1.12.10

Uma questão de Berço


Quando me refiro ao Berço faço-o no sentido de elevação, educação, dotação em valores éticos e morais e não em linhagens, capacidade financeira ou sangue de cor diferente…
Gostaria que isso ficasse bem claro!



Certo é que, nascemos e morremos todos da mesma forma, e ainda me espanto quando dou por mim a presenciar actos de sobrevalorização de qualidades próprias que assumem níveis alarmantes de pura exibição gratuita.


Senão vejamos; perguntar a profissão a um varredor de rua, poderá eventualmente assumir múltiplas respostas engraçadas, a mais hilariante é a do imodesto egocêntrico que desempenha a sua função com desprezo e que usou referir que não é lixeiro! Por mero acaso exerce o cargo de técnico de poluição e temporariamente, note-se! Em virtude de pertencer à sobejamente conhecida família dos Almeidas da Câmara!


Na idade média a burguesia ostentava riqueza, hoje em dia os métodos são um pouco mais refinados, por exemplo até nas circunstâncias menos apropriadas e totalmente inoportunas, há ainda pessoas que são masters em inflacionar currículos, e a revelar publicamente e com total displicência ambições pouco altruístas, de modo a atingirem objectivos pessoais, pensando que, impressionando desta maneira o irão conseguir…
Ou seja, a imodéstia a par da exacerbação pessoal é de tal forma ostensiva e arrogante que chega a roçar o ridículo!



Haja paciência! E mais competência!


2 comentários:

Maria Máxima Vaz disse...

Dizer como o filósofo :"sei apenas que nada sei", é hoje perigoso, apesar de haver ainda pessoas com valor e sabedoria para o dizer. É uma grande verdade, porque por muito conhecimento que se tenha é infinitamente mais o que se ignora. O problema é que, aqueles que julgam que sabem tudo, aproveitam logo para se colocarem em posição altaneira, em relação a nós.
Conta uma escritora que no dia em que fez o seu exame de instrução primária e obteve "distinção", disse à sua mãe :oh! mãe, eu já
sei tudo!E a seguir acrescenta
_ - agora eu vejo que ainda não sei nada!

Madalena Varela disse...

A propósito de filósofos o Prof. Agostinho da Silva considerado o intelectual que se empenhou tanto com a transformação da sociedades, confessou, com a determinação que tanto o caracterizava: «O que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português tenha confiança em si mesmo»
Este estado de confiança adquire-se, constrói-se através de uma mente aberta para o conhecimento revestido com uma enorme dose de humildade...
Enquanto estes dois factores não se conjugarem... o devir não se dá!
E então lá estarão os gabarolas a mostrarem o que apreenderam numa tentativa fugaz de esconderem o que são...