16.8.11

ATÉ SEMPRE ...

Numa tarde do já longínquo ano de 1980, estava eu com alguns amigos à porta do Liceu (Filipa de Lencastre), quando uma equipa da RTP apareceu por lá a perguntar quem tinha mota e quem é que queria ir à RTP fazer umas filmagens.

De imediato se “arranjou” um grupo e lá fomos para o Estúdio do Lumiar fazer filmagens para um programa que se chamava “Porque Hoje é Sábado”.

Foi nessa altura que conheci e/ou passei “dar-me” com mais assiduidade com o Duarte Nunes de Almeida.

Daí a tornar-nos grandes amigos e companheiros em auspiciosas farras foi um instante. Recordo com saudade os serões de anedotas e as histórias que ele contava, pela piada e pelo entusiasmo que colocava destacava-se claramente. Não me esqueço de inúmeras saídas à noite, nas quais houvesse muito ou pouco para fazer, nos divertíamos imenso.

Uma das muitas vezes que falou para minha casa (ainda na era do telefone fixo), como sempre disse, “Olá Xara, estás bom?”. Confundiu a voz do meu pai com a minha, foi falando, falando, falando, contando o que devia e o que não devia, tal como o programa que tinha planeado para essa noite (uma festa na Escola Alemã), quando finalmente parou, ouviu - “Boa Noite Duarte, estás bom? … Só um minuto que vou chamar o Miguel”. Como resultado dessa conversa descuidada fiquei de castigo, nessa noite para o poder acompanhar à tal festa, onde iriam estar umas garotas que tínhamos conhecido na semana anterior tive que esperar que o meu pai se deitasse para saltar pela janela.

As férias passadas no Algarve, devíamos ter uns 18 ou 19 anos, no apartamento que os pais dele tinham junto da Praia Maria Luísa ainda hoje não esqueci. Foram sete dias de inúmeros episódios que continuo a recordar com saudade, alguns deles ainda conto por vezes aos meus filhos.

A vida profissional, mais algumas circunstâncias, tal como o facto de ele se ter ausentado do país por alguns anos, os casamentos (o dele e o meu)  e a questão dele ter “mudado a sua vida” para Cascais fizeram com que aos poucos nos fossemos afastando.

Ainda estive algumas vezes com ele e com a Sofia, sua primeira mulher, mãe de três dos seus filhos, o mais velho exactamente da idade do meu (têm 2 ou 3 dias de diferença). A certa altura tornou-se criador de cães, comprei-lhe uma cadela (pastor-alemão) lindíssima, a Pipa.

Desde aí só casuisticamente nos vimos ou falámos, fui sabendo notícias por amigos comuns que às vezes o encontravam e no seu blogue pessoal "Janela com Cortinados" que às vezes visitava, primava por ter imagens lindíssimas. Sei que se tinha separado da Sofia, que acompanhava com grande paixão e entusiasmos a evolução do seu filho Salvador como jogador de ténis e soube aqui que tinha casado com a Diana, uma dominicana, de quem teve uma filha.

Ontem fui confrontado com a triste notícia que o meu amigo Duarte tinha partido. Guardarei para sempre na minha memória os bons momentos que contigo passei e me diverti - OBRIGADO!


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