins e bailes carnavalescos.

No meu percurso diário passei há semanas pelo alto do Parque Eduardo VII onde está a esplendorosa bandeira nacional a que me orgulho de abrigar, desfraldada e a chicotear à nortada do final de tarde. Ao vê-la não resisti: parei o carro, saí e até fotografei. Uma enorme 'fatia' rasgada ao estandarte, mas ainda presa ao resto por uma fina língua de tecido, qual ventre dilacerado a libertar o intestino de um ser em dolorosa morte, fazia dela a bandeira mais triste e o espetáculo mais degradante da Europa das nações. A maior bandeira hasteada em Portugal desfazia-se naquele altar da capital. Uma premonição de um esboroar de um país que se consome numa demente incapacidade morna e triste, liderada por um governo que fustiga um povo que não sabe porquê, com que meta, com que propósito.

A velha duquesa arrisca-se a morrer este ano a 5 de outubro de 2010. "

Bye,Bye!

Mariah Carey - Bye Bye.

24.8.10

Bandeira de Portugal no Reinado de D. Dinis.


O DEFESO EM ODIVELAS 6


Já vi um grande jogador ser gozado e troçado pelos adeptos de uma pequena equipa quando chegou por empréstimo e no final, quando se foi embora, ter deixado muitas saudades.

Rui Barros no Sporting da Covilhã.

23.8.10

Em Óbidos cortam estrada para ouvir ópera

Os exageros de poder estendem-se entre todos os que ocupam lugares de chefia ou cargos públicos, sejam funcionários de instituições do Estado, polícias, militares, magistrados ou políticos e independentemente das convicções e partidos que representam.

Esta é uma doença cada vez mais evidente na vida nacional que nos recorda cada vez mais a era do feudalismo, também ela ressuscitada à época de Salazar, particularmente nos Concelhos mais pobres.

Mas mesmo assim, actualmente o desrespeito pelos cidadãos é maior ou, pelo menos, acaba por prejudicar um maior número de pessoas.

Na noite de sábado passado aconteceu ópera em Óbidos.

O recinto escolhido para montar o palco e uma bancada autoportante foi junto a um braço da Lagoa de Óbidos, relativamente perto do acesso rodoviário à Praia do Bom Sucesso e aos empreendimentos junto da Lagoa. Exactamente no mesmo local onde uma semana antes tinha actuado José Cid.

Vá se lá saber porquê, a Câmara de Óbidos determinou cortar a estrada durante o espectáculo, isolando largas centenas de portugueses e estrangeiros residentes, proprietários e ou que passam férias no Bom Sucesso junto à Lagoa de Óbidos. Do lado de cá, ficaram pendurados outras dezenas que pretendiam ir para casa ou, simplesmente passar um pedaço da noite com amigos, ou num bar ou restaurante da zona.

Para estas pessoas a alternativa foi fazer mais 15 quilómetros utilizando umas variantes fora de estrada (em terra batida) ou percorrer mais trinta quilómetros, optando por voltar atrás até à estrada para Peniche e fazer o caminho via Serra D’El Rei.

Nem sequer me debruço sobre os contornos da legislação que permitem à Câmara Municipal cortar a circulação de viaturas em estradas municipais e transformá-las em estacionamento, por razões directamente relacionadas com eventos culturais:

· Extraordinário é fazê-lo num local nobre do Concelho sobretudo nesta época do ano.

· Fazê-lo contra o quotidiano de munícipes, proprietários e turistas e mesmo contra a segurança de pessoas e bens.

· Fazê-lo sem previamente o ter anunciado à comunidade que frequenta o Bom Sucesso.

· Fazê-lo com a subserviência do comando da GNR de Óbidos, à responsabilidade do 1º Sargento Godinho, utilizando uma dezena de militares da GNR que até utilizaram viaturas particulares para o fazer – exactamente, pelo menos um membro da GNR de Óbidos efectuou o serviço, fardado, dispondo do seu automóvel particular.

Pior ainda, testemunhámos a desorientação de militares da GNR que manifestavam dúvidas sobre a legitimidade da sua actuação quando confrontados com proprietários, munícipes e turistas que pretendiam chegar ao Bom Sucesso.

Curioso é que um casal de franceses que se preparava para assistir ao espectáculo, acabou por desistir ao constatar que o evento estava a prejudicar terceiros, manifestando enorme admiração pelo sucedido. Mais, este casal de turistas chegou a alvitrar que, certamente os responsáveis deviam pensar em encontrar outros locais para realizar este género de espectáculos, até mesmo com outras condições de acesso e estacionamento para viaturas. Obviamente que no concelho de Óbidos é o que não falta.

Finalmente, para espanto dos mais incautos já que tudo se passou numa zona densamente arborizada, o evento terminou com espectáculo de pirotecnia. Naturalmente que Lei ou sugestões do governo socialista não fazem eco num Município liderado por um executivo do PSD, tão-só porque falamos de partidos com pessoas diferentes, mas muitas delas com denominadores comuns – instruídos mas incultos, teimosos, prepotentes e incapazes de entender o serviço público.

José Maria Pignatelli

Uma figura histórica.


El. Rei D. Dinis.


O DEFESO EM ODIVELAS 5

Já vi grandes jogadores a fazerem, quase sozinhos, grandes equipas.

Maradona na Argentina e no Nápoles.

22.8.10

A Educação - O "Estado" do ensino em Portugal


Por achar que este texto reflete na íntegra o percurso das últimas medidas ligadas aos ensino em Portugal, aqui o trancrevo. (C. Quintino Ferreira)



"Desde os tempos em que António Guterres, enquanto primeiro-ministro, proclamou a educação como a sua grande paixão, que este sector governamental tem sido apontado como um dos que mais necessita de uma reforma profunda.

Na realidade sem essa reforma que é imperioso fazer, não se vê que o nosso país possa dar o salto em frente, rumo ao desenvolvimento, e escapar a esta estagnação em que tem estado mergulhado estes anos todos.

Dir-se-á que é uma tarefa que nada terá de fácil. É verdade, será difícil, mas uma coisa parece certa, o diagnóstico está feito, o que é meio caminho andado.

Será preciso primeiro que tudo elaborar um plano coerente e escorreito e não se ficar por uma meia dúzia de medidas avulso que nunca passarão de uma manta de retalhos sem quaisquer resultados qualitativos dignos desse nome.

Será também preciso alguma vontade política e coragem para afrontar o imobilismo e certos interesses instalados e não ter medo de provocar rupturas.

A anterior ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, até estaria animada de boas intenções e teria algumas ideias válidas, só que falhou na forma de as pôr em prática.

Falhou por que não conseguiu entender, ou não quis entender, que para desenvolver uma reforma no ensino há que contar com os professores, já que sem eles e, muito menos contra eles, é impossível consegui-la.

A sua falta de habilidade política, ou talvez de humildade, em não ter conseguido engajar a classe docente no seu projecto resultou no que se viu – comprou uma guerra como nunca se tinha visto .

Esta actual ministra, Isabel Alçada, com o seu estilo mais aberto e dialogante fez criar algumas expectativas. Mas se apaziguou um bocado os ânimos que fervilhavam no seio dos professores, acabou por deitar quase tudo a perder com duas ou três medidas desgarradas que ninguém acredita possam trazer resultados palpáveis.

Dentre elas, destaque-se a determinação de permitir aos alunos que perfizeram dezoito anos e não tivessem concluído o 9º. ano pudessem mediante um exame saltar do 8º. para o 10º ano.

Desde logo esta medida foi deveras contestada por ser tida como incongruente, porque das duas, uma – se o exame for exigente, os alunos (repare-se que estamos a falar de alunos com dificuldades) não iriam conseguir nota para ultrapassar o obstáculo e caso optassem por uma prova muito acessível, era enveredar pela via do facilitismo, o que seria de desaprovar. Pelos vistos, poucos terão conseguido aproveitar a benesse.

Depois, vem o ministério da educação com a decisão de encerrar as escolas do 1º. ciclo com menos de vinte alunos, procedendo em consequência ao seu agrupamento.

Tal medida não pode deixar de ser encarada como uma medida meramente economicista, pois é sabido que a constituição de turmas com elevado número de alunos não favorece os bons resultados.

Com a agravante de ter, no mesmo passo, arranjado mais encargos para as autarquias que terão de assegurar o transporte dos alunos e contribuir para a desestabilização dos ritmos dos miúdos ao sujeitá-los a viagens algumas delas de vários quilómetros.

Por fim, como se fosse a cereja no cimo do bolo, quer acabar com os chumbos alegando que a repetência de ano não melhora a aprendizagem.

Não sei o que dizem as estatísticas sobre essa matéria, mas não tenho dúvidas nenhumas, ninguém tem, que seja esse o caminho a seguir, por várias e ponderosas razões.

Desde logo, é uma desvalorização do trabalho escolar, do mérito dos bons alunos, daqueles que se esforçam por estudar e aprender e colocar em pé de igualdade aqueles que vão à escola apenas para passar o tempo ou são obrigados a frequentá-la.

O que é mais espantoso nisto é que a ministra, que invoca o exemplo dos países nórdicos, nomeadamente a Finlândia, onde serão raros os chumbos, sabe ou deveria saber que naqueles países impera desde há muito a exigência, a discipina, e o rigor na docência e na aprendizagem, enquanto que aqui no nosso país grassa a indisciplina, o facilitismo, numa palavra, a bandalheira. Com o devido respeito, claro está, pelos bons alunos e bons professores que também temos.

Perante este quadro, torna-se claro que o principal objectivo desta medida do ministério é trabalhar para as estatísticas e apresentar números, independentemente dos níveis atingidos.

Como se disse, o nosso país necessita, e com urgência, de uma reforma na Educação e sobretudo melhorar os níveis atingidos nas disciplinas de Lingua Portuguesa e Matemática que são dos pilares fundamentais do sistema educativo.

Mas uma reforma assente em traves mestras bem escoradas e não em medidas fragmentadas que, por mais entusiasmantes possam tornar as estatísticas, que o primeiro-ministro tanto gosta de invocar, não tirarão Portugal do marasmo."

02/08/2010 - C. Quintino Ferreira

Economia chinesa já é a segunda maior do mundo.


Quem procura um mercado em crescimento para investir, não pode ficar indiferente à evolução económica do gigante asiático.

Segundo os dados do segundo trimestre do ano, a China ultrapassou o Japão e ascendeu à segunda posição do ranking das maiores economias do mundo. "É uma marca da crescente importância da China na economia mundial", disse Eswar Prasad , ex-responsável pela economia chinesa no Fundo Monetário Internacional (FMI), sublinhando que "a resistência do crescimento da economia chinesa durante a recente crise permitiu que vários países, em particular, os mais dependentes das exportações de matérias-primas, beneficiassem do seu crescimento".

No segundo trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 10,3% tendo ascendido a 1,337 biliões de dólares, enquanto o PIB do Japão ficou-se pelos 1,288 biliões. Ainda assim, no conjunto dos dois trimestres, o país do sol nascente continua na segunda posição.

Segundo Jim O'Neill , o economista chefe da Goldman Sachs, a China só deverá ser a maior economia do mundo em 2027. No entanto, devido à taxa de crescimento que o país tem registado nos últimos anos, o país tem ganho posições no panorama económico mundial. Além de ter ganho, no ano passado, o estatuto de maior mercado automóvel do mundo aos Estados Unidos e de maior exportador mundial à Alemanha, o país com cerca de 1,3 mil milhões de habitantes solidificou a sua posição como o maior consumidor mundial de ferro e cobre e manteve o segundo lugar entre os maiores consumidores de petróleo.

Ao nível dos mercados acionistas, a bolsa chinesa conta já com quatro das maiores empresas cotadas do mundo - a PetroChina, o Industrial & Commercial Bank of China, a China Mobile e o China Construction Bank - e, este ano, deverá ser o maior mercado mundial de ofertas públicas iniciais, segundo as estimativas da PriceWaterHouseCoopers.

Momento complicado para quem investe com base no crescimento económico, a China é um país incontornável. No entanto, apesar de ter registado uma taxa de crescimento de 10,3% no segundo trimestre do ano, a economia chinesa está a arrefecer. Em julho, a produção industrial cresceu ao ritmo mais baixo dos últimos 11 meses, o crescimento das vendas no retalho e o crédito concedido abrandaram e a refinação de crude também devido à diminuição da procura.

Todavia, é do mercado imobiliário que surgem os maiores receios. Segundo declarações do professor de economia e ex-economista chefe do FMI, Kenneth Roggoff , o mercado imobiliário chinês está em "colapso" e deverá afetar o setor financeiro do país. Existe algum consenso entre os especialistas sobre a sobrevalorização do mercado imobiliário chinês.

Porém, sempre que os sinais de aquecimento soam, o governo chinês tem tomado as medidas necessárias para o arrefecer. Além de ter dificultado o acesso ao crédito, aumentando a taxa de juro mínima aplicada nos créditos à habitação, só este ano, as autoridades já aumentaram as reservas obrigatórias dos bancos por três vezes.

Segundo os especialistas da sociedade gestora Invesco , os preços no mercado imobiliário em 2010 poderão descer 20% face aos registados em 2009. Contudo, se a economia arrefecer as autoridades tomarão as medidas necessárias para evitar um "aterragem forçada". "O governo chinês conta com uma situação fiscal forte, mais de 2,45 triliões de reservas em moeda estrangeira, um défice orçamental inferior a 3% do PIB, e um endividamento na ordem dos 20% do PIB, o que dá muito espaço de manobra, mesmo que implique a emissão de mais dívida nacional", lê-se na publicação trimestral da sociedade gestora intitulada "Risk & Reward".

Uma outra forma de critica.

Por vezes há desenhos que falam por si, ora veja!

20.8.10

FMI garante máxima crise em 2015

A perspectiva de saída da crise que se atravessa, global como afirma o nosso Primeiro Ministro, poderá não ser para os próximos tempos.
O relatório do FMI, Fundo Monetário Internacional, divulgado esta semana prevê que, em 2015, Portugal atingirá o seu pior momento das últimas décadas e deverá apresentar-se entre os três com piores resultados económicos e sociais da União Europeia.
Percebemos, a acreditar neste relatório, que vamos fazer a travessia do deserto durante mais de quatro anos... e mais uns tantos para recuperar se é que algum dia vamos sair destas convulsões sistémicas com a filosofia actual da gestão do Estado.
Adivinha-se um cenário de gravidade extrema a suscitar medidas urgentes e capacidade de dar um valente abanão no poder instituído.
No entanto, e no imediato, ficamos com as contas apresentadas pelo Banco de Portugal que revelam que a ecónomia nacional estagnou nos últimos dois meses.
  • Percebemos que o investimento é igual a zero;
  • Que os investidores não acreditam nas medidas anti-crise do governo;
  • Que não se encontram na disposição de pagar mais impostos, mais pela electricidade, pela água, pelos combustíveis que aumentam todas as semanas de forma deslizante.
As férias chegam ao fim e é tempo de todos nós pensarmos no futuro seriamente, sem dramatismos, mas com a convicção de responsabilizarmos o poder político e também o poder económico.
Não há espaço a diferenças de tratamento - por exemplo, termos empresas como as instituições bancárias a divulgarem lucros quase fabulosos e a pagarem menos impostos que as restantes, mesmo aquelas que se encontram em dificuldade de tesouraria. Não é justo.
É tempo de mudanças, mas necessariamente pensadas.
É tempo de gestão e não de mero controlo financeiro com cortes na despesa fácil de controlar e que pouco contribui para uma mudança substancial do panorama económico a médio prazo.
Oxalá que o País tenha esta capacidade.
José Maria Pignatelli

Sakineh M. Ashtiani




O meu apelo é dirigido àqueles que têm algum poder ou influência neste País, façam bom uso dele e tal como Nicolas Sarkozy possam diligenciar para que este seja também "um caso pessoal".


Recuso-me a acreditar que seja possível nos nossos dias existir casos como este, tal como crianças a morrer a cada segundo de fome, de doenças, e quando não morrem são vítimas de algum tipo de violência!

Vamos exigir, do Estado de direito que intervenha pro-activamente nestas causas que são de todos nós! Os que falam em Globalização a torto e a direito o que têm a dizer agora?

A Globalização não serve pra nada! Só serve os interesses dos G's qualquer coisa que querem anular a autenticidade de cada Nação! O Hitler também tinha propósitos semelhantes...


Não podemos permitir que a natureza humana chegue a este descalabro, os Líderes não querem arriscar perder o bom cargo e bom tacho para se vergar perante os que mais precisam! È uma vergonha!


Se calhar não posso fazer muito, mas o que me ocorrer fazer para dar voz a estas injustiças, terei que o fazer, devo isso quanto mais não seja à minha filha!

Ainda a educação.


A propósito das noticias e dos comentários que têm vindo a público nos últimos dias e não obstante o gravíssimo facto de virem a ser encerradas mais de 700 escolas, com consequencias nefastas, conforme a Madalena Varela refere e bem no seu post, este, (Alunos são "cada vez mais fracos", avisam os docentes), é para mim um dos maiores problemas. É que por um lado estamos a hipotecar o futuro de uma ou mais gerações e por outro, estamos a atirar para o lixo, todos os anos, o investimento de milhões e milhões de euros, os quais são fruto do esforço e do trabalho de "todos" os portugueses.

Para quê? Para mostrar dados estatísticos muito bonitos?


Quem mais haveria de ser?

Com tanta enxaqueca que anda por aí, quem mais poderia ter feito esta descoberta?

Parabéns!

Isto é que é Festa Brava!

Porta 10-A



Perguntem ao Manel e a outros como ele, a falta que ela faz.

Eles lembram-se bem, com toda a certeza, o que era sair por esta porta quando os jogos corriam bemmas também sabiam como era, quando corriam mal.

Os árbitros e os adversáros também o sabiam.

Eu lembro-me e bem!


19.8.10

Serão os meus brancos?





Como diz um amigo meu... "ele há coisas..."



Em Maio último, numa Reunião Pública de Câmara tomei conhecimento de que iria abrir uma Unidade de Saúde Familiar na Ramada, a funcionar provisoriamente em contentores e, como disse a Srª Presidente Susana Amador ... " a forma encontrada para que Profissionais da Saúde, residentes na Freguesia não se desloquem para fora do Concelho e prestem os serviços que tanta falta fazem na Ramada. Prontamente a Srª Vereadora Sandra Pereira veio corrubrar as palavras da Srª Presidente.



Então que não é que ontem em Reunião Pública de Câmara, que foi adiada para a tarde por falta de quorum de Executivo Camarário, adelante Ana Cristina ...



Pelo que pude ouvir e ver no Odivelas.com, afinal a dita USF da Ramada vai funcionar para breve mas... imagine-se, se antes eram poucos, agora são mínimos os Profissionais de Saúde a prestarem serviço na Extenção de Saúde de Famões, pois umas alminhas pensadoras decidiram levar dois médicos e dois administrativos para a USF da Ramada.



Como não sou loura (perdoem-me as louras, uma maneira engraçada para não ser tão azeda), o problema deve ser mesmo dos meus brancos que teimam a aparecer cada vez mais. Expliquem-me por favor, se era para manter os profissionais da Ramada na Ramada, então porquê levar quatro de Famões?

Se antes estávamos mal em Famões com quatro médicos, o que irá ser agora só com dois, para o número de utentes que não pára de crescer em Famões?

Será este a resposta rápida e eficiente da CMOdivelas, tão apregoado na sua página do Facebook?



Não sendo suficiente a Srª Vereadora da Saúde ainda esclarece que esses médicos irão levar consigo alguns utentes de Famões. Se há dificuldades de acesso ao Centro de Saúde de Famões (extenção da Pontinha), por falta de transportes públicos, como irá ser para se deslocarem para a Ramada, a não ser que o Voltas passe a fazer esta ligação!



Oh Deus, das duas uma. Definitivamente são os meus brancos ou a falta de férias.



Espero que daqui a dias não venha ouvir por parte da Srª Presidente que ..."fomos levadas talvez por ingenuidade e boa fé, para com a ARS Lisboa/Ministério da Saúde".



Confiante que em Setembro haverá quorum, só me resta esperar pela próxima Reunião Pública de Câmara.



Até lá, façamos por ser felizes.

Educação - Ano lectivo de 2010/2011


Que ESCOLA?

Uma coisa já sabemos, com o início do novo ano lectivo, vão encerrar 701 escolas do 1º Ciclo!

Se tivermos em consideração que o executivo anterior já tinha encerrado cerca de 2.500, isto significa que adoptando a máxima do custo benefício à educação e ao ensino estamos a inverter os valores e a considerar a respectiva rentabilidade associada!
Política da educação com base no cifrão!
Errado! O dinheiro gasto na educação não é despesa é Investimento!

Sabe-se que a maior percentagem de encerramentos ocorrerá a Norte, do País, agora se o critério foi encerrar escolas com menos de 10 ou 20 alunos, isso já é uma incógnita! E pelos vistos pouco relevante! Trata-se de pôr crianças tão pequenas a sair de casa às 6h da manhã no inverno por caminhos que muitas vezes nem apropriados são para cabras! Mas não afecta nada porque são os filhos dos outros, e em percentagem o que é isso face ao universo a considerar????

È mais um contributo para a desertificação do interior do País! Primeiro foram os centros de saúde locais depois as escolas, não fica lá ninguém para contar a história, para limpar as matas…

O que é importante reter é que, os alunos não vão sair beneficiados deste processo com medidas desta natureza, aplicadas de qualquer maneira. Os agrupamentos não vão estar habilitados a dar resposta a um aumento de fluxo de alunos e professores, com os mesmos equipamentos e meios humanos disponíveis. Os auxiliares em vez de terem 500 alunos para monitorizar passam a ter o dobro! As turmas vão ter excedente de alunos o que vem agravar ainda mais a qualidade do ensino!

Uma coisa que não deixa de me surpreender é a deficiente qualidade profissional destes gestores públicos tão bem pagos que são, e na vertente da gestão de recursos económicos / sociais e até pedagógicos, apresentem tantas lacunas…são mesmo fraquinhos de ponto de vista académico!

Não duvido que, numa perspectiva concertada e articulada com todas as variáveis envolvidas e tendo em conta a pertinência da maximização dos recursos que resulte numa mais valia para o aluno, estas situações não devam ser ponderadas e realizadas. Mas, avaliando caso a acaso, num trabalho sério e qualificado, analisando em rigor o previsto nas cartas educativas e com a envolvência directa dos Municípios. Se assim não for, estamos perante mais uma medida de “vão de escada” apanágio deste governo Socrático.
Confesso que não percebo! Daqui a pouco queremos tomar a rédea deste País e então aí sim só um milagre!

Vamos lá ver!



Após vários meses sem ir a Alvalade ver um jogo, hoje é o dia de lá voltar. Espero não sair de lá a comer bolinhas de zimbro.

Uma receita natural.



Ao contrário do que se passa no Inverno, em que a Serra da Estrela faz lembrar algumas praias cobertas de gente, daquelas que mal se vê areia, no Verão, devido aos hábitos adquiridos, é praticamente um deserto de pessoas.

Por norma, desde há vários anos a esta parte, contrariando os tais “hábitos adquiridos”, não prescindo de duas das semanas de férias na serra mais alta de Portugal Continental e precisamente na estação mais quente do ano.

Nessas alturas, uma das minhas actividades preferidas é fazer longas caminhadas a pé, nas quais é raríssimo cruzar-me com alguém. Esse facto não me incomoda, bem pelo contrário, permite-me viver aquele ambiente como se fosse só meu.
Enfiado sempre a mais de mil e setecentos metros de altitude, por vezes por cima das nuvens, tenho uma sensação de imensidão e de tranquilidade única, tudo está integrado com tudo. Cada pedra, cada monte, cada buraco, escarpa ou giesta parecem estar colocados minuciosamente no lugar onde estão.
O ar que se respira diante deste cenário dá-nos a impressão que ainda é mais puro do que talvez o seja. Enfim, é um ambiente único.

Há contudo nestes passeios pessoas que por vezes gosto de encontrar, são precisamente aqueles que melhor conhecem os imensos segredos desta serra, os pastores. Há-os com todas as personalidades, uns mais abertos e outros mais fechados/reservados, uns mais aluados/imaginativos e outros mais terrenos, uns que por vezes gostam de estar um pouco à conversa e outros, que só a ideia de ter que conversar, ou de ver alguém naquelas paragens que consideram suas, os assusta.

Houve um ano, certamente por coincidência, que nos locais mais diferentes e por diversas vezes encontrava sempre o mesmo pastor.
Era um homem dos seus cinquenta anos, alto, tinha rugas bem vincadas, uma pele queimada pelo sol e um distinto bigode. Andava sempre com o seu chapéu, o seu cajado e dois cantis, um com água e outro com vinho. Era simples como todos os outros e gostava muito de falar.

Certo dia, enquanto conversávamos, reparei que com frequência se baixava para colher e depois comer umas bolas arroxeadas que eram fruto de um “arbusto/giesta” que ali crescem de forma espontânea. Ao fim de o ver repetir aquele gesto várias vezes, perguntei-lhe o que é que estava a comer. Respondeu-me que era zimbro, que fazia bem à azia e à má disposição (confirma-se aqui).

Sabendo eu que hoje anda por aí alguém, que mesmo estando de férias, está com uma certa azia, não queria deixar de postar aqui este ensinamento dado por uma pessoa que todos os dias anda mergulhado no meio da natureza e envolvido num ambiente único.

Já agora, não só pelo que se tem passado, mas sobretudo pelo que se pode vir a passar num futuro próximo e porque numa pequena pesquisa na internet reparei que há quem acredite que o Zimbro serve para afastar energias maléficas e maus espíritos, o melhor mesmo é, prevenir.

Imagem dedicada aos meus amigos da Covilhã (Mazé).

Portugal em 27º Lugar.


Num estudo publicado pela Newsweek, vale o que vale, a Filândia aparece como o melhor país para se viver e Portugal aparece no 27º lugar.

Podiamos estar pior, mas também podíamos estar melhor. Atrás de nós e no que diz respeito à Europa, só estão alguns países do Lestes europeu, ora veja!

Odivelas - "Patrão fora, dia santo na loja."


Pelo menos é o que
parece!


CROMOS!

Hoje enquanto estacionava o carro junto aos Paços de Concelho em Odivelas, ouvia na rádio o Programa da Manhã na Comercial e eis que não consegui conter o riso.

Então um dos locutores estava a comentar tempos idos de miúdo em que tudo se coleccionava e, vai daí vem as belas colecções de cromos. Diz ele:

..." lembro-me perfeitamente de comprar os cromos fabricados numa empresa em Odivelas, uma terra em que nascem cromos nas árvores, mesmo não existindo árvores em Odivelas..."

Até sou apologista que temos que levar a nossa terra mais além, mas com boas referências. Pergunto-me como vai ser para trazer cá outras gentes, realmente árvores são poucas, não falando dos novos espaços verdes que só têm algumas mini árvores que fazem sombra á bela formiguinha.


Bem... restam os cromos!
O que me divertia com eles, naquela época até faziamos troca deles...

Nada como começar o dia com uma boa gargalhada.

18.8.10

Desemprego - O Mais grave está a chegar?


Há muito tempo, desde que "rebentou" a dita crise financeira, que venho afirmando que o maior problema na área social estava para vir.

Quando toda esta gente, centenas de milhares, começou a ficar desempregada no final de 2008/inicio de 2009 teve acesso ao subsidio de desemprego e pese o facto de não ser a mesma coisa, o certo, é que a verba daí recebida deu e ainda está a dar para atenuar as dificuldades. O problema maior, como sempre o afirmei, seria quando chegasse ao fim o período durante o qual (depende das idades) as pessoas têm direito ao subsidio.

Pela evolução do desemprego de longa duração, o qual acabou de bater no segundo trimestre deste ano um novo record (326 mil há mais de um ano) e pelo facto de não haver a curto prazo a prespectiva de recuperar grande parte destes postos de trabalho, o período a que me refiro está perigosamente a aproximar-se.

Daqui advém duas questões:

1º) Como vão viver estas pessoas sem o subsidio de desemprego?

2º) Como vão reagir as empresas quando chegar alguém, com as mesmas qualificações/características de um funcionário que lá esteja a trabalhar, a oferecerem-se para exercer a mesma função por um valor muito inferior?

17.8.10

Mais uma tarde “ A Pensar Odivelas”.


Depois de ter lançado há cerca de dez dias o desafio a todos para participarem no projecto “Pensar Odivelas”, foi com enorme satisfação que hoje estive toda a tarde a ver e a trabalhar nos contributos de muitas pessoas.

Acredito que, com ainda mais pessoas a participar, este projecto possa ficar ainda com melhor qualidade. É nesse sentido que renovo o convite à vossa participação.

Ideias, propostas e sugestões, neste âmbito (clique aqui para ver), são todas bem-vindas.

O método Tom Sawyer da produtividade nos serviços.

Incêndios - Mais uma causa.

As florestas também ardem porque deixámos de gostar delas.


O DEFESO EM ODIVELAS 4.

Já vi grandes jogadores a fazerem, quase sozinhos, grandes equipas.

Maradona na Argentina e no Nápoles.

16.8.10

Ai Jesus, g'anda Golo!

Com tanta serra e campo, ando ver o mar por um canudo.



O DEFESO EM ODIVELAS 3.


Já vi grandes jogadores ajudarem a fazer uma grande equipa, mas também já vi esses mesmos grandes jogadores passarem a ser banias, numa equipa banal.

Cristiano Ronaldo é um bom exemplo.

Um Castanheiro Milenar.



Trás-os-Montes - A Castanha.




Grande parte da paisagem transmontana é dominada por extensas áreas de castanheiros, os quais para além de proporcionarem imagens espectaculares, tornaram-se numa das grandes fontes de rendimento daquela população.

Segundo consegui apurar, Portugal tem cerca de 3% da produção mundial, a qual é dominada pela …….. China.

Trás-os-Montes.


Continuando a fazer aquilo que o nosso Presidente da República aconselhou, “vá para fora cá dentro” e depois de ter estado uns dias na Serra da Estrela, este fim-de-semana, até porque tenho uma costela transmontana, dediquei-o a Trás-os-Montes.

Poderia tentar escrever algo, mas as imagens falam por si.



Fig.1 - Alfândega da Fé (Senhora das Neves).

Fig.2 - Mirandela.

Fig. 3 - Vinhais


Fig.4 - Um Solar


Seicheles?


Alfândega da Fé!


A minha fava de Agosto (2)


Soma e segue!

Depois do IVA na passada sexta-feira, hoje é a vez da Seguranla Social. Mas ainda não é tudo, no dia 20 há mais (I.R.S.) e dia 27 os ordenados, pois o pessoal está a chegar de férias e precisa de receber.

Para contemplar!




Gerês feito num caldeirão.


O Incêndio do Gerês visto de Chaves.







13.8.10

A Fauna.

A pedra que vai cair.


No alto desta montanha, na Serra da Estrela, mesmo por cima da nascente do Rio Zêzere, vê-se a "Pedra Que Vai Cair". Todos os anos, dezenas ou centenas de pessoas sobem a pé esta serra para empurrar a dita da pedra, há dias conheci um senhor com quase 80 anos que me disse:

"Já lá vou desde pequeno e ainda hei-de lá voltar pelo menos mais uma vez."

Há pedras assim, parecem que estão quase a cair, mas inesperadamente vão-se aguentado ao longo dos anos.

A minha fava de Agosto.


Há muitos anos por esta altura, enquanto muitos estão em férias e alguns se preparam para gozar o feriado de 15 de Agosto (por acaso este ano é num Domingo), grande parte dos empresários andam numa azáfama.

É sempre assim, todos telefonam a todos a fazer cobranças. De muitas empresas a resposta é sempre a mesma – “a pessoa que paga está de férias”, o que muitas vezes é mentira, está é no outro telefone a tentar cobrar ou anda desesperado nos bancos, ou atrás de alguém que lhe deve.
É que dia 15, para a além de ser feriado, é dia de pagar o IVA.



Acabei de o pagar, quase 45.000,00 euros para os cofres do Estado e questiono:

- Para quê?
- Para que o estado o gaste a salvar bancos mal geridos ou em dificuldades causadas por gestões fraudulentas?
- Para ver o dinheiro ser gasto em despesas supérfluas?
- Para ver serem feitas parcerias, criadas avenças e institutos que não servem para nada?
- Para ver pessoas, que podendo não querem trabalhar e usufruem de subsídios?
- Para ver uma justiça que funciona mal, fora de tempo e cara?
- Etc., etc.



Posso, dizem muitos e eu partilho, nas condições actuais dar-me por satisfeito por conseguir pagar os impostos. É bom sinal e simultaneamente um privilégio.

Orgulho-me de os ter em dia, assim como as outras responsabilidades que assumo com funcionários e fornecedores, mas sinto que cada vez é mais difícil e inglório e que o prémio por tudo isso é sempre o mesmo, a subida indiscriminada de impostos.

OBRIGADA

"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?"

Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias

12.8.10

Mulher do Mês: Naomi Campbell

Portugal Continua a Arder! (2)



O problema pode e certamente também está nos meios disponíveis (técnicos, humanos e matérias) para apagar os incêndios, mas o cerne da questão está seguramente na prevenção, no ordenamento da floresta e na justiça.

Na prevenção, porque as florestas continuam a não ser limpas; no ordenamento, porque após os incêndios de 2003- 2004 as zonas ardidas, pelo menos na Serra da Estrela, foram replantadas exactamente da mesma forma (sem quebra fogos, sem acessibilidades e sem espaço entre as árvores); sem justiça porque ela continua lenta, pouco severa e neste caso, talvez pouco assertiva.

Para além das causas acima enumerados há um problema educacional e há também que perceber se alguém poderá ter nestas situações e se sim, agir em consonância.

Portugal continua a arder!



Há já mais duas semanas, assim que calor apertou e que Portugal começou a arder.

Aqui, enfiados nos grandes centros urbanos ou de férias na praia, ouvimos na rádio e/ou vimos na televisão relatos desses mesmos acontecimentos, os quais por ventura, porque se repetem todos os anos e no Verão quase diariamente, já parecem fazer parte do nosso quotidiano e por isso mesmo, por vezes somos levados a desvaloriza-los.

Convém não esquecer que por trás destas imagens dantescas, as quais a maior parte das vezes as televisões não as conseguem reproduzir na sua brutal dimensão, estão mergulhadas num inferno de chamas - vidas, o esforço de vidas inteiras dedicadas ao trabalho, casas, bens pessoais e o património nacional.

Os bombeiros já esgotados pelo enorme esforço despendido continuam a fazer o que podem no socorro as estas populações. Com a humildade, a bravura, a determinação e o sentido missionário que lhe é reconhecida tem sido para muitos a salvação e são para outros a única esperança no meio de uma sensação de total impotência. Num pais que se está tornar tão materialista, estes homens têm que ser considerados e tratados como uns verdadeiros Heróis Nacionais.

Todo este cenário que acabei de descrever não se passa no Chile, na Madeira, no Haiti ou em qualquer outra zona bem distante do nosso planeta que provocaram ainda este ano tão grandes ondas de solidariedade, passa-se aqui ao nosso lado, dentro do nosso pequeno rectângulo.

Ainda em Junho vi nevar na Serra da Estrela e só em finais de Julho é que as temperaturas subiram desta forma, talvez por isso a situação não tenha sido pior do que há uns anos atrás (até ver). Contudo, ouvi o Ministro da Administração Interna afirmar que o caos que está ao ocorrer ainda não se assemelha ao de 2003, para mim isto é conversa de merda e de político. Não quero saber se é verdade ou não, o que sei é que o que se está passar é dramático e os portugueses têm que ter essa noção.


Perguiça - Será que também vai dar direito a baixa?

Médicos defendem que preguiça deve ser considerada doença Num texto publicado no British.

Journal of Sports Medicine, os médicos Richard Weiler e Emmanuel Stamatakis defendem que a preguiça deve ser considerada uma doença, porque a ligação entre sedentarismo e saúde é muito forte. A informação foi publicada no site do jornal britânico Telegraph.

Segundo o artigo, os especialistas explicam que «devido à associação significativa entre morbidade e mortalidade, propomos que talvez a inactividade física também deva ser considerada para o reconhecimento de uma doença».

A obesidade já é classificada como doença pela Organização Mundial da Saúde, observa Weiler, médico especialista em desportos e exercícios do Imperial College Healthcare.

Mas diz que o excesso de peso era muitas vezes, pelo menos parcialmente, resultado de uma causa mais profunda: a falta de exercício.

«O dinheiro circula para tratar os sintomas da inactividade física - obesidade, diabetes, hipertensão, doença cardíaca - mas não a raiz do problema.»

Em Maio, Weiler afirmou que há provas de que não estar em boa forma física causa mais doenças do que ser gordo.

11.8.10

Descubra a resposta?



Qual a diferença entre uma maçã podre numa caixa de maçãs boas e uma maçã boa numa caixa de maçãs podres?

Pensar?


Com este calor, só assim!


Férias no (Burgo)...


Até parece que o Concelho de Odivelas fechou para balanço! Constato a existência de uma calma que, aparentemente parece significar que está toda a gente de férias, melhor dizendo OUT.

Bom, um OUT INSIDE DOORS, ou seja "Vá pra fora cá dentro", o lema do "Faça férias, mas em Portugal". Em Odivelas existe muito boa gente que terá que cumprir literalmente este mote. Não lhes restará outra solução senão ficar mesmo pelos 25 ou 26 Km quadrados de terra, (Concelho) porque nem dinheiro tem, para comprar o passe para a Caparica!

Então estas pessoas fazem o quê? Seguem a sugestão de fazer "praia" no parque aquático do jardim da música? A Biblioteca Municipal fechará os últimos 15 dias de Agosto e o pessoal da feguesia de Odivelas tem o quê para se distrair no mês de férias mais concorrido? E nas outras seis freguesias, o que se pode fazer fora de casa sem sair daqui e por pouco ou nenhum dinheiro? Agradeço que me digam, se alguém souber.

10.8.10

Miss Odivelas 2010.

Protecção de dados não autoriza câmaras na Amadora.

Os efeitos das reformas agrárias.



12 de Setembro - Supertramp em Lisboa.


Os Supertramp actuam em Portugal em Setembro próximo, no âmbito da digressão “70-10”, que vem celebrar os 40 anos do primeiro disco da banda – o homónimo “Supertramp”, editado em 1970.





O colectivo britânico sobe ao palco do Pavilhão Atlântico no dia 12 daquele mês, deslocando-se, dois dias depois, ao Porto, onde deverá actuar no Pavilhão Rosa Mota.

Em palco irá tocar, durante cerca de duas horas, clássicos como Bloody Well Right, Dreamer, From Now On, Goodbye Stranger, The Logical Song, Rudy, entre muitos outros.

Acompanham Rock Davies – fundador, vocalista e teclista da banda – John Anthony Helliwell (saxofone e sopros), Bob Siebenberg (bateria), Jesse Siebenberg (voz, guitarra e percussão), Cliff Hugo (baixo), Carl Verheyen (guitarra) e Lee Thornburg (sopros).

De fora desta reunião estão Dougie Thompson e Roger Hodgson – outro dos fundadores do grupo -, que se encontra, actualmente, a investir numa carreira a solo.

9.8.10

Fogos da época

Em Portugal, os fogos são como a época balnear ou como a época de ópera no Teatro S. Carlos. Tem data marcada. Melhor tem data para começarem e para terminarem. Uma espécie de fogos a la Carte.

Perfeitamente incompreensível.

Um casal francês que esteve comigo no passado fim-de-semana ficou impressionado. Estiveram cá no Verão de 2008 e voltaram agora.

Tal como há dois anos, pretendiam fazer a rota das termas e passar uns dias em São Pedro do Sul.

O mesmo cenário – fogos atrás de fogos. Fumo por todo o lado.

Por segurança e provavelmente por questões emocionais optaram pela região Oeste – começarem em Óbidos e Caldas da Rainha e depois seguiram a rota das Linhas de Torres, para terminarem em Cascais.

Viajam em automóvel pessoal para conseguirem maior mobilidade. Entraram no País por Vilar Formoso e trinta minutos depois iniciaram uma vigem quase sempre acompanhados pelo fogo.

Quando viram as notícias na têvê ficaram impressionados porque perceberam que, em dois dias, aconteceram mais de 300 fogos e, muitos deles acenderam-se de noite.

Questionaram-me sobre a quem interessam os fogos, quem controla o corte das árvores queimadas e a comercialização da madeira queimada... e também da menos queimada que acaba por ser cortada.

Quando lhes contei que os fogos em Portugal tinham uma época com data marcada, acabaram por soltar um sorriso e perguntaram-me se quem decide este estado de coisas goza de perfeito juízo.

Naturalmente que acabei por não ser directo nas respostas, por não manifestar as minhas ideias. Precisamos acima de tudo de aqui ter muitos estrangeiros a consumir, a fazer despesa a deixar cá muitos euros que tanta falta nos fazem.

De qualquer forma não deixa de ser preocupante que o nosso cartão-de-visita corresponda muitas vezes ao pior que se oferece na Europa.


Ler a edição do jornal espanhol El Pais da passada sexta-feira deixa-nos relativamente preocupados com a imagem que se passa a quem nos visita por uns dias e é mais observador. Naquele prestigiado meio de comunicação madrileno lê-se que Lisboa é uma cidade senhorial e bela, mas que está decadente mais do que nunca. Que entre muitas outras coisas tem mais de 4 mil edifícios em avançado estado de degradação, inclusivamente numa das mais importantes avenidas (da Liberdade), mesmo ao lado de algumas das mais conhecidas lojas de estilistas de renome internacional. O artigo, da autoria de um jornalista que veio viver para Lisboa precisamente para fazer este trabalho editorial, referencia ainda que ¼ da população vive no limiar da pobreza ou mesmo abaixo dele, recordando que desde 2005, a cidade perdeu quase 100 mil habitantes.

Obviamente que poderemos estar perante quem pretenda desacreditar a nossa capital, de quem tenha correspondido a uma qualquer campanha de turismo onde se ajuste que Lisboa fique de fora. Mas convenhamos que se pusermos a mãozinha na consciência e ainda que demasiado rigorosa, a peça jornalística não narra nada que por cá não suceda.


José Maria Pignatelli

Que Saudades!


Depois de um dia abafado e quente, confesso que tive saudades das águas frescas do Rio Zêzere que correm pelo Vale de Manteigas.

A bola já começou a rolar!

O DEFESO EM ODIVELAS (2).

Contratações - Será que ficam por aqui?

O DEFESO EM ODIVELAS (1).


Este tem sido um defeso cheio de notícias, no Sporting, Benfica e Porto as notícias de entradas e saídas de jogadores não pararam de encher as primeiras páginas dos desportivos, em Odivelas, Terra de Oportunidades, como foi há uns anos baptizada, a coisa não se fez por menos, a Câmara Municipal contratou, não um jogador, mas um clube, o Sport Lisboa e Benfica.

Esta contratação poderá permitir a salvação do Odivelas F. C.

Apesar de algumas alíneas menos correctas neste acordo, como sempre o afirmei, não vou fazer deste ponto um “cavalo de batalha” político. Pois espero sinceramente, porque isso é o que mais importa, que a partir de agora, pese o facto de o caminho ainda ser longo, se comece a resolver de vez o problema do Odivelas Futebol Clube.

PARABÉNS ao Vereador Hugo Martins e à Dr.ª Susana Amador.


Como é que é possível estarem abertas?

6.8.10

Póvoa de Santo Adrião - JN 2 de Agosto 2

É sempre positivo sabermos que o Município atende às reclamações (mesmo que elas sejam suscitadas por Vereadores sem pelouro) e procede com os compromissos assumidos em sede de Reunião de Câmara.
Aliás podemos recordar a peritagem da seguradora Victoria (onde os proprietários são tomadores de um seguro Multi Riscos Habitat) também já divulgada e que aponta, claramente, para que «os danos verificados na fracção são provenientes de infiltrações através das paredes da fachada do edifício».
Oxalá o futuro nos traga bons resultados. Agora, pede-se que esta obra de reabilitação seja fiscalizada.

José Maria Pignatelli

Pensar Odivelas.

No projecto de candidatura que apresentei aquando da minha eleição para Presidente da Concelhia do CDS-PP de Odivelas, constam algumas alterações na forma de funcionamento da mesma e uma forte determinação em ter permanentemente as portas abertas a todos os que connosco queiram colaborar.

Para além disso, também fui claro ao afirmar várias vezes que esta equipa será crítica deste executivo sempre que se justifique, mas está sobretudo determinada em apresentar propostas e projectos que contribuam para encontrar soluções. A melhoria da qualidade de vida e a valorização de Odivelas será sempre uma prioridade.

Desde que esta equipa foi eleita temos vindo a trabalhar nesse sentido e acabámos agora de implementar um novo projecto - “Pensar Odivelas”.

O “Pensar Odivelas” é um Forum em permanência. Possibilitará e potencializará tudo o que acima mencionei. Por um lado, dará abertura à participação de toda a sociedade e por outro, adquiriremos um conhecimento mais profundo dos problemas do concelho. Com o “Pensar Odivelas” estaremos mais habilitados para apresentar propostas e projectos com elevada qualidade.

Este meu post, para além de dar conhecimento de parte do trabalho que temos vindo a fazer, também trás dois reptos associados:

1º) Clicar aqui e descobrir o que é, o porquê, como funciona e para quem é o “Pensar Odivelas”.

2º) Durante o mês de Agosto estamos a desenvolver um trabalho na área das Actividades Económicas, mais concretamente um projecto no sentido de apoiar o Comércio Local, o qual, como todos sabemos atravessa um período de enormes dificuldades.
Nesse âmbito, venho agora muito especificamente solicitar que dêem sugestões e ideias sobre o que entendem que poderá ser feito nesta área.

A vossa participação é importante e as respostas podem ser enviadas para miguelxb@gmail.com.

Conto convosco!


Um buraco de biliões e não de milhões

O buraco do BPN está muito acima dos 180 milhões de euros. O que se passa é que o governo se propõe vender os activos daquela instituição bancária pela quantia de 180 milhões, muito abaixo dos quase 3 mil milhões que investiu para o manter activo, ou melhor salva-lo da falência.
Pior ainda é que as últimas notícias e alguns deputados afirmaram, ontem, que o buraco se aproxima dos 4 mil milhões, tanto quanto se gasta com a saúde dos portugueses em cerca de seis meses.
Estamos perante uma situação que tem efectivamente de ser explicada ao País, porque se percebe que será o Estado a suportar a divida pública contraída para a injecção destes milhões todos no BPN.
Afinal de contas, o que se está a negociar não é mais nem menos que uma rede de balcões que se poderá afigurar mais ou menos interessante para os operadores do sector. A ver vamos se assim é.
Porventura mais valia que se não fizesse esta operação, pelo menos por agora...
José Maria Pignatelli

Se uns podem, porque não seguir os passos?

E esta heim?
Se o Estado Português pode tapar o buraco financeiro de 180 milhões de euros do BPN, todos os buracos finaceiros em Odivelas na Municipália e afins é uma mera piada de humor inglês!

Viva nós... o Povo é Sereno.

5.8.10

Desportivamente falando.


Força Sporting!


Bilheteiras do Alvalade XXI (Hoje 13.30 h.)


Póvoa - JN 2 de Agosto


Reportagem publicada no Jornal de Notícias, sobre a casa de Maria da Conceição Cruz que apresenta níveis de humidade invulgares e que sucedem após intervenção nas fahadas do edifício, realizada por via de uma adjudicação feita pela Câmara Municipal de Odivelas.

Parque Aquático de Odivelas sem iluminação

Pois que tenho ido algumas vezes à noite ao Parque Aquático de Odivelas, vulgo Jardim da Música, beber café.

E, se bem que a iluminação está ligeiramente melhor que no Inverno, na realidade, e falando sem rodeias, continua uma vergonha e um apelo a, chamemos-lhe, situações menos licitas e perigosas.

E visto que quem de direito não se dá, que seja público, a esse trabalho, deixo aqui uma listagem dos pontos negros daquele espaço (que continua a estar sempre vazio, seja de dia ou de noite):
1 - O lago ou tanque ou lá o que aquilo é está completamente às escuras. PERIGO de que alguém caia ali e se aleije ou que alguma criança mais pequena se afogue. Caso não saibam senhores decisores, o afogamento é a segunda maior causa de morte infantil em Portugal. E estes números salientam acima de tudo afogamentos em piscina, tanques, lagos.
2 - Zona de muro e arcadas nas traseiras dos Paço do Concelho sem pinga de luz. Ali se juntam grandes grupos de jovens.
3 - Zona da entrada do parque, ao pé de um poço (esse já tapado) sem luz. Ponto de encontro de alguns jovens, menores e acompanhados de garrafas de vinho e/ou cerveja. Parece-me que a placa que avisa que aquele espaço tem videovigilância deve servir para... nada. Aliás, tenho de ver com mais atenção o jardim, porque nestas minhas incursões nunca percebi onde estavam as tais câmaras.
4 - Dois parques de estacionamento com iluminação deficiente, muitas das zonas estão completamente às escuras. PERIGO de assalto.

Mas será que isto não é evidente de tão básico?
Estão à espera de quê? Que as pessoas comecem ali a ser assaltadas ou que caia alguém no buraco com água que lá puseram?

Talvez isto sirva para perceber uma das razões porque aquele jardim, onde a autarquia gastou tanto dinheiro público, está sempre entregue às moscas.

Teresa Salvado

Odivelas - Ajude "aqui" os nossos Bombeiros





Para votar clique aqui.

A CIN está a realizar uma votação para equipar as corporações de Portugal com Equipamento anti-fogo, aquele que tiver mais votos será premiada.

Na lista encotrará as três corporações do concelho, Caneças, Odivelas e Pontinha.

Não custa nada!




4.8.10

Odivelas - Viaturas/Vereadores.


Como foi noticiado defendi em sede A. Municipal, aquando da discussão do Plano Municipal de Cotenção, que não se justifica que cada Vereador da C. M. de Odivelas, tenha uma viatura e um motorista exclusivamente ao seu serviço. Num concelho com pouco mais de 25 KM2 esta mordomia é um desperdicio de dinheiro e de recursos.

Dinheiro, porque tudo isto sai caro (carros, gasolinas, seguros, oficinas, motoristas, etc.); de recursos, porque os motoristas poderiam estar a fazer outros serviços que fossem mais úteis aos municipes.

Depois de várias pessoas terem manifestado o seu acordo com a minha posição, agora é a vez de Vitor Peixoto no seu blogue (Acreditar para viver melhor) manifestar publicamente uma posição identica à minha, alegando abusos na utilização de viaturas municipais.

3.8.10

Vidas que se perdem

O País fica mais pobre todos os dias. Perdem-se vidas, todas importantes, mesmo as mais anónimas. E perdem-se por doença, pela velhice ou em acidentes que, sejam quais forem, são sempre estultos.

No Domingo foi uma criança que caiu de uma janela, ontem uma outra afogou-se num lago artificial de um campo de golfe.

Mas no fim-de-semana sete outros portugueses pereceram sobre o asfalto das nossas estradas naquilo que devemos considerar como das violências mais gratuitas.

Mas nestes últimos dias também morreram figuras mais públicas.

O cancro levou três deles:

· Tiago Alves, o judoca campeão europeu de 18 anos;

· António Feio, humorista, artista e encenador dos mais prestigiados;

· Bettencourt Resendes, jornalista.

Antes foi a vez de Beto, cançonetista e compositor, foi vitima de um acidente vascular cerebral.

A morte de Tiago Alves e Beto foi menos mediatizada. Detalhe sem grande significado. No entanto, devo-lhes aqui prestar homenagem porque ambos tinham a cultura do trabalho da dedicação a uma arte e a cultura da partilha.

Beto tornou-se conhecido por isso mesmo, por saber ajudar os mais desfavorecidos oferecendo a sua voz, talvez por ter nascido em Peniche e conhecido bem as dificuldades de quem não têm lugar entre os mais afortunados. Mas o artista teve tempo de marcar o panorama da música ligeira portuguesa e de ter protagonizado projectos de maior interesse e qualidade.

Assinalo aqui estas quatro perdas porque se tratam de pessoas que marcaram muitos outros e deixam um encalço que pode servir de exemplo, naturalmente como tantos outros anónimos. Mas, certamente, muito acima de outras individualidades que idolatramos e apadrinhamos em representações nacionais e que respondem com falta de ética e rigor.

José Maria Pignatelli